África, os quatro rios, de António Pinto Ribeiro

22.05.2017 | por martalanca | Africa, antónio pinto ribeiro, livro

Conversas Sobre a Mesa: As Percepções das Culturas Africanas na Arte – Diálogos e Inspiração a 24 Maio 2013, no ISCTE-IUL

Comedians’ Handbill, 1938 Paul Klee (German, 1879–1940)

Durante o início do século XX, a estética da escultura tradicional africana tornou-se uma poderosa influência na obra de diversos artistas europeus responsáveis por movimentos avant-garde e pelo desenvolvimento da arte moderna, dos quais sobressaem nomes como Henri Matisse, Pablo Picasso ou Paul Klee.

São os artistas deste período os primeiros a desenvolver um interesse estético e artístico pelas colecções de objectos oriundos das colónias africanas, que, um pouco por todas as capitais europeias, tornadas metrópoles de impérios coloniais em expansão, são reunidas em museus de cariz etnográfico.

A progressiva valorização da arte do continente africano fez-se acompanhada por intensos movimentos culturais que reclamavam a importância do pensamento e criatividade africana nas suas várias vertentes, literatura, música ou artes plásticas, intimamente ligados aos debates políticos suscitados por intelectuais que reclamavam a independência das colónias africanas.

Na era contemporânea  pós-colonial, a influência da estética e processos tradicionais africanos está tão profundamente embutida na prática artística que raramente é evocada. A crescente globalização do mundo da arte, que inclui agora artistas contemporâneos africanos, torna cada vez mais discutível qualquer termo que pressuponha uma divisão clara entre arte ocidental e não-ocidental.

É nos esforços para compreender, de modo abrangente, os fundamentos estéticos dos primórdios do modernismo que a investigação das influências africanas na arte moderna permanece relevante hoje.*

O propósito deste nosso encontro é o de reflectir sobre a forma como as culturas africanas foram,  e continuam a ser, fonte de inspiração  artística em todo o mundo. Importa, também, realçar os modos como os diálogos culturais sempre foram feitos de forma recíproca e assentes em influências multilaterais.

 O mapeamento, a compreensão, e as percepções destes movimentos são objecto de estudo de diversos investigadores e artistas.

Este é um dos muitos pontos em que se vai centrar o nosso debate.

* Baseado no texto de Murrell, Denise. “African Influences in Modern Art”. In Heilbrunn Timeline of Art History. New York: The Metropolitan Museum of Art, 2000. http://www.metmuseum.org/toah/hd/aima/hd_aima.htm (April 2008).

 

Moderação

Carla Henriques

Nasceu em Moçambique. Jornalista na RDP África (RTP) há 17 anos, onde foi coordenadora de informação durante mais de uma década. Formada em Ciências de Comunicação, frequentou o Mestrado em Relações Internacionais. Realiza e produz o programa sobre cinema nos países de língua portuguesa – GRANDE PLANO. Colabora com o programa de cinema da Antena 1 - CINEMAX . É consultora do Shortcutz Porto, júri e curadora de festivais de cinema. Convidados

Ismael Sequeira
Artista Plástico de origem são-tomense, desenvolve e participa em diversos projectos na área artística e cultural em Portugal e em São Tomé e Príncipe. Actualmente faz parte do núcleo fundador da Plataforma Cafuka.

Victor Pinto da Fonseca
Director da Plataforma Revólver - Para a arte contemporânea, autor e administrador da Artecapital - Magazine de arte contemporânea, curador de exposições e colecionador de arte. Nasceu em Luanda, vive e trabalha em Lisboa.

António Pinto Ribeiro
Fundação Calouste Gulbenkian

 

24 de Maio | 17h00-19h00 | Auditório Afonso de Barros, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

 

Organização: África Mostra-se 2013 e Centro de Estudos Africanos do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

22.05.2013 | por raul f. curvelo | África Mostra-se 2013, antónio pinto ribeiro, Carla Henriques, Centro de Estudos Africanos, ISCTE-IUL, Ismael Sequeira, The Metropolitan Museum of Art, Victor Pinto da Fonseca

Próximo Futuro - tá a vir!!!!!! 12 de maio

É já no mês de Maio que arranca oficialmente a nova temporada de actividades teórico-práticas do Próximo Futuro, marcando assim a entrada no seu terceiro ano de existência.

Iniciado em Janeiro de 2009 como um exercício de investigação e criação sobre a realidade pós-colonial no triângulo Europa-África-América Latina e Caraíbas, este Programa tem proposto diversas abordagens culturais e artísticas através da realização de workshops de investigação e conferências, espectáculos de teatro e dança, concertos, ciclos de cinema e exposições, procurando reflectir sobre as novas “vizinhanças” no espaço e no tempo. E como elas fazem sentido num presente cheio de contestações sociais e mudanças políticas (ou a sua tentativa) nesta geografia triangular e nas suas ramificações!…

12 de Maio realiza-se precisamente o 5.º workshop de investigação, aberto ao público interessado e dedicado ao “ESTADO DAS ARTES EM ÁFRICA E NA AMÉRICA DO SUL”. 

 À semelhança dos anteriores, é organizado em parceria com centros de estudos universitários e conta com as comunicações de:

o      Magdalena López (Centro de Estudos Comparatistas/UL, dedicada aos “Imaginarios post-utópicos en la actual narrativa cubana”;

o      Margarida Louro e Francisco Oliveira (Centro de Investigação de Arquitectura, Urbanismo e Design/FAUTL), com “Casas para um planeta pequeno. Arte, Arquitectura e Território: a condição urbana contemporânea dos Musseques em Luanda”;

o      Mirian Tavares (Centro de Investigação de Artes e Comunicação/ESTC-UA), em torno do “Cinema Africano: um possível, e necessário, olhar”;

o      Sara Martins (Dept.º de Sociologia/Goldsmiths College), sobre “A Arte da Fronteira: Notas sobre a problemática da circulação artística em território africano”.

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04.04.2011 | por martalanca | antónio pinto ribeiro, fundação Gulbenkian, próximo futuro

Siga a programação - Seminário Terceira Metade - MAM-RJ

já podem acessar às falas do primeiro dia do seminário Terceira Metade, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

ONTEM Terça-feira, 29/03

14h — Sessão de Abertura: Célestin Monga, Economista do Banco Mundial, autor de “Niilismo e Negritude”; Omar Ribeiro Thomaz, Antropólogo e Historiador; Goli Guerreiro, Antropóloga, autora de “Terceira Diáspora: o porto da Bahia”

17h — Produção e circulação de tecnologia e imaginários: António Pinto Ribeiro, Ensaísta, escritor, programador da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa); Adélia Borges, Curadora da Bienal Brasileira de Design de 2010, investigadora em design; Alessandra Meleiro, Investigadora, presidente Instituto Iniciativa Cultural (São Paulo).

HOJE Qua.30/03
14h Curadorias, tráfegos, mobilidade
Paul Goodwin, Stina Edblom, Daniel Rangel 
17h Espaços na Cidade
Ana Vaz Milheiro, Ângela Mingas, Paola Bernstein Jacques  

30.03.2011 | por martalanca | antónio pinto ribeiro, Terceira Metade

6ª Sessão dos Encontros MINDELO… temos cultura?

Mindelo, uma cidade no arquipélago do Mundo

Sessão de encerramento

Dia 15 de Março, 3ª feira às 18h no M_EIA (Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura)

António Pinto Ribeiro (ensaísta e programador cultural)

Abertura de Irineu Rocha da Cruz e Rita Lobo

14.03.2011 | por martalanca | antónio pinto ribeiro, Mindelo