projecto Baldio - Performance Studies

Baldio  – Terreno público usado e fruído por uma comunidade local.

espaço onde se ensaia uma abordagem interdisciplinar (cruzando entre as artes, as ciências sociais e as humanidades), teórico-prática (encarando a arte como forma de criar mundo) e politicamente comprometida (não partindo do princípio da neutralidade da ciência e da arte) a que se dá o nome de Estudos de Performance (Performance Studies).

InDirecções Generativas é um encontro internacional de artistas e investigadores em Estudos de Performance apoiado pelo programa de Regional Clusters da Performance Studies international – Psi (www.psi-web.org), que terá lugar de 5 a 8 de Setembro de 2013, em Montemor-o-Novo no Espaço do Tempo e em Lisboa no Teatro Maria Matos, no dia 10 de Setembro.

Investigando a relação entre “formas de vida”, arte, sociedade e política, Indirecções Generativas visa explorar as potencialidades que o campo dos Estudos de Performance oferece na abertura de um espaço crítico situado entre as Ciências Sociais, as Humanidades e a Arte, dando voz a epistemologias contra hegemónicas e unindo teoria e prática. Indirecção torna-se, assim, um campo magnético que se move entre a teoria e a prática, desafiando fronteiras disciplinares para questionar formas de receber o campo dos Estudos de Performance em Portugal.

O modus operandi deste evento internacional será a ideia de hospitalidade, um fazer entre todos, construindo assim um diálogo cujas fronteiras serão necessariamente alargadas. Interrogamo-nos como receber os Estudos de Performance neste momento em Portugal, problematizando o contexto de onde vimos e as possibilidades produtivas do que poderemos ser.

InDirecções Generativas |  PSi Regional Research Cluster
Montemor-o-Novo, Portugal, 5 a 8 de Setembro 2013 | Lisboa, 10 de Setembro

Equipa
Curadoria: Ana Bigotte Vieira, Ana Pais, Ricardo Seiça Salgado
Participação na primeira fase do projecto: Pedro Manuel, Manuel Henriques
Participantes: Ana Mira, AndLab, André Lepecki, Beatriz Cantinho, Buala, Deborah Kapchan, Ghost, PSi regional cluster in Athens, Iris Van Der Tuin, José Alberto Ferreira, Maaike Bleeker, Nicholas Ridout, Paulo Raposo, Pedro Manuel, Rita Valente, Silvia Pinto Coelho, Susana Mendes Silva, StressFM, Teresa Fradique, Vera Mantero, Verónica Metello + entre 12 e 16 participantes escolhidos por candidatura.
Produção e Comunicação: Beatriz Cantinho, Pedro Pires

Organização: Baldio

Co-produção: PSi, Espaço do Tempo, Maria Matos – Teatro Municipal, Re.al

02.03.2013 | by martalanca | Baldio, Performance Studies

1º Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte – FIF-BH

Convocatória internacional aberta a partir desta segunda-feira, 4 de março, selecionará artistas para a exposição da 1ª edição do festival, que será realizado de 12 de julho a 6 de agosto, na capital mineira

A capital mineira será um polo de discussão e reflexão sobre a imagem fotográfica no Brasil e no mundo durante o Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte - FIF-BH. A primeira edição do evento, que será bienal, promoverá uma grande exposição internacional, leituras de portfólio, oficinas e palestras, além de uma Maratona Fotográfica, na qual fotógrafos profissionais e amadores deverão desenvolver trabalhos autorais na cidade. A programação ficará concentrada no período entre 12 e 21 de julho, à exceção da exposição, que se estenderá até 6 de agosto.

Idealizado e coordenado por Bruno Vilela e Guilherme Cunha, o 1º FIF-BH tem ainda a curadoria de Eduardo de Jesus, membro-diretor da Associação Cultural Videobrasil (São Paulo/SP), doutor pela ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) e professor de pós-graduação da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas (Belo Horizonte/MG). Esta edição do festival é patrocinada pelo Sesi (Serviço Social da Indústria), uma iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O tema deste FIF-BH é Espaços Compartilhados da Fotografia, traduzindo os objetivos principais dos curadores, que são absorver a produção de diferentes lugares do mundo e ultrapassar os limites da fotografia, indo ao encontro de outras linguagens artísticas. “O FIF é um festival mais voltado para as poéticas visuais do que para a tecnicalidade. Mantém o respeito pela tradição da fotografia, mas privilegia o pensamento sobre o campo expandido da imagens, que explora a fotografia em diálogo com diversas outras mídias e plataformas de expressão sensível”, explica Guilherme.

Convocatória

A abertura da convocatória para a exposição internacional lança oficialmente o 1º FIF-BH, nesta segunda-feira, 4 de março. Com curadoria de Patrícia Azevedo, artista e professora da EBA-UFMG (Escola de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais) e do curador do FIF-BH Eduardo de Jesus, a mostra coletiva não terá um tema específico e será construída a partir dos trabalhos inscritos.

Serão aceitas propostas de trabalhos em fotografia, nos seus mais diversos aspectos e plataformas experimentais, que se relacionem com o universo das artes visuais e que possam ser impressos em papel, projetados ou exibidos por meio de mídia eletrônica (televisores e/ou monitores).

Para se inscrever, os artistas deverão apresentar uma série de cinco a oito imagens, ficha técnica e um texto com a descrição do trabalho proposto, além de currículo e portfólio, sendo que todos os arquivos solicitados não deverão ultrapassar 10 MB. O edital pode ser consultado no site do festival (fif.art.br), que tem uma versão em inglês (en.fif.art.br).

As inscrições para a exposição estarão abertas de 4 de março até 20 de maio (23h59 GMT) de 2013, a artistas brasileiros e estrangeiros. São gratuitas e devem ser feitas exclusivamente online, pelo site do festival www.fif.art.br. O anúncio dos selecionados está previsto para junho.

A exposição será montada no espaço cultural CentoeQuatro, com irradiações para estações do metrô, e ficará aberta à visitação gratuita entre 12 de julho e 06 de agosto.

Demais atividades

Instalado em um prédio tombado do Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação, no centro da capital mineira, o CentoeQuatro será a principal sede do 1º FIF-BH, que também promoverá atividades nas ruas e outros espaços públicos da cidade, como cafés e universidades.

Em abril, serão abertas as inscrições para leituras de portfólio, oficinas e para a Maratona Fotográfica, atividades que irão se concentrar no período entre 12 e 21 de julho.

mais contactos:  Débora Fantini press@fif.art.br

(31) 3234-6135 home office  (31) 8873-2003 celular Oi

02.03.2013 | by martalanca | Belo Horizonte, fotografia

"Ocupações Temporárias Cabo Verde"

As “Ocupações Temporárias Cabo Verde” decorrerão na cidade do Mindelo entre 7 e 21 de Março e são a primeira realização desta iniciativa fora do espaço onde inicialmente foram criadas.

A proposta feita aos artistas, em tudo idêntica à que foi formulada aos artistas de Maputo, é de ocuparem o espaço público da cidade, refletindo sobre uma temática específica, sujeitando os seus objetos artísticos às condições do espaço ocupado, tornando-os alvo de uma visibilidade que vai para além dos habituais “consumidores” de exposições.

Um percurso entre a Gare do Porto Grande e a Praça Estrela acolherá as seis ocupações que se apresentam em espaços que não são os que formal e tecnicamente são habitualmente utilizados para exposições.

Estrangeiros é o tema proposto no Mindelo, tal como foi em Maputo em Dezembro de 2012. A Abrão Vicente, Bento Oliveira, Diogo Bento, Nenass Almeida e Nuno Pinto foi proposta a reflexão sobre quem são os estrangeiros, quais as fronteiras, tangíveis e imateriais, que delimitam a pertença, como se distingue o eu do outro. Às propostas do Mindelo, em forma de vídeo, instalação, pintura e cerâmica, serão acrescentadas as intervenções de Paulo Kapela (Ang) e de Rui Tenreiro (Moz) vindas da cidade de Maputo integrando o circuito e acrescentado diferentes discursos, diferentes formas e vivências.

As “Ocupações Temporárias Cabo Verde” são financiadas pela Fundação Calouste Gulbenkian,  através dos Programas Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento  e Próximo Futuro, e contam com o apoio local do Camões Centro Cultural Português

Abraão Vicente (Assomada, 1980) Nasceu no interior da ilha de Santiago, em Cabo Verde, numa família numerosa, sendo o sexto de oito irmãos. Em casa encontrou no pai e no avô, estudiosos da língua crioula e da cultura da ilha, o gosto pela literatura e pelas artes. Fez os estudos na Vila de Assomada e na Cidade da Praia e, com dezoito anos, seguiu para Lisboa onde cursou sociologia, pela Universidade Nova de Lisboa, com tese sobre a construção do campo artístico em Portugal durante o séc. XX.  Entre exposições individuais e coletivas passou um período em Barcelona onde foi um dos programadores e artista do espaço de experimentação artística Miscelânea. Atualmente vive em Cabo Verde onde, a par das artes plásticas, já exerceu a função de jornalista e é um ativista social e cronista.

Bento Oliveira,(St Antão, 1973) Aos 13 anos viaja para S. Vicente para fazer os estudos secundários e aí começa os primeiros registos em desenho reflectindo suas atitudes perante a vida e a sensualidade emanada da paisagem materna, nas suas dimensões geográficas e humanas. No Brasil, na Amazónia, licenciou-se em Educação Artística - Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará. Regressa para Cabo Verde no ano de 2002. Para além de docente na área das artes visuais, tem realizado cenografias para teatro, e as suas obras têm sido apresentadas e, exposições individuais e colectivas em diversos países. É desde 2011 assessor para as Artes Visuais do Ministro da cultura.          

Diogo Bento (Trás-os-Montes, 1984) estudou Arquitectura Paisagista e Fotografia. Coordenou recentemente um projecto de Organização e Conservação da Colecção de Fotografia Foto Melo, em Mindelo, Cabo Verde, e a exposição Espelho de Prata, enquanto bolseiro do programa INOV-Art, em parceria com o Instituto Camões / Centro Cultural Português no Mindelo, e financiamento adicional da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu trabalho em Fotografia tem vindo a desenvolver-se em torno das questões do arquivo, da memória e da paisagem. Desde 2011 que desenvolve um projecto em torno da memória de Amílcar Cabral. Mais recentemente destacam-se dois projectos sobre a identidade, o património e a paisagem cabo verdianos.

Arilson Nenass Almeida, (1984, Mindelo) estudou Ciências da Comunicação na Universidade Lusófona de Cabo Verde, fez um curso profissional de Cinema na Escola de Arte do Mindelo, e frequentou uma formação de Introdução a Fotografia na galeria Zero point art, com o fotógrafo Binu Baskar. Realizou em 2011, no âmbito da sua formação as curtas “Nôs Casa” e “Um Giro na Nóia”. Desde 2011 faz direcção de fotografia, estando neste momento a traalhar na série televisiva “Soncent Tal e Qual se Sente” relizada no Mindelo. Faz fotografia de moda.

Nuno de Pina (Mindelo, 1975) estudou Comunicação Social com habilitação em Publicidade. É designer gráfico e docente na Universidade Lusófona de Cabo Verde na área da comunicação.
Ao nível artístico trabalha essencialmente fotografia e vídeo tendo apresentado em 2011 a sua primeira exposição a nível internacional no CINEPORT (Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa) no Brasil. Em Dezembro de 2012 apresentou em São Nicolau a exposição AMORAMAR”, um olhar sobre as relações entre o homem e o mar tendo como referência a localidade piscatória da Preguiça em São Nicolau.

Rui Tenreiro(Maputo, 1979) é artista moçambicano residente desde 2008 em Estocolmo, onde se estabeleceu como ilustrador. Entre 2005 e 2009 geriu uma editora informal de cadernos artísticos. O seu trabalho apresenta formas variadas, entre elas o filme, a escrita, o desenho, direcção artística e edição, sendo a narrativa o ponto de partida e o elo de ligação entre todas as formas de expressão artística a que se dedica. Está atualmente a produzir uma história com banda sonora de Tiago Correia-Paulo e a editar uma coletânea de banda desenhada sul-africana.

01.03.2013 | by martalanca | cabo verde, ocupações temporárias