Pós-colonialismo(s) e o cinema brasileiro: a retomada

Pós-colonialismo(s) e o cinema brasileiro: a retomada Este artigo surge do interesse pelo contexto de produção do cinema brasileiro contemporâneo, caracterizado por um redimensionamento dos aspectos políticos de sua atuação a partir de uma breve digressão sobre o cinema da Retomada até o filme O som ao redor. Analisaremos também o filme Vazante cujo tema abordado está contido no interior de rearranjos culturais do cinema contemporâneo tornando-se um filme importante para compreensão do atual contexto cultural e político no Brasil.

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19.02.2019 | por Michele Salles

O tenso enegrecimento do cinema brasileiro

O tenso enegrecimento do cinema brasileiro Uma onda de cinema negro é a grande novidade na história recente do cinema brasileiro, acentuando com originalidade e com tensões uma característica que se fazia notar nos últimos trinta anos, uma cinematografia de muita diversidade temática, de estilos e até regional. Entretanto, apesar desta multiplicidade de narrativas, esse mercado audiovisual se recusava a incorporar uma maior participação de cineastas, elenco, e o protagonismo da parcela negra, maioria populacional do país.

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04.04.2018 | por Joel Zito Araújo

Arquétipos e caricaturas do negro no cinema brasileiro

Arquétipos e caricaturas do negro no cinema brasileiro É um tipo recente, mas que veio para ficar. Trata-se do cidadão brasileiro de pele negra, que procura ressaltar seus traços culturais africanos (ou que acredita ser africano) nas roupas, penteados etc. Os exemplos mais evidentes encontram-se na música popular (os blocos afro do carnaval de Salvador, Gilberto Gil, Carlinhos Brown), já ironizados em programas humorísticos da televisão (Arnaud Rodrigues e Chico Anísio fazendo Baiano e os Novos Caetanos, ou as charges do programa Casseta e Planeta).

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20.03.2012 | por João Carlos Rodrigues

À conversa com Joel Zito Araújo - posicionamento, estéticas e cinematografias.

À conversa com Joel Zito Araújo - posicionamento, estéticas e cinematografias. Tenho um projeto estético de criar cada vez mais histórias que estejam, de alguma forma, ligadas à história e à cultura afrodescendente. Acho que temos um universo rico, pouco trabalhado no cinema brasileiro. Considero que a cultura brasileira traz, dentro de si, especialmente no seu comportamento afetivo e sexual uma enorme herança africana e indígena. Ou se vive da influência ou se vive da recusa, mas consciente ou inconscientemente estamos sempre relacionados a essa herança. Trazer isso para os filmes é uma tarefa que considero fascinante.

Cara a cara

08.08.2011 | por Sumaya Machado Lima