'Blimunda' Revista literária digital da Fundação José Saramago

Após um primeiro arranque, a revista literária digital da Fundação José Saramago ressurge agora com o nome de ‘Blimunda’.

Esta mudança, motivada por razões administrativas relacionadas com o registo do nome da publicação, levou a que o nome da mulher protagonista de ‘Memorial do Convento’, aquela que coleccionava vontades e que via o interior das pessoas, desse agora o nome e personalidade a este espaço electrónico que mantém os objectivos da Fundação José Saramago.

Em destaque neste número encontra-se um dossier dedicado a Carlos Fuentes, escritor mexicano recentemente desaparecido, com textos assinados por Federico Reyes Heroles, Nélida Piñon e José Saramago e um fragmento de ‘A Morte de Artemio Cruz’, romance inédito em português.

Na secção ‘Saramaguiana’, dedicada a José Saramago, a ‘Blimunda’ apresenta um texto de Juan José Tamayo intitulado ‘Deus, o silêncio do universo’. José Juan Tamayo é Diretor da Cátedra de Teologia e Ciências das Religiões Universidade Carlos III de Madrid.

No habitual dossier dedicado ao livro infantil, Andreia Brites traz-nos um texto subordinado ao tema ‘Utopia e Distopia Urbana’,
no qual analisa quatro álbuns ilustrados, e um texto sobre a experiência das Bibliotecas de Medellín.

Das restantes secções dedicadas às ‘Leituras do mês’, ‘Projectos pelo mundo’ e ‘De relance’ destacamos um texto assinado por Sara Figueiredo Costa sobre o romance ‘Os Malaquias’, de Andrea del Fuego, vencedor do Prémio José Saramago, uma visita ao projecto da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), em Trás-os-Montes, e uma conversa com a designer
responsável pela edição norueguesa de ‘Caim’, de José Saramago.

A ‘Blimunda’ está disponível gratuitamente em português e em castelhano

23.06.2012 | por martacacador | fundação josé saramago, José Saramago, literatura

Saramago e Mia

'O Imbondeiro da literatura da nossa língua comum', de Benjamim Sabby, 1999'O Imbondeiro da literatura da nossa língua comum', de Benjamim Sabby, 1999Empenho para que os africanos fossem visíveis
O primeiro sentimento que tenho é a generosidade para com os autores, que se manifestou com os escritores de língua portuguesa. Antes de ganhar o Nobel, tinha a generosidade de promover e trazer para a visibilidade os escritores e a escrita dos africanos de língua portuguesa. Não foi só comigo, mas ele ofereceu-se para fazer o lançamento e apresentou o meu primeiro livro de contos, Cada Homem É Uma Raça, lançado aqui em 1989. Já doente, saiu da cama para apresentar Venenos de Deus, Remédios do Diabo. Há uma entrega aos outros, uma dedicação a uma causa, que não era só política, mas a causa dos que estavam longe e dos que não tinham voz. Isso marcou-me muito: a dimensão humana dele.


Mia Couto, Público 20/7/2010

21.06.2010 | por martalanca | José Saramago, Mia Couto