Refugees for refugees band

(Síria/Tibete/Paquistão/Iraque/Afeganistão/Bélgica)

Reúne músicos reconhecidos da Síria, do Tibete, do Paquistão, do Iraque, do Afeganistão e da Bélgica, unidos pelo desejo de tecer ligações entre a sua música. O grupo desenvolveu um repertório original na encruzilhada das suas diferentes tradições. Após dois anos de colaboração, este segundo álbum inicia um novo capítulo na história dos Refugees for Refugees. Representa a reconstrução, a energia nova necessária para mapear uma nova trajetória depois de ter sido desenraizada. Derrubando barreiras musicais, o grupo oferece um rico cardápio de sons, de canções populares afegãs ao refinamento da tradição clássica de Aleppo e Bagdad, através da força pura dos cânticos nómadas tibetanos, da leveza dos sons do Sarod paquistanês, das subtilezas do oud turco e da percussão oriental.

27.05.2019 | por martalanca | refugiados

Terça-feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar

Quando era criança assistia fascinada, como muitas pessoas da minha geração, aos programas televisivos do Vasco Granja e ficava deliciada com aqueles desenhos animados que criavam mundos a partir de plasticina, cartolina ou de uma só linha. Cerca de trinta e tal anos depois convoco esse universo, nomeadamente o trabalho de Osvaldo Cavandoli, para esta segunda criação do projeto Sete Anos Sete Peças.Tendo em conta que uma linha reta é a linha mais curta que se pode traçar entre dois pontos,este é o ponto de partida escolhido por mim e pelo Luca Bellezze para a criação de uma espécie de cartoonao vivo urdido a partir de um fio. Numa lógica de frameaframe, vai sendo construída uma narrativa visual e sonora que retrata, de forma sintetizada, aspetos particulares da realidade contemporânea.Num tempo em que as linhas divisórias, as fronteiras, as barreiras, as linhas da frente e de mira dos conflitos bélicos, as fileiras e as linhas de identificação do drama dos refugiados, as linhas de respeito dos limites marítimos das nações, as linhas duras das fações radicais de organizações políticas e religiosas estão na ordem do dia, pretendemos trabalhar (n)uma linha unificadora, capaz de juntar o que se encontra separado.

Cláudia Dias

sexta, 31 março →  conversa após o espetáculo 
José Goulão (jornalista), Gustavo Carneiro (Conselho Português para a Paz e Cooperação) e Cláudia Dias, numa conversa moderada por Jorge Louraço (dramaturgo, professor na ESMAE), vão falar da crise dos refugiados puxando o fio à meada, procurando a origem dos factos, retrocedendo passo a passo pelos caminhos onde foram deixadas pegadas de refugiados políticos, económicos ou ambientais, até encontrar o desastre climático, a fome ou a guerra, e, na origem destes infernos, os pecados mortais cometidos a sul e a oriente da Europa por homens, europeus, brancos — quase todos, mas não só.

Ficha artística

conceito e direcção artística: Cláudia Dias Artista convidado: Luca Bellezze
texto: Cláudia Dias
intérpretes: Cláudia Dias e Luca Bellezze Olhar Crítico – Sete Anos Sete Peças: Jorge Louraço Figueira Cenografia e desenho de luz: Thomas Walgrave
assistência: Karas
animação: Bruno Canas
direção técnica: Nuno Borda De Água
produção: Alkantara
coprodução: Maria Matos Teatro Municipal; Teatro Municipal do Porto Residências Artísticas: Teatro Municipal do Porto/Teatro do Campo Alegre; O Espaço do Tempo; Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro – Casa Amarela
agradecimentos: Ângelo Alves, Anselmo Dias, Ilda Figueiredo, José Goulão, Jorge Cadima, Paulo Costa O projeto SETE ANOS SETE PEÇAS é apoiado pela Câmara Municipal de Almada

Alkantara – A.C. é uma estrutura financiada por: Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

28.03.2017 | por marianapinho | barreiras, Cláudia Dias, conflitos bélicos, fronteiras, imigração, linhas divisórias, miras, refugiados

Recolha de bens para Refugiados

Entre 1 de Março e 1 de Abril, estará a decorrer uma Recolha de bens para Refugiados organizada pela Câmara Municipal de Lisboa. As entregas serão feitas nos Quartéis de Sapadores Bombeiros de Lisboa. 
Bens necessários: Roupa de adulto e criança, Brinquedos, Bens alimentares não perecíveis, Produtos de higiene. 

Recolha nos quartéis do Regimento Sapadores Bombeiros:
Comando: Av. Dom Carlos I
Rossio: Largo do Regedor 
Alto de Santo Amaro: Rua Filinto Elísio, 31
Monsanto:Cruz das Oliveiras
Alvalade: Av. Rio de Janeiro
Benfica: Estrada de Benfica, 551
Graça: Largo da Graça
Avenidas Novas: Av. dos Defensores de Chaves, 10
Marvila: Rua Dr. Espírito Santo
Encarnação: Av Cidade do Porto / Av. de Berlim

08.03.2016 | por claudiar | bombeiros, lisboa, recolha de bens, refugiados