Resistência e inconformidade à violência policial, entrevista a Welket Bungué

Resistência e inconformidade à violência policial, entrevista a Welket Bungué Sobre dois mais recentes filmes: "Eu Não Sou Pilatus" e "Intervenção Jah". A violência é um espinho, ela não escolhe a quem tocar mas também não é qualquer pessoa que se aproxima dela, tem que estar de alguma maneira convencida, se certo ou errado, isso não sei. Nos meus filmes, sobretudo de realidade social, tento não desvirtuar a violência daquilo que é a sua génese, a meu ver, o sentido de justiça.

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26.07.2019 | por Marta Lança

Um mundo que não tenha nada daquilo que está representado no filme, entrevista com Welket Bungué

Um mundo que não tenha nada daquilo que está representado no filme, entrevista com Welket Bungué Uma das barreiras foi ter novamente o corpo negro no lugar do marginal, decidir construir a personagem Arriaga à volta da delinquência. Foi uma decisão difícil. Difícil por também eu ser Negro. Difícil por estar a entrar no campo do estereótipo. É difícil contornar a necessidade que tenho de escrever para atores negros e nesse caso trata-se de uma faca de dois gumes. Querer dar protagonismo a uma personagem que, do ponto de vista moral, vive na margem de decisões incautas.

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15.05.2019 | por Yolanda Kiluanji