“Namíbia, Não!” encerra temporada em Salvador e se prepara para 3 apresentações em Portugal

Próximo fim de semana traz a última oportunidade para baianos conferirem a peça que há 2 anos faz sucesso em todo o Brasil.

Está chegando ao fim a temporada de Namíbia, Não! em Salvador. A montagem faz seu último fim de semana no Teatro Sesc Casa do Comércio (Caminho das Árvores), sábado e  domingo, dias 30 e 31 de março, às 21h e 20h, respectivamente. No mês de maio, a convite da Funarte, segue para 3 apresentações na Cidade do Porto, pelas comemorações do “Ano do Brasil em Portugal”.

“Temos viajado pelo país com a peça, mas realizar a temporada de comemoração dos dois anos de em Salvador, cidade onde esse esptáculo nasceu, tem um sabor especial. O público baiano pôde rever a história, e aqueles que ainda não tinham prestigiado essa comédia reflexiva, têm uma nova oportunidade. A temporada ainda contou com a novidade de trazer o ator Sérgio Menezes,  amigo e parceiro de outros espetáculos, que entrou no projeto Namíbia, Não! com toda garra e talento. Que venha o terceiro ano, com as novidades que o tempo nos dará!”, declara Aldri Anunciação, ator e autor do texto do espetáculo.

Jamile Amine/Comunika PressJamile Amine/Comunika PressO argumento parte da seguinte situação hipotética: o ano é 2016 e o governo brasileiro decreta que todos os cidadãos de melanina acentuada sejam deportados para um país da África. Com humor e inteligência, a partir do confinamento de 2 primos em um apartamento por causa desta absurda Medida Provisória, o espetáculo provoca uma discussão sobre a situação do negro no Brasil atual.

Namíbia,Não! é dirigida por Lázaro Ramos, estreou em março de 2011 no Teatro Castro Alves, em Salvador, e já se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Brasília. Desde o seu lançamento contabiliza mais de 35 mil espectadores.

Desde sua estreia Namíbia,Não! tem acumulado importantes consagrações, validando sua qualidade artística. Contemplada com os Prêmios Braskem de Teatro 2011 e Myryam Muniz 2010, ambos na categoria Melhor Texto (autoria de Aldri Anunciação), recebeu recentemente o Prêmio Portal R7 de Melhor Texto de Teatro em 2012, escolha que deu-se através de votação popular, tendo mobilizado mais de 100 mil votantes.

O texto Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação, foi  tema de palestra em Colóquio Internacional Sobre Literatura Brasileira Contemporânea realizado em parceria pela Freie Universität de Berlin, Université Paris-Sorbonne (França) e Universidade de Brasília, em Berlim, dias 11 e 12 de março, na Alemanha. Neste evento, a dramaturgia negra brasileira foi objeto de estudo e teve destaque no exterior. Em breve, Namíbia, Não! poderá ser traduzida e publicada em alemão.

28.03.2013 | por martalanca | Brasil, Lázaro Ramos, racismo, teatro

Encontro com Kwame Kondé (Francisco Fragoso), LISBOA

30 de Março às 19 horas:

O Regresso da Poesia às Noites Crioulas do Poço dos Negros
Programa:
19:00 - Apresentação do livro “Espicilégio/Antologia nº 1”, de Kwame Kondé seguido de recital de Poesia
20:30 - Jantar tradicional de Cabo Verde
Sujeito a inscrição prévia por email ou telefone (até dia 29)
Ementa: Linguiça frita; feijoada de feijão pedra; pudim de queijo
Contribuição (jantar + concerto): 13 crioulos (não inclui bebidas)
22:00 - Música ao vivo na voz e violão de PALÓ
Entrada: 3 crioulos
Marcações:
Tel: 21 820 76 57  | info.interculturacidade@gmail.com
Travessa do Convento de Jesus, 16 A, 1200-126 Lisboa

27.03.2013 | por candela | cabo verde, crioulo, poesia

Beyond Entropy Angola

Documentário sobre a construção do primeiro Pavilhão da República de Angola na XIII Bienal de Arquitectura de Veneza 2012.


25.03.2013 | por franciscabagulho | arquitectura, Luanda, urbanismo

a Pequena Galeria - Salão #1 (Inauguração)

Salão #1 (Inauguração)


“a Pequena Galeria” abriu ao público na quinta-feira dia 21 de Março com a exposição Salão #1 (Inauguração) apresentando obras de Ágata Xavier, António Júlio Duarte, Augusto Cabrita, Carlos M. Fernandes, Carlos Oliveira Cruz, Céu Guarda, Filipe Casaca, Guilherme Godinho, Jordi Burch, José Cabral, José M. Rodrigues, Mário Cravo Neto, entre outros.

“a Pequena Galeria” é um projecto colectivo que ocupa um pequeno espaço de exposição, informação e comercialização de arte, tendo a fotografia como interesse preponderante. Pretende ser um lugar diferente, à procura de novas fórmulas de produção e distribuição, atento às actuais condições do mercado e decidido a promover o coleccionismo.

Os seus fundadores - Carlos M. Fernandes, Guilherme Godinho, Carlos Oliveira Cruz, Alexandre Pomar, Bernardo Trindade, Luís Trindade e Ágata Xavier - associam diversas experiências e relações com a arte e a fotografia, nos campos da criação, da crítica e investigação, da edição e também nas áreas do comércio livreiro e da realização de leilões.

O nome que escolhemos recorda a história e a ambição de The Little Galleries of the Photo-Secession, a galeria fundada em 24 de Novembro de 1905 por Alfred Stieglitz e Edward Steichen.

A inauguração decorre nos dias 21 (18-21h.), 22 (18-24h.) e 23 (16-21h.) de Março.

Horário da galeria (a partir de dia 27 de Março):
Quarta - Sexta: 18:00 - 20:00
Sab: 16:00 - 20:00
Endereço | Avenida 24 de Julho 4CLisbonPT.
Tel. | 218 264 081
facebook

23.03.2013 | por herminiobovino | exposição, fotografria, galeria, lisboa

African? I Guess, Nástio Mosquito, BERLIM

A última apresentação de Nástio Mosquito na Europa, este ano, será transmitida ao vivo na Internet; Live Stream. Hoje às 23H (hora Alemã) Nástio apresenta “African? I Guess.”, pela útima vezna HAUS DER KULTUREN DER WELT em Berlim, Alemanha.

A DZZZZ ArtWork convida aqueles que não estão em Berlim a juntarem-se a nós e, quem tem amigos, família, cães, gatos e pássaros em Berlim enviem-nos na nossa direcção!!

http://www.formerwest.org/Front

[Trabalhos feitos em colaboração com BOFA DA CARA, Jorge Palma, Kennedy Ribeiro, Pedro Rocha, Gabi Ngcobo entre outros farão parte da performance.]

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DZzzz - less a name than a sound – Cucumber Slice, African, conqueror, philosopher, businessman. Whoever dwells a while in the universe of Angolan artist Nástio Mosqutio, finds himself without ground under his feet: a plethora of names, voices and possible identities. Mosquito‘s form is the monologue, subtle spoken word poetry, as surreal as it is ironic. “My mother calls me António Nástio da Silva Mosquito always followed up by ‘I’ve warned you!’” he introduces himself.

At the beginning of his performance African? I Guess in Karlsruhe Mosquito talks, whispers, yells invisibly from the darkness. As I watch the show, I can’t help thinking of the words of art critic and curator Colin Richards on the work of Moshekwa Langa“You’re unsettled, you’re undone, because you can’t place him and consequently you don’t know where your place is”. And yet, unlike Langa, Mosquito is not primarily interested in questions of identity. With the symbolic withdrawal of the person, positions appear in the foreground. “I am here to question the information you have”, says his alter ego Nástia in the video work Nástia answers Gabi. And thus his voice asks from the Off: “What are you going to do with your education?”.

22.03.2013 | por franciscabagulho | angola, arte contemporânea, performance

Campanha de assinaturas: oferta do livro "Luuanda"‏ - Le Monde diplomatique

Como assinar o Le Monde diplomatique - edição portuguesa;

Os preços das diferentes modalidades de assinatura da versão papel do Le Monde diplomatique - edição portuguesa estão na seguinte tabela:

  |Contin. e Reg. Autónomas |Europa |Resto Mundo|
Normal Estudante 1
1 ano € 40 € 30 € 64 € 75
2 anos € 75 € 50 € 117 € 128

 

A assinatura da versão em papel do nosso jornal pode ser feita de um dos seguintes modos: 
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Vale postal ou cheque (traçado, para maior segurança) à ordem de: Outro Modo, Cooperativa Cultural, CRL;
Pagamento on-line através de cartão de crédito / PayPal.

No caso de pagamento por vale postal ou cheque, estes devem ser enviados para: 
Outro Modo, Cooperativa Cultural, CRL Apartado 22510, EC Socorro, 1147-501 Lisboa.

No caso de efectuar o pagamento por transferência bancária pode enviar o comprovativo da mesma para a morada acima ou preencher o seguinte 
formulário de confirmação de transferência.

Para pagar on-line aceda à respectiva página: 
Pagamento com cartão de crédito / PayPal.

web

  • 1. [1] Mediante envio de fotocópia / digitalização do cartão de estudante actualizado

21.03.2013 | por herminiobovino | jornal, literatura, literatura angolana

Projecto Tumbuctu – Biblioteca Pública da Plataforma Gueto

Ao contrário do que nos tenta passar o discurso eurocêntrico e mono-histórico, que retrata África como um lugar sem escrita e como tal sem história, nós temos uma longa e linda história. Além das maravilhosas tradições orais que devemos preservar e divulgar, temos também um história escrita que não foram os europeus que passaram para papel. Desde há cinco séculos que a Europa tenta reescrever a história de África a partir do seu espelho e da sua noção de desenvolvimento, tudo isso para justificar a sua exploração. Nos últimos dois séculos  multiplicaram-se os escritos racistas mascarados de ciência.

Cabe-nos “exumar” a nossa história e esclarecer irmãos e irmãs sobre o grande contributo dos povos africanos e das nossas civilizações para o mundo.

Tombuctu, do império de Songhay no Mali, foi um dos maiores centros de conhecimento do mundo e ainda hoje se continuam a descobrir livros de lá que revelam o grande saber astrológico, matemático, geográfico, teológico, literário de África antes do colonialismo e que foi inclusive amplamente aprendido e usado na Europa.

Assim o projecto Tombuctu quer emprestar todos os livros pessoais dos membros da Plataforma Gueto a pessoas da nossa comunidade que queiram usufruir desses livros para aprenderem e para que discutamos, cada vez mais amplamente, a nossa história e actualidade e para que lutemos por um futuro de auto-determinação onde falemos em voz própria.

A grande maioria dos livros difundidos nas escolas e universidades e outras instituições tornam invisível o nosso contributo, mas existem vários livros de políticos, historiadores, poetas, romancistas, guerreiros, africanos e africanas que te podem devolver um orgulho no teu passado e um sentido para o teu futuro.

“Até que os leões possam contar a sua história a caça glorificará sempre o caçador” – Provérbio africano.

No Séc. XVI, Tombuctu, contava com uma população de 25.000 habitantes, com ricos comerciantes e numerosos artesãos.

O geógrafo árabe Leão, O Africano, escreve que se vendiam aí numerosos manuscritos árabes vindos da África do Norte, e que o comércio dos livros era muito próspero. Contavam com 150 a 180 escolas do Corão.

A mesquita de Sancoré recebia os mais célebres e constituía uma verdadeira universidade. Aqui se ensinava teologia, direito corânico, literatura árabe, história, geografia, matemáticas e astronomia.

Foi aqui que foram escritos, nos séculos XVI e XVII, os dois primeiros grandes livros históricos redigidos por Sudaneses, que transcreveram em árabe as tradições relativas aos estados negros (Ghana, Mali, etc.): O Tarikh-el-Fettach e o Tarikh-es-Sudão.

História da Guiné e Ilhas de Cabo Verde, PAIGC 1974

De todas as cidades de Songhai, Tombuctu foi a mais importante sob o domínio de Aksia, o Grande, e dos seus sucessores…Tombuctu transformou-se no seu centro comercial e intelectual. As suas escolas de teologia, leis, história, ou outros estudos tornaram-se conhecidas em todo o mundo muçulmano (incluindo a Andaluzia – 
sul de Portugal e Espanha). Eruditos de terras distantes chegavam para ensinar e para aprender. Nos finais do século XV essas escolas formavam um grupo de “faculdades” como as universidades de Oxford e Paris nos primeiros tempos.
Muitos dos escritores e professores de renome da África Ocidental, cujos nomes ainda são lembrados e cujos livros ainda são estudados, viveram e ensinaram em Tombuctu.

À Descoberta do Passado de África, Basil Davidson, 1978.

Alguns livros recomendados pela Plataforma Gueto:

fonte

21.03.2013 | por herminiobovino | literatura, literatura africana, mali

Mestrado Estudos Africanos, candidaturas até 3 de Abril, ISCTE, LISBOA

Mestrado em Estudos Africanos, ISCTE - 2ª fase candidaturas até 3 de Abril 2013 - Inicio das aulas 15 Abril 2013

20.03.2013 | por franciscabagulho | Estudos Africanos

A invisibilidade da morte entre populações migrantes em Portugal, LISBOA

Clara Saraiva. CRIA/FCSH-UNL

8 de abril, 18H00-20h00, Edifício ID, Piso 4, Sala Multiusos 2, FCSH-UNL

Apesar dos estudos realizados em torno da recente condição de Portugal enquanto país de imigração, têm sido negligenciadas algumas questões importantes relacionadas com os estados de sofrimento e morte – ‘estados de aflição’ – dos imigrantes. A morte, em particular, é um tema difícil mas crucial que não tem sido tocado nos estudos sobre imigração. Como é que os imigrantes percepcionam a morte e a incorporam na conceptualização da diáspora? Como é que os diferentes grupos de imigrantes conceptualizam o sofrimento e a morte nos outros grupos? Como é que os portugueses olham para a morte dos imigrantes, um assunto pouco discutido mas que gera preconceitos e mistificações variadas? Numa sociedade ocidental em que a morte se tornou um tabu, e que é pensada como algo que só acontece aos outros, este distanciamento face ao último rito de passagem da vida pertence à esfera do mito e do preconceito – a invisibilidade da morte. Para os imigrantes, ela é uma realidade com que têm de lidar e que frequentemente determina o tão ambicionado regresso temporário a casa. A morte é aqui vista não apenas como um momento no tempo, mas como um processo, que envolve estados emocionais específicos e que desencadeia o uso de rituais para lidar com a inevitável angústia que tende a adquirir aspectos ainda mais complicados quando se está longe de casa.

Propomos analisar os níveis múltiplos que a morte toca, desde os mais simbólicos aos mais práticos. A morte é uma dimensão onde a abordagem transnacional é obrigatória – juntamente com o debate crítico sobre o sentido do ‘transnacional’ e as suas características multifacetadas— já que encerra uma intensa circulação, não apenas de bens materiais e riqueza, mas também de universos significativos e simbólicos que circulam juntamente com os bens e as pessoas: o corpo, mas também os espíritos e as relações com o outro mundo que as pessoas trouxeram para a diáspora. Esta comunicação pretende desconstruir noções preconceituosas acerca do que acontece aos mortos imigrantes e olhar a “gestão da morte”, incluindo representações simbólicas bem como aspectos práticos, tais como os processos legais para repatriamento dos corpos. Esta análise será feita a partir dos dados de trabalho de campo com populações guineenses com base no trabalho com associações de imigrantes e com outras instituições envolvidas no processo—hospitais, agências funerárias, autoridades diplomáticas e de fronteira e instituições religiosas—e ainda no confronto com as percepções que os portugueses, como sujeitos em interacção no país de acolhimento, têm acerca da morte dos imigrantes.

19.03.2013 | por franciscabagulho | corpo, morte

Towards Cosmopolitan Geographies of Migrations and Sexualities

(proposed session to the II  European Geographies of Sexualities Conference, Lisbon, 5 a 7 September)

Convened by: Paulo Jorge Vieira (Center for Geographical Studies, Institute of Geography and Spatial Planning, University of Lisbon); Andrew Gorman Murray(University of Western Sydney); and Jorge Macaísta Malheiros (Center for Geographical Studies, Institute of Geography and Spatial Planning, University of Lisbon)

 

This session will discuss the inter-relations between the “geographies of sexualities” and the field of population geography, including research on both international and intranational migration. In this sense, this session will map out possible themes that cross different fields of the (inter)disciplinary correlate of gender, sexuality and migration.

Recognizing a multiplicity of research conducted in recent years, this session will discuss the importance of migration and of different forms of mobility in the construction of the subjectivities of non-heteronormative sexualities and a variety of gender expressions and roles (Binnie, 2004). This includes issues akin to what Kath Weston (1995) called the “great gay migration”, discussions  of “queer diaspora”, and the application for political asylum based on sexual orientation (Fortier, 2001 and 2002).

Empirical and/or theoretical papers (in English, Portuguese or Castilian) are welcomed on any theme that deepens the plural understanding of the geographic dimensions of mobility, internal and international migration, including:

  • Genders, Sexualities, Mobilities and Migrations;
  • Sex Work and International Migration;
  • LGBT and queer international migration;
  • Queer mobility inside of national territories;
  • Post-Colonialism, Sexualities and Migration;
  • Cosmopolitanism, urban space, sexual and national minorities;
  • Asylum seekers, sexual orientation, gender expression and public policies

 

Deadline for submission is 18th April 2013. Please send a 300 words abstract to Paulo Jorge Vieira (pjovieira@gmail.com) and Andrew Gorman-Murray (a.gorman-murray@uws.edu.au)

 

For more details about the conference, please visit the website: http://egsc2013.pt.to/  

 

19.03.2013 | por martalanca | migration, queer, sex work