Semana da Comemoração, em Portugal, da Independência da República da Guiné-Bissau

Data                

Local                         

Horário     

Evento

23 Setembro

(6ª Feira)

Lisboa

ISCTE – IUL

Grande Auditório

17h00

19h00

Celebração do 87º Aniversário do nascimento de Amílcar Cabral

 


26 Setembro

(2ª Feira)

Lisboa

Casa Cultura Olivais

JFSMO

18h00

19h30

Inauguração de Exposição de Artes Plásticas com Lemos Djatá

 

 

28 Setembro

(4ª Feira)

Lisboa

18h00

19h30

Conferência “Oportunidades de Negócio na Guiné-Bissau”

 

1 Outubro

(Sábado)

Lisboa

Parque Jogos São João de Brito

18h00

24h00

Festa do Dia da Comunidade Guineense em Portugal, por ocasião da Comemoração do 37º Aniversário da Independência

 

19.09.2011 | par joanapires | Guiné Bissau, independência

"Amílcar Cabral (1924-1973) - Vida e Morte de um Revolucionário Africano", de Julião Soares Sousa

Conferência e sessão de apresentação do livro Amílcar Cabral (1924-1973) – Vida e Morte de um Revolucionário Africano, de Julião Soares Sousa, no âmbito das comemorações do 37.º aniversário da independência da Guiné-Bissau e do 87.º aniversário do nascimento de Amílcar Cabral, promovidas pela Associação Guineense para a Paz e Democracia e pelas Embaixadas da Guiné-Bissau e da República de Cabo Verde, no dia 23 de Setembro 2011 (sexta-feira), pelas 17:00 horas no Grande Auditório do ISCTE / Instituto Universitário de Lisboa – Edifício11, entrada pela Av. Aníbal Bettencourt –, em Lisboa.

Na Mesa de Honra estarão presentes o Dr. Fali Embaló, Embaixador da

Guiné-Bissau, a Dra. Cristina Pereira, Encarregada dos Negócios da Embaixada de Cabo Verde e o historiador, Julião Soares Sousa, autor do livro, Amílcar Cabral (1924-1973) – Vida e Morte de um Revolucionário Africano.

A moderação das intervenções e apresentação do livro será da responsabilidade do escritor e poeta Dr. José Luís Hopffer Almada.

O evento será complementado com uma sessão de poesia e música a cargo do escritor Kwame Kondè (Francisco Fragoso) e do músico Manecas Costa.

 

 

19.09.2011 | par joanapires | Amílcar Cabral, Guiné Bissau, independência

I Fórum da Sociedade Civil da CPLP

O I Fórum da Sociedade Civil da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai realizar-se de 28 a 30 de Setembro, em Brasília, subordinado ao tema “Promovendo a participação social na CPLP”.

Organizado pelo Secretariado Executivo da CPLP em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores e com a Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, este I Fórum da Sociedade Civil pretende ser um espaço de integração efectiva das iniciativas existentes e das organizações da sociedade civil da CPLP. Participam organizações de diversos sectores, nomeadamente, da Infância e Juventude, Igualdade de Direitos da Mulher, Trabalho, Educação, Meio Ambiente, Agricultura e Segurança Alimentar, entre outros.

A promoção da participação da Sociedade Civil na CPLP tem como antecedentes a Resolução sobre o Reforço da Participação da Sociedade Civil, de 24 de Julho de 2008; a Resolução sobre o I Fórum da Sociedade Civil, de 20 de Julho de 2009, as Recomendações para a Instalação e Funcionamento do I Fórum da Sociedade Civil, 6 de Novembro de 2009 e a Resolução sobre a Realização do I Fórum da Sociedade Civil da CPLP, de 22 de Julho de 2010.

Cada Estado-membro da CPLP vai enviar uma delegação composta por um membro do governo e por cerca de seis organizações da sociedade civil, com excepção do Brasil que enquanto país anfitrião deste Fórum deverá participar com mais instituições.

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17.09.2011 | par joanapires | Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), CPLP, participação social

"SOUTH IS THE NEW NORTH" - african contemporary art' group show

A geological theory called “The Shift” predicts that a shift on earth’s polarity occurs every 65 million years. At the end of each period, earth’s magnetic poles invert. North becomes South and South becomes North.

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‘SOUTH IS THE NEW NORTH’
OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development) was founded in 1961 and grouped high-income economies with a high ‘Human Development Index’, regarded as developed countries.

Since 2007 the organization has been trying to get five of the largest “peripheral” countries: Brazil, China, India, Indonesia and South Africa to join. From the 1960’s perspective, it wouldn’t be expected that any of these countries would ever be invited to join the organization. Interestingly, since 2007, none of them to want to.

None of the now called E-5 (enhanced engagement) countries has comparable income to the “rich countries”. They did however grow enough to become important players in world’s economy. In 2009, for the first time since 1880, OECD countries amount to less than 50% of the world’s GNP. In the 80’s they represented 60% of the world’s economy and it is estimated that this share will continue to drop (44% in 2014 according to the IMF).

OECD now believes the organization simply “won’t be relevant” without the participation of these countries.

AFRICAN CONTEMPORARY ART

Along with Asian and South American art, African Contemporary Art is ‘hot’ these days. With a growing middle class and successful corporations all over the continent, Africans have started to look into (their) art both as a symbol of status and as an investment. Increasing international exposure and circulation also placed African artists on the map for contemporary art collectors. But where did this all come from? Is contemporary art in Africa a recent phenomenon?

Focusing mainly on the 1990 - 2010 period, ‘SOUTH IS THE NEW NORTH’ aims to spark the discussion and to show that contemporary art from Africa has been in the news since (at least) the 90’s.

‘SOUTH IS THE NEW NORTH - african contemporary art’ group show
PAINTING | SCULPTURE | PHOTOGRAPHY | VIDEO

17 September > 29 de October 2011

Thursday to Saturday, 14 h to 18 h

Galery Influx Contemporary Art
Rua Fernando Vaz, 20 B, 1750-108 Lisbon - Portugal
+ 351 91 850 1234

AFEDZI-HUGHES | ALMIGHTY | BODO | CHERIN | CISSÉ | IHOSVANNY | LILANGA | MACILAU | MASAMVU | MUCAVELE | SADIMBA | SAMBA | SEVEN-SEVEN | TCHALÉ | ZINKPÉ

16.09.2011 | par joanapires | arte contemporânea africana, exposição

Olha Lá

… Luso-Folia no Porto

Com o nome Olha lá, o coletivo de artistas 10pt – Criação Lusófona fez do Porto a sua casa para levar a cabo um projecto cultural que procura mostrar o Centro Histórico do Porto (CHP), a integração dos lusófonos na cidade e perspectivar a relação entre a lusofonia e a cidade. Este é um projeto multidisciplinar que inclui Teatro, Fotografia e Conversas, e está inserido na iniciativa Manobras no Porto.

A Exposição Fotográfica, visível nas ruas do Porto durante o mês de Setembro, retrata a diversidade humana das culturas que se cruzam no dia-a-dia da cidade. Esta exposição fotográfica de retratos gigantes conta com 50 retratos de moradores do CHP e de membros das comunidades Lusófonas na Diáspora, elaborados pela fotógrafa Susana Neves, impressos no formato de 1,20x1,75 cm. Com esta exposição de rua Olha lá pretende chamar a atenção de quem passa e desafiá-los a um novo olhar. E quanto aos transeuntes, imagine-se sua surpresa, a cada esquina, a olharem e serem olhados.

Susana Neves é fotógrafa e tem centrado a sua atividade na fotografia de cena de espectáculos de teatro, música e performance, nomeadamente com  o FITEI, o FIMP, o TNSJ, o Teatro de Marionetas, o Drumming – grupo de percussão, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Câmara Municipal do Porto, entre outros. Tem apresentado exposições individuais e participado em mostras colectivas em Portugal e Espanha.

A 10pt - Criação Lusófona é uma plataforma criadora que produz projetos de intervenção cultural que desenvolvam novos campos de ação, estimulem o pensamento crítico e criativo, e a capacidade transformadora dos cidadãos. Os projetos da 10pt já foram apoiados a nível nacional pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Instituto Camões, e a nível internacional pelas autarquias de São Vicente e da Cidade Velha, pela Universidade de Londres, pela UE, entre outros.

Parceiros Associados ao Projecto

Fundação Calouste Gulbenkian, Casa Museu Guerra Junqueiro, Fnac, TNSJ, Centro de Estudos Africanos da UP, Instituto de Sociologia da UP, Associação Tane Timor, IPJ , JF do Bonfim, Museu da Pessoa, Porto Digital, Universidade Lusófona do Porto, Creative Visions Foundation (USA)

 

 Contato: Miguel Pinheiro

963 734 434  olhala@10pt.org

16.09.2011 | par joanapires | comunidades, diversidade cultural, exposição

"O Olhar do Falcão", exposição de pintura de Ismael Sequeira

“O Olhar do Falcão I”, exposição de pintura de Ismaël Sequeira, 14 – 09 – 2011, às 17h30, Espaço dos Serviços Sociais do Montepio, rua Garrett nº47, 2º andar, Chiado. (metro do Chiado)

14.09.2011 | par joanapires | exposição, pintura

"Comissão das Lágrimas" de António Lobo Antunes

“Um doloroso canto de uma mulher torturada” foi o ponto de partida para Comissão das Lágrimas, o novo livro de António Lobo Antunes. A mulher torturada foi Elvira (conhecida por Virinha), comandante do batalhão feminino do MPLA, presa, torturada e morta na sequência dos terríveis acontecimentos de Maio de 1977 em Angola.

Mas este é apenas um episódio num livro denso e sombrio sobre Angola depois da independência. António Lobo Antunes não quis fazer um livro documental ou uma reportagem “verídica” sobre o que se passou em Angola, antes usou a sua sensibilidade e o espantoso poder evocativo da sua escrita para falar sobre a culpa, a vingança, a inocência perdida.

 

O livro chega às livrarias no dia 30 de Setembro.

14.09.2011 | par joanapires | angola, história, independência

"SOS ANGOLA – Os Dias da Ponte Aérea" de Rita Garcia

Entre Julho e Novembro de 1975, quase 200 mil portugueses interromperam abruptamente uma vida inteira passada em Angola e vieram para Portugal através de uma das maiores pontes aéreas de resgate de civis jamais implementadas.

Aviões da TAP e de várias companhias estrangeiras voaram sem pausas entre Lisboa e África para trazer todos os que quisessem sair das cidades e dos confins de Angola antes da independência. O desespero dos últimos meses e o medo de morrer às mãos dos chamados movimentos de libertação levaram milhares de colonos a correr para os aeroportos à procura de um lugar nos aviões que partiam de Luanda e Nova Lisboa a toda a hora e sobrelotados, com pessoas a viajar em porões e casas-de-banho para aproveitar o espaço ao máximo. Comissários e assistentes de bordo trabalharam sem folgas nesses meses loucos, acompanhando homens, mulheres, crianças, famílias inteiras desamparadas e soldados à beira da morte. As tripulações, exaustas, nunca conseguiram esquecer esses dias, nem as mães que lhes pediam para ficarem com os filhos.

Recuperando esse tempo de angústia e agitação, S.O.S. Angola é um livro dramático e profundamente enternecedor, que revela cada pormenor desta epopeia e evoca as tragédias pessoais de quem teve de sair de África sem nada em direcção a um país desconhecido que, ainda por cima, acabara de viver uma revolução. Para os passageiros da Ponte Aérea, o futuro não podia ser mais aterrador.

 

Rita Garcia nasceu em Lisboa em Julho de 1979. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, é repórter da revista Sábado desde 2005 e autora do livro de reportagens “INEM 25 anos. Recebeu o 2º prémio Henrique de Barros, atribuído pelo Parlamento Europeu em 2003, e o Prémio de Jornalismo Novartis Oncology em 2008.

14.09.2011 | par joanapires | angola, história

Angola: Libertar Manifestantes Condenados Injustamente

Investigar Papel da Polícia na Violência na Manifestação de Setembro
(Joanesburgo, 14 de setembro de 2011) – As autoridades angolanas devem retirar imediatamente acusações politicamente motivadas contra 18 pessoas que foram condenadas no seguimento de julgamentos injustos, devido à sua participação numa manifestação contra a governo em Luanda, anunciou hoje a Human Rights Watch.
Um segundo julgamento contra outro grupo de manifestantes deve ser posto fim por não cumprir os padrões de julgamento justo e os detidos com base em acusações forjadas devem ser libertados, afirmou a Human Rights Watch. As autoridades devem conduzir uma investigação rápida e imparcial sobre o uso excessivo da força por parte da polícia em manifestações políticas e sobre a intimidação e assédio de testemunhas de defesa.
“Julgar injustamente manifestantes não é resposta às exigências legítimas de reformas dos cidadãos,” disse Daniel Bekele, diretor de África da Human Rights Watch. “As autoridades devem respeitar o direito a manifestações pacíficas e investigar de forma imparcial a violência cometida contra os manifestantes.”
A 3 de setembro de 2011, agentes da polícia e grupos de homens não identificados, aparentemente associados às autoridades, dispersaram violentamente uma manifestação contra o governo em que participavam várias centenas de manifestantes em Luanda.  A polícia disse que quatro agentes e três outras pessoas tinham ficado feridos e culpou os manifestantes pela violência. Testemunhas contaram à Human Rights Watch que muito mais manifestantes tinham ficado feridos.
Há testemunhos credíveis de que agentes de segurança vestidos à civil se infiltraram na manifestação e agiram com violência. A Human Rights Watch já havia documentado anteriormente o uso desproporcionado da força por parte da polícia contra os manifestantes e os ataques contra manifestantes e jornalistas por parte de homens não identificados durante a manifestação.
Um tribunal de polícia em Luanda sentenciou cinco dos organizadores da manifestação de 3 de setembro a três meses de prisão e ao pagamento de taxas e danos no total de 1400 USD pelos crimes de desobediência, resistência e “ofensas corporais.” Os queixosos são quatro agentes da polícia que alegaram terem sido feridos por manifestantes. O tribunal também sentenciou 13 outros manifestantes a 45 dias de prisão pelos mesmos crimes, com pena suspensa por dois anos para dois menores de idade. Três dos manifestantes acusados foram absolvidos por falta de provas. Os arguidos recorreram da sentença ao Supremo Tribunal; o Ministério Público recusou um pedido de libertação dos arguidos até à decisão do Supremo Tribunal.
A 14 de setembro, vai ter início outro julgamento contra 27 alegados manifestantes que foram detidos durante manifestações que apelavam à libertação dos participantes nos protestos de 3 de setembro.
A polícia mantém estes manifestantes detidos numa prisão de alta segurança, a 60 quilómetros de Luanda, e têm-lhes negado o acesso a advogados e familiares. Dois partidos da oposição, a UNITA e o Bloco Democrático, declararam que o acesso dos seus representantes a membros do partido que estavam entre os detidos na prisão lhes foi negado.
O julgamento contra os manifestantes de 3 de setembro violou garantias fundamentais de julgamento e processo justos, afirmou a Human Rights Watch.
A polícia tem-se recusado a fornecer informação a advogados e familiares acerca do paradeiro dos detidos de 3 de setembro, e recusou-lhes o acesso a um advogado. Advogados e testemunhas disseram à Human Rights Watch que vários manifestantes, julgados em várias sessões de tribunal, tinham ferimentos visíveis e se queixaram sobre as condições degradantes na prisão, e sobre comida e água insuficientes.
Advogados de defesa disseram à Human Rights Watch que só lhes foi dado acesso à acusação no primeiro dia de audiências, a 8 de setembro, e apenas durante alguns minutos. Advogados de defesa e pessoas que assistiram ao julgamento contaram à Human Rights Watch que os quatro queixosos, todos agentes da polícia, não apresentaram provas credíveis de que haviam sido feridos por algum dos manifestantes, nem de que tenha havido quaisquer danos materiais.
Testemunhas de defesa contaram à Human Rights Watch que, durante o julgamento, se verificou um clima de intimidação e assédio por parte de indivíduos não identificados no tribunal, e que nem a polícia nem os magistrados do tribunal fizeram algo para as proteger. Num incidente que ocorreu no segundo dia de julgamento, duas testemunhas de defesa – Diana Pereira, manifestante, e Coque Mukuta, jornalista na estação privada Rádio Despertar – contaram à Human Rights Watch que dois homens os tinham ameaçado e tentado raptá-los à força. Quando identificaram um dos agressores ao comandante da polícia presente, não foi tomada nenhuma ação e os agressores continuaram a ameaçá-los na presença da polícia. Em resposta às ameaças, outra testemunha de defesa contou à Human Rights Watch: “Temos medo de voltar para casa hoje à noite.”
Diana Pereira descreveu à Human Rights Watch o intervalo da sessão de tribunal na tarde de 9 de setembro:
Eu e Coque Mukuta saímos do tribunal para ir comprar almoço a uma loja ali perto. Aí, dois indivíduos ameaçaram-me. Disseram-nos para “calarmos a boca”, agarraram-me e tentaram levar-me com eles. Conseguimos escapar, saltámos a rua para voltar para o tribunal e informámos o comandante da polícia que estava lá. Voltámos à loja com a polícia. Apontámos para um dos indivíduos que nos tinha ameaçado, que ainda lá estava. O homem continuou a ameaçar-nos dizendo “Cuidado, posso bater-vos à frente da polícia.” O agente da polícia assistiu a isto mas não fez nada. O comandante da polícia disse-nos para apresentar queixa numa outra esquadra, longe do tribunal, alegando que não era responsável por este caso.
“As autoridades são obrigadas a proteger as testemunhas de tribunal, um elemento importante de um julgamento justo,” disse Bekele. O governo deve conduzir rapidamente uma investigação imparcial sobre estas ameaças e obrigar quem quer que seja responsável a prestar contas.”
 
Para mais relatórios da Human Rights Watch sobre Angola, visite

Angola: Free Demonstrators Unfairly Convicted    
Investigate Police Role During September Demonstration

 
(Johannesburg, September 14, 2011) – The Angolan authorities should immediately drop politically motivated charges against 18 people who were convicted after unfair trials for their participation in an anti-government demonstration in Luanda, Human Rights Watch said today.
A second trial against another group of demonstrators should be halted for failing to meet fair trial standards and those held on trumped up charges should be released, Human Rights Watch said. The authorities should conduct a prompt and impartial investigation into police use of unlawful force at political demonstrations and intimidation and harassment of defense witnesses. 
“Unfair trials of demonstrators are not the answer to the legitimate reform demands of citizens,” said Daniel Bekele, Africa director at Human Rights Watch. “The authorities should respect the right to peacefully demonstrate and impartially investigate violence against demonstrators.”
On September 3, 2011, police agents and groups of unidentified men apparently allied to the authorities violently dispersed an anti-government rally involving several hundred protesters in Luanda. The police said four police officers and three others had been injured and blamed demonstrators for the violence. Witnesses told Human Rights Watch many more demonstrators were injured.
There are credible accounts that plainclothes security agents infiltrated the demonstration and committed violence. Human Rights Watch previously documented the disproportionate use of force by the police against demonstrators and attacks on demonstrators and journalists by groups of unidentified men during the demonstration.
A police court in Luanda sentenced five organizers of the September 3 demonstration to three months in prison and fines and damages totaling US$1400 for the crimes of disobedience, resistance, and “corporal offenses.” The claimants for damages were four police officers who alleged being injured by demonstrators. The court also sentenced 13 other demonstrators to 45 days in prison for the same crimes, suspending the sentence for two years for two minors. Three of the accused protesters were acquitted for lack of evidence. The defendants have appealed to the Supreme Court. The attorney general refused a request to release the defendants pending the Supreme Court’s ruling.
Another trial will begin on September 14 against 27 alleged demonstrators who were arrested during rallies calling for the release of the September 3 protesters.
Police are holding these demonstrators in a high-security prison 60 kilometers from Luanda, and have denied them access to lawyers and family members. Two opposition parties, UNITA and Bloco Democrático, claimed that their representatives were denied access to party members among the detainees at the prison.
The trial against the September 3 demonstrators violated fundamental fair trial guarantees and due process of law, Human Rights Watch said.
The police have refused to give information to lawyers and family members about the September 3 detainees’ whereabouts, and refused them access to a lawyer. Lawyers and witnesses told Human Rights Watch that a number of the demonstrators, who were tried in police court hearings had visible injuries and complained about degrading prison conditions, insufficient food and water.
Defense lawyers told Human Rights Watch they were allowed access to the indictment only on the first day of the hearings, on September 8, and only for a few minutes. Defense lawyers and persons attending the trial told Human Rights Watch that the four claimants, all police agents, did not present credible evidence that they had been injured by any of the demonstrators, nor that there had been any material damage.
Defense witnesses told Human Rights Watch that during the trial there was a climate of intimidation and harassment by unidentified individuals present at the court, and neither the police nor the court magistrates did anything to protect them. In one incident during the second day of the trial, two of the defense witnesses, Diana Pereira, a demonstrator, and Coque Mukuta, a journalist at the privately owned Rádio Despertar, told Human Rights Watch that two men threatened them and tried to forcibly abduct them. When they identified one of the assailants to the police commander present, no action was taken, and the assailants continued to threaten them in the presence of the police. In response to the threats, another defense witness told Human Rights Watch, “We are afraid to go home tonight.”
Diana Pereira described to Human Rights Watch the court session break in the afternoon on September 9:
Coque Mukuta and I left the court to buy lunch at a nearby shop. There, two individuals threatened me. They told us to “keep our mouth shut,” grabbed me and tried to drag me with them. We managed to escape, jumped the road back to the court and reported to the police commander at the court. We returned to the shop with the police. We pointed at one of the individuals who had threatened us, who was still there. The man continued threatening us, saying, “Beware, I can beat you up in front of the police.” The police agent witnessed this but didn’t do anything about it. The police commander told us to lodge a complaint at another police station, far from the court, alleging he was not responsible for this case.
“The authorities are obliged to protect court witnesses, an important component of a fair trial,” Bekele said. “The government should promptly conduct an impartial investigation into these threats and hold whoever is responsible to account.”

14.09.2011 | par martalanca | angola, manifestações

Call for applications- Youth Journalists and Bloggers- 7th UNESCO Youth Forum

As part of the 7th Youth Forum, UNESCO will be offering five young journalists and bloggers the opportunity to participate in the Paris event. A young blogger from each of UNESCO’s five constituent regions (Africa, Arab States, Asia and the Pacific, Europe and North America & Latin America and the Caribbean) will be selected. General requirements for youth journalists and bloggers: Be below 30 years of age, To have journalism (online, print, photo, video, radio) and/or blogging experience, To have a working knowledge of English and/or French. Knowledge of another of the six official United Nations languages (Arabic, Chinese, English, French, Russian, and Spanish) will be an asset. The application deadline is Thursday, September 15, 2011.

Info on how to apply here:
http://shababunesco.wordpress.com/2011/09/05/call-for-applications-youth-journalists-and-bloggers-7th-unesco-youth-forum/

14.09.2011 | par joanapires | jornalistas