21 Jun 2013 – 23 Jun 2013, Cabana, Entrada livre, Fundação Calouste Gulbenkian
Depois de, em 2012, termos organizado um debate público em torno das questões culturais, políticas e artísticas específicas do Norte de África e do Médio Oriente, este ano o mesmo tipo de debate mais alargado vai centrar-se na região do sul de África, ou seja, a região alargada da África Austral. O ano de 1994, que marca o fim do apartheid em África, a cedência do poder de Frederik Willem de Klerk e a eleição de Nelson Mandela como presidente, não foi só o fim de um regime inumano para a África do Sul. Teve repercussões por toda a África e, muito em particular, na região da África Austral. Dezanove anos depois qual é o panorama destes países do sul da África? Que melhorias houve? Que dinâmicas existem? Que frustrações se acumulam? Que perspetivas há para o próximo futuro? É em torno destas questões que um conjunto vastíssimo de protagonistas desta área e especialistas que acompanham as dinâmica destes países que se propõe que todos participem nesta Festa da Literatura e do pensamento do sul da ÁFrica.
Calvin Dondo, 'Frieburg', série 'New German Family', 2010.
1.ª sessão: O estado das artes 21 de Junho 2013, 19h00
Lígia Afonso [moderadora] (Portugal) / Patricia Hayes (África do Sul) / Joan Legalamitlwa (África do Sul) / Tiago Correia-Paulo (Moçambique)
(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
2.ª sessão: Literatura 22 de Junho 2013, 18h00
Teolinda Gersão [moderadora] (Portugal) / Ondjaki (Angola) / Ivan Vladislavic (África do Sul) / Binyavanga Wainaina (Quénia)
(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
3.ª sessão: Pensamento e política
23 de Junho 2013, 16h00
Cristina Peres [moderadora] (Portugal) / Elisabete Azevedo-Harman (Portugal) / Elísio Macamo (Moçambique) / Harry Garuba (Nigéria) / João Paulo Borges Coelho (Moçambique)
(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
4.ª sessão: Poesia [com leitura de poemas em português e inglês] 23 de Junho 2013, 18h00
Golgona Anghel [moderadora] (Portugal) / Joan Metelerkamp (África do Sul) / Peter Kagayi (Uganda) / Tj Dema (Botswana) / Vonani Bila (África do Sul)
Uma das funções primordiais das Instituições do Ensino Superior é promover e aprofundar o debate sobre as transformações das sociedades contemporâneas. A sociedade Angolana passa, também, por essa dinâmica académico-científica. Nesse âmbito, torna-se imprescindível considerar a interpenetração entre as realidades configuradas pela lógica da construção do Estado-Nação e as dinâmicas político-sociais instauradas pelas contantes mobilidades de pessoas, culturas e circulação de informações produzidas pela sociedade cada vez mais globalizada.
Para tal, urge a necessidade de discutir e fomentar a troca de conhecimentos que contribuam para a edificação, orientação ou mesmo reiteração de categorias conceptuais que façam frente a complexidade dos desdobramentos sociais acima referidos produzidos por essas mobilidades. As relações socioculturais, políticas e económicas construídas na e pela dinâmica do trinómio local, regional e global intensificam as interdependências entre essas dimensões. Além disso, evidenciam as limitações de velhos referenciais cognitivos que foram pensados e desenvolvidos a partir dos limites apresentados pela formação e reprodução das sociedades contemporâneas.
A tarefa a qual as Ciências da Educação, assim como as Ciências Sociais e Humanas se vêm, hoje, obrigadas é a de desenvolver referenciais cognitivos que possam lidar teórica e metodologicamente com a compreensão dos sentidos do movimento ritmado entre instabilidades e estabilidades produzidas pelas novas dinâmicas sociais.
✰ BADCOMPANY PROUDLY PRESENTS: ✰ Sábado | 08 de Junho | 2013 ▃▅▆ DJ ✰ BARATA ▆▅▃ ►▸The Most International DJ ◂ ◀ “A discoteca Luanda pretende ser uma alternativa para os amantes da boa musica em todas as suas vertentes, com a natural inclinação para os ritmos africanos. Um espaço que ambiciona ser reconhecido pelo bom ambiente e um serviço de excelência. Um espaço para todos, mas que não abdica de impor qualidade na apresentação de quem nos visita, pois pretendemos ser também rigorosos na forma de receber.” ” A Chamada da Meia - Noite”
Documentário em produção sobre o AFROBEAT e suas ressonâncias diaspóricas.
Já sob edição, ANIKULAPO precisa agora de uma ajuda final, para fechar as filmagens de forma genuína e coerente.
A convite de Seun Kuti, vamos para Lagos, Nigéria, onde captaremos o principal material para a conclusão do projeto. Além de estar em contato direto com parentes, amigos, músicos e toda a esfera afrodiaspórica que nos levou a esse chão.
Para quem quiser contribuir para a realização do filme, estamos preparando uma série de recompensas anunciadas no catarse.me/anikulapo, bem como as recompensas surpresas que divulgarei durante o próximo mês e meio.
Vocês podem acompanhar o desenrolar da campanha e do projeto por aqui e na página no Facebook:facebook.com/anikulapo.brasil
NO GO DIE!
Ficha Técnica (teaser):
Editor: Daniel Lôbo Editor de Áudio: Dionísio Ferreira Direção: Daniel Lôbo e Pedro Rajão
O músico moçambicano Jaco Maria, que alcançou grande sucesso no sul de Moçambique após a independência, em 1975, lançou na quinta-feira o seu primeiro álbum da carreira, “Story Teller”, para contar “as fortunas e sofrimento de África”.
Em declarações à Lusa, a partir da África do Sul, Jaco Maria diz que sempre contou histórias ao longo dos seus cerca de 40 anos de carreira, mas em “Story Teller” fá-lo com “maturidade”, ao nível da “confiança que África conquistou, muitos anos depois da independência”, mas “com a incerteza de usar as suas fortunas contra as desgraças”.
O músico, com 55 anos, considera estar mais confiante e maduro, “mas, ao mesmo tempo, com incertezas, por causa do sofrimento, apesar das fortunas que se estão a descobrir no continente”, afirma Jaco Maria, referindo-se, em concreto, aos recursos naturais que começaram a explorados recentemente em Moçambique.
Cantado para África, “mas, também, para o mundo”, o CD explora em 16 obras, 14 das quais inéditas, o afro-jazz, afro-pop e ritmos latinos, mantendo a fidelidade do músico à polivalência rítmica.
Produto do seu percurso pessoal, de Moçambique, onde nasceu, à Suazilândia, o seu primeiro destino de emigração, e à África do Sul, onde está radicado há 29 anos, “Story Teller” é cantado em inglês, português, bitonga, zulu e xhosa.
“É difícil a um pai dizer que prefere este ou aquele filho, mas a música ´A Chegada` é a mais marcante, porque conta a emoção do meu primeiro regresso a Moçambique, após muitos anos de ausência na África do Sul”, afirma Jaco Maria, ciente de estar a quebrar o tabu de os músicos nunca revelarem as suas preferências entre os seus trabalhos.
Mas há também o “Nayo Naye”, ou “É respeitador”, na língua natal, bitonga, da província de Inhambane, sul de Moçambique, porque “nem tudo está perdido entre os miúdos, há muitos com conduta, respeitadores”.
Para estar à altura da universalidade que tenta timbrar nos seus trabalhos, o músico chamou para a gravação do “Story Teller” um percussionista de Israel, quatro instrumentistas moçambicanos e alguns músicos sul-africanos.
Produzido pela moçambicana Mafalala Records, o álbum será apresentado em Maputo em novembro, depois de ter sido lançado esta semana, na Cidade do Cabo, na África do Sul.
“Estou muito satisfeito, é uma grande emoção, porque, incrivelmente, com cerca de 40 anos de carreira, será o meu primeiro álbum, depois de o álbum “Verão” não ter sido divulgado, devido a algumas coisas que se passaram”, disse Jaco Maria.
O “Verão” não chegou a sair do estúdio da casa do músico no Cabo, África do Sul, devido à morte do seu produtor sul-africano, mas muitos temas desse disco entraram “quase clandestinamente nas rádios através de amigos muito chegados”, diz Jaco Maria, que tem feito de trabalhos como acompanhante de músicos sul-africanos.
This book brings to fruition the research done dring the CEA-ISCTE project ‘’Monitoring Conflicts in the Horn of Africa’’, reference PTDC/AFR/100460/2008. The Portuguese Foundation for Science and Technology (FCT) provided funding for this project.
The chapters are based on first-hand data collected through fieldwork in the region’s countries between 4 January 2010 and 3 June 2013. The project’s team members and consultants debated their final research findings in a one-day Conference at ISCTE-IUL on 29 April 2013.
The following authors contributed to the project’s final publication: Alexandra M. Dias, Alexandre de Sousa Carvalho, Aleksi Ylönen, Ana Elisa Cascão, Elsa González Aimé, Manuel João Ramos, Patrick Ferras, Pedro Barge Cunha and Ricardo Real P. Sousa.
e.studio é o nome do projecto colectivo dos artistas Francisco Vidal, Nelo Teixeira e RitaGT aliado ao estudio do artista Antonio Ole que, pela importância e relevância do seu trabalho, incorpora o centro do projecto.Tem base em Luanda, cidade onde os artistas vivem e trabalham. O e.studio pretende ser um projecto inovador e ambicioso de desenvolvimento e internacionalização da produção de Arte Contemporânea Angolana.
A proposta do e.studio, para o seu primeiro ano de existência, com o tema Luanda found footage, é criar e estruturar um estudio de artes visuais e plásticas profissional, com oficinas de serigrafia, madeira e pintura, onde o colectivo desenvolverá e partilhará técnicas de trabalho e conceitos. Queremos dinamizar massivamente a produção de cultura e identidade Angolana através do nosso trabalho artístico. + info
Ann Laura Stoler will discuss her recent edited volume Imperial Debris: On Ruins and Ruination (Duke University Press 2013). The book challenges us to turn away from the placid noun “ruin” and the nostalgias it engenders to “the ruin” as a violent, political verb. It is a book that seeks to disrupt facile distinctions between political history and poetic form, urging us to think differently about both the language we use to capture the tenacious hold of colonial effects and their tangible, if elusive, forms. At the center of this project are two sets of relationships: one, between colonial pasts and how we discern their form and content in postcolonial presents without assuming we know in advance what they are, and, two, the relationship between new “tactile” methodologies and a more acute conceptual vocabulary that is attentive to the occluded, unexpected sites in which earlier imperial formations have left their durable traces, and in which contemporary inequities are refurbished and secured through them.
Em 2013, o FMM Sines mostra vários artistas e vertentes da música do Mali, com a presença de Amadou & Mariam, Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba, Rokia Traoré e Tamikrest. Mas há também uma marca luso-maliana no festival: IMIDIWAN, projeto lisboeta de mistura da música do Mali com a eletrónica. Dia 25 de julho. In 2013, FMM Sines features many artists and sides of Malian music, with the presence of Amadou & Mariam, Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba, Rokia Traoré and Tamikrest. But there is also a Malian-Portuguese mark in the festival: IMIDIWAN, the Lisbon-based project that blends Malian music with electronica. On July 25.
ANÚNCIO DO PROGRAMA COMPLETO DE CONCERTOS Com 43 espetáculos entre 18 e 27 de julho, será o maior programa de música da história do festival, para comemorar o seu 15.º aniversário. De Hermeto Pascoal a Rokia Traoré, de Trilok Gurtu a Femi Kuti, Sines volta a convidar o público para ver ao vivo os melhores artistas do mundo e para ouvir a música que exprime o sentir dos povos e a diversidade da voz humana. Na organização e logística, destaque para a descida do preço dos bilhetes e para o regresso do palco da praia à Avenida Vasco da Gama. :: Quinta, 18 de julho 18h30 [C] Custódio Castelo (Portugal) * 21h30 [C] Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali) 23h00 [C] Hazmat Modine (EUA) 00h30 [C] Amadou & Mariam (Mali) 02h00 [C] Cabruêra (Brasil)
:: Segunda, 22 de julho 22h00 [A] Jon Luz (Cabo Verde) 23h00 [A] Mari Kvien Brunvoll (Noruega)
:: Terça, 23 de julho 22h00 [A] Sílvia Pérez Cruz (Catalunha - Espanha) 23h00 [A] Aline Frazão (Angola / Portugal)
:: Quarta, 24 de julho 18h30 [C] Orquestra Locomotiva de Sines (Portugal) * 20h00 [P] MU (Portugal) * 21h45 [C] Tcheka (Cabo Verde) 23h15 [C] Hassan El Gadiri & Trance Mission (Marrocos / Bélgica / Portugal) 00h45 [C] Nathalie Natiembé (Ilha Reunião - França) 02h45 [P] O Carro de Fogo de Sei Miguel (Portugal) *
:: Quinta, 25 de julho 18h30 [C] Carlos Bica “Azul”, com Frank Möbus e Jim Black (Portugal / EUA) * 20h00 [P] Imidiwan (Portugal / Mali) * 21h45 [C] Extremadura Territorio Flamenco (Extremadura - Espanha) 23h15 [C] Asif Ali Khan & Party (Paquistão) 00h45 [C] Rokia Traoré (Mali) 02h45 [P] Ondatrópica (Colômbia) *