'Understory' de Margarida Cardoso

Argumento: Margarida Cardoso Fotografia: Margarida Cardoso, Luís Correia, Miguel Costa Som: Nuno Carvalho Montagem: Pedro Marques, Francisco Costa Produção: Lx Filmes

Culturgest - Grande Auditório11/05/2019  -  21:30

A realizadora Margarida Cardoso (“A Costa dos Murmúrios”, “Yvone Kane”) organiza, nestes “Contos Botânicos”, um extraordinário ensaio pessoal sobre uma planta e todas as suas ramificações culturais e económicas: o cacau. Viajando por São Tomé e Príncipe, Inglaterra e pelo Brasil, a realizadora passeia-se entre passado e presente, desmontando os esquemas da opressão colonial europeia e investigando as possibilidades de uma exploração justa da planta. E nos vários cantos do mundo, são as mulheres que provocam as mudanças. Uma História alternativa, que é uma her-story e uma understory.

24.04.2019 | par martalanca | Cacau, Margarida Cardoso, São Tomé e Príncipe

M-Exhibition | ENERGIAS

Os artistas santomenses da Plataforma Cafuka uniram-se com a missão de projetar a arte e a cultura santomense, e são uma voz ativa no debate sobre o futuro e o desenvolvimento económico e cultural de São Tomé e Príncipe.
Desafiada pela Miranda & Associados a participar no M-Forum e a conceber e organizar a M-Exhibition, a Plataforma Cafuka deu uma resposta curatorial sob o denominador “Energias”.
Para os artistas que fazem parte da Plataforma Cafuka, participar na M-Exhibition e no M-Forum é uma oportunidade para criar, mostrar, preservar e promover, registos plásticos que refletem o quotidiano de São Tomé e Príncipe. 
O eixo central deste projeto é baseado na arte e o seu potencial, não apenas como meio de disseminar o conhecimento dos artistas, mas também como objeto de experiência e oportunidade para gerar uma rutura com o que é conhecido, com o objetivo de refletir sobre o potencial de desenvolvimento do país. 
A Plataforma Cafuka entende ser fundamental a construção de pontes de intercâmbio artístico, através de dinâmicas e parcerias com vista à criação de estruturas  que permitam ampliar a visibilidade dos artistas que integram esta associação. 
Nesse sentido, a parceria com a Miranda & Associados, surge como palco privilegiado para dar voz aos artistas santomenses, contribuindo para o debate de questões fundamentais para a promoção do desenvolvimento das ilhas e do continente Africano em geral.

08.11.2018 | par martalanca | Cafuka, M-exhibition, São Tomé e Príncipe

Espectros de Batepá”: de Inês Nascimento Rodrigues

 

A Cena Lusófona acolhe nas suas novas instalações, no Pátio da Inquisição, em Coimbra, no próximo Sábado, 30 de Junho, a apresentação do livro “Espectros de Batepá. Memórias e narrativas do «Massacre de 1953» em São Tomé e Príncipe”, de Inês Nascimento Rodrigues. A sessão, marcada para as 16h00, conta com a participação de Catarina Martins e Diana Andringa.

“Espectros de Batepá” resulta de um projecto de doutoramento elaborado no âmbito do programa de ‘Pós-Colonialismos e Cidadania Global’ do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (CES/FEUC) e do trabalho desenvolvido no projecto “CROME - Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio: as guerras coloniais e de libertação em tempos pós-coloniais”, do qual Inês Nascimento Rodrigues é investigadora.

Nesta obra – adianta a autora no texto de apresentação – o massacre de 1953 em São Tomé e Príncipe é “encarado não apenas como um evento histórico, mas como um evento cuja dimensão simbólica necessita de ser trazida para o centro da investigação”. “Na impossibilidade de aceder totalmente ao que constituiu a experiência do massacre – explicita –, é através da imaginação e das representações que se podem contar múltiplas memórias do evento”: as que “legitimam as narrativas públicas e/ou oficiais” e outras, “que fazem parte de um processo mais inclusivo, em que se criam espaços discursivos, simbólicos e políticos que permitem articular memórias não-dominantes sobre os referidos acontecimentos”. É aqui que entra a figura do espectro: “O que é que os espectros contam sobre as memórias de Batepá e sobre o colonialismo português nas ilhas? O que é que revelam sobre as relações de poder e sobre a sociedade colonial? O que é que os espectros dizem sobre identidades sociais e grupos marginalizados no arquipélago? Quem escreve o massacre e quem o comemora? Como são desenhados Portugal e São Tomé e Príncipe nestas representações?” – eis algumas das questões a que Inês Nascimento Rodrigues procura responder com o seu trabalho.

Com prefácio de António Sousa Ribeiro e posfácio de Miguel Cardina, o livro é o segundo volume da colecção Memoirs das Edições Afrontamento. Será apresentado em Coimbra pela realizadora e investigadora Diana Andringa e pela investigadora e professora universitária Catarina Martins, com moderação a cargo de Bruno Sena Martins, também investigador do CES/FEUC. A sessão contará ainda – no Pátio do Centro de Artes Visuais, que se associa à iniciativa – com um dj set com sonoridades são-tomenses, por João Gaspar (autor, entre outros, do programa “Magia Negra”, da Rádio Universidade de Coimbra).

Com entrada livre, a apresentação da obra “Espectros de Batepá” é uma das primeiras iniciativas públicas organizadas pela Cena Lusófona nas suas novas instalações, que assim começa a dar a conhecer o novo Centro de Documentação (ao qual já é possível aceder mediante marcação prévia) e a sua sala polivalente.

Inês Nascimento Rodrigues

Licenciada em Jornalismo, com Mestrado em Estudos Artísticos e com 10 anos de experiência de rádio na RUC, Inês Nascimento Rodrigues é doutorada em Pós-colonialismos e Cidadania Global pelo CES/FEUC, com a tese que agora publica em livro. Investigadora do projecto CROME, coordenado por Miguel Cardina e financiado pelo Conselho Europeu de Investigação, tem diversas publicações, entre as quais se destaca o mais recente artigo “Descolonizar a fantasmagoria. Uma reflexão a partir do ‘Massacre de 1953’ em São Tomé e Príncipe” (2018). Os seus actuais interesses de investigação centram-se nos estudos da memória, nas teorias pós-coloniais e nos debates sobre a representação e comemoração das guerras coloniais e de libertação.

25.06.2018 | par martalanca | Batepá, memória, São Tomé e Príncipe

Serviçais, a vida dos trabalhadores contratados nas Roças I STP

Estreou o segundo documentário realizado no âmbito do projecto ROÇAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, criado por Nilton Medeiros e Magdalena Bialoborska. Através de uma polifonia de vozes, o filme Serviçais debruça-se sobre a vida dos trabalhadores contratados que vieram para as roças de cacau e café em São Tomé e Príncipe.
Nos finais do século XIX, depois da introdução do café e do cacau, a abolição da escravatura obrigou os colonos portugueses a contratação de mão-de-obra de Angola, Moçambique e Cabo Verde, que abriria caminho para o trabalho forçado. Esses trabalhadores contratados, chamados também de serviçais, viviam separados da população local. As suas vidas limitavam-se ao trabalho árduo nas plantações.
Com a independência do país e a nacionalização das roças em 1975, o novo estado independente concedeu a plena cidadania e direitos iguais a todos os habitantes.
Passados mais de meio século desde a chegada dos últimos serviçais cabo-verdianos, as antigas barreiras coloniais não desapareceram completamente. Muitos ex-serviçais e seus descendentes ainda vivem à margem da sociedade, remetidos ao seu destino nas roças onde tentam encontrar o seu sustento.

Projeto:
Roças de São Tomé e Príncipe do passado ao presente… que futuro?
Concebido por Nilton Medeiros e Magdalena Bialoborska
Produção: Jerónimo Moniz, Magdalena Bialoborska e Victor Ulisses Avelino Pires
Locução: David João Jochua
Imagem e Montagem: Nilton Medeiros
Assistente de Imagem: Onildo de Guadalupe
Tradução Crioulo: Victor Ulisses Avelino Pires
Música
Filipe Santo
Blue Dot Sessions: album Aeronaut
David Szesztay: album Cinematic
Rocco Granata: album Works
Blue Dot Sessions: album Algea Fields
Blue Dot Sessions: album Bayou Birds
Blue Dot Sessions: album Crab Shack
Borrtex: album Courage and album Creation
All the albums available under Public License in Freemusicarchive.org
52 min
Apoio CST - Companhia Santomense de Telecomunicações | STP Airways  | Universidade Lusíada de STP
Website: https://www.youtube.com/channel/UCm8YVxX5il2TJCH5v0jfFwQ
https://www.facebook.com/projetorstp/
Contacto: projetorstp@gmail.com

06.10.2017 | par martalanca | roças, São Tomé e Príncipe

nem meu nem teu… é nosso / Documentário de Nilton Medeiros e Magdalena Bialoborska

Estreia em Portugal: 11 de dezembro de 2016 | 16h
Sede da ACOSP - Associação da Comunidade de S. Tomé e Príncipe em Portugal,
Portas de Benfica-Edificio do Castelo Norte-PortaB
Apresentação de Abílio Bragança Neto e Augusto Nascimento
Duração: 25min
Novembro, 2016

Monte CaféMonte Café
Website:
https://www.facebook.com/nemmeunemteu.nosso/
Trailer:

Sinopse
São Tomé e Príncipe é um pequeno país insular situado no Oceano Atlântico a cerca de 300 km da costa oeste africana. No início do século XX quase toda a superfície do arquipélago era ocupada pelas roças, estruturas agrárias que surgiram para produzir em grande escala duas culturas introduzidas nas ilhas, café e cacau. A maioria das roças estavam nas mãos dos portugueses. Entre 1890 e 1920 as quantidades de cacau exportado do arquipélago eram significativas, mas o declínio da produção começou pouco depois.
Com a independência, as roças foram nacionalizadas e nas décadas que se seguiram a produção baixou ainda mais.
Actualmente a maior parte do património arquitectónico está em avançado estado de degradação e a produção de café e cacau é muito reduzida.
nem meu nem teu… é nosso” regista uma polifonia de opiniões sobre a nacionalização das roças em São Tomé e Príncipe.

Realização Nilton Medeiros e Magdalena Bialoborska
Locução David João Jochua
Imagem e montagem Nilton Medeiros
Fotos Arquivo histórico de STP
Produção Magdalena Bialoborska
Música
Filipe Santo
Blue Dot Sessions: album Migration | available under Public License in freemusicarchive.org.
A moment of reflection by Enrico Altavilla | provided by freesoundtrackmusic.com
Monkoto by Kevin MacLeod | licensed under Creative Commons by Attribution 3.0 License, provided by
incompetech.com

Pesquisa bibliográfica
Nascimento, Augusto (2002), Poderes e quotidiano nas roças de S. Tomé e Príncipe: de finais de oitocentos a meados de novecentos.
Pape, Duarte e Rodrigo Rebelo de Andrade (2013), As roças de São Tomé e Príncipe.
Seibert, Gerhard (2002), Camaradas, clientes e compadres. Colonialismo, Socialismo e Democratização em São Tomé e Príncipe.
Silva, Hélder Lains e (1958), São Tomé e Príncipe e a cultura do café.
Tenreiro, Francisco (1961), A Ilha de São Tomé.

Contactos | produção: magdabi@gmail.com | 963 612 816

07.12.2016 | par marianapinho | Magdalena Bialoborska, nem meu nem teu… é nosso, Nilton Medeiros, São Tomé e Príncipe

No Trilho dos Naturalistas | DocLisboa 2016

Durante o Doclisboa, terá lugar a apresentação do SCI DOC, Festival Europeu de Documentário Científico de Lisboa, organizado pela Ciência Viva e a EuroPAWS e produzido pela Apordoc. Neste contexto, serão apresentados os quatro filmes da série No Trilho dos Naturalistas, da autoria de cinco realizadores portugueses cujos filmes têm marcado presença no Doclisboa.

Moçambique
João Nicolau 
2016 • Portugal • 60’ 
O filme aborda quatro dos ecossistemas mais relevantes do território moçambicano – o mangal, os prados de ervas marinhas, os inselbergs e a floresta de miombo – e retraça o movimento da Missão Botânica de Angola e Moçambique de 1963/64. 
23 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Angola
André Godinho
2016 • Portugal • 58’
Em 1927, Luís Wittnich Carrisso, botânico e professor da Universidade de Coimbra, parte para Angola, para estudar a flora e recolher plantas para o Herbário de Coimbra. Em 1937, morre no deserto do Namibe. Cerca de 80 anos depois, retraçamos a sua viagem.
28 out / 11.00, São Jorge – Sala

São Tomé e Príncipe
Luísa homem, Tiago Hespanha 
2016 • Portugal • 59’ 
Há 15 milhões de anos, uma erupção vulcânica deu origem a uma nova ilha no Oceano Atlântico. Uma viagem a São Tomé, à descoberta do presente, retraçando a exploração botânica da ilha feita pelo naturalista Adolpho Frederico Möller, em 1885.
29 out / 11.00, São Jorge – Sala 3

Viagens Philosophicas
Susana Nobre 
2016 • Portugal • 50’
O filme enquadra o desenvolvimento da ciência moderna em Portugal, impulsionado pelo Marquês de Pombal e traduzido nas expedições filosóficas portuguesas, no final do séc. XVIII. Viajamos pelos arquivos, herbários e metodologias de estudo da botânica.
30 out / 19.00, São Jorge – Sala M. Oliveira 

24.10.2016 | par marianapinho | angola, DocLisboa, Moçambique, No Trilho dos Naturalistas, São Tomé e Príncipe, Viagens Philosophicas

Soya Kutu, estórias das plantas medicinais em São Tomé e Príncipe.

Soya Kutu - são Oficinas Criativas sobre o património imaterial e natural Santomense. Em conjunto com terapeutas e parteiras tradicionais, uma etnofarmacóloga e três comunidades locais são produzidas curtas metragens de cinema de animação que contam as estórias das plantas medicinais e os seus usos tradicionais em São Tomé e Príncipe. 

Tendo produzido sete filmes na Ilha de São Tomé. em Agosto de 2012, seis novos filmes – a produzir em Agosto de 2013 – darão a ver as tradições e usos das plantas medicinais na Ilha do Príncipe, valorizando as referências culturais que se lhe associam, através de uma prática criativa e participativa. 

A equipa submeteu o projecto a diversos pedidos de apoio, conseguindo garantir até ao momento as despesas de viagem, as comunicações locais e o alojamento da equipa. 
As despesas de viagem para a  Ilha do Príncipe estão asseguradas pela DIRECÇÃO GERAL DAS ARTES e pelo BANCO INTERNACIONAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE; a coordenação local tem o apoio do GOVERNO REGIONAL DO PRÍNCIPE e da FUNDAÇÃO ESSENTIA PRÍNCIPE.

Por garantir estão ainda alguns itens essenciais à realização do projecto  – transportes locaisdespesas de saúde em viagem e material técnico para a realização das Oficinas Criativas.

apoiar o projecto

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01.07.2013 | par franciscabagulho | São Tomé e Príncipe