DIAMANTES DE SANGUE Livro de Rafael Marques

Os diamantes são uma enorme fonte de riqueza em Angola. Os cidadãos angolanos não retiram benefícios dessa riqueza. Nas zonas de garimpo, as populações são subjugadas e brutalizadas pelas forças militares e de segurança ao serviço do Estado e das empresas diamantíferas. Rafael Marques vai estar no Fórum FNAC para explicar como e porquê.

Rafael Marques apresenta Diamantes de Sangue no dia 15 de Setembro, às 21 horas, na Fnac Chiado.

14.09.2011 | por joanapires | angola

Fluxus - Conference on Social Appropriations and Usage Conflicts in African Cities

ISCTE-IUL, 14-15 September 2011

This Conference proposes a comparative approach based on fieldwork observation to examine ways in which social life is organised in urban centres of African cities. It addresses the possibilities and the limitations of applying the same conceptual and methodological criteria in African and non-African socio-cultural contexts. It also proposes to clarify the way in which the major dynamics of global metropolitisation particularly in regard to the increasing use of cars, affects planned and unplanned urban morphologies and the traditional ways of living in a city, and more specifically the way it affects the use of open spaces as the stage for varied forms of sociability. The Conference will  focus on the conflicts arising from these land use controls – with particular attention on those conflicts between car users and pedestrians, and suggests administrative actions culturally adapted to the urban planning, regulatory and educational fields.

The final objective of the Conference is to ensure that the urban spaces explored remain not only transiting spaces but also meeting points within the framework of policies of international cooperation in the key fields of health, sustainability, urban planning and cultural heritage.

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13.09.2011 | por joanapires | cidades africanas

Fifth Annual Conference of the African Borderlands Research Network ABORNE: "Crossing African Borders: Migration and Mobility", ISCTE-IUL, Lisbon

21-23 September 2011

Focusing on the role of African borders in migratory movements, the Conference will address several topics and discuss the importance and role of borders to the circulation and identity building, the implications of border management and the strategies of populations for migration and border crossing. Panels will analyze current changes and their historical roots; discuss the mutual implications of cross-border circulation, migration and identities; present empirical evidence of transformations taking place; contribute to the theoretical debate and methodological approach of borderland studies in Africa.
Keynote:
“Traders and Borders in the Sierra Leone-Guinea Region, 19th and 20th Centuries: Comparative and Theoretical Implications”
Allen M. Howard | Professor Emeritus, Department of History, Van Dyck Hall, Rutgers University
Panels:

  • Panel 1 - Methodologies for studying cross-border movements
  • Panel 2 - Rethinking hierarchies of borders and border crossings?
  • Panel 3 -The building of African territorial borders: the impact of pre-colonial and colonial migration on contemporary Africa
  • Panel 4 - Forced migration and the role of borders
  • Panel 5 - Border crossings and economic circulation: trade, smuggling, labour
  • Panel 6 - Border regimes and migrant practices: citizenship, belonging and the making of migrant subjectivities
  • Panel 7 - Partitioned Africans

 

Documentary film screenings:
“Kalahari Struggle: Southern Africa’s San under Pressure” (53 min.) by Manuela Zips-Mairitsch and Werner Zips
” ‘We have come full circle’: The forced migration of Angolan !Xun and Namibian Khwe to Platfontein, South Africa” by Manuela Zips-Mairitsch and Werner Zips
“Border Farm” (32 min), by Thenijwe Niki Nkosi
“Esta Fronteira Não Existe” (41min), Perfectview

13.09.2011 | por joanapires | fronteiras, migração, mobilidade

Comunicado de Imprensa pela Associação dos estudantes da Universidade Católica de Angola

À luz do úlitmos acontecimentos ocorridos a respeito da manifestação realizada no sábado 03 de Setembro, incidentes, apreensões nos dias 03 e 08 de Setembro e o processo de julgamento que está  em curso.

Os estudantes da UCAN, representados pela sua Associação, apresentam à opinião pública as suas convicções e propostas:

a)      Valorizamos toda contribuição dos jovens universitários para criar uma sociedade angolana mais justa e fraterna. Achamos que a manifestão pública das próprias idéias, um contexto democrático, é uma riqueza para o debate nacional.

b)      Rejeitamos qualquer tipo de violência seja no expôr, como no reprimir as ideias dos outros. Somos convencidos que só uma proposta respeitosa, educada, não violenta, sem deixar de ser corajosa, são os meios lícitos para o debate nacional tendo como limite a Lei e a ordem pública.

c)       Nos solidarizamos com os estudantes universitários, particularmente com os nossos colegas da UCAN que foram privados da libertade;

d)      Temos a certeza que nenhum dos nossos estudantes da UCAN que foram reconhecidos entre os detidos e submetidos a julgamento: Kady Mixinge, Domingos Neves Cardozo e os demais que ainda nao foram identificados, não estiveram envolvidos em actos de violência.

e)      Lamentávelmente ocorreram actos de vandalismo que não foram iniciados nem pelos manifestantes nem pela polícia, mas por elementos alheios ao grupo de activistas.

f)       Exortamos às autoridades públicas para que seja respeitada a dignidade e direitos dos jovens apreendidos.

Os estudantes da UCAN convidam aos seus colegas e demais univeritários de outros centros a dedicar a terça feira 13 de Setembro para uma jornada de relfexão e oração pelos colegas que inocentemente encontram-se privados de liberdade e  para encontrar os caminhos de concórdia e participação activa na nossa sociedade.

                Pedimos que Deus, fonte da paz e da justiça toque nos corações de todos os envolvidos neste processo.

 

Associação de Estudantes da Universidade Catolica de Angola

12.09.2011 | por martalanca | angola, estudantes, repressão

OBRAS SELECCIONADAS Prémio Fundação PLMJ de Vídeo-arte da CPLP 2011

DOCKANEMA – Festival do Filme Documentário

Centro Cultural Brasil-Moçambique - Av. 25 de Setembro, nº 1728, Maputo

Entrada Gratuita

A parceria estabelecida entre a Fundação PLMJ e o DOCKANEMA – Festival do Filme Documentário, que se manifestou na mostra “25 Frames por Segundo em Moçambique - Vídeos da Colecção da Fundação PLMJ e de Artistas Moçambicanos”, apresentada em edições anteriores do festival, apresenta este ano a mostra dasOBRAS SELECCIONADAS DO PRÉMIO FUNDAÇÃO PLMJ DE VÍDEO-ARTE DA CPLP, incluindo a vencedora desta iniciativa: “Between Moment – Red, Green, Black”, de Berry Bickle.

O Prémio, promovido com o apoio do Instituto Camões, resulta do lançamento de um concurso aberto a artistas nascidos ou residentes em países membros da CPLP, com periodicidade anual. Através da mostra das obras seleccionadas, parte integrante da programação DOCKANEMA, a vídeo-arte marca novamente presença no festival. O programa, a ser visionado no dia 13 de Setembro, inclui as obras “Lusoviventes”, de Fabiano Jota (Brasil),  “Between Moment – Red, Green, Black”, de Berry Bickle, “Dois Duas”, de Mariana Carrilho, “Fazer a Mala”, de Maimuna Adam, “80.000”, de David Aguacheiro e “Angústia”, de Mário Macilau (Moçambique).

A Fundação PLMJ, instituída pela sociedade de advogados PLMJ, A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados, em Lisboa, é uma das mais importantes instituições culturais de natureza privada em Portugal. Activa ao longo da última década, a Fundação PLMJ constitui uma colecção de arte de artistas portugueses contemporâneos, programa o seu próprio espaço expositivo e organiza exposições, livros e outros projectos. Recentemente, a sua acção alastrou-se aos membros da CPLP, desenvolvendo a Fundação um acervo de obras de artistas da CPLP e promovendo e patrocinando múltiplos projectos.

 

O GLM – Gabinete Legal Moçambique, membro da PLMJ International Network, promove a actividade da Fundação PLMJ em Moçambique. A mostra das OBRAS SELECCIONADAS DO PRÉMIO FUNDAÇÃO PLMJ DE VÍDEO-ARTE DA CPLP prolonga a actividade da Fundação PLMJ no domínio da vídeo-arte a Moçambique, contribuindo para a divulgação deste meio de expressão no país e a divulgação de artistas moçambicanos a nível internacional.

 

O DOCKANEMA – Festival do Filme Documentário, este ano na sua 6ªa edição, exibe, de 9 a 18 de Setembro, mais de 80 filmes e diversas actividades culturais paralelas no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Centro Cultural Brasil-Moçambique e no Teatro Avenida.

 

Para mais informações, contactar Rita Neves através do email ritaneves90@gmail.com ou do tlm. 827881852

Para mais informação sobre a Fundação PLMJ:  

 

Para mais informação sobre o DOCKANEMA:

http://dockanema.wordpress.com/

12.09.2011 | por martalanca | Dockanema, videoarte

seminário Pensamento Crítico Contemporâneo Identidades e Política - inscrições ainda abertas

Organização: UNIPOP e revista Imprópria
Local: Fábrica de Braço de Prata (Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1, Lisboa – junto aos correios do Poço do Bispo)
Datas: Dias 17 e 24 de Setembro, 1, 8 e 15 de Outubro, das 17h às 20h
Inscrições: 20 euros (inclui o acesso a todas as sessões e a todo o material em discussão no seminário, bem como um exemplar do n.º 1 da revista Imprópria).A inscrição em sessão avulsa está limitada à disponibilidade de lugares, não sendo susceptível de reserva prévia. Nesse caso, o valor da inscrição é de 6 euros.A inscrição deve ser feita por transferência bancária, através do NIB 0035 0127 00055573730 49, seguida de e-mail com o comprovativo para cursopcc@gmail.comLugares limitados (a inscrição deve ser feita o mais antecipadamente possível).No final do curso será emitido um certificado de frequência. O debate em torno das chamadas questões de identidade tem sido objecto de uma enorme controvérsia mediática, politica e académica, que tem ganho forma em discussões em torno do multiculturalismo, do feminismo ou dos direitos LGBT, mas também, mais recentemente, em torno de questões relativas à identidade socioprofissional, com o tema da precariedade a dar nova ênfase a debates em torno da problemática do trabalho. Este curso pretende discutir a relação entre política e identidade a três níveis diversos mas entre si relacionados – etnicidade, género e classe –, sendo que ao mesmo tempo pretendemos debater a própria ideia de identidade enquanto base da acção política. Trata-se de um debate a ter sem identificar nenhum público preferencial e para o qual convidámos académicos e activistas que sobre estas questões se têm debruçado. Programa (provisório): 17 de SetembroMesa-redonda «Identidade e sujeitos políticos»António GuerreiroBruno Peixe DiasMiguel Serras PereiraFátima Orta JacintoHugo Monteiro
24 de SetembroClasse
João Valente Aguiar – conferência/mapa dos debates sobre «classe»José Neves – leitura crítica do texto «Algumas observações sobre classe e “falsa consciência”», de E. P. Thompson
1 de OutubroEtnicidadeManuela Ribeiro Sanches – conferência/mapa dos debates sobre «etnicidade»Diogo Ramada Curto – leitura crítica de texto a indicar em breve
8 de OutubroGénero
António Fernando Cascais – conferência/mapa dos debates sobre «género»Salomé Coelho – leitura crítica do texto «Multitudes queer. Notas para una política de los “anormales”», de Beatriz Preciado
15 de OutubroMesa-redonda «Política, identidade e movimentos»Paulo Corte-RealSérgio VitorinoMamadou BaAntónio GuterresAna Cristina SantosTiago GillotRicardo Noronha Conferencistas: António Guerreiro é crítico no jornal Expresso, tradutor e ensaísta. Tem trabalhado particularmente autores como Walter Benjamin e Giorgio Agamben. Bruno Peixe Dias é investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e da Númena – Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas. Coordenou, com José Neves, a edição do livro A Política dos Muitos. Povo, Classes e Multidão (2010). Miguel Serras Pereira é tradutor. Fátima Orta Jacinto é arquitecta urbanista e estudante bolseira no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realiza o seu doutoramento em Sociologia, que incide sobre a crítica feminista do espaço urbano contemporâneo. Hugo Monteiro é doutorado em Filosofia e docente do Instituto Politécnico do Porto. Pós-doutorando na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em torno dos pensamentos de Jacques Derrida e de Jean-Luc Nancy. João Valente Aguiar é investigador do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras do Porto. Publicou recentemente o livro Classes, Valor e Acção Social (2010). José Neves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e é investigador do Instituto de História Contemporânea da mesma faculdade. Coordenou recentemente a edição do livro Como se Faz um Povo. Ensaios em História Contemporânea de Portugal (2010). Manuela Ribeiro Sanches é professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde investiga nas áreas dos estudos culturais, dos estudos pós-coloniais e dos estudos literários, e é membro do Centro de Estudos Comparatistas. Diogo Ramada Curto é investigador do CesNova. Dirige, com Nuno Domingos e Miguel Jerónimo, a colecção «História e Sociedade», das Edições 70. António Fernando Cascais é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre outros, coordenou a edição do livro Indisciplinar a Teoria: Estudos Gays, Lésbicos e Queer (2004). Salomé Coelho é doutoranda em Estudos Feministas na Universidade de Coimbra, com tese sobre Teorias Queer, movimentos feministas e LGBT. É vice-presidente da associação UMAR. Paulo Corte-Real é professor auxiliar na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. É presidente da Associação ILGA-Portugal. Sérgio Vitorino é activista LGBT. Mamadou Ba é activista da associação SOS Racismo. António Guterres é coordenador do Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira e é fundador da associação FreestylazAna Cristina Santos é socióloga e doutorada em Estudos de Género. É investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Tiago Gillot é licenciado em engenharia agronómica e activista do movimento Precários Inflexíveis. Ricardo Noronha é investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

12.09.2011 | por martalanca | unipop

Revista (IN)VISÍVEL

A Revista (IN)VISÍVEL tem por objectivo principal a criação de novas interpretações acerca de temáticas culturais e sociopolíticas a partir de um tratamento multidisciplinar entre variadas linguagens,  de forma a alargar o acesso ao  conhecimento a um público mais vasto.

A relevância de um projecto editorial neste âmbito, justifica-se a partir da constatação da ausência de espaços públicos de comunicação que estabeleçam um diálogo acessível acerca de temas que aqui consideramos “invisíveis”.

A invisibilidade que aqui destacamos origina-se a partir de dois principais eixos: de um lado pela forma de tratamento descontextualizado e “espectacular” realizado pelos média e de outro, pela rigidez excludente da linguagem científica. Diante do quadro exposto, a criação deste projecto surge também como tentativa de colaborar com a diminuição do fosso existente entre as linguagens académica e jornalística que, em muitos casos, seja de um lado ou seja do outro, acabam por restringir o potencial comunicativo de suas produções textuais.

A Revista, na sua primeira fase, contemplará o espaço lusófono e terá sua apresentação em formato digital com participação de colaborares/as de diferentes orientações profissionais. A periodicidade será trimestral e sua distribuição gratuita.

PRIMEIRO TEMA: PORNOGRAFIA

O tema de abertura do projecto é a Pornografia. Apesar de existirem diversos debates acerca das diferenciações socioculturais entre o que é ou não pornografia, não é interesse desta edição balizar qualquer tipo de definição certeira. E sim, experimentar as diversas formas de significação deste conceito. Uma delimitação interessante da emergência do conceito de pornografia e sua consolidação enquanto prática dá-se a partir do contexto histórico do surgimento das tecnologias de impressão “ao colocar em circulação reproduções baratas, criando um próspero mercado para o obsceno” (Moraes, 2003). Esta, segundo Moraes (2003) é uma das teses centrais da colectânea de ensaios “A invenção da pornografia – A obscenidade e as origens da modernidade, 1500-1800, organizado por Lynn Hunt (1999). Importa também realçar que o interesse deste projecto editorial afirma-se a partir das inúmeras possibilidades interpretativas deste conceito. E neste caso, prevalece a própria representação da pornografia a partir da visão escolhida pelos autores desta edição diante de uma impossibilidade delimitadora de tal prática.

O lançamento do Número Zero da Revista (IN)VISÍVEL decorrerá dia 28 de Setembro, pelas 15.30h (hora de Portugal), através de uma transmissão em directo, pela Internet.

11.09.2011 | por martalanca | feminismo, pornografia

From Buraca to Berlim: Entrevista com Kalaf Ângelo

Kalaf Ângelo, músico, poeta e cronista angolano, é o homem forte do grupo Buraka Som Sistema, essa espécie de world music das pistas de dança que alia os ritmos eletrónicos europeus com o kuduro angolano. Após o sucesso estrondoso dos álbuns From Buraka to the World e deBlack Diamond, o novo discoKomba tem estreia marcada para Outubro de 2011. Para assinalar o lançamento, o grupo inicia agora uma tournée que os levará ao Brasil, Argentina e Estados Unidos, entre outros. Tocam no dia 10 de Setembro em Berlim, no Berlin Festival no Aeroporto de Tempelhof.

Kalaf Ângelo fala pausadamente, num discurso ponderado como se quisesse encontrar a elegância em cada frase. Quem ouça a sua voz serena dificilmente imaginará que o dia a dia deste jovem é levar milhares de pessoas ao rubro pelos palcos desse mundo fora. Viveu um ano em Berlim e guarda uma imagem muito carinhosa da cidade.

Ler na BERLINDA 

08.09.2011 | por martalanca | Kalaf