raquellima

(1983). Lisboeta das duas margens do Tejo e do Atlântico, de mãe angolana, pai santomense, avó paterna senegalesa e, até onde consegue chegar, trisavó materna dos povos originários “indígenas” do Brasil. Poeta, performer e arte-educadora. A poesia oral levou-a a mais de uma dezena de países na Europa, América do Sul e África. 

Durante esse período, além de apresentar o seu trabalho em eventos de literatura, narração oral, poetry slam, spokenword, performance e música, profissionalizou-se como produtora cultural após a Licenciatura em Estudos Artísticos e Performativos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e organizou festivais, mostras, residências e workshops em torno do poetry slam, performance, literatura, teatro, cinema, música, vídeo-arte, e outras linguagens artísticas.

Co-fundou a pantalassa - associação cultural, uma estrutura de artistas e programadores dedicada ao universo cultural do espaço africano e afrodiaspórico de língua oficial portuguesa, assim como a plataforma PortugalSLAM, dedicada à poesia e performance, da qual fez parte até 2017. Do extenso historial de workshops que tem dinamizado em torno da poesia oral para crianças, jovens, adultos e séniores, destaca o de ‘Poesia e Género: para uma escrita poética interseccional’ que realizou em Tartu, São Paulo, Vigo, Curia e Coimbra. 

A transdisciplinaridade com que aborda arte, memória e sociedade, aliada a uma vontade de encontrar e compreender as suas raízes, levou-a a regressar à academia, onde desenvolve a sua investigação focada em oratura e escravatura em São Tomé e Príncipe, no programa doutoral em Pós-Colonialismos e Cidadania Global do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. 

 

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