NOVOS vs. SNBA - 100 Anos da polémica que abalou a arte

Há cem anos os modernistas fartaram-se dos “botas-de-elástico” da Sociedade Nacional de Belas-Artes e passaram ao ataque. Almada, Pacheko e Ferro deram guerra sem tréguas. O colóquio NOVOS vs. SNBA explica tudo.


17 DEZEMBRO 2021 LISBOA SEXTA-FEIRA

FACULDADE DE BELAS-ARTES > 10h15 - 12h45 

SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES > 15h15 - 18h15

2021 É UM ANO INTENSO em centenários culturais e políticos: Diário de Lisboa, revista Seara Nova, Partido Comunista Português, Noite Sangrenta.
Mas há outro acontecimento – nas artes – que não se pode ignorar: a Questão dos Novos e o respectivo Comício dos Novos. Foi o mais violento debate artístico e intelectual desde o escândalo da revista Orpheu em 1915. 

Tudo começou quando a Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA) não aceitou o pintor modernista Eduardo Viana na exposição anual da casa, importantíssima na promoção comercial de artistas. Em reacção, alguns nomes da linha- da-frente – à cabeça José Pacheko e Leitão de Barros – lançaram uma proposta de 180 novos sócios, tentativa de takeover da SNBA rechaçada pelos chamados “botas-de-elástico” que dominavam a instituição presidida pelo escultor Francisco dos Santos. Os “inimigos” eram os da arte naturalista, herdeira da tradição. Os jornais encheram páginas com o assunto, conhecido como Questão dos Novos.

A polémica agravou-se e a vanguarda subiu o tom. Em Dezembro desse 1921 organizou no Cinema Chiado Terrasse um ataque inflamado: o Comício dos Novos. Discursaram, entre muitos, Almada Negreiros, António Ferro Raul Leal. A sala rebentou pelas costuras. O universo da arte portuguesa atingiu ali um ponto de não-retorno.
A SNBA manteve-se impenetrável mas os modernistas continuaram a agitação. Em 1925 o público já não podia ignorá-los, fosse pelas suas obras que passaram a decorar o café Brasileira do Chiado e o Bristol Club ou as exposições em espaços alternativos.

NOVOS vs. SNBA é um encontro inédito que analisa ao pormenor todo o conflito, com investigadores da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e do Instituto de História da Arte da Universidade Nova (www.novos21.pt/programa).

Nas sessões da manhã, na Faculdade de Belas-Artes de LisboaCristina Azevedo Tavares explica a vida e orgânica da SNBA e como se chegou à polémica. Mariana Pinto dos Santos aborda Almada Negreiros e o que o opôs a Leal da Câmara no Comício dos Novos. Paula Ribeiro Lobo escrutina a participação de António Ferro. Fernando Rosa Dias explora a presença dos intelectuais e artistas do Algarve na questão. 

À tarde, na SNBA, João Paulo Queiroz fala de como o processo levou mais tarde à renovação da instituição. Joana da Cunha Leal e Begoña Farré Torras falam de um evento paralelo e importante em 1921: a Exposição de Arte Catalã. João Macdonald desvela um manifesto esquecido do jornalista Augusto d’Esaguy. Raquel Henriques da Silva e Inês Silvestre recentralizam o tema dos painéis da Brasileira do Chiado.

O colóquio NOVOS vs. SNBA será convertido em livro em 1922, juntando todas as comunicações e também vasto material da época - recortes de jornais, fotografias, obras de arte - produzido durante a Questão dos Novos.

WWW.NOVOS21.PT

10.12.2021 | par Alícia Gaspar | almada negreiros, António ferro, colóquio, faculdade de belas artes, Raul leal, Sociedade nacional de belas-artes

ANGOLA DEGREDO SALVAÇÃO - Defesa de Dissertação

Possibilidades, agência, quimera: Angola na imaginação e na ação portuguesa c. 1900 

Autor: Nuno Milagre

RESUMO

Após a independência do Brasil, Angola ocupou a posição de colónia primeira e principal, pivô do sistema colonial português. A sua enorme dimensão e potencial gerou expectativas em torno do impacto que a transferência de recursos poderia vir a ter em Portugal. Nesta dissertação identificam-se fatores da conjuntura geopolítica e decisões da política ultramarina portuguesa que nas últimas décadas do século XIX reforçaram o valor diferencial de Angola por comparação com as outras colónias africanas.

Partindo deste lugar principal ocupado por Angola, esta dissertação discute a eficiência da agência portuguesa para a rentabilização da colónia com aproveitamento da metrópole, concentrando o objeto de estudo entre 1892 e 1903. Fazemos o levantamento de algumas das imagens que povoavam o imaginário metropolitano sobre Angola, produzindo atração e repulsa pela colónia e gerando condicionantes à agenda e à agência portuguesa em Angola. Confronta-se o envio de degredados para a colónia com a expectativa que essa mesma colónia viesse a gerar riqueza para a salvação de Portugal. Analisa-se a discussão sobre a concessão do Caminho de Ferro de Benguela a um britânico, custos e benefícios de concessionar o progresso de Angola ao capital estrangeiro.

Identifica-se a justificação e a função de dois discursos contraditórios: o que sobrevalorizava o grau de implantação portuguesa em Angola e o que declarava a fragilidade da sua colonização. A investigação sobre as formas de uso de Angola para benefício português, fez questionar a validade do estafado mote que preconizava o «desenvolvimento material das colónias» como princípio geral da política colonial portuguesa.

Palavras-chave: Portugal, Angola, degredo, agência colonial, ferrovias, emigração, concessões ultramarinas

FCSH, Av de Berna, 26C, Torre B, 2º andar, sala B211
Sexta-feira, 10 de dezembro, às 15h


04.12.2021 | par Alícia Gaspar | agência colonial, angola, concessões ultramarinas, defesa de dissertação, degredo, emigração, ferrovias, Portugal

Maio Doc - Ciclo de Cinema Documental

De 1 a 7 de Dezembro 

Enquadrado num futuro simpósio que pretende impulsionar uma reflexão sobre os processos do colonialismo português, o Maio Doc vem trazer visualidades e distintas abordagens ao debate sobre este grande capítulo da história de África e da Europa. A seleção de filmes tem como denominador comum o âmbito colonial mas expande-se para assuntos ligados aos processos de contacto, de ocupação, de violência, às relações germinadas por este nó da história que se impregnou no nosso quotidiano. 

Em Portugal tornou-se senso-comum branquear a História ou naturalizar a violência, repetindo narrativas fundadoras de uma certa ideia de Portugal (o país dos Descobrimentos, do colonialismo brando, da lusofonia, etc) que, felizmente tem sido disputadas, debatidas e desconstruídas, por exemplo lembrando os aspetos trágicos da expansão ultramarina, como a escravatura e a devastação de culturas e de recursos, os danos do colonialismo mais recente e o processo de descolonização. Por mais vozes críticas que existam, desde sempre mas agora com mais vigor no debate público, as histórias atenuadoras, revestidas de feitos gloriosos de um povo aventureiro, muitas vezes capitalizadas para o turismo, continuam a não permitir pensar a fundo o impacto de tudo isto.

As consequências das continuidades da ampla e violenta história colonial portuguesa, sobretudo o racismo que incide sobre a população negra e cigana, são relativizadas e inclusive negadas. No entanto, p espaço para debater e agir em torno da descolonização da sociedade portuguesa e das cidades está em curso. As vozes pós-coloniais (num sentido alargado que integra vários momentos e teorias) e anti-racistas têm-se fortalecido na arte, na academia e no debate público, como resultado do persistente trabalho de coletivos, de iniciativas institucionais ou independentes mas, sobretudo, por parte do activismo de sujeitos racializados
O passado inscreve-se no imaginário colectivo frequentemente regido por poderes públicos e sustentado pelos meios de comunicação e de transmissão. Ou seja, o passado é selecionado e reinterpretado segundo as sensibilidades culturais, as interrogações éticas e as conveniências políticas do presente, transformando-se em memória coletiva. Assim, os debates em torno da memória são tensos, porque ligados aos anseios da atualidade, às expectativas do futuro e ao desvelar de histórias memorizadas ou silenciadas. 

Como escreve o filósofo camaronês Achille Mbembe em Brutalisme “o dever de restituição e de reparação [são] os primeiros passos para uma verdadeira justiça planetária”. Assim, propomos estes filmes para acrescentar pontos de vista às ramificações da memória colonial ao debate a partir de Cabo Verde. MOIA, último filme que Ruy Duarte de Carvalho fez, filmado em Cabo Verde, “é uma indagação dos traços de uma crioulidade sedimentada numa dinâmica africana, atlântica e lusófona.” Passamos pelo Independência, da promissora Geração 80 de Angola, que conta entre tantos testemunhos a dificuldade e conquistas da luta anti-colonial. A arte que faz mal à vista interpela a estátua de Padre António Vieira, erguida em Lisboa em 2017, inscrevendo-se no intenso debate sobre monumentos e memorialística imperial.

O realizador belga Matthias De Groof problematiza, em Palimpseste du Musée d’Afrique, a tentativa de descolonizar um símbolo colonial por excelência: o Museu Real da África Central, em Tervuren, Bélgica, que inaugurou como AfricaMuseum em 2018 após cinco anos em remodelações. Em A Story for Africa Billy Woodberry anima, numa narrativa sonora e visual, o arquivo fotográfico destinado a comprovar a conquista do território Cuamata, através da trágica história do soba Calipalula, essencial ao desenrolar desta campanha de pacificação do início do século XX que parecem imagens do século XVII. Vamos ainda aos tempos pós-independência com o filme Yvone Kane, de Margarida Cardoso, onde a figura de uma ex-guerrilheira e ativistade grande determinação é pretexto para se indagar as causas revolucionárias e os anseios de mudança, assim como as relações Europa-África. O filme de Ariel de Bigault desbrava um vasto arquivo audiovisual do colonial desvendando “máscaras da violenta dominação colonial, que ainda hoje assombram as memórias. A dinâmica de contrastes entre as imagens e as atitudes revela interrogações muito actuais.” E é muito interessante quando os atores Orlando Sérgio e Ângelo Torres questionam a falta de protagonismo dos negros e o “fora de campo”. Será nestes insinuações e pontos não tão conhecidos das memórias coloniais, anti e pós, que nos interessa debate e inscrever novas memórias com o que o público cabo-verdiano tem a dizer. 

15º Maio Doc – CICLO DE CINEMA DOCUMENTAL

Curadoria Marta Lança
Centro Cultural Português do Mindelo, Sala José Afonso

PROGRAMAÇÃO

Dia 4 - 18h30

Fantasmas do Império, Ariel de Bigault (Portugal, França 2020), 112’

Dia 5 - 18h30

Independência, de Mário Bastos (Angola 2015) 110’

Dia 6 - 18h30

A Arte que faz mal à vista, de Pedro Neves Marques (Portugal 2018) 18’49

A Story from Africa, de Billy Woodberry (EUA 2019) 33’

Palimpseste du Musée d’Afrique, de Matthias De Groof (Bélgica 2019) 69’

Dia 7 - 18h30
Yvone Kane - Margarida Cardoso (Portugal, 2014) 118’

Dia 08 - 18h30
MOIA: o recado das ilhas, de Ruy Duarte de Carvalho (Portugal, Cabo Verde 1989) 62’

SINOPSE MOIA: o recado das ilhas, de Ruy Duarte de Carvalho (Portugal, Cabo Verde, 1989) 62’ “Ficção poética mais que ficção dramática, MOIA é uma indagação dos traços de uma crioulidade sedimentada numa dinâmica africana, atlântica e lusófona.

O perfil e o percurso da protagonista, a convergência das muitas componentes que podem perturbar e reordenar os fundamentos de uma identidade que tende a exceder as categorias políticas, geográficas e históricas. Assim é que a circunstância insular e a exuberância vulcânica da terra e da expressão Cabo-verdianas acolhem as inquietações personalizadas de uma insularidade psicológica e social que veicula o eco de uma África que leva às suas últimas consequências o confronto shakesperiano entre Próspero e Caliban. Uma indagação cinematográfica acerca de tal ordem de emoções não poderia dispensar o recurso ao fantástico, ao delírio e ao arrojo poético. É disso que se faz qualquer futuro. A mestiçagem traduzida em planos.”
Ruy Duarte

Independência, de Mário Bastos (Angola 2015) 1h 50’ A 11 de Novembro de 1975 Angola proclamou a independência, 14 anos depois do início da luta armada contra o domínio colonial português. O regime de Salazar recusava qualquer negociação com os independentistas, aos quais restava a clandestinidade, a prisão ou o exílio.

Quando quase toda a África celebrava o fim dos impérios coloniais, Angola e as outras colónias portuguesas seguiam um destino bem diferente. Só após o golpe militar de 25 de Abril de 1974 ter derrubado o regime, Portugal reconheceu o direito dos povos das colónias à autodeterminação. Os anos de luta evocados em “Independência” determinaram o rumo de Angola após 1975. Opções políticas, conflitos internos e alianças internacionais começaram a desenhar-se durante a luta anti-colonial. As principais organizações (FNLA e MPLA e, mais tarde, UNITA) nunca fizeram uma frente comum e as suas contradições eram ampliadas pelo contexto da Guerra Fria. A independência foi proclamada já em clima de guerra, mas com muita emoção e orgulho, como é contado no filme.

A Arte que faz mal à vista, de Pedro Neves Marques (Pt 2018) 18’49 Lisboa é uma cidade em mudança. À medida que jovens afrodescendentes assumem o seu direito à cidade, assiste-se a um intenso debate sobre monumentos e símbolos públicos que lembrem o passado colonial de Portugal. No Outono de 2017, deu-se um confronto entre um protesto pacífico e grupos neonazis frente a uma estátua recentemente erguida em memória de Padre António Vieira, representado num gesto de conversão com três crianças indígenas aos pés.

Palimpseste du Musée d’Afrique, de Matthias De Groof (Bélgica 2019) 69’ Em 2013, o Museu Real da África Central (Bélgica) fecha para renovações. É uma oportunidade para conferir uma visão moderna à existência e à missão do museu. O processo de descolonização leva a discussões acesas. É preciso colocar questões fundamentais: quem está a olhar para quem? E está-se a contar a história de quem?A Story from Africa, de Billy Woodberry (EUA 2019) 33’Na sequência da resolução da Conferência de Berlim de 1885 quanto à divisão de África, o exército português usa um oficial talentoso para registar a ocupação efectiva do território conquistado em 1907 ao povo cuamato, no sul de Angola. A Story from Africa dá vida a este arquivo fotográfico raramente visto através da história trágica de Calipalula, o fidalgo cuamato que foi decisivo no desenrolar dos eventos desta campanha de pacificação portuguesa.

Yvone Kane - Margarida Cardoso (Portugal, 2014) 118’ Depois de uma tragédia que lhe roubou a vontade de viver, Rita decide voltar a África, ao país onde cresceu, e reencontrar Sara, a sua mãe. Enquanto Sara vive os últimos dias da sua vida procurando encontrar um sentido para o seu passado, Rita decide investigar o percurso de Yvone Kane, uma ex-guerrilheira e ativista política cuja coragem e determinação marcou várias gerações e cuja morte nunca ficou esclarecida. Porém, apesar dos esforços, nenhuma das duas parece conseguir a redenção de que necessita?

 

Fantasmas do Império, Ariel de Bigault (Pt, Fr 2020), 112’ Fantasmas do Império explora o imaginário colonial no cinema português desde o início do século XX… 100 anos de cinema. Às imagens e narrativas que sustentam o enredo imperialista, contrapõem-se filmes e olhares de cineastas de várias gerações assim como pontos de vista de pesquisadores e testemunhas. Desvendam-se ficções e mitos, máscaras da violenta dominação colonial, que ainda hoje assombram as memórias. A dinâmica de contrastes entre as imagens e as atitudes revela interrogações muito atuais.

03.12.2021 | par Alícia Gaspar | a arte que faz mal a vista, a story from africa, Africa, centro cultural português do mindelo, Cinema Documental, Fantasmas do Império, independência, maio doc, Mindelo, palimpsest, Portugal, Yvone Kane

Webinar 'Epistemologies of vision in the colonial visual archive'

 2ª Conferência Internacional dos Africanistas Ocidentais, 1947, Bissau. @Coleções de Fotografia do IICT , INV. ULISBOA-IICT-MAEG31921 2ª Conferência Internacional dos Africanistas Ocidentais, 1947, Bissau. @Coleções de Fotografia do IICT , INV. ULISBOA-IICT-MAEG31921

O projeto Photo Impulse convida todos e todas a participar na série de webinários que debate as culturas visuais coloniais e pós-coloniais.

Próximo webinário dia 7 de dezembro às 14:30
Sessão em português

Passados com presente: o projeto ECHOES e as descobertas que nos trazem as historias de vida em cidades entrelaçadas pela historia colonial

Por Lorena Sanches Querol

Terça-feira, 7 de dezembro às 14: 30

ECHOES aborda um dilema urgente para a Europa contemporânea: o facto de que, embora a história dos impérios e do colonialismo constitua um passado europeu compartilhado, esse passado permanece estranhamente silenciado nas narrativas oficiais sobre a “herança” europeia. ECHOES defende que a UE necessita urgentemente, não apenas de reconhecer este dilema, mas também de o incluir de forma critica, reflexiva e coletiva no centro da sua identidade.

O reconhecimento plural e polissémico do patrimônio colonial torna-se ainda mais necessário à medida que a UE opera em contextos, relações e geografias cada vez mais globais, onde seu “deficit” contínuo para aceitar o colonialismo como parte da história europeia colide com o “excedente” palpável do colonialismo. Com base na experiência de uma equipe internacional de académicos/as, ECHOES explora um conjunto de ações culturais e criativas comprometidas com o legado colonial - em cidades europeias e não europeias ainda imbuídas de múltiplos traços do passado colonial - para identificar novas práticas patrimoniais coletivas.

Através da diplomacia científica colaborativa entre cidades e da criação de novos vínculos e parcerias com artistas, museus e grupos cívicos, o projeto promove novos diálogos interculturais com base em entendimentos descoloniais das relações coloniais.  O GT4 ‘Cidades Entrelaçadas’, explora fenómenos relacionados com o património cultural em cidades ligadas por uma história colonial partilhada. O par Rio de Janeiro-Lisboa ajuda-nos a perceber a incontornável relação entre passado e histórias coloniais, paisagens urbanas contemporâneas, memória social e debates públicos em torno de narrativas, de objetos e de espaços que têm materializado essa relação ao longo do tempo até hoje.

URL ECHOES: http://projectechoes.eu/

URL WP4: https://echoes.ces.uc.pt/

Photo Impulse é um projeto de investigação financiado pela FCT e desenvolvido no ICNOVA - Instituto de Comunicação da Nova, at Nova FCSH, Lisboa, Portugal.

Link para a sessão Zoom

Lorena Sanches Querol

É investigadora em Museologia Social no Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra (CES-UC), e Professora no Mestrado em Património Cultural e Museologia (FLUC-UC). Doutorada em Museologia no âmbito do projeto “Celebration of Coastal Culture” (PT0019/EEA-GRANTS, 2007-09) e Pos-Doutorada em Gestão Participativa em Museus pelo CES-UC. 

Entre os ultimos projetos realizados destacam-se: “SoMus: A Sociedade no Museu” (2014-2019), onde a identificação, análise e sistematização de práticas inovadoras de “participação cultural” permitiu definir novos modelos de gestão participativa em 4 museus europeus; “Creative Tourism Destination Development in Small Cities and Rural Areas, CREATOUR (P-2020) onde integrou a equipa coordenadora para desenvolver a primeira rede nacional de destinos e projectos de turismo criativo, ajudando a implementar boas práticas colaborativas; “European Colonial Heritage Modalities in Entangled Cities (ECHOES), H-2020 onde coordenou junto com Paulo Peixoto a equipa do CES entre 2018 e 2021 no âmbito do WP4 sobre cidades entrelaçadas pela historia colonial e, mais concretamente, um estudo comparativo sobre práticas de educação decolonial em museus nacionais no Brasil e em Portugal.

URL: https://www.ces.uc.pt/pt/ces/pessoas/investigadoras-es/lorena-sancho-quero

 

03.12.2021 | par Alícia Gaspar | cultura visual, ECHOES, Epistemologies of vision in the colonial visual archive, legado colonial, pós-colonialismo, União Europeia, webinar

Visita Guiada - Ilha dos Negros

 

A Ilha dos Negros

 
Visita guiada de autocarro e caminhada de 10 km pela reserva natural do sado em memória e tributo aos vários povos africanos que por lá passaram.

Esta região com uma ancestral presença de vários povos africanos (tropas romanas compostas por africanos, mouros e seus califados africanos de marrocos e região da senegambia, e pessoas escravizadas da região da guiné e angola). Esta zona do Sado e as suas aldeias são das áreas que conservam na genética, gastronomia, arquitetura e toponímia, a memória dessa herança africana de vários estratos e condições sociais. Associados maioritariamente ao cultivo do arroz, recolha do sal e trabalho no desmatamento da floresta.

A visita é acompanhada pelos livros técnicos promovidos pela associação e realizados por vários escritores e historiadores como António Chainho, e Isabel Castro Henriques.A caminhada como potenciador de saúde nestes períodos difíceis de confinamento, em contacto com a natureza, de formaespiritual como as primeiras migrações humanas também o foram.
 

Gratuito para elementos BYP, custo de 25eur/pessoa não BYP, inclui refeição no final da caminhada. Devem trazer impermeável, calçado e roupa apropriada e pequeno snack com garrafa de água.
 

Sábado 11 de dezembro
 

8h30 - Pavilhão Carlos Lopes, junto à estação de metro parque, na avenida antonio augusto aguiar em Lisboa.

10h00 - Paragem em 2/3 aldeias do concelho de Alcácer do Sal acompanhados de um historiador local 

11h00 – Início de caminhada de 10km (nível médio) ao longo do estuário do sado, dos arrozais, e da natureza agro florestal composta maioritariamente por sobreiros.

13h30 – Término da caminhada, São Mamede

13h45 – Almoço em restaurante local (Gastronomia afro portuguesa como arroz de cabidela, torresmo, cozido à portuguesa ou outra local)17h30 – Chegada a Lisboa, pavilhão Carlos Lopes

Obrigatório o uso de máscara no autocarro ou outras medidas que venham a ser indicadas pela DGS.

O evento poderá ser filmado e fotografado pela associação

Inscrevam-se com indicação de nome e telemóvel para: batotoyetu@gmail.com

Segue o link do evento no facebook: https://fb.me/e/1nsX4q1Xj

 

02.12.2021 | par Alícia Gaspar | ancestralidade, angola, batoto yetu portugal, Guiné, ilha dos negros, lisboa, memórias, recordar, são Mamede, visita guiada