Prémios Novos regressam à Gulbenkian dia 09 de Março

 

Criados em 2013, os Prémios Novos são uma cerimónia anual que visa distinguir os novos talentos de nacionalidade portuguesa até aos 35 anos, reconhecer o seu protagonismo, actividade e mérito em diferentes áreas da cultura, ciência ou sociedade. 
Do júri deste ano, entre outros, fazem parte: Julião Sarmento, Alexandre Melo, Carlos Fiolhais, Elvira Fortunato, Rui Pedro Tendinha, Fortunato da Câmara, Duarte Calvão, Alexandra Prado Coelho, José Mário Silva, Vítor Belanciano, Henrique Amaro, Nuno Galopim, Pedro Paulos, Luís Santiago Baptista , Pedro Campos Costa , Ana Noronha , , André Santos , Inês Lourenço , Pedro Pires, Rui Oliveira Marques , Maria João Lima , Elisabete Marques , Gonçalo Ventura , Nélson Pereira , Reginaldo Rodrigues de Almeida, Mariana Barbosa , Rute Sousa Vasco , Pedro Miguel Oliveira , Pedro Tróia , Mário Rui André , Anabela Becho , Portugal Fashion , Ana Patrícia Silva , Mário Lopes , David Pinheiro , Rui Monteiro e Rodrigo Nogueira. 
Os vencedores serão conhecidos na cerimónia, marcada para o dia 09 de Março, Quarta-Feira, pelas 21.30h, na Fundação Calouste Gulbenkian. A mesma será apresentada por Fernando Alvim e Beatriz Gosta e contará com as actuações de Mariana Tengner Barros,Jibóia, Pedro FigueiredoFrancis Dale e Homem do Bussaco. 
A entrada é livre mas sujeita aos lugares existentes. Os Prémios Novos 2016 têm o apoio da Antena 3 e da RTP.

 

04.03.2016 | por claudiar | fundação Gulbenkian, Prémios novos

Fundação Gulbenkian apoia artes performativas moçambicanas

Ele-Ela de Macário ToméEle-Ela de Macário ToméA Fundação Calouste Gulbenkian, através do Programa Gulbenkian Parcerias para o Desenvolvimento, apoia a CulturArte, um centro de desenvolvimento Moçambicano para as artes do espetáculo, em particular da dança contemporânea.

Este centro, fundado pelo bailarino e coreógrafo Panaibra Gabriel Canda, promove este ano uma ação de formação denominada “Dramaturgia e Coreografia” que tem como objetivo a profissionalização de artistas, agentes culturais e técnicos das artes do espetáculo de nacionalidade moçambicana.

A Fundação Calouste Gulbenkian reitera assim a parceria a esta organização, à semelhança do que aconteceu em 2013 com o apoio ao projeto Pamoja, que em língua swahili significa juntos. O projeto Pamoja é uma rede que une a CulturArte, os “Studios Kabako” em Kinsagani, na República Democrática do Congo e a Associação “1er Temps” em Dakar, no Senegal, que tem como objetivo responder à dificuldade que os artistas africanos têm em encontrar plataformas para criar e mostrar o seu trabalho, no âmbito da dança contemporânea, no continente africano.

1º Lab CulturArte1º Lab CulturArte

08.01.2014 | por martalanca | artes moçambicanas, fundação Gulbenkian

22 a 24 de Junho | Próximo Futuro apresenta: Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de África | Fundação Calouste Gulbenkian

Quando o Programa Gulbenkian Próximo Futuro se iniciou em 2009, programa este muito focado na dimensão cultural e artística dos atuais protagonistas africanos e latino-americanos e das Caraíbas, em relação com as cidades e os criadores europeus, não se imaginava que, apenas três anos depois, movimentos revolucionários nos países do Norte de África e do Médio Oriente acontecessem. E, contudo, este sobressalto de rebeldia, de aspiração pela liberdade e pela democracia, não só abalou esses países com consequências imediatas em termos de alterações de regime, como abalou todo o mundo e chamou a atenção para os povos, os criadores, os agentes políticos desta região sobre a qual havia tanta ignorância a somar a tantos clichés maioritariamente negativos. Apenas um ano se passou, muitas convulsões aconteceram e muitas outras irão acontecer independentemente de um maior pessimismo, até ceticismo, ou de um otimismo e até de uma crença excessiva em alguns casos. Nós, que vivemos este tempo, somos testemunhas privilegiadas e devemos estar atentos ao que se passa ouvindo, lendo, estudando, conversando com os interlocutores fundamentais deste processo que são os egípcios, os tunisinos, os sírios, os marroquinos, os argelinos, etc. No caso concreto do Programa Próximo Futuro são interlocutores fundamentais os criadores desta região, vivendo nela ou fazendo parte da diáspora. Assim, dentro da programação da Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de África, vamos conversar e ouvir criadores, curadores, artistas sobre o estado das artes nestes países, para melhor os conhecermos e para melhor nos entendermos.

Arranca este dia 22 a Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de África, com a sua 1ª Sessão: Os bloggers da Primavera Árabe, pelas 19h na Tenda.
O debate conta com: Maria João Tomás (moderadora) (Portugal) / Mona Prince (Egito) / Danya Bashir (Líbia) / Yassine Ayari (Tunísia) / Aboubakr Jamai (Marrocos).

MARIA JOÃO TOMÁS (Portugal, 1967) é investigadora no Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais para as áreas do Médio Oriente e do Norte de África, da “Primavera Árabe” e do Mundo Islâmico e é colunista do Diário de Notícias, analisando as mesmas temáticas. Fez o doutoramento em História do Médio Oriente, na Universidade de Basileia e na F.C.S.H. da Universidade Nova de Lisboa, e o mestrado em História do Médio Oriente Antigo, na Universidade da Califórnia, Los Angeles, e na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estudou árabe no ILNOVA e fez uma formação aprofundada sobre o Islão com o Sheik Zabir.
Recebeu várias bolsas, tem artigos publicados em revistas da especialidade, além de participar com comunicações em inúmeros colóquios e congressos internacionais.

 

MONA PRINCE (Egito, 1970) é professora associada de Literatura Inglesa na Universidade do Canal de Suez. É também escritora de ficção, tradutora, poetisa e ativista. O seu último romance, “So you may see”, foi traduzido para inglês e publicado pela AUC (American University in Cairo), em 2011. Participou em diversos programas e fóruns internacionais nos EUA, França, Noruega, Portugal, Marrocos e Síria. Recebeu alguns prémios literários de diferentes associações locais e internacionais. Encontra-se a escrever um livro sobre a revolução egípcia, baseada na sua própria experiência em Tahrir Square.

 

DANYA BASHIR HOBBA (Líbia, 1989) é autora e ativista social. Venceu duas vezes o Concurso de Empreendedorismo Jovem dos Emirados Árabes Unidos. Durante a revolução libanesa, organizou remessas de ajuda humanitária, para tratamentos médicos e necessidades básicas na Líbia. Recentemente participou na conferência “Yahoo Change Your World”, no Cairo, no painel para as mulheres revolucionárias onde discutiu o papel da comunicação social, de modo a garantir os direitos das mulheres na nova Líbia. Também foi destaque em ”20 Empowering Women to be followed on Twitter”, pela Comunidade de Mulheres Empreendedoras, e nomeada pela CNN como Agente para a Mudança.

 

YASSINE AYARI (Tunísia, 1982) é engenheira de network e segurança informática e, também, uma ativista que tem lutado pela liberdade de expressão e de internet na Tunísia. Em 2009, candidatou-se para as legislativas, como candidata independente contra o RCD (Reunião Constitucional Democrática). Em 2010, organizou - Nhar Ala Ammar, uma manifestação contra a censura na internet. Em 2011, candidatou-se para as eleições da assembleia constituinte numa lista independente. Simultaneamente, organizou o movimento “Kelmethom” exigindo que o governo desse os devidos direitos aos mártires e aos feridos da Revolução. É ainda membro fundador do Centro da Tunísia para a Justiça Tradicional.

 

ABOUBAKR JAMAÏ (Marrocos, 1968) é o co-editor do site de notícias marroquino Iakome.com e membro não-residente no Ash Center para a Governação e Inovação Democrática da Universidade de Harvard. Começou sua carreira na área financeira, como cofundador do primeiro banco de investimento independente de Marrocos, em 1993. Entre 1997 e 2007, foi redator e editor do principal semanário marroquino Le Journal Hebdomadaire. Em 2008, foi professor convidado na Universidade de San Diego, onde lecionou cursos sobre o Islão Político e a Política no Médio Oriente. Os seus artigos têm sido publicados em diversos órgãos de comunicação social (The New York Times, Time Magazine, El País, Le Monde, Le Monde Diplomatique). Recebeu o Prémio Internacional da Liberdade de Imprensa do Comité para a Proteção dos Jornalistas, em 2003. Foi selecionado pelo Fórum Económico Mundial como um Jovem Líder Global para 2005.

Consulte aqui a restante programação.

21.06.2012 | por joanapereira | fundação Gulbenkian, norte de africa

Próximo Futuro - tá a vir!!!!!! 12 de maio

É já no mês de Maio que arranca oficialmente a nova temporada de actividades teórico-práticas do Próximo Futuro, marcando assim a entrada no seu terceiro ano de existência.

Iniciado em Janeiro de 2009 como um exercício de investigação e criação sobre a realidade pós-colonial no triângulo Europa-África-América Latina e Caraíbas, este Programa tem proposto diversas abordagens culturais e artísticas através da realização de workshops de investigação e conferências, espectáculos de teatro e dança, concertos, ciclos de cinema e exposições, procurando reflectir sobre as novas “vizinhanças” no espaço e no tempo. E como elas fazem sentido num presente cheio de contestações sociais e mudanças políticas (ou a sua tentativa) nesta geografia triangular e nas suas ramificações!…

12 de Maio realiza-se precisamente o 5.º workshop de investigação, aberto ao público interessado e dedicado ao “ESTADO DAS ARTES EM ÁFRICA E NA AMÉRICA DO SUL”. 

 À semelhança dos anteriores, é organizado em parceria com centros de estudos universitários e conta com as comunicações de:

o      Magdalena López (Centro de Estudos Comparatistas/UL, dedicada aos “Imaginarios post-utópicos en la actual narrativa cubana”;

o      Margarida Louro e Francisco Oliveira (Centro de Investigação de Arquitectura, Urbanismo e Design/FAUTL), com “Casas para um planeta pequeno. Arte, Arquitectura e Território: a condição urbana contemporânea dos Musseques em Luanda”;

o      Mirian Tavares (Centro de Investigação de Artes e Comunicação/ESTC-UA), em torno do “Cinema Africano: um possível, e necessário, olhar”;

o      Sara Martins (Dept.º de Sociologia/Goldsmiths College), sobre “A Arte da Fronteira: Notas sobre a problemática da circulação artística em território africano”.

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04.04.2011 | por martalanca | antónio pinto ribeiro, fundação Gulbenkian, próximo futuro