Prêmio Literário Casa de las Américas 2013 - Luiz Ruffato, Chico Buarque

A faceta de escritor de Chico Buarque recebeu mais um prêmio nesta quinta-feira (31) em Havana, onde também foi reconhecido o talento do mineiro Luiz Ruffato.

Luiz RuffatoLuiz Ruffato
Além dos brasileiros, escritores de Argentina, Cuba, Chile, México, Uruguai, Honduras, Peru e Equador foram homenageados na capital cubana durante a 54ª edição do tradicional Prêmio Literário Casa de las Américas 2013.

De um total de 770 obras dos gêneros romance (172), poesia (328), literatura testemunhal (56), ensaio histórico-social (42) e literatura brasileira (158), a Argentina, com 200 obras, foi o país com maior participação seguida de Brasil, Cuba, Colômbia, Chile e Peru.

O prêmio principal de literatura brasileira foi para o romance “Domingos Sem Deus”, de Luiz Ruffato, segundo a ata do júri porque “apresenta diversos episódios independentes que se entrelaçam, formando o mosaico de um Brasil essencial, embora esquecido”.

Chico Buarque, por sua vez, recebeu um prêmio honorífico de Narrativa, enquanto o mexicano Víctor Barreira Enderle recebeu a mesma distinção na categoria Ensaio e o uruguaio Rafael Courtoisie em Poesia.

O Prêmio Casa de las Américas é outorgado anualmente em Havana desde 1960 nas categorias de poesia, conto, romance, teatro, ensaio, testemunho, literatura para crianças e jovens, caribenha de expressão inglesa, caribenha francófona, brasileira e de culturas originárias.

fonte

01.02.2013 | par herminiobovino | america latina, Brasil, literatura, literatura brasileira | 0 comentaires

1º Congresso Internacional Portugal-Brasil-África

Programação
Todas as atividades do Congresso decorrerão nos dias 24 e 25 de outubro de 2012, no Anfiteatro da Parada da Beira Interior e no Auditório da Biblioteca Central (Pólo I), à exceção da Exposição coletiva de Pintura de Renato Rodyner e de Manuela Jardim, que será inaugurada a 24 de outubro de 2012 no Museu de Lanifícios (Edifício Real Fábrica Veiga) e que estará patente até meados de novembro de 2012.

O Programa do 1º Congresso Internacional Portugal-Brasil-África: relações históricas, literárias e cinematográficas desdobra-se em dois tipos de participações: doze convidados de honra e vinte e quatro palestrantes com comunicação anteriormente sujeita a arbitragem científica. Confirma-se a presença dos seguintes convidados de honra:

Arnaldo Saraiva (Ensaísta, especialista em Literatura Brasileira; Portugal)
José Eduardo Agualusa (Escritor; Angola)
Gilberto Mendonça Teles (Escritor; Brasil)
Germano Almeida (Escritor; Cabo Verde)
Margarida Cardoso (Cineasta; Portugal)
Elvira Mea (Historiadora; Portugal)
Alberto da Silva (Especialista em cinema; Brasil/Universidade de Rennes)
Paulina Chiziane (Escritora, Moçambique)
António dos Santos Pereira (Historiador; Portugal)
Manuel da Silva Ramos (Escritor; Portugal)
Renato Rodyner (Artista plástico; Brasil)
Manuela Jardim (Artista plástico; Guiné-Bissau).

No dia 24 de outubro, será inaugurada a Exposição coletiva de Pintura de Renato Rodyner e de Manuela Jardim e, depois do jantar, prosseguem os trabalhos com uma «Noite de Cinema», com a exibição de uma longa-metragem portuguesa na presença da realizadora Margarida Cardoso, e com prévia apresentação por Ana Catarina Pereira.

Programação
Todas as atividades do Congresso decorrerão nos dias 24 e 25 de outubro de 2012, no Anfiteatro da Parada da Beira Interior e no Auditório da Biblioteca Central (Pólo I), à exceção da Exposição coletiva de Pintura de Renato Rodyner e de Manuela Jardim, que será inaugurada a 24 de outubro de 2012 no Museu de Lanifícios (Edifício Real Fábrica Veiga) e que estará patente até meados de novembro de 2012.

O Programa do 1º Congresso Internacional Portugal-Brasil-África: relações históricas, literárias e cinematográficas desdobra-se em dois tipos de participações: doze convidados de honra e vinte e quatro palestrantes com comunicação anteriormente sujeita a arbitragem científica. Confirma-se a presença dos seguintes convidados de honra:

Arnaldo Saraiva (Ensaísta, especialista em Literatura Brasileira; Portugal)
José Eduardo Agualusa (Escritor; Angola)
Gilberto Mendonça Teles (Escritor; Brasil)
Germano Almeida (Escritor; Cabo Verde)
Margarida Cardoso (Cineasta; Portugal)
Elvira Mea (Historiadora; Portugal)
Alberto da Silva (Especialista em cinema; Brasil/Universidade de Rennes)
Paulina Chiziane (Escritora, Moçambique)
António dos Santos Pereira (Historiador; Portugal)
Manuel da Silva Ramos (Escritor; Portugal)
Renato Rodyner (Artista plástico; Brasil)
Manuela Jardim (Artista plástico; Guiné-Bissau).

No dia 24 de outubro, será inaugurada a Exposição coletiva de Pintura de Renato Rodyner e de Manuela Jardim e, depois do jantar, prosseguem os trabalhos com uma «Noite de Cinema», com a exibição de uma longa-metragem portuguesa na presença da realizadora Margarida Cardoso, e com prévia apresentação por Ana Catarina Pereira.

Programa completo

23.10.2012 | par herminiobovino | congresso, lite, literatura africana, literatura brasileira | 0 comentaires

Tensão entre o Brasil do optimismo económico e um Portugal eclipsado, CONVERSA COM JOÃO ADOLFO HANSEN

RED BULL HOUSE OF ART - LX FACTORY - LISBOA,  22 DE JUNHO ÀS 19H00 |
“o sol que emite uma luz negra”, de Lúcia Prancha
Na segunda Open House da residência artística de Lúcia Prancha, a artista apresenta uma palestra de João Adolfo Hansen, reputado crítico literário e historiador brasileiro. Hansen reflectirá acerca do sentido do lugar na literatura e na história, enunciando a relação entre Portugal e o Brasil – que considera “marcada pelo apagamento mútuo” – nessa reflexão. A palestra de Hansen enquadra-se na sua análise da construção da alegoria, que distingue entre verbal e factual, e o respectivo papel desempenhado na interpretação de textos e imagens produzidos no campo cultural.
 
Na sua prática, Lúcia Prancha analisa o evento enquanto fenómeno e objecto, materializando essa análise tanto em imagens e esculturas como em situações e publicações. O projecto que a artista desenvolve para a Red Bull House of Art, “o sol que emite uma luz negra”, parte da experiência vivida no Brasil, onde residiu nos últimos anos, para enunciar a tensão entre o Brasil do optimismo económico e um Portugal eclipsado pela crise financeira. No âmbito deste projecto, a artista organiza uma série de encontros com personalidades brasileiras e a projecção ao ar livre do filme Vampyr, de Carl T. Dreyer, realizado em 1932.
 
 
João Adolfo Hansen nasceu em Cosmopólis, SP em 1942 e vive e trabalha em São Paulo. Professor jubilado de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, especializou-se em estudos de literaturas de língua portuguesa, sobretudo do período colonial brasileiro. Escreveu diversos livros, dos quais se destacam os seguintes: Alegoria. Construção e Interpretação da Metáfora (1986); A Sátira e o Engenho. Gregório de Mattos e a Bahia do Século XVII (1989); O o: A Ficção da Literatura em Grande Sertão: Veredas (2000);Solombra ou A Sombra que Cai sobre o Eu (2005). Organizou, ainda, Antônio Vieira. Cartas do Brasil (2003).
 
Lúcia Prancha nasceu em Coruche em 1985 e vive e trabalha em São Paulo. Estudou artes visuais na Universidade de Lisboa e na Universidade de São Paulo e participou em diversas exposições, individualmente ou em colaboração com outros artistas. Actualmente em residência artística na Red Bull House of Art, o projecto que desenvolve constitui a sua primeira exposição individual.
––-

17.06.2012 | par martalanca | Brasil, literatura brasileira, Portugal | 0 comentaires

"Lá no alto" e "O mergulho no espelho" - Lançamento

A Editora Positivo e a Blooks Livraria convidam para o lançamento dos livros “Lá no alto” e “O mergulho no espelho” de Ninfa Parreiras.

Sábado, 31 de Março, 15h00
Local: Blooks Livraria
Praia de Botafogo, 316
Botafogo, RJ

(flyer)

web

26.03.2012 | par herminiobovino | lançamento livro, literatura brasileira | 0 comentaires

"O Negro Brasileiro e o cinema"

Lançamento do livro “O Negro Brasileiro e o Cinema”
de João Carlos Rodrigues 

Quarta-feira, 7 de Março de 2012, às 19.00
Praia de Botafogo, 316 - Rio de Janeiro

(flyer)

05.03.2012 | par herminiobovino | cinema brasileiro, literatura brasileira | 0 comentaires

Perto do Coração Selvagem

Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector. 

Certos escritos adolescentes são inspirados e isso revelam-nos as irmãs Brönte, Mary Shelley, ou esta obra-prima em língua portuguesa, vinda do Brasil. A viagem íntima de Lispector roça o apelo místico de Etty Hillesum, mas numa versão de sintaxe sensual, crua, com a curiosidade infantil de uma Alice descendo pela toca de coelho da sua própria alma. Com uma maturidade e desilusão raras, mesmo entre escritores cínicos e batidos, o sussurro incessante nas entrelinhas de toda a obra é o da tragédia implícita à efemeridade. E tudo é efémero. E o tempo não cura coisa nenhuma, pois o tempo é, ele sim, o grande agressor. De que adianta penhorar e investir todo o nosso espírito em vivências das quais, o que sobra é nada? Apenas pelo momento? E quando esse momento já carrega a desconfortável consciência da sua própria evanescência? Pela memória que fica? A memória também se distorce e depois dissolve. Não há nada que valha a pena ter ou ser. Nada. Compreenda-se: vale ter e ser, pois como o contrariar? Obviamente não se pode deixar de ter e de ser, sempre algo, a menos que se auto-sabote a existência. E para quê fazer, também, esse gesto inútil, ingrato e fundamentalmente fútil? Mas… valer a pena – valer o sofrimento, a penalização para se ter ou ser, algo sempre tão sem essência – isso é que é questionado diante a imparável enxurrada da impermanência, o tsunami da transitoriedade. Pois a efemeridade não é apenas comparável à saudade transparente, em fotos de gente bonita de outros tempos, e que agora se vão apagando – mas, factualmente, a impermanência tem a velocidade das partículas quânticas – e tudo é de uma fugacidade fulgurante… Mas, e é aqui que a menina se tornou santa: no vórtice do mundo fenomenal ela diz: “talvez num fim de tarde, num instante de amor, no momento de morrer – teria a sublime inconsciência criadora, a intuição aguda e cega de que era de facto imortal para todo o sempre.” 

MIGUEL GULLANDER 

11.07.2011 | par martalanca | Clarice Lispector, literatura brasileira | 0 comentaires

Parabéns CHICO!!!!!!

Leite Derramado, o quarto romance de Chico Buarque, foi o vencedor da 8ª Edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura. Esta é, recorde-se, a segunda distinção que o livro recebe em poucos dias, depois de, no início desta semana, ter sido galardoado com o Prémio Jabuti, o mais importante Prémio Literário no Brasil. Editado em Portugal pelas Publicações Dom Quixote ( Junho de 2009). Chico Buarque by Bel PedrosaChico Buarque by Bel Pedrosa Leite Derramado conta-nos a história de um homem muito velho, preso a um leito do hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num mónologo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem o quiser ouvir, a história da sua linhagem, desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até ao tetraneto, um jovem do Rio de Janeiro actual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e económica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.   Chico Buarque de Holanda nasceu no Rio de Janeiro em 1944. Cantor, compositor e escritor, publicou as peças Roda Viva (1968), Calabar (1973), Gota d’Água (1975) e Ópera do Malandro (1979); é ainda autor da novela Fazendo Modelo (1974) e dos romances Estorvo (1991 - Prémio Jabuti 1992), Benjamim (1995), Budapeste (2003 - Prémio Jabuti 2004) e Leite Derramado (2009 - Prémio Jabuti 2010 e Prémio PT 2010), o seu mais recente romance. Budapeste, recorde-se, foi adptado ao cinema num filme realizado por Walter Carvalho, onde participam os actores Ivo Canelas e Nicolau Breyner.

09.11.2010 | par martalanca | Chico Buarque, literatura brasileira | 0 comentaires

Clebynho, o babalorixá aprendiz

Clebynho, o babalorixá aprendiz é a história de um menino da
periferia carioca que vai estudar em uma escola mágica de macumba e candomblé. Ali, ele tem aulas como “Hidrólios e Etnobotânica do Amazonas”, “Voodoo haitiano”, “Comidas ritualísticas”, “Danças ritualísticas”, “Pontos de evocação”, “Entidades”, “Zoologia mística” e vive estranhas aventuras com outros coleguinhas, entre eles Guaraná, um índiozinho brasileiro do amazonas e Erínia, uma estudante intercambista da Islândia. Durante sua jornada para salvar o Uirapuruaçu, um pássaro mágico sagrado, eles enfrentam perigosas criaturas como o peixe-boi-vampiro e a terrível entidade do Exu Penhauer.

Clebynho, o babalorixá aprendiz
Leandro Müller
Editora Pallas

 

10.09.2010 | par martalanca | literatura brasileira | 0 comentaires