"Entrámos noutro século, o paradigma é diferente", entrevista a Marcolino Moco

"Entrámos noutro século, o paradigma é diferente", entrevista a Marcolino Moco Faz-me pensar na filosofia umbuntu. É daí que sai a ideia de Desmond Tutu de que não é possível continuarmos sem perdão. O ser humano não pode viver sem o outro ser humano. É curiosa a semelhança à filosofia da minha região. Umbuntu, umbundo tem a mesma origem. No Zimbabué, dizem ”uno”, umbuntu quer dizer “uno” em umbundo. “Eu não significo nada sem ti.” Se fico em casa sozinho começo a pensar nisso: em que consiste a minha hombridade? Sozinho não troco ideias, sou pessoa porque existem outras pessoas. A princípio era uma filosofia de carácter étnico, o grande segredo de Mandela e Tuto foi conseguir elevá-la para outra coisa, não é só “eu não sou nada sem o outro umbundo” para torná-la trans-étnica. Mandela ultrapassou-se como xhosa, disse que não podia passar sem o rei zulu, sem os brancos (o De Klerk). Temos de pensar como Nelson Mandela, “o passado já não se recupera, coloquemo-nos no presente para construir o futuro.”

Cara a cara

09.07.2018 | por Marta Lança

Entrevista a Faustin Linyekula

Entrevista a Faustin Linyekula Faustin Linyekula haveria em 2006 de fazer o percurso contrário ao desejo de muitos congoleses democráticos, completou o círculo e regressou a casa, a Kisangani, capital da Província Oriental (onde fica a cidade onde nasceu, Ubundu) da República Democrática do Congo, terra de Patrice Lumumba, o primeiro chefe de governo do Congo independente que Mobutu Sese Seseko conseguiu que os separatistas do Katanga mandassem fuzilar. Conversa com o coreógrafo e bailarino que dirige em Kisangani (RD Congo) os Studios Kabako e durante um ano vai ser o artista na cidade de Lisboa.

Palcos

23.02.2016 | por António Rodrigues