"Fuckin' Globo!"

A exposição colectiva “Fuckin’ Globo!” reúne um conjunto de artistas multidisciplinares que exibem obras envolventes e no limiar da disrupção no mítico Hotel Globo, âmago incontornável da vida cultural da baixa de Luanda.

Em “Fuckin’ Globo!”, o espaço expositivo está intimamente tecido ao conceito das obras desenvolvidas pelos artistas, gerando um uníssono das várias intervenções. Na intimidade dos quartos e num ambiente quase claustrofóbico, as obras exibidas funcionam como uma metáfora da inconformidade de viver num planeta profundamente caótico em constante estado de mutação.

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The collective exhibition “Fuckin’ Globo!” is an assemblage of multidisciplinary artists, where works will be displayed in an engaging and borderline disruptive form at the mythical Hotel Globo, a pivotal building on Luanda’s downtown cultural life.

On “Fuckin’ Globo!” the space of the exhibition will be an inseparable part from the general concept of the works being shown, generating an unison from the various interventions. At almost claustrophobic environment and within the intimacy of the rooms, the purpose of the works displayed is to set a metaphor on the unconformity set to all of us living in an environment submersed into a chaotic and advanced state of mutation.

29.06.2016 | by martalanca | artistas angolanos, exposição, Fuckin' Globo!, Globo

E se fossem os países africanos a ajudar o Ocidente? - artigo no Sol sobre No Fly Zone

No Fly Zone, a espantosa exposição da nova geração angolana no Museu Berardo, em Lisboa, mostra-os a observar como nós os vemos. Sem paternalismos, de forma acutilante e com humor. Amigos, mas não como dantes.

Estamos muito habituados ao discurso ocidental de ajuda aos países africanos. Mas e se fosse ao contrário? Kiluanji Kia Henda criou a O.R.G.A.S.M (Organization of African States for Mellowness), uma hipotética primeira ONG africana dedicada a projectos filantrópicos no Ocidente. É um vídeo, «que na verdade é um trailer para uma longa-metragem», diz Kiluanji, que apresenta o projecto desta ONG.

kiluanji kia hendakiluanji kia hendaO primeiro objecto da caridade africana seria Paris, cidade mergulhada na crise. O vídeo feito em 2011 mostra violência nas ruas da capital francesa e um sem-abrigo refugiado junto à montra de uma agência de viagens, com uma voz em off a insistir na necessidade de salvar Paris. «Este filme foi inspirado no livro de Mambysa Moyo Dead Aid que desmonta a actuação das agências de caridade em África, mais prejudiciais que benéficas ao continente africano. E também nos filmes de pornomiséria, um género colombiano dos anos 70, em que a miséria extrema era explorada». Observados nós europeus como objecto de misericórdia é novo e… chocante! «Odeio paternalismos», diz Kiluanji «porque isso cria uma distância. É preciso criarmos novas formas de comunicação».

O vídeo de Kiluanji Kia Henda, inscrito na parede onde está pintado o símbolo desta nova união africana (com as estrelas amarelas sobre azul a cercarem o desenho do continente), abre a exposição No Fly Zone. Unlimited Mileage, que no Museu Berardo apresenta a novíssima geração de artistas angolanos, até 31 de Março. O mote da exposição com curadoria de Fernando Alvim, comissário da Trienal de Luanda, e de Suzana Sousa é o de olhar para a História. «É um espaço de reflexão e de experimentação antes da próxima Trienal cujo tema será a História», diz Fernando Alvim.

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06.02.2013 | by martalanca | artistas angolanos, Fernando Alvim, no fly zone

duas exposições a não perder no Museu Berardo - LISBOA

Hélio Oiticica, museu é o mundo

21 de setembro a 6 de janeiro de 2013

A obra de Hélio Oiticica (1937–1980), que tem vindo a ser descoberta fora do Brasil, configura um dos momentos mais significativos do século XX. A exposição Hélio Oiticica — museu é o mundo constitui a mais ampla retrospetiva do artista, com 117 obras, sendo algumas delas apresentadas nos espaços exteriores do Museu Coleção Berardo. Hélio Oiticica desenvolveu desde 1955 um percurso notável. Partindo da abstração neoconcretista, procurou explorar novas vias para a pintura fora do quadro, criando dispositivos imersivos para o espetador, como os “Penetráveis”, ou os “Parangolés”, suscetíveis de serem vestidos. As suas instalações Tropicália e Éden deram às experiências concretistas uma viragem etnológica e política, a par da reclamação de uma outra relação com o tempo e o prazer. Muitos penetráveis, que abandonaram o museu, perseguindo novos caminhos para a pintura, integram a exposição, bem como a publicação dos seus escritos que permitem compreender como Hélio Oiticica projetou as principais problemáticas com que os ulteriores desenvolvimentos artísticos vieram a confrontar-se.

Pedro Lapa, diretor artístico

 

No Fly Zone

30 de janeiro a 31 de março

A exposição No Fly Zone apresenta seis artistas angolanos que trabalham entre instalação, fotografia e vídeo e pretende reflectir, a partir das suas obras, sobre espaços imaginários e de questionamento. Estes artistas trabalham diferentes temas num universo tão global quanto africano ao mesmo tempo que interrogam discursos sobre África. Entre si partilham um gesto de questionamento de discursos, de estéticas, de realidades oferecendo-nos outras possibilidades. Um gesto subversivo no sentido em que corrompe a realidade que encontra ao mesmo tempo que forja olhares e pontos de vista alternativos. Assiste-se ainda a um foco no indivíduo e no seu papel de ator da história e na construção da memória, sendo que esta em vários momentos se cruza entre a memória coletiva e pessoal.

Mesa-redonda em torno da exposição No fly zone

24 de janeiro | 18h00 | Oradores: Pedro Lapa, Fernando Alvim, Simão Njami e Susana Sousa | Auditório Piso -1 | Entrada gratuita

 

 

30.11.2012 | by martalanca | artistas angolanos, Hélio Oticica

Movimento de Jovens Artistas Angolanos (JAANGO) 2011

28.09.2011 | by joanapires | artistas angolanos, JAANGO, Movimento de Jovens Artistas Angolanos