Transitante: entre álbuns e arquivos, open day - LISBOA

O “Transitante: entre álbuns e arquivos”, workshop internacional de artistas Triangle Network, organizado pela Xerem em parceria com o Largo Residências e o Arquivo Municipal de Lisboa - Fotográfico encerra no próximo dia 12 de Dezembro (Quarta-feira) com um dia aberto que irá decorrer em vários espaços no Largo do Intendente a partir das 16h30.

Durante 10 dias, os artistas Anton Theileis (Alemanha), Carla Cabanas (Portugal), Ivan Grilo (Brasil), Jordi Burch (Portugal), René Tavares (São Tomé e Príncipe), e Susana Anágua (Portugal) estiveram em residência no Largo Residências, onde desenvolveram as suas pesquisas refletindo sobre os seus processo criativos, num programa que procurou seguir os objetivos comuns às ações organizadas no âmbito da rede Triangle: privilegiar o intercâmbio de experiências, evidenciar e reinterpretar as especificidades de cada local, estabelecer ligações entre artistas e movimentos artísticos e culturais de diferentes países, e dinamizar a presença desses contextos internacionais com os artistas locais.
Transitante decorreu no Intendente, e procurou também funcionar como uma plataforma de encontro entre artistas perante territórios de hibridação, marcados pela multiplicidade de comunidades que neles se entre cruzam e intermezzo a um cenário de forte reabilitação urbana.
Como referido pelo curador Carlos Alcobia, “um espaço de mediação mutável que nos permite viajar até ao outro, habitá-lo, mas sem nos transformarmos nele. O nosso entendimento sobre o Intendente poderá ser sempre exterior mas agora forçosamente mais diversificado e conflituoso. Um agueiro, que nos suga, nos assimila e do qual procuramos resistir e escapar, mas para depois no final regressar.”
A abertura do dia aberto terá lugar pelas 16h30, estendendo-se pela tarde com encerramento previsto para as 20h.

11.12.2012 | por martalanca | Xerem

domingo (in)continente no Bartô LISBOA

Bartô das 22h às 3h I ENTRADA LIVRE

 

Dia 16 de Dezembro

ilustração de Margarida Botelho ilustração de Margarida Botelho

21h30 I  Lançamento do livro Manual para Incendiários e Outras Crónicas do autor moçambicano Luís Carlos Patraquim, editora Antígona: apresentação de Manuel Portela, leitura de uma crónica por Nelo Santos

 

22h30 I concerto do Projecto Afro-Flash

Uma apaixonante viagem por sons de África: sembas, rebitas e quilapangas entre outros.

 

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Dia 23 Márcio Costa


Soul, Funk, Pop e Ritmos africanos compõem o repertório deste concerto de Márcio Costa, que inclui sons de Natal e belíssimos temas originais.

banda:

Márcio Costa – Voz
Roberto da Luz – Piano
Jackson – Baixo
Aluisio – Bateria
Shera – Back Vocal
Glauco – Guitarra

 

 

 

10.12.2012 | por martalanca | luís carlos patraquim, Márcio Costa, música africana

Luanda não é uma cidade pequena, LISBOA

uma exposição POP-UP de Paulo Moreira, na LX-factory

O BALNEÁRIO é um espaço cultural multidisciplinar criado em 2011 apoiado por uma associação sem fins lucrativos.  Produz e apresenta exposições temporárias, assim como uma série de outros eventos tais como residências, workshops, teatro, dança, conferências e concertos musicais. 
Encontra-se localizado no terceiro piso da LX Factory.
No próximo dia 13 de Dezembro apresentaremos uma exposição pop up ‘Luanda não é uma cidade pequena’ de Paulo Moreira, vencedor do Prémio Távora 2012. 
Dez anos após o final da guerra civil em Angola, o rápido crescimento económico fez de Luanda uma das cid ades mais caras do Mundo. Mas o papel da “informalidade” tem sido ignorado no debate sobre a actual transformação urbana. Através de uma colecção de materiais produzidos durante workshops participativos, envolvendo cidadãos, autoridades locais, ONGs e estudantes de arquitectura, esta exposição aborda os territórios “escondidos” de Luanda. Inclui a projecção de 3 curtos documentários, mostrando testemunhos de (ex-) moradores em Angola e imagens do processo de regeneração urbana em curso. O evento será encerrado pela apresentação do registo de viagem do Prémio Távora 2012.

 

10.12.2012 | por franciscabagulho | Luanda

call for papers: Art and Social Engagement: Aesthetic articulations in African urban spaces

African Dynamics in a Multipolar World
Fifth European Conference on African Studies (ECAS 2013), 26-28 June, 2013, Lisbon
Panel no. 066: Art and Social Engagement: Aesthetic articulations in African urban spaces
African cities are both centres for artistic practice and hotspots of social articulations from enriching encounter to violent conflict. On the one hand, they offer artists opportunities to study, establish networks, and interact with social, political, economic and aesthetic aspects of urban life. On the other hand, they offer the stage where artists negotiate these very topics, bringing attention to the materiality, sociality and politics of urban space. However, the artists’ agency in the urban public and their modes of social as well as aesthetic interaction, vary to a great degree. They may search for social encounters through performances in public spaces; they may comment on urban planning through independent or commissioned design interventions, or they may pull the city into their studio or workshop by processing the materials found in the streets.
This panel asks: How do artists in African cities situate themselves in the public? How do their art practices relate to particular urban situations and topics? What are the dimensions of social engagement through creative practice, and how do they relate to the urban space as a social and public sphere? What audiences do creative practitioners address, and how do audiences actually emerge? What does artistic practice contribute to an understanding of “the public” in the diverse political and cultural urban settings?
The panel welcomes papers from a broad variety of disciplines including, but not limited to, art history, visual studies, anthropology, urban studies, performance studies, architecture, or design studies. Contributions by practicing artists are equally welcome.
Panel Convenors: Prof. Dr. Till Förster, University of Basel
Dr. des. Fiona Siegenthaler, University of Basel. Deadline: 16 January 2013
Please submit directly via the online system of ECAS.
For questions concerning the panel, please contact: Fiona Siegenthaler: Fiona.Siegenthaler@unibas.ch

10.12.2012 | por franciscabagulho | call for papers

"A Africana", projecto de Cão Solteiro e Vasco Araújo - LISBOA

Teatro Maria Matos 

qua 5 sex 7 e dom 9 dezembro

qua 12 sex 14 e dom 16 dezembro

qua e sex 21h30 dom 18h00

Sala Principal 

15€ / Descontos ciclo teatro|música (ver descontos aqui)

A Africana é o segundo projeto da companhia de teatro Cão Solteiro em parceria com o artista plástico Vasco Araújo. Estrearam no Teatro Maria Matos, em 2010, APortugueza, uma masterclass de canto tendo como objeto de análise o Hino Nacional.

“A: Cheguei ao país maravilhoso. Ao desconhecido. Não estou em mim. Estou do outro lado. Sou a invenção do mundo. Sou um Grande Ó. Regressei ao paraíso. O tempo é redondo como a terra. O princípio é igual ao fim. Sou Adão e Eva e descobri o que já foi descoberto. Sou a globalização. Sou a heterogeneidade. E a imortalidade. Olho em volta e é tudo tão… é tudo tão… é tão… é tão… é tão… diferente, exato, é essa a palavra: diferente.“

Neste espetáculo, tomam-se a música de L’Africaine de Meyerbeer e o libreto de Scribe, onde Vasco da Gama, navegador e descobridor, ambiciona um “país maravilhoso”. Partimos desta vontade para passar pelo inesgotável discurso da alteridade e do estrangeiro, pretextos para uma rescrita a pensar nas possibilidades de tais palavras nos tempos de hoje. Prossegue-se desta forma uma linha de trabalho que se centra no cruzamento da linguagem teatral com a linguagem musical e o canto.

 

autoria do projeto Cão Solteiro & Vasco Araújo texto original a partir do libreto José Maria Vieira Mendesadaptação, musica original e direção Nicholas McNair figurinos Mariana Sá Nogueira luz Daniel Worm cabelos e maquilhagem Sano de Perpessac mestra de costura Teresa Louro costureiras Maria José Baptista e Palmira Abranches assistentes de figurinos Catarina Soares e Miguel Morazzo produção e fotografia Joana Dilão atoresBernardo Rocha, Luís Magalhães, Noëlle Georg, Patrícia da Silva, Paula Sá Nogueira e Paulo Lages solistas Marina Pacheco, Sónia Alcobaça e Vasco Araújo coro gulbenkian Afonso Moreira, Ana Urbano, Anna Kássia, Bruno Almeida, Fátima Nunes,  Jaime Bacharel, Laura Lopes, Luís Pereira, Mariana Russo, Nuno Fidalgo, Pedro Cachado, Rita Marques, Rita Tavares, Rui Aleixo, Tiago Oliveira e Verónica Silva preparação do coro Clara Coelho ensemble do estúdio de ópera da ESML Catarina Távora (violoncelo) João Carvalheiro (clarinete) e Tatiana Rosa (flauta) coprodução Cão Solteiro, Maria Matos Teatro Municipal e Fundação Calouste Gulbenkian agradecimentos André e. Teodósio, André Godinho, Benjamim Araújo, Celeste Patarra, Culturgest,  João Brandão, Jochen Pasternacki, Lúcia Lemos, Maria Ana Bernauer . Maria do Céu Araújo . Miguel Vale de Almeida . Nuno Lopes . Paulo Carcavelos

Cão Solteiro é uma casa que habita o lugar interior de uma loja e várias cabeças. Há dez anos que é um lugar de permanência e retorno onde respiram algumas pessoas. Nesta casa fabricam-se ideias, futuros, objectos bonitos, objectos feios, frases, figuras, situações, outras casas imaginadas, segredos públicos, mapas pessoais, espelhos, lentes, lápis, linhas com que nos cosemos, nós cegos, saídas de emergência, dívidas, problemas. Cão solteiro é essencial na sua absoluta inutilidade pública. We Are Not Amused. E no entanto sorrimos perante a possibilidade de falhar para poder continuar. Cão Solteiro é um casaco que se veste e com que se atravessa o inverno.

Criações: Marie & Bruce (1997), Aguantar (1999), Furiosa Tempestade (2001), Tás senti ton pensier avancer um pas dans le silence? (2001), O Alfinete do Anestesista (2001), Pano de Muro (2002),Histórias Misóginas (2002), I . Sobre a Luz (2003), II . Obscuridade (2003), Nocturno Delirante (2004),Sobre a Mesa a Faca (2005), Vistas da Cidade (2005), Casa Cena (2006), Drama (2006), Michaux(2006), Cha Cha Cha (2006), A Carta Roubada (2007), 3 (2007), Strange Fruit (2008), Aqui Também(2008), ManPower (2008), Tink (2009), A Portugueza (2010). 

+ info caosolteiro.blogspot.pt/

Vasco Araújo, nasceu em Lisboa, em 1975, cidade onde vive e trabalha. Em 1999 concluiu a licenciatura em Escultura pela FBAUL., entre 1999 e 2000 frequentou o Curso Avançado de Artes Plásticas da Maumaus em Lisboa. Desde então, tem participado em diversas exposições individuais e coletivas tanto nacional como internacionalmente, integrando ainda programas de residências, como Récollets (2005), Paris; Core Program (2003/04), Houston. Em 2003 recebeu o Prémio EDP Novos Artistas.

Das exposições individuais destacam-se Eco Jeu de Paume, Paris (2008); Vasco Araújo: Per-Versions, the Boston Center for the Arts, Boston (2008); About being Different (2007), BALTIC Centre for Contemporary Art, U.K.; Pathos (2006), Domus Artium 2002, Salamanca; Dilemma (2005),S.M.A.K., Gent; L’inceste (2005), Museu do Azulejo Lisboa; The Girl of the Golden West (2005), The Suburban, Chicago; Dilema (2004), Museu de Serralves, Porto; Sabine/Brunilde (2003), SNBA, Lisboa.

Nas exposições coletivas destaque para a participação na Artes Mundi, Wales Internacional Visual Art Exhibition and Prize, National Museum Cardiff, Cardiff (2008); Kara Walker and Vasco Araújo:  Reconstruction, Museum of Fine Arts,  Houston, (2007); Drei Farben – Blau, XIII Rohkunstbau, Grobleuthen (2006); Experience of Art; La Biennale di Venezia. 51th International Exhibition of Art, Veneza; Dialectics of Hope, 1st Moscow Biennale of Contemporary Art, Moscovo, (ambas em 2005); Solo (For Two Voices), CCS, Bard College (2002), Nova Iorque; The World Maybe Fantastic Biennale of Sydney (2002), Sydney; Trans Sexual Express, Barcelona 2001, a classic for the Third millennium (2001), Centre d’Art Santa Mònica, Barcelona 

O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias coleções, públicas e privadas, como Centre Pompidou, Musée d’Art Modern (França);  Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Fundación Centro Ordóñez-Falcón de Fotografía – COFF (Espanha); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha);  Fundação de Serralves (Portugal); Museum of Fine Arts Houston (EUA).

 

 

08.12.2012 | por martalanca | teatro

O Teatro em Cabo Verde e a Crioulização: da antropologia para os palcos, de João Branco

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção-Ceará-Brasil.

 

 

08.12.2012 | por martalanca | cabo verde, João Branco, teatro

foto-FALA instalação audiovisual em BELO HORIZONTE

7 e 8 Dezembro 2012 – 3 sessões por dia: 19h30, 20h30 e 21h30

no CentoeQuatro Sala 3

Praça Ruy Barbosa 104 - Centro - Belo Horizonte/ MG

T: 31 3222.6457

contato@centoequatro.org

Entrada Franca

Foto-FALA é uma instalação audiovisual site-specific, que se apropria de retratos fotográficos e gera novos retratos em vídeo e fotografia de descendentes de portugueses.

Foto-Fala apresenta lado a lado, a tecnologia analógica e digital, imagens e testemunhos, numa proposta que convida o espectador a visualizar álbuns de família, a ouvir relatos em torno de histórias de filiação, genealogia, trajetórias, identidade, perda e memória.

 

Objetivos de Foto-FALA:

  1. Apresentação de uma instalação audiovisual, inspirada na fotografia do álbum de família e trajetórias de imigração de portugueses no Brasil.
  2. Criar e reforçar leituras cênicas e performativas para um projeto essencialmente fotográfico através de: vídeo, cenografia e apresentação ao público.
  3. Desenvolver um processo de recolha de retratos fotográficos, associado à realização de entrevistas com os descendentes de imigrantes portugueses, procurando abordar temas relacionados com a identidade, a transmissão de memórias em contexto familiar e a função social da fotografia e do álbum de família.
  4. Explorar, através de vídeo, os pequenos arquivos pessoais e familiares dos entrevistados.
  5. Criar retratos fotográficos dos descendentes de portugueses que são “remakes” de retratos antigos escolhidos com os entrevistados.

 

Concepção e fotografia: Inês Abreu e Silva, Ana Gandum

Produção: Manuel António Pereira (PT), Bruna Piantino (BH), Patrícia Brito (Miguilim, BH)

Edição e montagem vídeo: Nina da Silva e Rita Brás

Captação em vídeo e making of: Nina da Silva

Cenografia: Adriano Mattos Corrêa

 

Realização: Fogo Posto

Incentivo: Direcção Geral das Artes – Governo de Portugal

Apoio institucional: Consulado de Portugal em Belo Horizonte, Portugal Brasil Agora (Ano de Portugal no Brasil)

Apoio cultural:  Miguilim – Cultura e Meio Ambiente, CentoeQuatro

Parceiros: Fora das Bordas, Uaiphone 

 

A Fogo Posto Associação

FOGO POSTO é uma associação dedicada à criação de projetos artísticos e de mediação cultural, à promoção da fotografia e do vídeo e ao desenvolvimento de estratégias e objectos editoriais: foto-livros, fanzines, edições de autor, fotonovelas e brochuras.

Legalmente constituída em abril de 2012, funcionou enquanto grupo informal desde meados de 2011, através de colaborações entre os seus membros: fotógrafos, realizadores, artistas e agentes culturais, cientistas, historiadores.

Entre os seus projetos mais recentes, contam-se: A Silly Season (publicação lançada em Outubro de 2012, no Guimarães Noc Noc); criação e manutenção do site Centro de Recursos (uma base de dados sobre fotógrafos contemporâneos); e criação e implementação do site Foto-síntese (um arquivo digital de fotografia vernacular portuguesa), com lançamento previsto para Janeiro de 2013.

Em 2012, teve o apoio financeiro da Direção Geral das Artes – Governo de Portugal (Apoios à Internacionalização) e da Fundação Calouste Gulbenkian (Programa de Apoio às Artes Visuais).

 

Contato: afogoposto@gmail.com

BR +55 (31) 9878 8481 Ana Gandum

BR +55 (31) 7186 4203 Inês Abreu e Silva

 

05.12.2012 | por martalanca | fogo posto, fotografia, Rita Brás

Celebrating the making of Maputo at the Mafalala Festival

What Sophiatown was to Mzansi or Harlem to New York, in Maputo the neighbourhood of Mafalala has over the course of decades given rise to some of Mozambique’s leading figures, from the musicians who forged the country’s signature marrabenta sound and poets who led the fight against Portuguese colonialism, to its sports icons and post-independence leaders.

The fifth edition of the Mafalala Festival has been taking place recently during the month of November 2012. Still small, it saw a wide variety of activities that all address the multiple contributions the people and culture of this neighbourhood have made – from a local soccer tournament, food, jam sessions and dance to film and photography exhibitions and public forums.

When the country’s capital moved to Maputo in 1898, the area saw an influx of people from all over the country as well as further afield from areas such as the Comoros and Zanzibar. A vibrant and diverse community emerged, one that represented all of Mozambique’s many ethnic groups. Many were Muslim and today Mafalala still boasts several mosques. To maintain colonial power relations and provide for future expansion, brick houses were not allowed in Mafalala, only reed and tin structures, many of which remain today giving the area its distinctive look and character

Of the peoples who came to the district, the Macua group from Nampula brought with them their unique dances, including nifalala, from which the area took its name. Today dances such as tufomatsepo and ndzope remain a central part of cultural celebrations in Mafalala.

In the 1940s, the tin houses of Rua da Guine provided residents with entertainment of all kinds – food, music and women. At Gato Preto (‘black cat’), musicians worked fun-lovers into a frenzy, calling for them to ‘Rebenta!’ (‘dance til you burst’). The music that emerged, marrabenta, remains cental to Mozambican culture.

In the 1950s, Mafalala residents Noemia de Sousa and José Craveirinha emerged as key figures in Mozambique’s cultural and intellectual struggle for freedom. Later, political leaders including Samora Machel and Joaquim Chissano worked and lived in Mafalala. Soccer legend Eusebio cut his teeth on the dusty field on Rua de Goa in the centre of the bairro, the same place where Olympic champion Maria Mutola (from nearby Chamanculo) was first spotted playing soccer by Craveirinha.

Organised by local NGO Iverca, the Mafalala Festival aims to celebrate their legacy and bring attention to this still vibrant district in the heart of Maputo. Says organiser Ivan Laranjeira: “We started the Mafalala Festival because we wanted to promote the good side and the talents of Mafalala and to democratise culture, which in Maputo is for a certain elite and located in town. We wanted to to revive the vibrant cultural past of this zone and merge it with the present activities.”

While debate grows over plans to develop the area as Maputo enjoys a wave of investment and development, inititatives such as the festival help to remind people of the importance of the past.

By Dave Durbach.

05.12.2012 | por martalanca | Mafalala Festival