A África das periferias de Lisboa: a produção artística na periferia

A África das periferias de Lisboa: a produção artística na periferia No dia 16 de Março o Chapitô acolheu o BUALA para mais uma calorosa Tertúlia, desta vez sobre a produção cultural na periferia de Lisboa. Aqui ficam umas linhas sobre os nossos convidados e alguns aspectos que partilharam connosco da sua experiência (fragmentos de discurso).

Cidade

18.03.2011 | por vários

Poemas do livro “Fragmentos de um Crepúsculo Ferido”

Poemas do livro “Fragmentos de um Crepúsculo Ferido” E de repente o ar se esboroa A sombra de seu cheiro vibra a meus pés Minha terra é apenas uma ilha de areia perdida E minha pele um alvo escuro Um tecido rígido de lamentos Quem imaginaria uma mãe capaz de algo diferente do amor

Mukanda

16.03.2011 | por Céléstin Monga

Então e Agora, o legado de Emory Douglas

Então e Agora, o legado de Emory Douglas O programa All Power to the People Então e agora a decorrer na ZDB, em Lisboa, remete-nos, inevitavelmente, para o impacto dos Panteras Negras no resto do mundo. Na exposição fica evidente uma estética que é partilhada por grupos oprimidos em diversas zonas do globo. Em termos ideológicos, a sua influência no movimento dos direitos civis e a sua inserção no pensamento de esquerda que suporta muitos movimentos libertários é também conhecida. Então e agora? O que é feito dessa influência, da atitude combativa?

Vou lá visitar

16.03.2011 | por Suzana Sousa

Viriato da Cruz e o poder da poesia

Viriato da Cruz e o poder da poesia O LUGAR DO MORTO Neste espaço escritores já desencarnados reflectem, a partir do além, sobre os dias que correm. "O Pensamento nunca é totalitário. O pensamento é sempre revolucionário. A estupidez, sim – a estupidez é fascista."

Mukanda

15.03.2011 | por José Eduardo Agualusa

O Mundo é uma Ilha

O Mundo é uma Ilha  Passando tempo no mercado, a Feira do Ponto da cidade de São Tomé, Olavo pintou várias séries de quadros com vendedoras. Falava com elas enquanto desenhava esboços, retratou-as na sua vida pública de trabalho. Na tela, as mulheres, cestos e bacias à cabeça, crianças nas costas, a luta diária: ganhar a vida, cuidar da família. O confronto com a vivência quotidiana das vendedoras sobrepôs-se ao seu impacto figurativo e os contornos das mulheres emanciparam-se para delinear os estreitos corredores do mercado. As mulheres moldaram-se nos trajectos repisados por elas todos os dias, e mais tarde os trajectos devolveram-se às mulheres na multiplicidade dos seus caminhos interiores, mais extensos e complexos.

Cara a cara

15.03.2011 | por Nuno Milagre

Moi, un blanc. Exposição de José Pedro Cortes

Moi, un blanc. Exposição de José Pedro Cortes  No título da exposição está todo um programa e uma teoria privada do autor relativamente à fotografia: "Moi,un blanc" (Eu, um branco). E poderíamos continuar a frase subentendendo todo esse programa timidamente enunciado: Eu, um homem branco viajei para África e dentro deste enorme continente viajei no interior do Mali, um país da costa oeste atravessado pelo mítico Rio Niger.

Cara a cara

11.03.2011 | por António Pinto Ribeiro

Um arquipélago crioulo: Novos Cinemas de África

Um arquipélago crioulo: Novos Cinemas de África Diferenciando-se de outras cinematografias, mas também apresentando a sua multiplicidade interna de linguagens, e de pronunciamentos, como desde o plural do título fica claro: Novos Cinemas Africanos. De uma África que é um conceito mais do que um lugar geográfico ou uma etnicidade. Retomando a bela imagem de Achille Mbembe, uma força cultural que anda pelo mundo como uma corrente marítima num oceano: faz parte dele mas tem os seus próprios movimentos e temperaturas.

Afroscreen

10.03.2011 | por José António Fernandes Dias

E agora, Black Panthers?

E agora, Black Panthers? Os cartazes de combate de Emory Douglas, Ministro da Cultura dos Black Panthers, foram uma arma apontada à violência racial da América dos anos 60. Pode vê-los em "All Power to the People. Então e Agora", na Zé dos Bois, em Lisboa, até Junho.

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10.03.2011 | por José Marmeleira

A necessidade do Teatro em Moçambique

A necessidade do Teatro em Moçambique Em Moçambique as pessoas necessitam do mais básico para viver: o teatro! O teatro em Moçambique faz-se com as ruas (o palco) e os outros (interlocutores). As ruas estão ao rubro, o teatro é por todo o lado, algazarra, desorganização organizada, dança, constante representação. Tudo razões para uma actuação gloriosa.

Palcos

08.03.2011 | por Frederico Bustorff Madeira

Kikulacho kimo maungoni mwako: Kanga, da tradição à contemporaneidade

Kikulacho kimo maungoni mwako: Kanga, da tradição à contemporaneidade   Capulana no sul de Moçambique, Kanga no Quénia e Zanzibar, pagne no Congo e Senegal, lappa na Nigéria, leso em Mombaça. Um pano rectangular geralmente de 150 cm por 110 cm, estampado industrialmente em toda a sua superfície e que se diferencia de país para país pelos motivos africanos de cores contrastantes, formas antropomórficas, zoomórficas ou abstractas e padrões geométricos e figurativos variáveis que ilustram a cultura, a tradição, a contemporaneidade, os rituais, as ideias, a emoção, o silêncio, a revolta, a luta, a paixão. As Kangas são a “voz do silêncio feminino” (Beck, 2005).

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08.03.2011 | por Sofia Vilarinho

Conspirações de Silêncio: Portugal e o fim do império colonial

Conspirações de Silêncio: Portugal e o fim do império colonial   As versões públicas autorizadas que sancionam o esquecimento destes passados por via da sua integração intencional num esquema de recordação abrangente e trivial, bem como os pactos de silêncio que se mantêm no tecido social, são destabilizados por incómodas e imprevistas erupções da memória que trazem à superfície as ambiguidades dos legados problemáticos.

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06.03.2011 | por Elsa Peralta

Documentários sobre música angolana

Documentários sobre música angolana sobre Mãe Ju: "Em Luanda, a nova Música / Dança inventa-se todos os dias e evolui a um ritmo efervescente. A novidade do fenómeno deve-se à afluência em massa de jovens vindos directamente das aldeias do interior (de tradições tribais) para a gigantesca metrópole (de vocação moderna e urbana). O resultado é uma explosão de tendências musicais radicalmente inovadoras, contemporâneas, urbanas, em rápida mutação."

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06.03.2011 | por vários

Poemas de Alda Espírito Santo

Poemas de Alda Espírito Santo Baía morena da nossa terra vem beijar os pézinhos agrestes das nossas praias sedentas, e canta, baía minha os ventres inchados da minha infância, sonhos meus, ardentes da minha gente pequena

Mukanda

04.03.2011 | por Alda Espírito Santo

Sobre Victor Gama

Sobre Victor Gama Apesar de se inspirar na música e instrumentos tradicionais de Angola, onde nasceu o seu trabalho como compositor, revela um potencial de transformação para além das estruturas da tradição.

Cara a cara

04.03.2011 | por Kevin Murray

Aida Gomes, escrever para se descobrir - 2

Aida Gomes, escrever para se descobrir  - 2 Crescer entre várias culturas fê-la também crescer emocionalmente, e em conhecimento, sentindo-se composta por todas estas parcelas: origem angolana, infância e adolescência entre Angola e Portugal, formação adulta na Holanda, experiências nas áreas de desenvolvimento e todas as vivências.

Cara a cara

04.03.2011 | por Marta Lança

A Alma

A Alma O país chorou e, com verdade, Malangantana. Todos, povo, partidos, governo foram verdadeiros na dor da despedida. Vale a pena perguntar, no entanto: fizemos-lhe em vida a celebração que ele tanto queria e merecia? Ou estamos reeditando o exercício de que somos especialistas: a homenagem póstuma? Quem tanto substitui pedir por conquistar acaba confundindo chorar por celebrar. E talvez o Mestre quisesse hoje menos lágrima e mais cor, mais conquista, mais celebração de uma utopia nova. Na verdade, Malangatana Valente Ngwenya produziu tanto em vida e produziu tanta vida que acabou ficando sem morte. Ele estará para sempre presente do lado da luz, do riso, do tempo. Este é um primeiro equívoco: Malangatana não tem sepultura. Nós não nos despedimos.

Cara a cara

02.03.2011 | por Mia Couto e Abraão Vicente

AFRIQUES, COMMENT ÇA VA AVEC LA DOULEUR? de Raymond Depardon

AFRIQUES, COMMENT ÇA VA AVEC LA DOULEUR? de Raymond Depardon Onde encontrar o alcance universal de um olhar desenganado‚ para o qual a África não seja apenas o lugar de todas as dores? O que me magoa é que este olhar vem, involuntariamente, reforçar os preconceitos existentes e que vai ser incensado em detrimento do dos próprios Africanos, aqueles cineastas que, muitas vezes com pontas de fios, montam os testemunhos sem público de uma África que mexe.

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01.03.2011 | por Olivier Barlet

Lugar de mulher é no cinema... uma reflexão sobre a “retomada” no Brasil

Lugar de mulher é no cinema... uma reflexão sobre a “retomada” no Brasil Não dizemos que foi a partir do cinema da retomada que se fez filmes no Brasil sobre mulheres e suas questões inerentes. Na verdade, se intensificaram. Todavia não haja uma classificação clara de um cinema de/para mulheres no Brasil, é notável o aumento de argumentos que abordam claramente o universo feminino atualmente. Filmes que misturam dados não-ficcionais e ficção, colocam papéis femininos no foco da narrativa e concedem espaço para interpretarem, a seu modo, lacunas da História sobre a participação das mulheres na vida social e política, bem como sobre a cultura dos costumes na vida privada.

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01.03.2011 | por Sumaya Machado Lima

Poderá o Ocidente aprender?

Poderá o Ocidente aprender? Vista do Fórum Social Mundial, a crise do Norte de África significa o colapso da segunda fronteira da Europa desenvolvida. A primeira é constituída pela Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda. Com as duas fronteiras em crise, o centro torna-se frágil. dez anos depois de o FSM ter alertado para a situação, o Fórum Económico Mundial (FEM), reunido há semanas em Davos, veio declarar que o agravamento das desigualdades sociais é o risco mais grave (mais grave que o risco da degradação ambiental) que o mundo corre nas próximas décadas. O que o FEM não diz é que tal risco decorre das políticas económicas que ele defendeu, ao longo de toda a década. Como um bom clube de ricos, pode ter assomos de má consciência, mas não pode pôr em causa a sua escandalosa acumulação de riqueza.

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27.02.2011 | por Boaventura de Sousa Santos

Luandino Vieira

Luandino Vieira Luandino Vieira é caso paradigmático do divórcio entre interesse do público e ensino da literatura. Conheci muito pouca gente que tivesse conseguido ler Luandino Vieira, tirando naturalmente os escritores que assumem terem sido influenciados por ele, como Albino Carlos, Ondjaki, ou o moçambicano Mia Couto.

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26.02.2011 | por António Tomás