Arte e memória coletiva - 22/1 LISBOA

Uma mesa-redonda com Ângela Ferreira, David Santos, Irene Pimentel, Mariana Pinto dos Santos, Pedro Lapa.

Com a modernidade, as práticas artísticas visuais preteriram o recurso a uma função mnemónica como forma particular de estruturar uma experiência coletiva.A história, a narrativa, o documento e o comentário tornaram-se formas proscritas. Recentemente, muitos artistas têm vindo a reclamar para o objeto artístico uma dimensão mnemónica, contra a sua instrumentalização mercantil, para que este possibilite formas diferentes da experiência e da própria subjetividade.

Uma atividade realizada no âmbito da exposição Da solidão do lugar a um horizonte de memórias, patente no Museu Coleção Berardo até 28 de abril de 2013.Entrada livre, sem marcação prévia. Para mais informações contacte o Serviço Educativo: t. 213612800, f. 213612900, servico.educativo@museuberardo.pt .

 

18.01.2013 | por martalanca | arte, memória

Arrastown - Porto

MAUS HÁBITOS
19. JANEIRO.2013 - 18H|04H

1ª edição de um encontro multicultural que concentra num mesmo evento diferentes projectos, artes e artistas e que, tal como o próprio nome nos indica, pretende arrastar, trazer a cidade até nós, descobrindo assim novas formas, novos caminhos.
O cruzamento de criadores de várias nacionalidades, cada um com a sua própria marca artística, já conquistada na cidade do Porto, procura proporcionar experiências distintas no público, potenciando novas criações, movimentos e sensações!
As portas abrem às 18h e desde esta hora até às 4h00 são inúmeras as propostas apresentadas: actividades para crianças, um jantar ao som de boa música e acompanhado de arte, workshops e diversas manifestações artísticas, estendendo-nos pela noite com DJ e VJ SET brindando todo o evento com festa e boa disposição.

 

ACTIVIDADES PARA CRIANÇAS
Sala Concerto 18H Encontro Musical Infantilpor aulas infantis de música do Espaço Compasso 19H Histórias para CriançasO Segredo do Monstro de Avintes por Tadeu Marques JANTAR ARRASTOWN
Mercado 19H30 WORKSHOPS 17H Workshop de Jardins Verticais
Esplanada Maus Hábitospor, José Teixeira e Isabel Castro Freitas  19H Workshop de Serigrafia
Mercado
por Oficina-Arara DOCUMENTÁRIOS
20H - Sala Concertos “AI MARIA”por 10pt - Criação Lusófona ” EU VIVO AQUI “Realização de Inês & Chloë & Hernani & ParreiraPorto, 2012 duração: 20.17min ” Es.Col.A da FONTINHA - Espaço Colectivo Autogestionado “Viva Filmes | 13’ / Portugal / 2012 CICLO TIAGO AFONSO  “SATURADO”Duração: 20’ “Covas do Douro”Duração: 9 Min “Histórias do Fundo do Quintal” Duração: 13 MIn “Ruído ou As Troianas”Duração: 55 Min MURAL DE MARCADORES
22H - Sala NobrePintura de SLAP SkTr VS LIVE MUSIC LIVE MUSIC
CELLO & VIOLONCEL22H30por OLA Pykacz & MARIANA PEDROConcerto
SOUNDSCAPES 23h15por Menne SmallenbroekConcerto / viagem sonora SCRATCH & TURNTABLE00h15
por DISCA RISCOS PINTURA INTERACTIVA
22H30
 - Mercadopor KATELIJN SMISSAERT, NIKA MARCELINA, BIXU, CLARA REGO LIVE ACT STOP MOTION
22H
 - Salão Nobrepor Tânia Duarte DJ’S DISCA RISCOS
20H
 - Salão Nobre
Breakbeat / Turn Table / World Music  ZURC
22H
 - ALL NIGHT SET - Salão Nobre 
Blues / Blues Jazz / BlueS Breakbeats / heroes of hammond HONG KONG DJS02H30 - Sala Concerto
House / minimal / techno / funk  CONCERTOS BILAN + CONVIDADOS
00H30 
- Sala Concerto
CLAIANA live
01h30 
- Sala Concerto  PERFORMANCES “Élan: impulso – movimento – apreensão”22H30 - Sala Concertopor Luciana Brandão
 “Mulher sem forma”
01H 30 - 
Sala Concerto
por Fabíola e Eloísa “Improviso Momentâneo”
02H
 - Salão Nobre
por Flávio Hamilton “ Pessoa “
02h30
 - Salão Nobre
por Sergio Cardoso  VJ LIVE SET
02h00
 - Salão Nobrepor Carolina Carballo - CHULA VJ`SSs INSTALAÇÕES
actividades permanente “A nossa energia”
por C. Castro “Maya.ayam” 
por Filipe Garcia   EXPOSIÇÃO
actividades permanente
ILUSTRAÇÃOpor CÉLIA CORREIA PINTURA
“O Toureiro Morto”
por Liliana Claro
por WERONIKA MARCELINA KWIATKOWSKA  FOTOGRAFIA
actividade permanente KEEP MOVING + 
por João Pádua  MERCADO
actividade permanente PISTAS & CARTUCHOS DIVULGAÇÃO PROJECTOS MUSICAIS COM PONTO DE ESCUTABUZINE DIVULGAÇÃO PUBLICAÇÕES INDEPENDENTES/AUTORHORTAS URBANAS ESPAÇO COMPASSOLICORES & COMPOTAS LAMBISCO PortugalT SHIRT´S & PIN´S ARRASTOWNACESSÓRIOS DE MODA  ACRÍLICO MIGUEL BARBOSA
OFICINA ARARA IMPRESSOES DIRECTAS ARTESANATO EM COURO A FLOR DA PELE VINTAGE & RETRO

 

 

17.01.2013 | por martalanca | Arrastown, Bilan, Claiana

CORPO NAS DANÇAS DE CABO VERDE com Tony Tavares - LISBOA

AULA ABERTA - sexta- 22h30
Quem visita a Fábrica Braço de Prata às sextas feiras, é apanhado pela música de Cabo Verde, e por um professor de dança, António Tavares, que de uma forma descontraída, numa aula aberta, usa os corpos para falar das danças tradicionais caboverdianas. É mais do que uma oficina de movimento. É montar uma banca, como numa feira, e falar de dança de um modogeral e das suas co-relações. E para falar das danças de Cabo Verde é preciso falar do corpo do homem das ilhas, conhecer o seu universo e penetrar na geografia deste arquipélago que,durante séculos, permaneceu e reagiu, segundo o poeta Osvaldo Alcântara, ” à estiagem,à fome, à solidão dos montes despidos à nossa volta.”. E tudo isto se descobre usando omovimento como linguagem primeira. TAMBÉM NA SEXTAMÊS DO HUMOR 22H30 | Portugal das Bifanas - com Telmo Ramalho 
 23h00 | Júlio Resende e Convidados
23H30 | Congo Star 
00h30 | Air Project (Rúben Alves - piano, Miguel Amado - baixo, Vicky Marques - bateria) 

17.01.2013 | por martalanca | António Tavares, dança

Depois do Adeus, os retornados agora na ficção da TV

Depois da literatura e dos documentários, RTP1 estreia nova série sobre as convulsões sociais em 1975/76.

“Em África tem-se o tempo, no ocidente tem-se o relógio”, diz Isabel Fragata, sorriso rasgado, sobre a vida nas antigas colónias portuguesas. Semblante carregado para recordar outro tempo, após 1975, já em Portugal: “Os retornados eram mal amados”. Nem o termo é aceite por todos, nem o tema é simples, mas esta semana, depois de uma vaga de livros sobre o êxodo de África de centenas de milhares de portugueses, é a vez da ficção televisiva e da rádio online se focar nos retornados. Depois do Adeus estreia sábado na RTP1 e traz “um país que fervilhava” aos ecrãs, diz a realizadora Patrícia Sequeira.

A história real de Isabel Fragata, testemunho em vídeo apresentado nesta segunda-feira no Hotel Mundial, em Lisboa - que albergou famílias vindas das ex-colónias - a par da nova série, é uma de muitas que agora inspiram ficções. “Há um surgimento”, sublinha a historiadora Helena Matos, consultora de Depois do Adeus, e não um ressurgimento destas narrativas “e isso também é história - ninguém falava na situação deles, que é comum nos casos de refugiados”.

Em 2011, o romance premiado O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, foi talvez o corolário da atenção de várias gerações de autores portugueses ao efeito disruptivo da descolonização na sociedade portuguesa - nos que nasceram ou emigraram para África e lá deixaram vidas depois de 1975 e nos “continentais”, como descreve o actor João Reis, que num período de redesenho social e político (não) acolhem os chamados retornados. Para Luís Marinho, director-geral de conteúdos da RTP, Depois do Adeus “retrata um período histórico controverso, e a série também será controversa por isso”.

Depois do Adeus, título emprestado da canção de Paulo de Carvalho que foi a senha para a revolução de Abril e que agora toca no genérico da série, propõe-se como uma viagem do 25 de Abril (no qual terminava Conta-me como foi, série de época de sucesso da RTP1 e que fez a direcção de programas querer “completar o ciclo”) à eleição de Ramalho Eanes, com paragens no Verão Quente ou no 25 de Novembro através da vida de famílias vindas de Angola e residentes em Lisboa.

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16.01.2013 | por martalanca | retornados, tv

Hand Baggage de Cláudia Alves, os portugueses na Índia, em preparação

Hand Baggage é um filme que reúne histórias e colecciona objectos, fruto da experiência de viagem pela Índia de três amigas de diferentes nacionalidades: portuguesa, indiana e brasileira. Através das personagens que conhecem durante o seu percurso - com partida em Lisboa e destino final Mumbai, passando por Goa, Calecute, Cochin… - questionam-se sobre a presença portuguesa na Índia e reflectem sobre a natureza das coisas que entrelaçam as culturas do Oriente e do Ocidente.

veja o blogue da viagem aqui.

 

15.01.2013 | por martalanca | Goa, império, índia, portugueses

Revista (In)Visível na área - nº 1 ESCRAVIDÃO

Nesta edição propomos ampliar a perspectiva sobre a escravidão. Nossa intenção é escapar das visões amarradas no tempo histórico. Procuramos alargar o olhar sobre os diferentes enquadramentos teóricos e populares que têm dominado e marginalizado as interpretações deste fenômeno. A proposta é tratá-lo sem delicadezas etimológicas para que os leitores e leitores se deparem com um percurso mais desnudado em relação à dureza empírica do seu significado social.

(o Buala colaborou com este número) Boa leitura! Liberte a sua edição aqui.

PRÓXIMA CHAMADA: LOUCURA

Desamarremos as camisas de força. Curto circuitos nos tratamentos de choque. Convoca-se a todxs: artistas, dentistas, puristas, sociólogxs, ginecologistas e urologistas, filósofxs, arquitetxs, matemáticxs, amigxs ou inimigxs de Foucault, gente do time de Goya ou do de Baby do Brasil. O que queremos é enlouquecer em diferentes linguagens. Afinal, vivemos para debater, para relacionar, para rasgar os jornais do dia e para denegrir a normalidade das coisas. Gritar na biblioteca, nos hospícios. Loucura a sério em fotografia, imagens, artigos, reportagens e na insanidade que vier.

Prazo limite para receção de trabalhos: 20 de Janeiro de 2013

Comunicação de aceitação: 20 de Fevereiro de 2013.

Consulte as normas para envio aqui.

15.01.2013 | por martalanca | escravidão, loucura

ATIVU, de César Schofield Cardoso, 18 Janeiro, Cidade da Praia.

ATIVU, de César Schofield Cardoso: 18 de janeiro às 18:30 até 20 de janeiro às 22:00 em UTC-01 Praça Alexandre Albuquerque, Praia, Cabo Verde
ATIVU Que está apto para agir. Que age ou atua; que funciona; enérgico; diligente; dinâmico. Intenso; forte. Conjunto de valores positivos duma empresa ou pessoa.
ATIVU é um vídeo que cruza a poética de Amílcar Cabral com vozes de ativistas da atualidade em Cabo Verde. Amílcar Cabral, antes de estratega, político e diplomata, era um homem de olhos atentos ao meio físico e humano que o circundava. Ardia-lhe na pele as agruras da terra. Amava e sofria intensamente. Vivia, vivia com intensidade.
Direção Artística César Schofield Cardoso | Coordenação Técnica Ana Torres Arenas | Poemas ditos por Emerson Pimentel, Lúcia Cardoso e Mariana Faria  | Canto Lúcia Cardoso |Músicas Buddha, Republica, Dapox (hip-hop), Tubarões | Pesquisa Carlos Santos (Ministério da Reforma do Estado). Poemas de A.Cabral recolhidos em “Emergência da Poesia em Amílcar Cabral”, Oswaldo Osório, 1984. Fontes Instituto Nacional do Arquivo Histórico, Arquivo da Rádio Nacional de Cabo Verde, Arquivo da Televisão de Cabo Verde. ParticipaçãoJosé António Cardoso Tavares, João José “UV” Tavares Monteiro, João Gomes de Pina Lomba, Kevin Luís, Stefania Bortolotti, Néné. Agradecimentos Toni Andrade, Mafalda, Ana (TCV), Nuno Lobo Linhares Carvalho, Projeto Simenti, Djick Oliveira, Djinho Barbosa.       No Facebook: www.facebook.com/eventu/ativu

15.01.2013 | por franciscabagulho | Amílcar Cabral

“Linking Culture and Development in Africa” call for papers:

Panel 69  European Conference African Studies (ECAS) in Lisbon 2013.

convenor Raquel Freitas (Centre for Research and Studies in Sociology, University Institute of Lisbon (CIES, ISCTE-IUL)

To submit a paper follow the link here

This panel explores the link between culture and development in Africa, in a world that is marked by increasing but unsustainable consumerism. We invite papers that address policies linking culture and development in Africa and the dynamics of decision-making between different actors involved.

The importance of linking culture and development has been recognised with increasing emphasis in the past few years. This acknowledgement derives essentially from the fact that the cultural and creative sectors represent 3.4% of global GDP, while receiving only 1.7% of international development aid.

UNESCO is actively deploying an agenda of mainstreaming culture into development and pursuing the goal of introducing culture as a priority in a post-2015 UN Development Agenda.

There are different interpretations as to how this link can be operationalized, bearing different implications. Essential cleavages reside in the broad or restricted conception of culture, and in the instrumental or intrinsic values of culture. Artists are likely to value the restricted conception that highlights the intrinsic value of culture, associated with art as an end in itself, while policy-makers may be more concerned with a broad notion of culture and how it can be a means to achieve an end, i.e., in this case the objective of contributing to development.

The panel welcomes contributions that address these hypotheses as well as the dilemmas surrounding these various interpretations of culture and how different actors, including policy-makers, donors, civil society, citizens in Africa espouse these or other positions regarding the link between culture and development. We would also welcome papers that include, for example, the perspective of African migrant artists: how they see this link and to what extent they are keen on and able to contribute to the policy debate in their countries of origin.

13.01.2013 | por martalanca | Africa, desenvolvimento