ciclo “Género e Identidade”, UMA NOVA AMIGA de François Ozon

19 de Julho, 19h00, Espaço Nimas UMA NOVA AMIGA de François Ozon – 1h 48min

Na próxima (e última) sessão do ciclo “Género e Identidade”, a 19 de julho, pelas 19h, no Espaço Nimas, será exibido o filme UMA NOVA AMIGA de François Ozon.


Após o falecimento da sua melhor amiga, Claire (Anaïs Demoustier) entra numa profunda depressão, mas uma surpreendente descoberta acerca do marido da sua amiga irá devolver-lhe o gosto de viver. Com realização e argumento do aclamado realizador francês François Ozon, um melodrama que adapta ao grande ecrã o conto homónimo da escritora inglesa Ruth Rendell (1930-2015).
Após a projecção desta obra haverá um debate com a participação de JOÃO CONTÂNCIO (Professor associado da FCSH-UNL e investigador do IFILNOVA – Instituto de Filosofia da Nova) e JOÃO FERREIRA (Director artístico e programador do festival Queer Lisboa), moderado por BRUNO MARQUES (Professor Auxiliar da FCSH/UNL e investigador do Instituto de História de Arte/FCSH-UNL).
Organização: Cluster Photography and Film Studies – Instituto da História da Arte/FCSH/NOVA, Leopardo Filmes e Medeia Filmes
Curadoria: Bruno Marques, Luís Mendonça, Mariana Marin Gaspar e Sabrina D. Marques
Mais informações


18.07.2017 | por martalanca | François Ozon, “Género e Identidade”

ETHIOPIA RESIDENCY WALKSCAPES- LANDSCAPE AND ARQUEOLOGY

11 Days in North Ethiopia – September 1st to 11th, 2017

Description of residency program

Hangar residencies in transit is a platform for artistic journeys, which aims to explore the world through the eyes of local and international artists. It specializes in artistic and cultural trips aimed at artists, curators and cultural producers. Our aim is to develop visual art projects combining art and creativity to the travel experience around various geographical locations. The journey will seek to reveal the richness of everyday life and the creativity of the places to visit. National and international artists guide the tours in collaboration with travel guides who take care of logistics on the ground. The Residencies in Transit is a project promoted by Hangar in Lisbon. We start from the international network of Triangle Network, which we make part of, to establish creative world networks in our travels.

Walking as an element of spatial significance goes back to prehistory, and it can be seen as the first aesthetic practice, contemporary to communication itself. The earliest marks left by man or his ancestors, the footprints, date back to the Paleolithic and represent hikes that the first human ancestors made to resignify areas of the surrounding environments or to assign a meaning to unknown areas. If we understand aesthetic practice as a gesture of meaning changing, done by the observer as an act of contemplation, we can say that walking was then the aesthetic practice that initiated the relations between Men and nature that resulted in the structure of art.

Based on the practice of walking as a creative process and as a method of artistic based research, this residence, is a journey to Ethiopia that aims to develop walking and contemplation practices . Ethiopia is known as a place where the first man / nature relations took place, or, as it is sayed since the famous discovery of Lucy, a 3.3 million year human ancestor fossil, numerous archaeological discoveries carried out and their findings to date ascertain that Ethiopia is indeed the earliest known home of human-kind.

Duration of residency

11 days

Disciplines, work equipment and assistance

The Residency in Transit Program is non-prescriptive and process-based, allowing visual artists to develop projects in response to their new environment, so they can conduct research that grows from the geographical location environment where they are working and developing their project in association with the artist leader and with the support of a local guide . The Residency Program promotes diverse cultures and practices through international and experimental projects.

Objectives

Following the perspective of walking as an aesthetic act proposed by Francesco Careri, in his well-known book “Walkscapes: walking as an aesthetic practice”, and considering walking as interrogative, investigative, performative and documentary tool for photography, this residency will take place in the Ethiopia. The journey will start in Addis Ababa to then visit the north of Ethiopia including the Danakil Desert, Axum and it’s archeological sites, Gondar region and the Simien Montains, to finnish again in Addis Ababa with meetings with the local Art Community, Galleries and Art Centers.

The residency will explore diferent landscapes with trekkings and long walks to develop aesthetic processes in three different blocks:

1. the walk as event of crossing (act) through the visits to the natural parks The Simien Mountains and the Danakil Desert and registering this hikings as performances through photography;

2. the walking as happening of the path (route) through the visits to the archaeological sites, stelae fields, and the Desert, using photography and other mediums as an documentation/archiving tool;

3. the walk as story (narrative) through the meeting and presentation/dialogues with the participants of the local Art World and later edition of the publication with the projects/diarys developed.

Application information

Documents to send:

• Filled Form for the Residency in Transit – Ethiopia Walkscapes
https://goo.gl/forms/FVtNJ4RtP9YOl6PL2

• Scanned Passport

• Short Portfolio (maximum 3 projects /15 images) to residencies@hangar.com.pt

more info contact: residency@hangar.com.pt

14.07.2017 | por martalanca | Ethiopia

LOVE TO A MONSTER IJONAS VAN HOLANDA

Ipupiara [do tupi monstro marinho]Ipupiara [do tupi monstro marinho]Apresentação final do trabalho realizado pelo artista Jonas Van Holanda durante a residência artística no Lavadouro Público de Carnide, seguido de um churrasco-piscina e de um debate moderado por Pedro Feijó.

Data: 15 Julho | 17h

Local: Lavadouro Público de Carnide

Dress Code: Fato-de-banho, chinelos e toalha

Entrada: Um legume para o churrasco

Sobre o projeto: a posição de intermediário, concedida ao monstro marinho nas representações coloniais, faz referência à histeria normativa e binária ainda contemporânea. Esse dualismo foi sendo tecido a par da demonização dos corpos pós-identitários. Ao convocar esses intermediários, falo de corpos trans*; referidos como seres entre meios entre os legítimos: o masculino e feminino. Encontro vestígios dessa legitimidade na história do colonialismo sul-americano e faço paralelos ao teratismo (aberração) recorrente nos mapas e nas crónicas do tempo colonial. Carrego esses resíduos num objeto-correspondência a partir do Ipupiara (do tupi: monstro marinho primeira representação desse monstro no Brasil, pelo cronista Pero de Magalhães Gândavo); para validar um território inócuo e subverter a noção de monstro.

 

Sobre a apresentação: a apresentação pública da residência consta de um churrasco (etim.do espanhol: queimar) plant-based. Pensando ainda nessa desconstrução de legitimidades acerca da história colonial, o churrasco reflete a ideia de refeição heteronormativa com papéis estabelecidos, tanto do animal quanto do homem que o manipula como alimento. Refeição essa que contempla a sociedade belicamente estruturada na qual estamos inseridos. É preciso reinventar uma filosofia de alimentação para construirmos novos processos e relações. Os feminismos se tornam urgentes como chave de engate para pensar esses novos modelos políticos; visto que tanto os animais como as performances do feminino estão na mira da opressão e são consumidos como tal.

 

Jonas van Holanda (Fortaleza, Ceará, Brasil): é artista, pesquisador de interferências e trânsitos poéticos além de alquimista vegetal. O seu trabalho é baseado em subverter relações semânticas e criar novas identidades para os organismos minerais, vegetais e animais. Estudou Artes Visuais na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre suas exposições mais recentes destacam: 5ª edição do Prêmio Energias na Arte no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), Lastro em Campo no SESC Consolação (São Paulo), Paralaxe na Caixa Preta (Rio de Janeiro), Transburger na  Casa de Artes de Paquetá (Rio de Janeiro) com o coletivo Transburger e Sandwich Generation no Capacete (Rio de Janeiro). Publicou “duas luas em um céu vermelho” pela editora Rébus (Rio de Janeiro). Trabalhou na 32ª Bienal de São Paulo na obra-restaurante Restauro de Jorge Menna Barreto. Esteve recentemente em residência na Casa Matony, em La Paz, Bolívia, com a curadoria de Beatriz Lemos (LASTRO) e no Centro de Investigação Artística HANGAR (A residência foi realizada em conjunto com o Instituto Tomie Ohtake (Brasil), com patrocínio do Instituto EDP, sendo o artista vencedor da 5ª edição do Prêmio Energias na Arte, 2016). Atualmente vive e trabalha em Lisboa.

 

Agradecimentos: Valentina D’Avenia 

11.07.2017 | por martalanca | Jonas Van Holanda

Oficina de Escrita: a partir do espólio do Museu do Oriente

Com Alexandra Lucas Coelho Sextas | 14 e 28 Julho Horário |  17.00 às 18.30 Preço | €35 euros [2 sessões] Mín./Máx. 20 participantes

Do Norte de África ao Japão vão muitos Orientes e milhares de anos de literatura. Em Julho, vamos ler o épico sumério Gilgamesh. Poema inaugural da criação humana, escrito em tabuinhas de argila há quatro mil anos,Gilgamesh convoca todo o mundo da Mesopotâmia a partir de Uruk, uma das primeiras cidades da história, situada onde hoje é o Iraque, e cenário de sucessivas devastações ao longo da história até à actualidade. A primeira sessão será de apresentação e contexto e a segunda de debate sobre as leituras.

 

Inscrições até 10 Julho.

Sextas | 14 e 28 Julho Com Alexandra Lucas Coelho Horário | 19.00 às 20.30 Preço | €35 euros [2 sessões] Mín./Máx. 20 participantes

Na primeira sessão veremos exemplos de textos curtos escritos a partir de obras de arte/peças de museu, uma tradição com riquíssimos exemplos na literatura de língua portuguesa. Abordaremos também algumas técnicas de escrita. A ideia é que depois os participantes escrevam um texto — poema, mini-conto, crónica — livremente inspirado numa peça do espólio do Museu do Oriente. Na segunda sessão vamos debater esses textos. Inscrições até 10 Julho. 

Alexandra Lucas Coelho é escritora e jornalista. Publicou três romances e cinco livros de não-ficção, vários situados no Médio Oriente e na Ásia Central, regiões que cobriu como repórter (Egipto, Israel/Palestina, Jordânia, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Paquistão, Afeganistão, Índia). Foi correspondente do “Público” em Jerusalém e no Rio de Janeiro. Com o primeiro romance, E a Noite Roda (2012), recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da APE. Seguiram-se O Meu Amante de Domingo (2014) e Deus-dará (2016). Os seus livros de não-ficção cruzam viagem, crónica e reportagem: Oriente Próximo (2007), Caderno Afegão (2009), Viva México (2010), Tahrir (2011) e Vai, Brasil (2013).

09.07.2017 | por martalanca | Alexandra Lucas Coelho, escrita, Museu do Oriente

Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual” I Maputo

O projecto Museu do Cinema em Moçambique, uma iniciativa da Associação Amigos do Museu do Cinema em parceria com o INAC e uma série de outras instituições, apresentou-se pela primeira vez, em exposição e mesas redondas em 2016, e tem vindo a desenvolver actividades de pesquisa com vista a um plano de trabalho plurianual a médio prazo.  

Em 2017, desenvolvidos alguns contactos iniciais com instituições académicas e, reforçadas as parcerias do ano passado, vamos realizar o Seminário “Os moçambicanos perante o Cinema e o Audiovisual”, de 26 a 29 de Setembro, em Maputo, e a Exposição Museu do Cinema 2017, com inauguração a 20 do mesmo mês, ambos no Centro Cultural Franco-moçambicano.

Para além de inúmeros parceiros de produção locais sem os quais não seira possível realizá-las, estas acções contam com o apoio financeiro da Cooperação da Flandres, que nos permite convidar o historiador belga Guido Convents - autor do livro que dá título ao seminário - para uma série de 3 aulas sobre os períodos de 1896 a 2010.

Este seminário é desenvolvido para um público de estudantes e docentes universitários, em colaboração com a UEM, a UP e o ISArC, e vai igualmente apresentar comunicações, artigos e projectos de investigação - cujo prazo de envio é 1 de Agosto – contando com uma Comissão Científica convidada, formada pelos Prof.ª Dra. Alda Costa (DC/UEM); Prof. Dr. Eduardo Lichuge (ECA/UEM); Prof.ª Dra. Ute Fendler (Universidade de Bayreuth) e Prof. Dr. Jorge Jairoce (Biblioteca Nacional).

Este seminário tem como principal objectivo estimular o uso do referido livro como material de apoio ao estudo – desenvolvendo, a partir dele e com pesquisa complementar, diversos objectos de aprendizagem - e motivar para a pesquisa em Cinema, para a qual a associação organizadora pretende encontrar os parceiros financeiros que viabilizem a criação de um fundo anual específico.

Na exposição deste ano será apresentado o protótipo da App Galeria de Retratos - Museu do Cinema mobile - desenvolvido em parceria com a MOZApp - e um espaço de homenagem ao cineasta José Cardoso, onde serão exibidos, para além das suas 3 curtas em 8mm, artefactos e equipamentos da colecção particular da família.

+ info www.museudocinemamocambique.org

Diana Manhiça – 828659000 e Ivan Zacarias – 843645554

seminário2017@museudocinemamocambique.org

03.07.2017 | por martalanca | cinema, Moçambique, seminário

CHAMADA DE TRABALHOS PARA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL GÉNERO NA ARTE DE PAÍSES LUSÓFONOS: CORPO, SEXUALIDADE, IDENTIDADE, RESISTÊNCIA

27 - 28 OUTUBRO 2017 (6ª feira - Sábado) FCSH- Universidade Nova de Lisboa 

Tony GumTony GumA conferência internacional Género na Arte de Países Lusófonos: Corpo, Sexualidade, Identidade, Resistência integra-se num conjunto de eventos organizados pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (MNAC-MC), pelo Centro de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora (UE) e Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL) que têm como objetivo principal debater de um modo transdisciplinar as questões de género no panorama artístico de países lusófonos contemporâneo (século XXI) desafiando assim os modelos tradicionais de produção de conhecimento do Norte Global. Com esta conferência procuramos juntar pessoas de diferentes contextos e proveniências que debatam estas questões de modo a contribuir para a construção de uma plataforma de troca de ideias, de experiências, de oportunidades de criação, de partilha e de solidariedade. As contribuições vindas de académicos, artistas, curadores, activistas, entre outras pessoas que demonstrem interesse em reflectir sobre estes temas são bem-vindas.

TÓPICOS

Esta conferência pretende reunir pessoas de diferentes países das lusofonias, vindas da academia, do activismo e de outras áreas, para reflectirem e dialogarem, de um modo crítico, transdisciplinar e sistémico, sobre a questão do género no foro da arte e da cultura contemporâneas. 
As contribuições devem focar-se na área das artes e da cultura e abordar, entre outras questões relevantes:
● O cruzamento da arte focado no género com perspectivas feministas, LGBTI, queer e pós-colonialistas;
● Representações de corporalidades e performatividades que questionam as categorias fixas de sexo, género, identidade sexual e desejo fazendo emergir novos discursos culturais identitários de subjectivação e autodeterminação, assertivos e autónomos;
● O género enquanto dimensão intrinsecamente ligada a outras, como a raça, a orientação sexual, a classe, a cultura, a idade, a (dis)capacidade e a educação, que conjuntamente produzem dinâmicas interaccionais específicas hierarquizadas;
● Num mundo globalizado, a combinação, de modo diversificado e complexo, de múltiplos hábitos sexuais e regimes de género, vindos de pessoas com diferentes pertenças no que respeita à cultura, nação e religião, multiplicam as configurações e variações das dimensões de género em que é possível viver;
● O modo como os corpos das minorias descriminadas como as mulheres, os gays, as lésbicas, transgénero e transsexxuais, entre outros, são afectados pela desigualdade de género que os oculta;
● Histórias de vida - herstories, e queerstories – em espaços e temporalidades concretas que mostram por meio de múltiplos suportes artísticos as suas vivências, passando-as do silêncio à representação revelando o que anteriormente fora proibido, escondido e ignorado no campo do desejo e da sexualidade;
● A dimensão de género na esfera íntima - nas relações, decisões e gestos da vida quotidiana - enquanto espaço onde se exerce o poder;
● Grupos culturais alternativos ligados ao apoio e divulgação de práticas artísticas centradas em identidades não heteronormativas sublinhando e revelando as ficções, as construções sociais e relações de poder em torno das categorias de género binárias;
● Os discursos que defendem a ‘naturalidade’ das identidades e sexualidades normativas que procuram impor;
● O «devenir» (tornar-se, transformar-se) beauvoiriano do género –desvendando as estruturas e processos responsáveis pela própria formação do género;
● O pós-pornográfico enquanto discurso e espaço de afirmação da vontade de criação que se distancia e recusa o discurso pornográfico heteronormativo;
● Personae e máscaras de género que rompem e questionam os discursos sociais, nomeadamente os dos meios de comunicação de massas, considerados responsáveis pela alienação, deturpação e criação de estereótipos de género, e pela percepção das sexualidades como meras mercadorias dessubjectivadoras.

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01.07.2017 | por martalanca | arte, CPLP, género

Historiador João José Reis vence o Prêmio Machado de Assis

 Foto Nós Transatlânticos Foto Nós TransatlânticosO historiador baiano João José Reis, considerado referência mundial para o estudo da História e da escravidão no século 19 no Brasil, é o vencedor do Prêmio Machado de Assis, concedido anualmente pela Academia Brasileira de Letras a um intelectual pelo conjunto da obra. Reis ganhou R$ 100 mil.

A entrega será feita no Salão Nobre do Petit Trianon, no dia 20 de julho, durante as comemorações pelos 12 anos da fundação da ABL.

Formado em História pela Universidade Católica de Salvador, João José Reis tem mestrado e doutorado pela Universidade de Minnesota e diversos pós-doutorados, que incluem a Universidade de Londres, o Center for Advanced Studies in the Behavioral Sciences, da Universidade de Stanford, e o National Humanities Center. Também foi professor visitante das seguintes universidades: Universidade de Michigan, Universidade Brandeis, Universidade de Princeton, Universidade do Texas e Universidade de Harvard.

30.06.2017 | por martalanca | escravidão, josé reis, prémio Machado de Assis

DUPLO VÊ — lançamento Inc., Porto, 1 de julho, 18h

Lançamento Inc. livros e edições de autor, 1 de Julho, 18h/ Conversa com Mattia Denisse e Nuno Faria.

Livro de desenhos de Mattia Denisse com traduções gráfico-literárias de Rui de Almeida Paiva e Sofia Gonçalves.
Duplo Vê — O Tautólogo é um dos tentáculos do projeto Duplo Vê, que se compõe também pelo site dupluvedupluvedupluve.com e pelas exposições apresentadas na Casa das Histórias – Museu Paula Rego (29 de setembro a 13 de novembro de 2016) e Galeria Zé dos Bois (22 de abril a 24 de junho de 2017). 
Duplo vê é essencialmente um livro de desenhos e, ao mesmo tempo, o nome em extensão da letra W (inspirado no título de George Perec, W ou les souvenirs d’enfance). É também o “duplo ver” de um Deus vesgo. Duplo vê, O Tautólogo (nome dado ao demiurgo criador da tautologia) poderia ter um outro subtítulo: “Ensaio sobre o estrabismo de Deus”.

28.06.2017 | por martalanca | Duplo vê, mattia denisse, O Tautólogo

PRETA, de Gio Lourenço

PRETA parte das memórias do criador, do período em que nos anos 90, chegado de Luanda, passa a viver no Bairro do Fim do Mundo. O corpo reencontra os gestos e os itinerários da transição da infância para a juventude.
Preta era a cadela feroz que delimitava a  fronteira  entre  a casa e a escola,  obrigando a experimentar movimentos de fuga, de silêncio e de transgressão. 
Uma performance sobre 2 universos distintos, territórios fechados sobre si próprios, e as possibilidades de ligação entre eles. 
Ficha Artística 
Criação: Gio Lourenço
Consultoria Artística: Sofia Berberan 
Concepção Cénica: Francisco Vidal
Sound Designer: Luis Fernandes
Voz: Zia Soares
Agradecimentos: Centro Nacional de Cultura, Teatro GRIOT, Hangar, Mariana Lemos
Local: Hangar Centro de Investigação Artística
Morada: Rua Damasceno Monteiro, 12, 1170-112 Lisboa 
Datas: 6, 7 e 8 de Julho
Horário: 21:30
http://hangar.com.pt/preta/

26.06.2017 | por martalanca | Gio Lourenço, PRETA

Tenho trinta anos, estou na cadeia há quatro

A peça de teatro, Tenho trinta anos, estou na cadeia há quatro, baseada em alguns Papéis da Prisão de Luandino Vieira, entra em cena a 7 de julho de 2017, pelas 19h, na Zona de Congressos do Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Com: António Simão, Daniel Martinho, João Meireles, João Pedro Mamede, Jorge Silva Melo e Pedro Carraca
Assistência de encenação: Andreia Bento
Encenação: Jorge Silva Melo

“Deve ser este o famoso Tarrafal, que reabriu quando mandaram para cá os angolanos”, escreve Luandino Vieira em 13 de Agosto de 1964, quando é enfiado no campo de concentração, vindo da Luanda onde desafiara a ditadura. “Parece um sonho vir cá parar.”

São notas, emoções, reflexões, factos, apontamentos, “bocados de nós próprios”, uma voz que teima em reter o tempo.

 

22.06.2017 | por martalanca | Luandino Vieira, Papeis da Prisão, Silva Melo, tarrafal

FINISSAGE "Operação Condor"

:: domingo 25 junho :: 14h Visita Guiada com João Pina :: 16h Conversa com João Pina e Alfredo Cunha, moderação de Sérgio Gomes :: Torreão Poente da Praça do Comércio

 

22.06.2017 | por martalanca | Alfredo Cunha, joão pina, Operação Condor

Spell Reel de Filipa César I Nova Iorque

Short films screening & Conversation    26 June | 7 pm
Weeklong Moma Run: ‘Spell Reel’           27 June - 2 July

Moma, New York, USA


“The Portuguese-born, Berlin-based artist and filmmaker Filipa César presents an evening of short films in advance of a weeklong Moma run of her first feature, Spell Reel. César’s work exists at the intersection of fiction and documentary, exploring history, place, and identity through intertwined personal and national narratives. Characterised by rigorous structural and lyrical elements, her multiform meditations often focus on Portuguese colonialism and the liberation of Guinea-Bissau in the 1960s and 1970s. The screening will be followed by a conversation with Nuno Lisboa, 2017 Flaherty Seminar Programmer, and Sophie Cavoulacos, Assistant Curator, Department of Film. This event is presented in conjunction with the 2017 Robert Flaherty Film Seminar.”.

 

14.06.2017 | por martalanca | filipa césar

Bixiga 70 lança clipe de protesto para “Primeiramente”

Músicos criticam a atual situação política e social no país


Sempre atentos aos movimentos e causas sociais, os integrantes da big band instrumental Bixiga 70 divulgaram, na última sexta, o clipe de “Primeiramente”, música que é o primeiro single do novo disco da banda paulistana. Seguindo a linha do engajamento político, sempre presente em suas composições, os paulistanos apostaram em imagens de lutas em prol de uma sociedade mais justa.

” Primeiramente’ é fruto do crescente sentimento de insatisfação com a atual situação política e social no Brasil e no mundo. Foi inspirada e é dedicada à luta histórica pela garantia de direitos - independente de classe, cor, gênero, religião, etnia ou partido. Essa é nossa pequena contribuição ao processo de reflexão sobre o momento que vivemos.” , afirmam os integrantes do Bixiga 70.

A música faz parte do novo álbum da banda, com previsão de lançamento no segundo semestre.

13.06.2017 | por martalanca | Bixiga 70

Qui es-tu Octobre ? de Julie Jaroszewski

Au Burkina Faso, à 27 ans d’intervalle, deux Octobre se contemplent. Le premier, en 1987, vit l’assassinat du père de la révolution démocratique et populaire, Thomas Sankara. Le second, en octobre 2014, voit le peuple destituer par la rue son successeur, Blaise Compaoré. Dans les quartiers populaires de Ouagadougou, la petite et la grande histoire se rejoignent dans la case des femmes où vit le jeune Mika. Trois générations tissent la fable de l’endurance d’un peuple sur le chemin d’une quête de justice, de vérité et d’intégrité.


Bande-annonce

Déjà projeté au Burkina Faso, en Suisse au Festival Visions du Réel, et prochainement au Burundi (Festicab), le film sera projeté en avant-première belge :

Le 16 juin 2017 à 19h30à la Project(ion) Room55, Rue de Praetere, 1180 UccleAccès: Tram 7, 93, 94 / Bus 38, 136, 137

Les premières projections belges et internationales s’inscriront dans le cadre des commémorations du 30ème anniversaire de l’assassinat de Thomas Sankara. Assassiné le 15 Octobre 1987, 3 mois après avoir refusé de payer la supposée dette de son pays, la pensée et la figure du Capitaine Noël Isidore Thomas Sankara ne cesse de nous inspirer.

Lors de cette avant-première, nous souhaitons vous inviter à penser l’importance d’une solidarité internationale et panafricaine autour de l’enjeu de mémoire et de justice.

Aussi nous vous convions à imaginer avec nous les formes que pourraient prendre une mobilisation collective, panafricaine et transnationale en faveur de Sankara, ses combats et ses visions. Nous vous proposons concrètement de nous aider à concevoir un cycle d’événements pour l’automne 2017 autour des enjeux communs portés par les descendants des peuples qui ont combattu et continuent à combattre pour l’indépendance et l’égalité.

Abel Sankara sera présent pour partager les initiatives internationales de ces commémorations avec nous.

La projection ayant lieu durant le Ramadan, nous envisageons l’organisation d’un iftar (rupture de jeûne) sur place. Veuillez nous signifier, dans quelle mesure vous souhaiteriez y participer. Une participation sera demandée à cet effet.

 

 

12.06.2017 | por martalanca | Burkina Faso, Julie Jaroszewski, Qui es-tu Octobre ?

Terceiro Andar​, um filme de Luciana Fina / Estreia 15 de Junho no Cinema Ideal

Fatumata e Aissato Baldé são mãe e filha. Vivem no Bairro das Colónias e têm raízes na Guiné Bissau. Fatumata ensina à filha coisas do Amor e da Felicidade, Aissato traduz a mãe e dedica-se à escrita de uma carta para o primeiro amor. Luciana Fina vive no mesmo prédio, tem raízes em Itália. Três mulheres, três línguas e três formas de sentir, num filme que tece um espaço comum e conta de gerações, culturas, memórias, de relações e de afectos.

No próximo dia 15 de Junho pelas 19h30​, o filme Terceiro Andar terá a sua estreia comercial no Cinema Ideal, no âmbito do programa 4.doc | o Doclisboa no Cinema Ideal​.
O filme teve a produção da LAF studio e TERRATREME e a sua estreia mundial teve lugar no dia 23 de Outubro de 2016, no Doclisboa.4.doc | Doclisboa no Cinema Ideal.

15 > 21 Junho // 19h30 // Cinema Ideal // €5
Sessões diárias, seguidas de conversa com convidados

15 Jun / Quinta​ Paulo Pires do Vale [Professor, Ensaísta e Curador]
16 Jun / Sexta ​Maria João Cantinho [Ensaísta e Investigadora do Centro de Filosofia da FLUL]
17 Jun / Sábado Cíntia Gil [directora do Doclisboa] e Rita Fabiana [Curadora e Responsável de
programação do Museu Calouste Gulbenkian]
18 Jun / Domingo ​Ana Raquel Matias [Especialista em Sociologia das Migrações e da Linguagem
do CIES-IUL/ISCTE-IUL e do CES-UC]
19 Jun / Segunda ​Manuela Ribeiro Sanches [Especialista em Estudos Pós-Coloniais; Professora
Aposentada FLUL]
20 Jun / Terça​ José Manuel Costa [Director da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema]
Há Filmes na Baixa!​ |​ Porto/Post/Doc

21 Junho // 22h // Passos Manuel, Porto // €4
Sessão + Conversa
Com Cíntia Gil [Directora do Doclisboa] e Francisco Ferreira [Crítico de Cinema, Jornal Expresso]
Apordoc
Casa do Cinema, Rua da Rosa, no277, 2o

mais informações, aqui

11.06.2017 | por marianapinho | afectos, amor, cultura, Luciana Fina, memória, relações, Terceiro Andar, Terratreme

As Cidades e as Trocas, filme de Luísa Homem e Pedro Pinho

Documentário / 16mm / 139’ / 2014

Ciclo Cinema Português: Novos Olhares III
Sessão na Cinemateca Portuguesa
Dia 23 de Maio às 21h30 Sala M. Félix Ribeiro

Em 2008, no limiar da crise económica que se instalou depois, num arquipélago atlântico ao largo de África ocidental, a utilização intensiva de areia para construção de hotéis e resorts ameaça a existência das praias locais - a principal fonte de atração da florescente indústria turística. Ali ao lado, numa capital costeira em pleno deserto do Sahara, os homens de negócios agitam-se com a possibilidade de exportar o seu recurso mais abundante. Inicia-se então um triângulo comercial que se completa com a exploração de brita vulcânica e com a transferência maciça de solo de um lugar ao outro, através do oceano. O filme “As Cidades e as Trocas” procura fazer um registo silencioso da chegada de uma economia de escala, dos seus fluxos e dos seus efeitos na transformação da paisagem física e humana de uma ilha.

23.05.2017 | por martalanca | Areia, As Cidades e as Trocas, cabo verde, ilha, turismo, viagem

Racism, Eurocentrism and Political Struggle

3 - 9 September 2017, Rooms 1 and 2, CES-Coimbra

This Summer School addresses debates and contemporary struggles against racism and Eurocentrism at three levels: in the production of knowledge, public policy and grassroots movements. Its main objectives are: a) to discuss the Eurocentric knowledge production of the history of (anti-)colonialism, enslavement and racism, through the questioning of concepts and dominant approaches in the political and academic world; b) to discuss key concepts for understanding complex political processes (in particular, racial state, violence, nation, citizenship); c) to present a variety of research cases in different international contexts and with different disciplinary approaches (Sociology, History, Philosophy, Political Economy, Geography); d) to promote a critical analysis of public policies for integration and for combating discrimination; e) to engage in dialogue with the alternatives that have been proposed by grassroots movements in challenging Eurocentric knowledge production and dissemination, including the presentation of initiatives in the context of informal education and education through arts.
The School aims to promote a dialogue between the production of knowledge in academia and grassroots movements, considering the power relations and political struggles that condition this dialogue and the possible articulations between the two areas.
Target participants: Graduate students in social sciences and humanities, political activists and members of NGOs in the field of anti-racism and human rights, school teachers in the fields of Sociology, History and Geography, journalists.
Coordinators: Marta Araújo and Silva R. Maeso

Lecturers

Anabela Rodrigues (AMI-AFRO Laboratory, GTO-LX)
Bruno Gonçalves (ROMED and SOS Racismo)
Cristina Roldão (CIES – University Institute of Lisbon)
Gaia Giuliani (CES and University of Padova)
Guiomar Sousa (Activist)
Katy P. Sian (University of York)
Kwame Nimako (Black Europe Summer School - Amsterdam)
Mamadou Ba (SOS Racismo)
Mario Espinoza Pino (Instituto DM – Democracia y Municipalismo) 
Marta Araújo (CES)
Party of the Indigenous of the Republic (France)
Sabine Broeck (University of Bremen)
Silvia Rodríguez Maeso (CES)
Early registration: until May 31, 2017

http://www.ces.uc.pt/cessummerschool/?id=15534&id_lingua=1

23.05.2017 | por martalanca | Eurocentrism, Political Struggle, racism

África, os quatro rios, de António Pinto Ribeiro

22.05.2017 | por martalanca | Africa, antónio pinto ribeiro, livro

Colóquio Memória, História, Esquecimento. O 27 de Maio de 1977 em Angola

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL),  26 de maio 2017 / 09h 30m   

Um colóquio multidisciplinar que assinala a passagem de 40 anos dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola, cujas consequências perduram até hoje na sociedade angolana. A necessidade de se criar um espaço de reflexão no meio académico serviram de mote aos organizadores para proporem a realização de um colóquio, no qual os investigadores pudessem partilhar e debater as suas pesquisas com a comunidade científica e a sociedade em geral.

A participação de investigadores de diferentes áreas do conhecimento permitirá uma abordagem multidisciplinar, para uma melhor compreensão deste fenómeno histórico angolano, através das suas múltiplas dimensões: política, social e cultural. Por isso, participam investigadores da história, da música, da antropologia, dos direitos humanos e da justiça.

Pretende-se que esta problemática saia da penumbra e do mujimbosocial em que tem estado confinada e reduzida até hoje na sociedade angolana, para que seja incluída como tema próprio nas discussões académicas das Ciências Sociais, nomeadamente dos Estudos Africanos, da História de África e, em particular, da História de Angola.

Comissão Organizadora: Myriam Taylor de Carvalho, Verónica Leite de Castro, Edson Vieira Dias Neto, Pedro Aires Oliveira

PROGRAMA 

9h 30m – Receção, inscrição, Venda de livros

10h / 10h 20m – Boas vindas e apresentação do evento

Pedro Aires Oliveira (IHC-FCSH-UNL)

Verónica Leite de Castro (Membro da Organização)

1º Painel – 10h 20m / 12h 20m  

Moderador Michel Cahen (CNRS / Casa Velazques)

Mabeko Tali (HUW)

O 27 de Maio, 40 anos depois: uma exégese do discurso nitista.

Margarida Paredes (UFBA)

Uma narrativa silenciada, a liderança das mulheres na revolta do 27 de   Maio de 1977. O caso do ‘Destacamento Feminino’ das FAPLA.

Leonor Figueiredo (Investigadora Independente)

A importância das fontes orais na abordagem ao «27 de Maio».

Francisco Júnior (FLUC)

Cânticos silenciados em 1977: Lembranças musicais de Artur Nunes, David Zé e Urbano de Castro.      

12h 20m / 13h 30m – Debate 

13h 30m / 15h – Almoço livre

2º Painel – 15h – 17h  

Moderador José Pedro Castanheira (Jornalista)

Marcolino Moco (Ex primeiro Ministro de Angola)

O 27 de Maio. Problema angolano no contexto africano. Que tipo de justiça?

Benja Satula (UCAN – UCP)

“Do processo ao não processo”, a irracionalidade dos“guerrilheiros da razão”.

Fernando Macedo (UCT)

A Barbárie do 27 de Maio e o Direito à Memória.

Joaquim Sequeira Carvalho (ISP-UKB)

“O 27 de Maio de 1977”

17h – 18h Debate

– Encerramento

- Venda livros, coffee break

19.05.2017 | por martalanca | 27 de maio 1977, Agostinho Neto, angola, colóquio, desaparecidos, fracionismo, genocídio, memória, política, trauma

Faradai & Ikonoklasta, Poemas Sem Cor

Quando dois músicos que partilham gostos musicais, começam a conversar muito um com o outro o resultado torna-se previsível: Vão fazer mambos juntos. 

Fara e Ikono tiveram este encontro casual em 2014, depois de muita conversa fiada, para lá de um(1) ano e uma prisão pelo meio, surgiu o desafio lançado por Faradai: Vamos gravar uma joint! 

Aproveitando a prisão domiciliária de 3 meses de Ikonoklasta, um instrumental foi engravidado e nasce o tema ’’Poemas Sem Cor’’.

Sob a produção de Faradai, a viagem sonora e experimental procura dar corpo ao manifesto de forma mista, onde cada artista escrevive na sua visão os dikulos desta constante realidade, na qual buscamos a sanidade da loucura nesta Angola.
E é sob o selo da Kongoloti Records, que estes dois artistas apresentam neste rebento, a necessidade orgânica que a dinâmica destes opostos vos pode oferecer.
Irão fazer mais joints? Provavelmente. Mas até lá para acalmar a curiosidade, venham daí tomar esta refeição.

Bom apetite!!


http://kongorecs.com/pt/faradai-colabora-com-ikonoklasta/
https://soundcloud.com/kongoloti-records/faradai-ikonoklasta-poemas-sem-cor
https://faradaiikonoklasta.bandcamp.com/track/poemas-sem-cor


15.05.2017 | por martalanca | Faradai, ikonoklasta, música, Poemas Sem Cor, rap angolano