TEATRO: “Dois Corações Uma Caligrafia” -Adaptação de um conto de Mia Couto

17,25,31 Maio | 21h Centro InterculturaCidade

Adaptação de um conto de Mia Couto pelo Grupo de Teatro Quarto Crescente.
Espectáculo com Jantar Moçambicano sujeito a inscrição prévia por telefone para 21 820 76 57 ou por e-mail para centro.interculturacidade@gmail.com

“Dois Corações Uma Caligrafia” faz parte da obra de Mia Couto “Na Berma de Nenhuma Estrada”. Zuleila e Esmeralda, duas irmãs de sangue e na alma. Ambas traídas pelo mesmo homem e na certeza de saberem mais traições haverá… O mundo feminino oposto ao universo masculino que se impõe a si à sua vontade mesmo quando contrariado… Amores desencontrados e desprezados na voz, ou melhor na caligrafia de dois corações que somente pecam por tanto amar.

Ficha Técnica
Autor: Mia Couto
Adaptação do Conto: Ana Reis
Encenação e Figurino: Ana Reis
Actores: Ana Reis e Carolina P. P.
Música Ronga: Dialecto Landim NHOXANI que quer dizer “alegrem-se”
Música e Vozes: Ana Reis, João Maria Pinto, Zeca Afonso (Carta a Miguel “Djédjé” e “Lá no Xepangara”)
Estúdio: Sonic State
Produção: Quarto Crescente

16.05.2012 | par martacacador | Mia Couto, Moçambique, teatro, Teatro Quarto Crescente

Mia Couto convidado no Câmara Clara, fala sobre o medo de ser devorado

CONVIDADOS: MIA COUTO

A propósito de A Confissão da Leoa, o seu último romance, lançado há dias, Mia Couto fala-nos da sua África e do que há de comum entre a escrita e a caça; das armadilhas da procura de uma identidade estanque; das cicatrizes da colonização (no colonizado e no colonizador); de Luandino Vieira, que foi o seu mestre, e de João Guimarães Rosa, que foi o mestre de Luandino Vieira. Acima de tudo, Mia Couto, fala-nos da necessidade de olhar o passado com verdade. Basta de contarmos mentiras uns aos outros. Esta é também a emissão em que lhe mostramos a exposição sobre Alfredo Margarido, um português brilhante e valente que poucos conhecem; e de Susana Baca, a embaixadora da música peruana que está prestes a chegar a Portugal.

Veja aqui o programa completo

07.05.2012 | par martalanca | Mia Couto

Mia Couto na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

18.10.2011 | par joanapires | escritor, literatura, Mia Couto

Mia Couto fala sobre o Medo

 

aqui

25.09.2011 | par martalanca | Mia Couto

Pelas águas mestiças da história - Paraty

Luana Antunes Costa escolheu a tranquilidade de Paraty como refúgio para escrever os últimos capítulos de sua dissertação de mestrado. O amor pela cidade cresceu durante o ano em que por aqui morou, chegando mesmo a tornar-se colaboradora do Cineclube Paraty. Natural, então, que elegesse a cidade para o lançamento do ensaio, publicado em livro pela Editora da Universidade Federal Fluminense.

O evento acontecerá durante a Flip, no dia 7 de agosto, sábado, às 20h, no estande da Editora da UFF( Rua da Lapa, s/no, em frente à agência do Itaú, no Centro Histórico)

O livro - Em Pelas águas mestiças da história (172p. R$ 25,00), Luana guia o leitor pelos meandros, jogos e propostas engendrados por Mia Couto na narrativa de O outro pé da sereia, romance apontado pela ensaísta como marco de um novo momento na criação literária do escritor moçambicano. Na obra, a pesquisadora realiza uma outra e inovadora travessia por questões históricas e políticas, sobretudo no que se refere à mestiçagem, tema conflitante no país de origem do autor. Importante destacar que Mia Couto pertence àquela que ficou conhecida como a “Geração de 80”, da qual faziam parte os escritores nascidos durante a guerra civil que assolou o país durante um longo período, no pós-independência.

 “Se Mia Couto, com e por seu romance, propõe jogos dicotômicos instigantes, pondo em tensão o local e o global; a tradição e a modernidade; o lírico e o narrativo; etc. Luana, destrançando esse mesmo romance, propõe-nos outros jogos, como os da ficção e da história; do saber ocidental e do saber africano; da colonialidade e da descolonialidade; da realidade e da magia; do centro e da margem e iríamos por aí”, define a professora Laura Padilha, orientadora da dissertação de mestrado que deu origem ao livro.

 

Sobre a autora: Luana Antunes Costa é doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, pela Universidade de São Paulo, e mestre em Estudos de Literatura pela Universidade Federal Fluminense. É tradutora, membro da equipe de tradução da Histoire Générale de l´Afrique, edições UNESCO, e colaboradora do Cineclube Paraty.

07.08.2010 | par martalanca | Mia Couto

Saramago e Mia

'O Imbondeiro da literatura da nossa língua comum', de Benjamim Sabby, 1999'O Imbondeiro da literatura da nossa língua comum', de Benjamim Sabby, 1999Empenho para que os africanos fossem visíveis
O primeiro sentimento que tenho é a generosidade para com os autores, que se manifestou com os escritores de língua portuguesa. Antes de ganhar o Nobel, tinha a generosidade de promover e trazer para a visibilidade os escritores e a escrita dos africanos de língua portuguesa. Não foi só comigo, mas ele ofereceu-se para fazer o lançamento e apresentou o meu primeiro livro de contos, Cada Homem É Uma Raça, lançado aqui em 1989. Já doente, saiu da cama para apresentar Venenos de Deus, Remédios do Diabo. Há uma entrega aos outros, uma dedicação a uma causa, que não era só política, mas a causa dos que estavam longe e dos que não tinham voz. Isso marcou-me muito: a dimensão humana dele.


Mia Couto, Público 20/7/2010

21.06.2010 | par martalanca | José Saramago, Mia Couto

Cinema Moçambicano na Universidade do Algarve

28 de Maio, 18h Anfiteatro 1.4 do CP - Campus da Penha João Ribeiro, realizador moçambicano, apresentará a palestra - “Os Três actos do Cinema Moçambicano: Passado, Presente e Futuro”. Seguidamente, será exibida a curta-metragem “O Olhar das Estrelas” (2002, Fic., 25’), parte de uma série de cinco adaptações cinematográficas de histórias do escritor Mia Couto. 

 

João Ribeiro licenciou-se em Realização e Produção Cinematográfica e de Televisão na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de Los Banõs (Cuba). Trabalhou para o INC (Instituto Nacional de Cinema) de Moçambique. Dirigiu várias curtas-metragens e foi director de produção em Moçambique do filme Blood Diamond de Edward Zwick. É o actual director da TIM (Televisão Independente de Moçambique). A sua mais recente longa-metragem “O último voo do Flamingo”, baseada no livro homónimo de Mia Couto, estreou na semana passada no Festival de Cannes no Pavillon de Monde e ainda em Espanha, no VII Festival de Cine Africano Tarifa (ver na secção Vou Lá Visitar) no passado domingo.

26.05.2010 | par mariapicarra | Cinema Moçambicano, João Ribeiro, Mia Couto, Moçambique, O olhar das estrelas