Cacique'97 - Apresentação do novo álbum ∣ B.Leza

Os Cacique´97 têm um novo disco. Chama-se “We used to be Africans” e sai dia 11 de Novembro. A festa de lançamento está marcada para o dia 17 de Novembro no B.Leza em Lisboa. 

Sobre o novo disco: “Cacique’97 are back with a new album! “We Used To Be Africans” is the debut single that gives its name to the album; the second album of Cacique 97 claims the afrobeat as his intervention vehicle. We used to be Africans is the manifesto of the search for a cultural identity without borders, with a view of the present, It aims to be a testimony for future generations. In the second studio work, the band uses energy income African funk and african-Lusophone grooves, accompanied by intervention letters that are World pictures in the XXI century and Contemporary Africa. Released on CD and VINYL, “We used to be africans” has special guests: Nneka, Jorge Du Peixe, Azagaia and Nástio Mosquito”.

Bilhetes:
Entrada 8€
Entrada com CD 15€
Entrada com VINIL 20€

15.11.2016 | por marianapinho | B.Leza, Cacique'97, We Used to Be Africans

Concerto de Angélique Kidjo | Eve

“A sua abordagem da escrita musical segue a tradição africana: ela canta com a consciência de uma comunidade. E fá-lo seguindo os conselhos de família. Uma das primeiras músicas que escreveu denunciava o apartheid na África do Sul e o seu pai insistiu que ela rescrevesse a música sem ódio nem raiva, afirmando que o papel do artista não é provocar a violência, mas sim promover a paz”. New York Times

“Em 2015, Angélique Kidjo já tinha ganho [um Grammy na categoria de Melhor Álbum de World Music] pelo álbum Eve, uma homenagem às mulheres de África. Este ano [2016], foi ao som de “I feel good” de James Brown que a artista recebeu de novo o galardão pelo álbum Sings. “A África está em marcha, está positiva. Vamos juntar-nos e recusar o ódio e a violência graças à música. A música é para mim, antes de mais, a única forma de arte que liga o mundo inteiro”, afirmou Kidjo pensando nos jovens artistas africanos que não cessam de emergir.” Le Monde


Angélique Kidjo Voz
Dominic James Guitarra elétrica
Ben Zwerin Baixo elétrico
Magatte Sow Percussões africanas
Yayo Serka Mimica Bateri

“Eve é dedicado às mulheres de África, à sua resistência e à sua beleza…Estas mulheres têm tão poucos bens materiais e, no entanto, o seu sorriso faz desaparecer qualquer tipo de pena. Enquanto formos fortes, avançaremos com dignidade.”
A cantora, compositora e Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF Angélique Kidjo é uma das artistas mais arrebatadoras no mundo da world music de hoje.
Nomeada quatro vezes para os Grammys, recebeu o prémio Melhor Disco do Ano da World Music pelos álbuns Djin Djin em 2008, Eve em 2015 e Sings em 2016, distinções que salientam a excecionalidade da sua música, que explora as relações entre culturas musicais diversas, dos ritmos tribais e pop que herdou do oeste africano a todas as contaminações com outros géneros como o funk, a salsa, o jazz, a rumba e muitos outros. “A música é para mim, antes de mais, a única forma de arte que liga o mundo inteiro”, afirma Kidjo.
A “primeira diva de África”, segundo a Time Magazine, ou ainda a “rainha incontestada da música africana”, como a descreve o Daily Telegraph, apresenta em Lisboa, a 1 de dezembro, o álbum Eve, uma homenagem à sua mãe, Yvonne, e a todas as mulheres africanas. Neste álbum, a música “Bomba” explora a questão do orgulho que as mulheres africanas têm nas suas roupas tradicionais, “Kulumbu” sugere que a opinião das mulheres deve ser tida em conta nas negociações de paz, já que são elas que mais sofrem durante a guerra; “Cauri” denuncia o casamento forçado, com uma jovem que lamenta o facto dos pais terem determinado o seu par, e em contraste, “Hello” aborda a felicidade de um casal apaixonado.
O álbum Eve foi lançado em 2014 pela editora 429 Records e subiu para o topo das tabelas de world music nos E.U.A., Reino Unido, França e Alemanha.

BILHETEIRA
Fundação Calouste Gulbenkian

Av. Berna 45-A. 1067-001 Lisboa | Tel. 21 782 3700
De 2ª a 6ª feira e feriados: das 10:00 às 19:00h (Exceto nos dias 25 dezembro, 1 janeiro e 1 maio)
Sábado: das 10:00 às 17:30h e das 10:00 às 19:00h nos dias dos concertos.
Domingo: das 13:00 às 19:00h nos dias dos concertos.
Preço do bilhete: € 30 Bilheteira Online

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Nadia Sales Grade
Tml 96 640 4444 | ngrade@gulbenkian.pt

11.11.2016 | por marianapinho | Angélique Kidjo, Eve, mulheres de África, world music

Sou eu mais livre, então |Diário de um preso político angolano

O Diário de Luaty Beirão, ícone da liberdade em Angola
Seguido de «Luaty Beirão, Inimigo do Medo», Entrevista de Carlos Vaz Marques

Em Junho de 2015, Luaty Beirão e outros 16 activistas foram detidos em Luanda por estarem a ler uma adaptação do livro «Da Ditadura à Democracia», de Gene Sharp, e por questionarem publicamente a liderança de José Eduardo dos Santos. A história correu mundo, e provocou revolta contra a atitude despótica do regime angolano.
Na prisão de Calomboloca, Luaty Beirão iniciou uma greve de fome que durou 36 dias e o deixou em perigo de vida. Antes, manteve um diário, escrevendo para preservar a sanidade mental. Estes escritos, que chegam a público pela primeira vez, são um testemunho único da resistência em pleno século XXI.

Sou eu mais livre, então
na solidão do meu degredo,
do que tu que vives preso
à escravidão do medo.



10.11.2016 | por marianapinho | Diário de Luaty Beirão, ícone da liberdade em Angola

Residência Artística – Programa de Arte Contemporânea em Lisboa - Candidaturas

Decorrem até 30 de novembro e destinam-se a artistas visuais ou fotógrafos, de nacionalidade moçambicana ou residentes em Moçambique há mais de dez anos, que já tenham realizado pelo menos uma exposição individual.
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Decorrem até 30 de novembro as candidaturas para a 3.ª edição da Residência Artística – Programa de Arte Contemporânea (Artes Visuais e/ ou Fotografia) em Lisboa. Uma iniciativa do Camões – Centro Cultural Português em Maputo e a Câmara Municipal de Lisboa.
A Residência Artística realiza-se entre 16 de maio e 16 de junho, em Lisboa, e destina-se a artistas visuais ou fotógrafos, de nacionalidade moçambicana ou residentes em Moçambique há mais de dez anos, que já tenham realizado pelo menos uma exposição individual quando da candidatura ao programa.
Após Félix Mula (vencedor da 1.ª edição) e Euridice Kala (vencedora da 2.ª edição), convidam-se os artistas moçambicanos a consultarem o regulamento desta Residência Artística na página de Internet do Camões e da Embaixada de Portugal em Maputo. O regulamento pode ainda ser solicitado no Centro Cultural Português em Maputo e no Pólo da Beira.
As candidaturas terão de ser submetidas até dia 30 de novembro e devem ser entregues, em suporte de papel, na biblioteca do Centro Cultural Português em Maputo, Av. Julius Nyerere, 720, Maputo. 
Mais informações: ic-ccpmaputo@tvcabo.co.mz
Condições de Admissão das Propostas e Seleção dos Agentes Culturais

Euridice Kala (vencedora da 2.ª edição)Euridice Kala (vencedora da 2.ª edição)

Félix Mula (vencedor da I edição)Félix Mula (vencedor da I edição)

 

10.11.2016 | por marianapinho | artes visuais, fotografia, Residência Artística – Programa de Arte Contemporânea em Lisboa

Grada kilomba • Performance: ilusões

10 NOV 2016, 20:00 - 22:00
Pavilhão da Bienal (São Paulo, SP)
Auditório 1 (1º subsolo)

Na performance Ilusões Grada Kilomba usa a tradição oral africana num contexto contemporâneo, utilizando textos, narração, imagens e projeção de vídeo, para recuperar memórias e realidades de um mundo pós-colonial: “Não há nada de novo para contar, pois todos nós sabemos que ainda habitamos as geografias do passado”. Para explorar esta coexistência de tempos, na qual o passado parece coincidir com o presente e o presente parece sufocado por um passado colonial que insiste em permanecer, Grada Kilomba deixa transparecer uma sociedade narcisista, que dificilmente oferece símbolos, imagens e vocabulários para lidar com o presente. Uma ilusão de tempos e espaços, que a artista reconta através dos mitos de Narciso e Eco. Narciso está encantado com a sua própria imagem refletida no lago, ignorando todos os outros, enquanto Eco está limitada a repetir apenas aquilo que ela escuta. Como ultrapassar este cenário colonial?


Inscrições via formulário
Sujeito à lotação do espaço (300 lugares)
Direção artística, texto, vídeo e coreografia:Grada Kilomba 
Performance (em vídeo e/ou palco): Martha Fessehatzion, Moses Leo, Grada Kilomba, Zé de Paiva 
Câmera: Zé de Paiva 
Assistência de câmera e de som: Laura Alonso, Tito Casal 
Música: Moses Leo 
Figurino: Moses Leo

Foto: Moses Leo

08.11.2016 | por marianapinho | 32ª Bienal, colonialismo, Grada kilomba, Ilusões, performance, tradição oral africana

"O Massacre Português de Wiriamu - Moçambique, 1972" de Mustafah Dhada

O primeiro grande livro de investigação sobre um dos episódios mais sangrentos da história colonial portuguesa.

Neste estudo aprofundado e destemido, o investigador moçambicano Mustafah Dhada expõe as motivações por detrás do massacre, a forma como os eventos se desenrolaram, os riscos que membros da igreja correram para denunciar a chacina e para a trazer a público, e o enorme impacto, sobretudo para o império português, desta tragédia deliberadamente obliterada – e até hoje nunca abertamente reconhecida – pela narrativa oficial.

«Na manhã de 16 de Dezembro de 1972, tropas coloniais portuguesas reuniram os habitantes de Wiriamu, incluindo mulheres e crianças, no largo principal da povoação e ordenaram-lhes que batessem palmas e que cantassem para se despedirem da vida. Em seguida, os soldados abriram fogo. Os que escaparam às balas foram mortos por granadas. Incitados pelo brado “Matem-nos a todos”, os militares levaram o morticínio a quatro povoações vizinhas ao longo do Rio Zambeze, onde o território de Moçambique se estende para o Zimbabué (Rodésia, à data dos acontecimentos), a Zâmbia e o Malawi — uma região designada pelos missionários católicos como ‘a terra esquecida por Deus’. No final do dia, perto de 400 aldeãos tinham sido mortos, e os seus corpos eram lentamente consumidos pelas chamas em piras funerárias ateadas pelos soldados com o capim que cobria as palhotas.» — Peter Pringle, Prefácio - info

06.11.2016 | por martalanca | Moçambique, Mustafah Dhada

Passa-Porte / Hotel Europa | Teatro Maria Matos

Depois do espetáculo Portugal Não é um País Pequeno, André Amálio e a companhia Hotel Europa continuam o seu trabalho sobre o fim do colonialismo português com Passa-Porte. Este espetáculo de teatro documental centra-se nas independências das antigas colónias portuguesas de Angola e Moçambique, e em todas as alterações de nacionalidade que afetaram as pessoas que viviam nesses países africanos. Passa-Porte retrata através de testemunhos reais estes eventos históricos e os relatos daqueles que fugiram da violência decorrente do fim do colonialismo ou do início da guerra civil em Angola. Revela também histórias dos que escolheram ficar nos países independentes e que acreditavam na construção de novos países depois de quase 500 anos de colonialismo. Este espetáculo reflete também a forma como o Estado e a sociedade portuguesa olharam para estas pessoas e as consequentes mudanças feitas na lei da nacionalidade em 1975 para escolher quem poderia ser considerado português.

criação: André Amálio
cocriação e interpretação: André Amálio, Selma Uamusse, Tereza Havlickova
movimento: Tereza Havlickova
interpretação musical: Selma Uamusse
espaço cénico: André Amálio e Tereza Havlickovacolaboração: Pedro Silvadesenho de 
luz: Carlos Arroja
produção: Hotel Europa 
coprodução: Maria Matos Teatro Municipal 
apoio: Fundação GDA 
apoio à residência: Alkantara e O Espaço do Tempo
agradecimentos: Anastácia Carvalho, Teatro Mosca e a todas pessoas que gentilmente partilharam connosco as suas histórias de vidafoto: António Gomes

Mais informações, aqui.

04.11.2016 | por marianapinho | colonialismo, colónias portuguesas, guerra cívil, Hotel Europa, Passa-Porte, Teatro Maria Matos

Festival ImigrArte 2016 // 10ª Edição

O Festival ImigrArte vai celebrar a sua 10ª edição nos dias 12 e 13 de Novembro com a participação de organizações e artistas de 24 países. O resultado é uma ampla programação que consta de dois dias de espectáculos e eventos nas áreas da música, dança, teatro, literatura, cinema, artes, workshops, debates, gastronomia e muito mais. 

Organizado pela Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, o ImigrArte envolve os imigrantes na organização deste evento, oferecendo-lhes a possibilidade de divulgarem as suas culturas, de debaterem as questões que mais os preocupam e de desenvolverem o sentimento de pertença ao nosso país.
A intenção do Festival não é a de ser uma mera mostra de culturas: o ImigrArte é fruto da partilha e solidariedade entre os povos e da interacção entre associações de imigrantes e portuguesas e pretende promover a cidadania activa e consciente. 
O Festival é uma ocasião para juntar países e culturas, mas sobretudo para dar espaço a debates e temas de importância central na vida dos imigrantes no nosso pais.
A 10ª edição do ImigrArte vai incluir uma manifestação que luta pela igualdade de direitos entre portugueses e imigrantes. A concentração terá lugar na Praça Martim Moniz no dia 13 de Novembro a partir das 14.00 horas, seguindo em marcha até ao Ateneu Comercial de Lisboa.
O Festival conta com a participação de cerca de 30 organizações que estarão presentes com bancas onde, além de informações sobre as suas actividades, se poderá encontrar artesanato e gastronomia dos quatro cantos do mundo. Entre as actividades oferecidas encontrarão workshops, exposições, debates e concertos, e também não faltará o divertimento para os mais pequenos que poderão desfrutar dum espaço lúdico com animadores e convidados especiais. 
Ao dispor do público estará também um serviço gratuito de rastreios de saúde. A entrada para o Festival e para todas as suas actividades é gratuita. 

10ª Edição do Festival ImigrArte
Onde: Ateneu Comercial de Lisboa (junto ao Coliseu dos Recreios), Rua das Portas de Santo Antão n.º 110, Lisboa.
Quando: 12 e 13 de Novembro 2016   Sábado das 14,30 às 2.00 ; Domingo das 17 às 00.00
Países participantes:  Angola, Bangladeche, Brasil, Bielo - Rússia, Cabo Verde, Costa do Marfim, 
Espanha, Guiné Bissau, Índia, Itália, México, Moçambique, Moldávia, Nepal, Paquistão, Perú, Portugal, Reino Unido, República Dominicana, Roménia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia e Venezuela.

Toda a programação do evento disponível em www.festival-imigrarte.com ou www.facebook.com/festivalimigrarte.

Direção do Festival ImigrArte : Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos
Imigrantes,  Rua da Madalena nº8 – 2º , 1100-321 Lisboa
Telm: (00351) 96 89 89 720
Tel/Fax: (00351) 21 887 07 13
E-mail: comunicacaoimigrarte@gmail.com  

03.11.2016 | por marianapinho | artes, cinema, dança, debates, Festival ImigrArte 2016, gastronomia, literatura, música, Solidariedade Imigrante, teatro, workshops

The Bells Break Down Their Tower

Ana Rita Canhão 5-26.11.2016

commented by: Eduardo Marques da Costa
opening: Saturday, 5th November 2016, 7 p.m.

“Ana Rita Canhão’s The Bells Break Down Their Tower is a complex artistic reality where art serves as bridge between past and present, and where history and collective memory are the starting point for a reflection on present day collective dilemmas.
As the title suggests the whole concept of the exhibition is based on a tension between the tower, or the institutions, and those that are caught by the power structure of the institutions. The artist ponders on how propaganda is used to indoctrinate individuals and on how these individuals relate with such propaganda in an active or passive way. The role of the individuals is seen not only as that of a receiver of information and conditioning but also as that of transmitter and carrier of the message, either in a voluntary or involuntary way.”

Ler sobre Terra Prometida no BUALA.


31.10.2016 | por martalanca | Ana Rita Canhão, institutions, power, tower

Happy Together | 2016 | Mala Voadora Porto

Happy Together é um programa concebido pela mala voadora que reúne a especulação teórica e a artística, em torno da ideia de “felicidade em comum”. Todos os anos convidamos um ou dois artistas para as conferências do Fórum do Futuro, organizado pela Câmara Municipal do Porto, e lançamos uma convocatória para a produção de obras, feitas por artistas portugueses, que se relacionem com (1) as obras dos artistas convidados, (2) o tema anual do Fórum do Futuro ou (3) o próprio programa Happy Together.
Este ano o tema do Fórum do Futuro é “ligações”. Menos por isso e mais porque andamos concentrados em África (estreamos recentemente Moçambique, uma saga política a partir da biografia de Jorge Andrade), convidámos Samuel Fosso e Teddy Goitom, dois artistas que contribuem para a reinvenção biográfica e cultural de África e a veiculação de uma imagem cosmopolita daquele continente.
A​ ​programação​ ​da​ ​malavoadora.porto​ ​e​ ​os​ ​espetáculos​ ​de​ ​teatro​ ​da​ ​mala​ ​voadora​ ​são duas​ ​vertentes​ ​do​ ​nosso​ ​trabalho​ ​que​ ​queremos,​ ​por​ ​vezes,​ ​coincidentes​ ​– porque​ ​a​ ​nossa relação​ ​com​ ​o​ ​mundo​ ​quer-se​ ​instável​ ​mas​ ​não​ ​tem​ ​um​ ​interruptor​ ​binário,​ ​e​ ​porque​ ​tudo alimenta​ ​tudo. O programa HAPPY TOGETHER é também importante para a malavoadora.porto na medida em que é um momento em que o edifício da Rua do Almada 277 é ocupado por várias artes, e não exclusivamente pelas performativas. O sítio de onde viemos não é necessariamente o sítio aonde queremos chegar.
A expressão “Happy Together” (retirada do filme de Wong Kar Wai) que dá título ao programa é quase uma definição de “política” no seu sentido original. Definir modelos de convivência com vista à felicidade comum é a tarefa na qual radica o objetivo do tipo de pensamento e de prática a que chamamos “política”.
(design Marta Ramos)(design Marta Ramos)

Como referimos, Happy Together tem duas vertentes: uma centrada nas conferências ou entrevistas aos artistas convidados, outra na exposição ou apresentação das obras selecionadas na convocatória. Este ano, a exposição e apresentação de performances inaugura na malavoadora.porto, na Rua do Almada 277, no dia 2 de Novembro às 18.00 (e estará aberta ao público, com entrada livre, até ao final do dia 5). As duas conferências realizam-se, respectivamente, a 3 e 4 de Novembro, no Rivoli.
As 4 obras selecionadas pelo júri da convocatória são: Letter Landscape de Andreia Santana e Henrique Loja; One Way to Pandora de Diogo Bessa e Xana Novais; Turning Backs de Rita Vilhena, Lígia Soares e Diogo Alvim; e (Un)Balanced de João Dias-Oliveira, Nuno Mota, Patrick Hubbman e Rossana Ribeiro.

Letter Landscape Letter Landscape
Letter Lanscape
 é uma instalação de duas projeções simultâneas que, através de exercícios que convocam a oralidade e de tutoriais de manipulação e mapeamento 3D, constrói um diálogo entre linguagem e território como construtores de espaços de proximidade. Em LETTER LANDSCAPE, paisagem e território permeiam-se à rasura de fronteiras e fragmentam distâncias, construindo apenas contiguidades onde a palavra é habitada pelo palimpsesto da partilha.”

One Way to PandoraOne Way to Pandora
“A instalação-performance One Way To Pandora parte de uma onda fotográfica e de uma savana artificial para recriar dois momentos que comemoram a partida da cidade, a frescura de uma zona de conforto e a partilha entre corpos humanos numa dimensão inspirada nas raízes africanas, sul-americanas e em todas as selvas meta-amazónicas, meta-cyborg, meta-verdadeiras.”

Turning BacksTurning Backs
Turning Backs
é um projeto que visa a materialização do paradoxo: todos estamos incluídos na exclusão. A instalação proposta é de participação obrigatória mas apenas num dos lados. São duas linhas de assentos que não têm costas e obrigam cada espetador a utilizar as costas do outro como encosto. Afinal, estar costas com costas é encostar a alguém, sendo que esse alguém é exatamente a pessoa a quem virámos costas.”

(Un)Balanced(Un)Balanced
(Un)Balanced
é um artefacto mecânico motivador de reflexão sobre equilíbrio, força, peso, pressupondo um par ação-reação. É uma instalação interativa de carácter lúdico que proporciona um momento de diversão. É uma analogia sobre as relações humanas, sociais e políticas, uma demonstração de que o equilíbrio depende da relação harmoniosa entre partes.”

Depois da inauguração, no dia 2, a exposição abrirá também no dia 4, às 16.00 e no dia 5, às 14.00. Finaliza, nesse dia com uma conversa com todos os artistas participantes, às 18.00.
No dia 3, convidámos Catarina Simão, artista e investigadora que vive entre Lisboa e Moçambique, para entrevistar Samuel Fosso. Fosso é um fotógrafo camaronês que se tornou conhecido pelos autorretratos, nos quais produz transformações performativas do seu corpo, inventando uma multiplicidade de identidades politicamente subversivas, “pós-coloniais”.
Teddy Goitom (Stocktown)Teddy Goitom (Stocktown)
No dia seguinte, Teddy Goitom, cineasta e produtor, apresenta-nos a plataforma Afripedia (www.afripedia.com) que desafia os modos como a arte africana é percepcionada pelo mundo e liga efetivamente talentos e artistas africanos à escala global, veiculando para o mundo a vibração de um continente cosmopolita.
Happy Together liga fotografia, cinema, performance, instalação, pensamento, música e vídeo. Liga o percurso de artistas “reconhecidos” com percursos mais recentes. Liga – são apenas 500 metros de percurso! – o Rivoli e a Rua do Almada. A malavoadora.porto a confiar tudo nos artistas e nas artes todas.

[Texto escrito por Mala Voadora]

31.10.2016 | por marianapinho | Andreia Santana, arte, Catarina Simão, Diogo Alvim, Diogo Bessa, felicidade em comum, Happy Together, Henrique Loja, João Dias-Oliveira, ligações, Lígia Soares, Mala Voadora, Nuno Mota, Patrick Hubbman, política, pós-colonialismo, Rita Vilhena, Rossana Ribeiro, Samuel Fosso, Teddy Goitom, Xana Novais

Hotel Globo # 2 de Mónica de Miranda

Inauguração: 11 de Novembro, 19h30
Exposição: 12 de Novembro a 11 de Dezembro | Espaço Espelho d’água, Av. Brasília, s/n - Belém

Hotel globo # 2 é o segundo capítulo da exposição do mesmo nome apresentada no Museu Chiado em 2015 e pela qual Mónica de Miranda foi nomeada para o Novo banco photo, apresentada no Museu Berardo em 2016.

Esta exposição resulta na produção de uma série de fotografias novas que são expostas com o vídeo da mesma serie e o painel de plantas arquitetónicas do hotel. 

o Hotel Globo construído em 1950 pelo emigrante Português médico Francisco Martins de Almeida. Conceitualmente, o hotel abandonado permanece como um enclave simbólico da história angolana recente, como o próprio tecido contém impressões coloniais da arquitetura modernista do ultramar.
Aparentemente, continua a ser um hotel, mas a maior parte dos quartos encontram-se e vazios à espera do que ainda esta para devir.
O Hotel sobreviveu até hoje, num dos bairros cosmopolitas da cidade e mais sujeitos à recente vaga de especulação imobiliária, fato que serve à artista para elaborar uma narrativa, simultaneamente ficcional, que decorre no interior do hotel, e disruptiva, com as imagens de exteriores, do porto de Luanda e da expansão urbanística da cidade com todas as suas contradições.  O Hotel Globo reúne histórias de resistência, de adaptação e de procura.

Conjuntamente com a serie das fotos novas a artista mostra o vídeo Hotel globo 2015 onde a narrativa fragmentária do filme é exibida em formato de assinatura díptico do artista, onde um casal silencioso habita quartos que também serviram como lugares de passagem para os comerciantes da zona rural, ou para encontros românticos, mas também como refúgio de milícias durante a guerra civil. A narrativa da história do filme do hotel parece acordar fantasmas como ele ensaia um drama pessoal por tempo indeterminado na atmosfera modernista do edifício cansado, que tem necessidade permanente de restauração. Neste trabalho, como em filmes anteriores de Mónica de Miranda, há uma estase, uma sensação de imobilidade que se refere tanto a fotografia ainda a uma posição filosófica em relação ao assunto: as relações são tão impenetráveis quanto a natureza dos locais em que eles habitam. Uma metáfora para o naufrágio social e econômico trazido pelo impulso neoliberal furiosa de especulação imobiliária de Angola que está deformando Luanda, o edifício, de acordo com o seu atual proprietário, está em uma zona intemporal, preso entre um passado promissor e uma demolição inevitável.

A tentativa falhada, na década de 90, da sua recuperação arquitetónica, por motivos políticos, desinteresse económico   é, para Mónica de Miranda, a razão para constituir, neste contexto social e cultural angolano, uma ficção de possibilidades, patente na montagem das plantas arquitetónicas que servem como metáfora para um projeto ideal sem execução real. Plantas que constituem hoje não mais do que vestígios, traços de uma promessa de resgate simbólico do tempo, intenções de entendimento do espaço construído enquanto gerador de diferenciação e não de homogeneização dos modos de viver e da sua memória.

Hotel Globo reitera a necessidade de preservar os lugares enquanto símbolos de construção da memória coletiva, desafetados de discursos ideológicos de formulação da mesma, mas enquanto micro‐histórias de uma geografia emotiva, que desempenha um papel essencial para singularizar cada cidade e a sua história. E reforça também a urgência de repensar modelos de desenvolvimento, e de os mesmos serem corajosos na sua relação com o passado.
Os espaços aqui retratados mostram fragmentos de vivências e memorias da história de um lugar.  A teia de relações sociais, culturais e políticas que então se constroem, incorporam os símbolos e imagens pré-existentes, num processo de resgate e simultaneamente de reconstrução de valores territoriais, de pertença, e de identidade.

Mais informações:
info@espacoespelhodeagua.com
+351 213 010 510

28.10.2016 | por marianapinho | colonialismo, Hotel Globo # 2, Monica de Miranda

11º Prêmio Internacional Arte Laguna

Inscrições abertas para o 11º prêmio Arte Laguna


Prêmio Internacional de Arte | tema livre | aberto a todos

O Prêmio Arte Laguna é um concurso de arte internacional, de temática livre, cujo objetivo é promover a Arte Contemporânea. O concurso destaca-se no cenário global de arte pela crescente variedade de parcerias e oportunidades oferecidas aos artistas, e é reconhecido mundialmente como um trampolim real para a carreira dos artistas. 

Um júri internacional irá selecionar 125 artistas finalistas para:
- 6 Prêmios em dinheiro de € 42.000
- Importante Exposição coletiva no Arsenal de Veneza
- 5 Exposições em Galerias internacionais de arte
- 5 Colaborações em Empresas 
- 9 Residências Artísticas
- 3 Festivais Internacionais
- Publicação de um catálogo 

www.artelagunaprize.com/pt/

Prêmios em dinheiro
Euro 7,000.00 Pintura
Euro 7,000.00 Escultura e Instalação
Euro 7,000.00 Arte Fotográfica
Euro 7,000.00 Vídeo Arte e Performance
Euro 7,000.00 Arte Virtual e Gráfica Digital
Euro 7,000.00 Arte da Paisagem – realizada com o apoio da Pentagram Stiftung.
5 Prêmios Exposições em Galerias de Arte
Realização de 5 exposições em Galerias de Arte internacionais, incluindo a montagem, inauguração e catálogo.
Galeria Salamatina, Atlanta USA
Galeria Isabelle Lesmeister, Ratisbona Alemanha.
Galeria Fernando Santos, Porto Portugal.
Galeria ART RE.FLEX, São Petersburgo Rússia.
Chelouche Galeria de Arte Contemporânea, Tel Aviv Israel

9 Prêmios Residência Artística
Programa de Residência Artística na Itália e no exterior, cujo objetivo, é proporcionar um ambiente e
período de tempo para a vivência e experiência em uma nova cultura, para criar novos trabalhos e
participar de novas atividades em um contexto multicultural.

GLO’ART, Lanaken Bélgica
Fundação Basu para as Artes, Calcutá Índia
Taipei Artist Village, Taipei Taiwan
Fundação Berengo, Murano Itália
Espronceda, Barcelona Espanha
Fundição Artística Salvadori Arte, Pistoia Itália
Serigrafia Artística Fallani, Veneza Itália
São Francisco Art Residency, São Francisco USA
The Art Department - Casa Internacional de Arte e Residência Artística, Bodrum Turquia

5 Prêmios Colaborações em empresas
Seleção de 5 projetos criativos para a colaboração em 5 empresas.

Deglupta: € 5,000 e apresentação de um portfólio com propostas ilustrativas para a criação de uma nova coleção de bolsas e acessórios.

Rima Sofá e Camas: € 5,000 e apresentação de vídeos promocionais, imagens para campanhas publicitárias e design para decoração de estofados.

Coleção de Arte Papillover: € 1,000 e apresentação de propostas ilustrativas e gráficas que contribuam para uma nova interpretação do produto papillon ou a criação de um produto semelhante.

Eurosystem: € 5,000 e apresentação de um vídeo que valorize a relação entre arte e tecnologia através de uma linguagem original e criativa.

Biafarin: 10 Gold Membership Packages + Prêmio de US$ 4.000 para 4 artistas selecionados (US$ 1.000 para cada um).

3 Prêmios Festivais e Exposições
Seleção de 12 artistas que irão participar em eventos coletivos, cujo objetivo é criar uma rede de
contatos, dar visibilidade e possibilitar novos projetos.

Art Nova 100, Pequim China
Open Exposição Internacional de Esculturas e Instalações, Veneza Itália
Festival Art Stays, Ptuj Eslovênia
EXPOSIÇÃO DOS FINALISTAS
A importante exposição coletiva será realizada em um lugar histórico, o Arsenal de Veneza, em
março de 2017
.
Os prestigiosos locais da Lagoa de Veneza irão sediar exposições com 30 obras de pintura, 30 esculturas
e instalações, 30 trabalhos de arte fotográfica, 10 vídeos, 10 projetos de Arte da paisagem/Land art, performances que serão apresentadas ao vivo durante a cerimônia de abertura da exposição.

SEDE DEDICADA PARA AS CATEGORIAS DE ARTE VIRTUAL E GRÁFICA DIGITAL 
Os finalistas das categorias de arte virtual e digital poderão ser vistos no Centro do Futuro, sede
veneziana da TIM, uma incubadora que visa o desenvolvimento de novas tecnologias e oportunidades de
negócios na área de telecomunicações.

QUEM SELECIONA
A seleção das obras apresentadas será realizada por um júri internacional composto por:
Diretores de museus
Curadores
Críticos de arte

CURADOR E PRESIDENTE DO JÚRI
Igor Zanti (Itália, curador e crítico de arte)

O JÚRI
Flavio Arensi (Itália, Crítico de arte).
Manuel Borja-Villel (Espanha, Diretor do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia de Madri).
Tamara Chalabi (Iraque, Presidente e co-fundadora da Ruya Foundation).
Paolo Colombo (Itália, Consultor de arte do Museu de Arte Moderna de Istambul.
Suad Garayeva (Azerbaijão, Curador-chefe de exposições e da coleção permanente de YARAT- Centro
de arte contemporânea).
Ilaria Gianni (Itália, Curadora e crítica de arte).
Nav Haq (Bélgica, Curador sênior do MuHKA – Museu de Arte Contemporânea de Antuérpia).
Emanuele Montibeller (Itália, Diretor Artístico da Arte Sella no Trentino).
Fatos Ustek (Reino Unido, Curadora independente e escritora).
Alma Zevi (Itália, curadora e escritora).

tel. +39 041 5937242 info@artelagunaprize.com www.artelagunaprize.com

26.10.2016 | por marianapinho | Prêmio Internacional Arte Laguna

No Trilho dos Naturalistas | DocLisboa 2016

Durante o Doclisboa, terá lugar a apresentação do SCI DOC, Festival Europeu de Documentário Científico de Lisboa, organizado pela Ciência Viva e a EuroPAWS e produzido pela Apordoc. Neste contexto, serão apresentados os quatro filmes da série No Trilho dos Naturalistas, da autoria de cinco realizadores portugueses cujos filmes têm marcado presença no Doclisboa.

Moçambique
João Nicolau 
2016 • Portugal • 60’ 
O filme aborda quatro dos ecossistemas mais relevantes do território moçambicano – o mangal, os prados de ervas marinhas, os inselbergs e a floresta de miombo – e retraça o movimento da Missão Botânica de Angola e Moçambique de 1963/64. 
23 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Angola
André Godinho
2016 • Portugal • 58’
Em 1927, Luís Wittnich Carrisso, botânico e professor da Universidade de Coimbra, parte para Angola, para estudar a flora e recolher plantas para o Herbário de Coimbra. Em 1937, morre no deserto do Namibe. Cerca de 80 anos depois, retraçamos a sua viagem.
28 out / 11.00, São Jorge – Sala

São Tomé e Príncipe
Luísa homem, Tiago Hespanha 
2016 • Portugal • 59’ 
Há 15 milhões de anos, uma erupção vulcânica deu origem a uma nova ilha no Oceano Atlântico. Uma viagem a São Tomé, à descoberta do presente, retraçando a exploração botânica da ilha feita pelo naturalista Adolpho Frederico Möller, em 1885.
29 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Viagens Philosophicas
Susana Nobre 
2016 • Portugal • 50’
O filme enquadra o desenvolvimento da ciência moderna em Portugal, impulsionado pelo Marquês de Pombal e traduzido nas expedições filosóficas portuguesas, no final do séc. XVIII. Viajamos pelos arquivos, herbários e metodologias de estudo da botânica.
30 out / 19.00, São Jorge – Sala M. Oliveira 

24.10.2016 | por marianapinho | angola, DocLisboa, Moçambique, No Trilho dos Naturalistas, São Tomé e Príncipe, Viagens Philosophicas

Call for Papers | Women Artists and 20th-Century Authoritarian Regimes in Europe

AAH2017
6th to 8th April 2017
Session 39

 Women Artists and 20th-Century Authoritarian Regimes in Europe
Deadline for abstracts: 7 November


Convenors:

Márcia Oliveiramarciacoliveira@gmail.com
Maria Luísa Coelhomarialuisa.coelho@gmail.com

The European 20th century witnessed the proliferation of totalitarian and authoritarian regimes, from Germany and Eastern Europe to the south of the Continent, in countries such as Italy, Spain and Portugal. Different regimes led to different social, cultural and artistic interactions, which have indelibly marked Europe’s historical background as well as its present. The main question addressed by this session is in what sense the relationship between women’s struggles in the general context of the political struggle for democracy has framed women’s art and the way women artists have placed themselves and their practices in regard to such a tense dialogue. Papers are expected to examine women’s artistic and creative practices in different dictatorial contexts, from communist and socialist to fascist regimes, enquiring about the role feminism and particularly feminist artistic practices played in oppositional and revolutionary processes by addressing issues such as, but not limited to, censorship, civil rights and class struggle, the economy of desire, consumption, family, gender and sexuality, identity and representation. 
Points of debate may include: Have different struggles for democracy integrated women’s rights or have they otherwise neglected them? How have women artists placed themselves within these revolutionary processes in terms of political engagement and in terms of their artistic and creative output? Was there room for feminism and for feminist art in such ideological circuits? Transnational or comparative approaches are welcomed and encouraged.

webpage: http://aah.org.uk/annual-conference/sessions2017

23.10.2016 | por marianapinho | artists, Authoritarian Regimes, europe, women

Oficina de Imaginação Política

32ª Bienal de São Paulo
uma proposta de Amilcar Packer, com Jota Mombaça, Michelle Mattiuzzi, Rita Natálio, Thiago de Paula, Valentina Desideri

Oficina de Imaginação Política é uma proposta de Amilcar Packer para a 32ª Bienal. Partindo das palavras que dão nome ao projeto - oficina, imaginação e política - e junto a um grupo de colaboradores composto por Diego Ribeiro, Jota Mombança (Monstra Errátika), Michelle Matiuzi, Rita Natálio, Thiago de Paula e Valentina Desideri, Packer programou sessões de trabalho, apresentações públicas e debates ao longo dos três meses de duração da exposição. A Oficina, instalada no pavilhão, reúne pesquisa, produção e aprendizado como um lugar de convívio e elaboração coletiva de ferramentas para intervenção na esfera pública. Ao criar uma zona temporária e autônoma com os participantes, as ações concebidas pela Oficina visam ocupar espaços da cidade, do parque e das mídias, indo contra tentativas de captura e controle macropolíticos. Entendendo que há na imaginação uma potência de reivenção de territórios conceituais e reformulação de perguntas, narrativas e práticas dentro do que compreendemos como política, e diante do atual contexto sociopolítico nacional e internacional, a Oficina busca resgatar a potência de transformar imagens em ação como ferramenta de resistência e atuação política, e como forma de requalificar a experiência com a arte. 
Mais informações, aqui

Programa:

21 outubro, 14h
Palestra com Acácio Augusto / Anarquia no brasil: revolta e antipolítica dos “estrangeiros indesejáveis” para nação
A anarquia chega ao Brasil com os operários vindos de terras europeias, aqui são logo perseguidos como elementos indesejáveis que, em meio suas práticas e experimentações de liberdade, atiçam revoltas e instauram a antipolítica. A cultura libertária se dissemina e segue potente até os dias de hoje, em pesquisas, práticas educativas, estilos de via e inéditas formas de contestação pública. Seguem como indesejáveis às variadas formas da política contemporânea.

Bio:
Acácio Augusto é doutor em Ciência Sociais pela PUC-SP, professor credenciado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UVV-ES e Programa de Psicologia Institucional da UFES, pesquisador no Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Pós Graduação da PUC-SP) e bolsista Pós-Doc CAPES na UVV-ES. Autor de Política e polícia: cuidados, controles e penalizações de jovens, Rio de Janeiro: Lamparina, 2013.


27 e 28 outubro (14h às 18h)
Oficina com Barbara Glowczewski / Cartografar Existências
Nas Nações Unidas, a expressão “povos indígenas” (do francês peuples autochtones) tende apenas a designar os povos colonizados que se identificam e são identificados assim devido a sua economia, baseada em atividades de subsistência como a caça, a coleta, a horticultura e o pastoreio, com uma visão muitas vezes holística e sagrada da terra, e por serem considerados minoria em suas próprias terras. Esses critérios parecem corresponder a milhares de grupos linguísticos espalhados pelo planeta, e que representam pelo menos 6% da população global. O pedido para que recebam o estatuto de povos soberanos já vem sendo discutido na ONU há mais de trinta anos e, enquanto isso, seus modos de vida, quer seja na Amazônia, na Sibéria, na Mongólia ou no deserto de Kalahari, são ameaçados pela violência de Estado, ou pela engenharia florestal e pelas empresas de mineração. Na África, o reconhecimento do estatuto de “povos indígenas” relaciona-se aos povos tuaregues, berberes, bosquímanos, pigmeus, fulas e massais, mas exclui os grupos étnicos que praticam a agricultura ou que foram historicamente deslocados, ou seja, a maioria do continente. Na América do Norte, na Austrália e na Nova Zelândia, muitos povos indígenas vivem hoje em cidades ou reservas antigas que se tornaram comunidades autogeridas. Em uma mesma família, a realização social de alguns – através da arte, da educação, do esporte, da ação social ou da política – contrapõe-se ao desespero e à angústia suicida de outros. Ainda assim, esses que conseguem geralmente exigem sua indianidade e o direito ao reconhecimento cultural e legal de sua diferença como os primeiros australianos; eles lutam politicamente para trazer à luz a especificidade dos problemas que afetam as comunidades de onde vêm. Alguns grupos exploram diversas estratégias discursivas sobre a sua relação com a natureza e aceitam, por exemplo, o papel de guardiães ecológicos a fim de tentar recuperar um modelo público e economicamente justo de governo.” (trecho de “Entre o espetáculo e a política: singularidades indígenas”, de Barbara Glowczewski, publicado em 2011, no nº 13 do Cadernos de Subjetividade. pp. 120-142).

Bio: 
Pesquisadora do Laboratoire d’Anthropologie Sociale (CNRS/ EHESS/ Collège de France) é autora de diversos livros entre os quais “Du rêve à la loi chez les Aborigènes - mythes, rites et organisation sociale en Australie”, (PUF, 1991), “Les rêveurs du désert - peuple warlpiri d’Australie” (Actes SUD, 1996), “Rêves en colère avec les Aborigènes australiens” (Plon, Terre Humaine, 2004) e “Devires totêmicos” (N-1). Trabalhou com Felix Guattari nos ano 1980 e realizou diversas estadas de campo entre diferentes povos indígenas da Austrália. Nesta conferência, ela propõe realizar um percurso crítico a partir de lições extraídas da observação da criatividade da resistência dos Aborígenes australianos, de povos colonizados pela França e de cultos de matriz africana no Brasil.

29 outubro, 14h
Palestra com Barbara Glowczewski / De pé com a Terra
Mais informações em breve.

Bio:
Pesquisadora do Laboratoire d’Anthropologie Sociale (CNRS/ EHESS/ Collège de France) é autora de diversos livros entre os quais “Du rêve à la loi chez les Aborigènes - mythes, rites et organisation sociale en Australie”, (PUF, 1991), “Les rêveurs du désert - peuple warlpiri d’Australie” (Actes SUD, 1996), “Rêves en colère avec les Aborigènes australiens” (Plon, Terre Humaine, 2004) e “Devires totêmicos” (N-1). Trabalhou com Felix Guattari nos ano 1980 e realizou diversas estadas de campo entre diferentes povos indígenas da Austrália. Nesta conferência, ela propõe realizar um percurso crítico a partir de lições extraídas da observação da criatividade da resistência dos Aborígenes australianos, de povos colonizados pela França e de cultos de matriz africana no Brasil.

19 de Novembro
Palestra com Wallidah Imarisha  / Sonhando novos futuros: Ficção científica e mudança social
Como o co-editora da antologia “Octavia’s Brood: Science Fiction Stories From Social Justice Movementsl”, Walidah Imarisha se conecta à ideia de mudança social. A premissa básica de “Octavia’s Brood” é que toda organização é ficção científica. Para construir novos futuros apenas, é precisamos primeiro ser capazes de imaginá-los coletivamente. Nós também temos que ser capazes de imaginar diferentes maneiras de nos envolver uns com os outros, de partilhar o poder, de construir instituições, de estar em comunidade, que pode ser tão estranho para nós como viver em Marte. Para construir, como diz o Black Lives Matter, movimentos líderes que são visionário, devemos criar espaços onde todos nós compartilhemos ideias coletivamente, liderança, e trabalho, para trazer nossos sonhos de libertação para fora do éter para a realidade.

Bio:
Walidah Imarisha é educadora, escritora, professoea e poeta. É editora de duas antologias incluíndo “Octavia’s Brood: Science Fiction Stories From Social Justice Movements”. Imarisha escreveu o livro de não-ficção “Angels with Dirty Faces: Three Stories of Crime, Prison and Redemption” e da coleção de poesias “Scars/Stars”. É professora do programa de Escrita e retórica da Universidade de Standford, E.U.A.

3 de Dezembro
Palestra e lançamento do livro “Homo Modernus” com Denise Ferreira da Silva
Mais informações em breve.

Bio:
Denise Ferreira da Silva ensina no Instituto de Gênero, Raça, Sexualidade e Justiça Social (GRSJ) da Universidade de British Columbia, no Canadá. Sua escrita aborda os desafios conceituais, éticos e políticos do presente global, por meio de uma perspectiva radical feminista e negra. Ela intervém nas áreas de teoria política, teoria crítica legal, estudos de crítica racial e étnica, estudos pós-coloniais e globais, e estudos culturais. Publicou “Toward a Global Idea of Race” (University of Minnesota Press, 2007) e como coeditora, ” Race, Empire, and the Subprime Crisis ” (Johns Hopkins 2013) e Notes Towards the End of time (Living Commons Collective, 2016). Dentre seus artigos recentes, destacamos “To Be Announced: Radical Praxis of Knowing at/the Limits of Justice” (Social Text, 2013), “Transversing the Circuit of Dispossession.”, (The Eighteenth Century: Theory and Interpretation, 2014) e “Toward a Black Feminist Poethics: The Quest(ion) of Blackness Towards the End of the World” (The Black Scholar, 2014). Ela também coedita a série de livros da eitora Routledge Law and the “Postcolonial: Ethics, Politics, and Economy” e “Indigenous Peoples and the Law”.

18.10.2016 | por marianapinho | arte, cidade, Convívio, Elaboração Coletiva, Imaginação, Intervenção, oficina, política, Potência

Exposição | Imbamba ya muhatu | Coisas de mulher

até 20 de Outubro no Centro Cultural Português LUANDA

A expressão “coisas de mulher” é muitas vezes usada para apontar questões supérfluas: cabelos, unhas, comidas. Uma expressão que deliberadamente torna tudo supérfluo retirando elementos do mundo ao remetê-los ao espaço de intimidade das mulheres. Contudo, ao colocarmos essas mesmas questões de volta ao mundo (re) encontramos contextos políticos, económicos e sociais que as estruturam. Desde a construção histórica do feminino e do papel social da mulher ao seu lugar social ou à feminização do trabalho doméstico. Mas bom, estas não são mais coisas de mulher, pois não? O espaço de intimidade feminina para que são remetidas as unhas, os cabelos e as comidas são também o espaço social que a mulher ocupa.O circuito económico do cabelo que usamos e as noções de beleza que os acompanham não fazem parte desse espaço; senão por imposição, ainda que através de subtis mecanismos, estes sim do âmbito da intimidade entre mãe e filhas, tias e avós, onde se aprende a ser mulher, a cuidar, a não reclamar do trabalho doméstico e a fazê-lo bem.

Esta exposição pretende trazer para o espaço público da exposição algumas coisas de mulher e questionar o espaço que estas coisas ocupam através do trabalho de duas artistas. Keyezua, artista angolana e Wura-Natasha Ogunji, artista nigeriana. Ambas as artistas trabalham temas como o corpo feminino e a construção social da mulher. Wura e Keyezua têm ainda em comum a prática da performance, prática que pelas suas próprias características já coloca o corpo no centro da acção e do debate. Nesta exposição a performance será central para contextualizar os debates que as suas obras abordam oferecendo uma nova camada de interpretação e discussão sobre os temas propostos. 
Artistas:
Wura-Natasha Ogunji
Conhecida pelos vídeos em que usa o seu próprio corpo para explorar noções de movimento e de impressão em água, terra e ar. A sua mais recente série de performances intitulada ‘Mo gbo mo branch/I heard and I branched myself into the party’ explora a presença da mulher no espaço público em Lagos, Nigéria. Oguji já foi congratulada com uma série de prémios, incluindo o John Simon Guggenheim Memorial Foundation Fellowship (2012) e apoios do Idea Fund, Houston (2010), e do Pollock-Krasner Foundation (2005). Ogunji já apresentou o seu trabalho no Centro de Arte Contemporânea (Lagos), The Menil Collection (Houston) e a Fundação Pulitzer para as Artes (St. Louis). Licenciou-se em Antropologia pela Stanford University, Palo Alto, CA, em 1992 e um MFA em Fotografia pela San Jose State University, CA, em 1998. Ela vive entre Austin e Lagos.
Keyezua
Licenciada pela Real Academia de Artes em Haia, Holanda. ‘’Desde pequena fui a criança desobediente em casa, mudando as coisas para mostrar os meus sentimentos e de forma a provocar reacções. É algo que não desapareceu com os anos, cresceu em mim e tornei-me alguém que interage com questões humanas expondo-as para criar espaços de debate ou para uma segunda opinião da minha audiência. A minha arte entre o expressionismo, surrealismo e pan-africanismo. Gosto de definir-me como uma contadora de histórias.’’
Curadora
Suzana Sousa
Curadora e crítica de arte independente. Trabalhos recentes: 2015, co-curadoria com Bruno Leitão da exposição Love Me Love Me Not: Arte da colecção Sindika Dokolo na Biblioteca Almeida Garreth, Porto, Portugal; 2014, co-curadoria do projecto Sights and Sounds, Global film and Video no The Jewish Museum, Nova Iorque, EUA e curadoria de Tipo Passe, exposição de fotografia de Edson Chagas, em Luanda, no IC-Centro cultural Português. Trabalhos publicados em Contemporary&; Art+Auctions (NY) and Arterial Network/ Arts in Africa. Mestre em estudos culturais pela Goldsmiths College, Universidade de Londres e doutoranda em Antropologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, com o projecto de pesquisa ‘Da nacionalização da arte em Angola. Contextos políticos da constituição da categoria de arte angolana.’

14.10.2016 | por marianapinho | Coisas de Mulher, exposição, Keyezua, Wura-Natasha Ogunji

From Marxism and Subaltern Studies to Postcolonialism. A conversation with professor Sanjay Seth

26 de Outubro | 18h | FCSH-UNL | Torre B | Sala T16

Partindo da tradição dos Subaltern Studies, mas igualmente interrogando as ligações intelectuais entre essa tradição e correntes políticas como o maoismo, Sanjay Seth tem procurado que a teoria pós-colonial confronte não apenas os efeitos que o eurocentrismo tem sobre as ciências sociais e humanas mas também a natureza necessariamente paroquial das mesmas. A nossa conversa, porém, iniciar-se-á pelos estudos que Seth realizou em torno da Índia, da história das relações entre marxismo e nacionalismo no contexto da luta pela independência à história da educação em contexto colonial e pós-colonial, ou não fosse a partir do “arquivo indiano” que têm procedido as suas intervenções no domínio da Teoria da História e da Teoria Pós-Colonial. A conversa será inicialmente conduzida por José Neves, docente do Departamento de História da FCSH-UNL, e será depois aberta à participação de todos os investigadores que assim o desejarem.

Sanjay SethSanjay SethSANJAY SETH assumiu a cadeira de Política do Goldsmiths College (Londres) após ter lecionado na Universidade de Sydney e na La Trobe University (Melbourne). Em Goldsmiths, dirigiu o Center for Postcolonial Studies. Ao longo da sua carreira, publicou sobre a história contemporânea da Índia, assim como sobre teoria política, teoria social, teoria pós-colonial e relações internacionais. É autor de Marxist Theory and Nationalist Politics: The Case of Colonial India (Sage Publications, 1995) e Subject Lessons: The Western Education of Colonial India (Duke University Press, 2007). Coordenou Postcolonial Theory and International Relations: A Critical Introduction (Routledge, 2013). Entre os seus artigos em torno da historiografia e da teoria da história, contam-se dois ensaios traduzidos para português e ambos acessíveis online em regime de acesso aberto: «Razão ou Raciocínio? Clio ou Shiva?», em História da Historiografia, 2013; «Sociologia Histórica e Teoria Pós-colonial: Duas Estratégias para Desafiar o Eurocentrismo», em Revista Expedições: Teoria da História & Historiografia, 2016.
Este seminário realiza-se no âmbito do projecto FCT “Amílcar Cabral: from Political History to the Politics of Memory” [PTDC/EPH-HIS/6964/2014].

 

13.10.2016 | por marianapinho | Marxism, postcolonialism, Sanjay Seth, Subaltern Studies

International Workshop | Decolonising Knowledge, Subaltern Epistemologies

Lisboa, 28th October
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Edifício ID, Piso 4, Salta Multiusos 2

Avenida de Berna, nº 26

Throughout the last decades, the Humanities and the Social Sciences gave renewed importance to the subaltern question. This workshop will map different intellectual proveniences of the question and simultaneously promote the debate on political and epistemic problems of the present. We will address historiographical debates currently held by those following the thread of the Subaltern Studies, the connections between the thought of Antonio Gramsci and Postcolonial Studies, the singular trajectory of “black marxist” C.L.R.James, as well as the encounters between literature and anthropology, history and cinema, and, last but not least, how the subaltern question challenges authors like Michel Leiris, James C. Scott and Jacques Rancière.
Working languages: English, French and Portuguese.
Convenors: José Neves, Manuela Ribeiro Sanches, Marcos Cardão and Orazio Irrera.An event organized by: Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa and Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa

Programme
10h - Introduction, by Marcos Cardão (Centro de Estudos Comparatistas, FLUL)
10h15 - First Session
- Does history travel? Historiography and non Western pasts, Sanjay Seth (Goldsmiths College, University of London)
- Decolonizing Revolution with C.L.R. James, or What is to be done with Eurocentrism?, Matthieu Renaul (Université Paris 8)
- Decolonising knowledges, decolonising modernity?, Manuela Ribeiro Sanches (Centro de Estudos Comparatistas, FLUL)
13h - lunch break14h30 – Second Session
- Subalternity at its limits. Infrapolitique et prise de parole, Orazio Irrera (Université Paris 8)
- An Italian Difference? Gramsci, Anti-colonial Thought and Resistance Aesthetics, Neelam Srivastav (Newcastle University)
- Subalternes, émancipation et décolonisation - entre l’histoire et le cinéma, Maria-Benedita Basto (Université Paris-Sorbonne, Paris IV)
17h15 – Coffee and Wine break
17h30 – Final discussion, introduced by José Neves (Instituto de História Contemporânea, FCSH-UNL)

13.10.2016 | por marianapinho | Decolonising Knowledge, Subaltern Epistemologies

Aline Frazão, concertos Lisboa, Porto e Coimbra

Aline Frazão regressa a Portugal para uma temporada de concertos de Outono, com a estreia do seu novo espectáculo “Insular”.
Após a apresentação do seu novo disco no início do ano em Portugal, e da tour internacional, Aline Frazão volta aos palcos nacionais para partilhar a poesia da sua mensagem, capaz de construir pontes entre a urgência da acção e a serenidade do isolamento, e uma linguagem musical que, ao terceiro disco, integra a vertente eléctrica na sua costumeira toada acústica.
Os concertos trarão os temas do tão aclamado novo disco, que contou com a produção de Giles Perring e a participação de Pedro Geraldes (Linda Martini), não esquecendo os trabalhos anteriores “Movimento” (2013) e “Clave Bantu” (2011).

11.10.2016 | por martalanca | Aline Frazão, música

Exposição e lançamento de publicação | coisas de lá / aqui já está sumindo eu

Por Ana Gandum e Daniela Rodrigues com Grupo Tradução e Arquitectura

6 de Outubro de 2016 às 19:00

Abertura da exposição, lançamento da publicação e conversa com curador Leno Veras

SARACVRA, Rio de Janeiro | #8 Monográfica

Rua Sacadura Cabral, 219, Saúde, Rio de Janeiro - Brasil

coisas de lá / aqui já está sumindo eu parte de duas investigações académicas distintas em curso, com um universo de pesquisa comum: a circulação de coisas [objectos e fotografias] no contexto transnacional de migrações portuguesas para o Brasil. Propõe uma publicação e uma instalação visual.

Da publicação: A publicação explora o conceito de catálogo como elemento compósito, documental e classificatório das coisas em análise: objectos que circulam actualmente nas malas de portugueses em trânsito entre Portugal e o Brasil / souvenirs fotográficos na trama de correspondência entre os dois países até inícios da década de 1970. A publicação lançada no dia 6 de Outubro de 2016 reflecte um processo de acumulação de materiais a ser concluído em Dezembro de 2017. Qual fichário em aberto, prevê o encarte de textos adicionais e a integração contínua de novos itens em fichas catalográficas.

Da instalação: Na instalação presente de 6 a 8 de Outubro na #8 Monográfica, reúnem-se objectos pessoais trazidos de Portugal para o Brasil, diários de campo, diapositivos, narrativas e impressões fotográficas. Partindo do caos das coisas no seu contexto de pesquisa, testamos um desdobramento das imagens e um deslocamento dos objectos para dar a ver o potencial luminoso e solitário do fragmento: fragmento-imagem, fragmento-testemunho, fragmento-objecto.


Ana Gandum (FCSH-UNL – Doutoramento em Estudos Artísticos ; ECO – UFRJ) e Daniela Rodrigues (CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia – Doutoramento em Políticas e Imagens da Cultura e da Museologia; Núcleo de Estudos Ritual, Etnografia e Sociabilidades Urbanas, IFICS-UFRJ) com grupo de pesquisa Tradução e Arquitetura (Adriano Mattos, Ana Cecília Souza, André Victor, Jessica de Castro, Pedro Mameluque e Rita Davis)

Contactos para mais informações:

Ana Gandum: anagandum@gmail.com | +55 (21) 987263545 | whatsapp: +351 91 6059729

Daniela Rodrigues: m.daniela.r@gmail.com | +55 (21) 983501834

03.10.2016 | por marianapinho | coisas de lá/aqui já estou sumindo eu