Para encerrar esta exposição preparámos um programaem diferentes registos - documental,ficção e experimental - à volta das lutas pelos direitos civis, da acção revolucionária e militante e da actividadedos Black Panters
Pintura de Mohamed Sissoko e Samakoun Dembele, 2008. O assalto às cercas, apesar da intervenção dos helicópteros espanhóis.
O CEA (ISCTE-IUL) apresenta a exposição multimédia O Grande Salto – Migração e retorno no Mali, organizada por Stephan Dünnwald e Isabel Boavida no âmbito do programa expositivo Confinamento, Deslocação e Migração da Fábrica Braço de Prata.
Inauguração simultânea das exposições | 08 Setembro – 20h00 até 02 Outubro 2011 (a partir das 20h00)
Debate Doing border: building and overcoming fences | 22 Setembro
Debate Olhares e narrativas sobre migrações em Portugal | 30 Setembro
O Centro de Documentação, único no seu género em Portugal, marca em definitivo a identidade do CIDAC, na medida em que constituiu a sua primeira razão de ser e a sua primeira actividade.
Em Maio de 1974 o CIDAC procurou responder à ansiedade do público em informar-se e conhecer melhor as questões relativas à colonização portuguesa em África, à guerra colonial, às lutas de libertação nacional e ao processo de descolonização que se iniciava. O primeiro núcleo documental provinha do trabalho de recolha efectuado pelo chamado “Grupo do BAC” (Boletim Anti-Colonial) que, nas difíceis condições impostas pelo regime anterior ao 25 de Abril, tinha como objectivo sistematizar e divulgar as realidades das colónias portuguesas, as aspirações dos seus povos e as propostas dos seus dirigentes. Esta informação era considerada um contributo imprescindível para que os cidadãos portugueses pudessem exercer o que hoje chamaríamos uma “cidadania activa e responsável”. Este espólio foi exaustivamente tratado em 2000/2001, passando a estar desde então acessível para consulta.
A partir da proclamação das independências dos novos Países de Língua Oficial Portuguesa, a atenção do público focalizou-se no acompanhamento dos respectivos processos de reconstrução nacional, pelo que o CIDAC optou por especializar o Centro de Documentação em duas áreas específicas e complementares: as realidades dos PALOP, em todas as suas vertentes e as relações entre Portugal e esses países.
Nós últimos anos foram criados outros núcleos documentais: um sobre as literaturas dos PALOP e a literatura portuguesa relacionada com esses países e um segundo, respeitante a matérias do âmbito da Cooperação e da Educação para o Desenvolvimento, das Migrações e Desenvolvimento e do Comércio e Desenvolvimento – áreas temáticas nas quais o CIDAC tem centrado a sua intervenção nos últimos anos.
O Centro de Documentação disponibiliza esta informação através de um serviço público. Poderá consultar a Base de Dados Bibliográfica disponível na Internet e conhecer todos os títulos de monografias, documentação cinzenta e analíticos e publicações periódicas _Ver Catálogo bibliográfico).
14 organizações da sociedade civil angolana denunciaram as agressões e detenções de jovens e jornalistas na manifestação de 3 de Setembro. 21 detidos irão a julgamento sumário nesta quinta feira. Human Rights Watch alerta que existem 30 detidos incontactáveis e em paradeiro desconhecido. Eurodeputados do Bloco exigem informação.
Nesta quinta feira, 8 de Setembro, irão a julgamento sumário em Luanda 21 pessoas que foram detidas na manifestação do passado dia 3 de Setembro, promovida por jovens sob o lema “32 é de mais”, referindo-se aos anos em que Eduardo dos Santos ocupa a Presidência da República de Angola. Entre as pessoas detidas encontra-se Ermelinda Freitas de 60 anos, militante do Bloco Democrático. A Human Rights Watch (HTW) que exige o fim da repressão dos protestos anti-governamentais em Angola, manifestou-se preocupada pela existência de presumivelmente três dezenas de pessoas que continuam incomunicáveis e em paradeiro desconhecido.
The exhibition project GhostBusters [from nightmare to memory] features the work of two outstanding young artists: Claudia Cristovão and Nástio Mosquito. The projects’ concept derives from the metaphor of Africa as a phantom in the post-colonial, post-socialist and post-war mind, explored and imagined by the artists in very different ways. The artworks (video-work, installation and photography) deal with imagination as aesthetic practice, approaching different layers of memory and (imagined) history. One of the leading ideas is the exploration of (absent) memories in the cultural archive, of visual tropes in the wasteland of the bizarre and the uncanny.
Nástio Mosquito and Claudia Cristovão have both been born in Angola in the 1970s. While Claudia Cristovão later moved to Portugal and the Netherlands, Nástio Mosquito returned to live and work in Angola after some years abroad. Both artists explore the project theme in individual but complementary ways. The question of origin and belonging is one of their common topics, widening the imagination of the phantom Africa. The question of a possible future – also as artist in and from Africa – is also questioned alongside the project.
The project GhostBusters [from nightmare to memory] starts in September 2011 in Berlin at SAVVY Contemporary and continues in April 2012 with GhostBusters II [from memory to vision] at Iwalewa-Haus in Bayreuth. Both artists stay in Berlin and Bayreuth for short-term residencies to be able to develop a relationship to the exhibition-spaces as well as the cities. Time and space are given to explore the phantoms within the respective urban-scape of the cities, thus finding a way to find tracks and traces of dreams and nightmares in both imaginary and real space. The real and the mental space work as analogon within the whole project. Especially the peripheries of both spaces with their forgotten and obscure places are considered. The artist’s exercises of re-membering thus unlock and unpack the (inner) marginal landscapes.
De 3 a 8 de outubro será realizada a 2ª Mostra Internacional de Cinema de Paranavaí (MIC) na Casa da Cultura Carlos Drummond de Andrade, na cidade brasileira de Paranavaí, no Noroeste Paranaense. Para participar, basta inscrever algum filme de curta, média ou longa-metragem até o dia 5 de setembro, a contar da data de postagem. O objetivo da Fundação Cultural de Paranavaí é incentivar a produção audiovisual e também dar visibilidade aos cineastas brasileiros e estrangeiros, amadores e profissionais.Para mais informações, ligar para 55 (44) 3902-1128.
A ficha de inscrição e o regulamento podem ser baixados AQUI
A terceira edição do Todos, Caminhada de Culturas traz-nos novidades que valorizam o conceito deste festival, que se quer de bairro e em simultâneo que atravesse mundos e culturas unidas pelo anel das artes. Para este Todos, trabalhámos na procura de uma participação mais intensa, não só de moradores do bairro, como também de outros cidadãos, habitantes de outras zonas de Lisboa, para serem parte integrante do festival. Quisemos oferecer através da preparação do festival, a pulsação do bairro, como experiência. Desta vez, pensámos um conjunto de projectos que vivem da participação comunitária para a sua realização. É o caso de WORLD OF INTERIORS de João Galante e Ana Borralho, que apresenta uma instalação/performance apoiada em textos de Rodrigo Garcia que falam sem rodeios, do mundo em que nos encontramos. Por outro lado, Ainhoa Vidal, inspirada em Gabriel Garcia Márquez, no Beco do Jasmim cria MACONDO, um trabalho único e para aquela pequena praça. Três performers, movimento, música, palavra e famílias vindas de culturas e nacionalidades dispersas, trabalham sobre o tema da família e da vontade de construir uma aldeia. O confronto entre artistas, os seus imaginários e a realidade de uma rua estreita, como a Rua do Benformoso, formam o ponto de partida para a estreia absoluta da peça a ESQUINA DAS COISAS de Joana Craveiro e Cláudio da Silva. AS FORMOSAS, outro projecto para a Rua do Benformoso são peças curtas que irão pulverizar a rua com a efervescência dos seus universos insólitos, perversos, poéticos. Félix Lozano, traz à Praça do Martim Moniz o seu solo MARATÓN, um espectáculo de dança para um homem só, encurralado em muralhas de gente. Donatello Brida toca, com o seu grupo, tango vadio na Casa dos Amigos do Minho, Beniko Tanaka cria um pequeno espectáculo de sombras japonesas no Centro Escolar Republicano, marionetas indianas chegam ao Martim Moniz, Lajja Sambhavnath da Comunidade Hindu de Portugal propõe-nos, no Grupo Desportivo da Mouraria, a dança e o canto tradicional indiano para quem quiser aprender. A Fotografia estará presente através de retratos de moradores do bairro, num projecto que se chamou TODOS À TENDA e que conta com trabalhos de Luís Pavão, Luísa Ferreira, Carlos Morganho, Camilla Watson e Cláudia Damas. As Músicas do Mundo convergem para o Largo do Intendente numa vertigem de concertos unindo ciganos das Índias com ciganos da Andaluzia. Os TERRAKOTA moldam como o barro sons vindos dos pontos mais díspares do mundo num grande concerto. Uma nova orquestra dirigida por MARIO TRONCO com músicos de várias origens, fará a sua estreia que busca uma música do mundo também ela lusa. Uma fanfarra do Rajastão parte do Largo para serpentear no bairro e encher de luz oriental, as ruelas da Mouraria. E ainda há as lojas, os restaurantes, documentários feitos por José Barbieri a partir de encontros com moradores. Famílias de várias culturas cozinham com e para o público no Mercado do Forno do Tijolo. A Luta Greco Romana mostra a sua tradição no Grupo Desportivo da Mouraria e jogos do mundo para jogar em família no Sport Clube do Intendente, são outros irresistíveis convites deste Todos.