Arte e memória coletiva - 22/1 LISBOA

Uma mesa-redonda com Ângela Ferreira, David Santos, Irene Pimentel, Mariana Pinto dos Santos, Pedro Lapa.

Com a modernidade, as práticas artísticas visuais preteriram o recurso a uma função mnemónica como forma particular de estruturar uma experiência coletiva.A história, a narrativa, o documento e o comentário tornaram-se formas proscritas. Recentemente, muitos artistas têm vindo a reclamar para o objeto artístico uma dimensão mnemónica, contra a sua instrumentalização mercantil, para que este possibilite formas diferentes da experiência e da própria subjetividade.

Uma atividade realizada no âmbito da exposição Da solidão do lugar a um horizonte de memórias, patente no Museu Coleção Berardo até 28 de abril de 2013.Entrada livre, sem marcação prévia. Para mais informações contacte o Serviço Educativo: t. 213612800, f. 213612900, servico.educativo@museuberardo.pt .

 

18.01.2013 | par martalanca | arte, memória | 0 comentaires

TRÂNSITOS DE MEMÓRIA NAS CULTURAS DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA workshop LISBOA

CENTRO DE ESTUDOS COMPARATISTAS

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

WORKSHOP  NA  FLUL

PRÉ-PROJECTO:

TRÂNSITOS DE MEMÓRIA NAS CULTURAS DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

O projecto incide sobre textos memorialistas (autobiografias, biografias, memórias, relatos, entrevistas) nos Cinco países africanos de língua oficial portuguesa que têm sido publicados, e, a partir deles, levantar algumas hipóteses tanto sobre as novas modalidades das funções cronísticas (dos griots das sociedades tradicionais africanas) assim como acerca da “escrita da nação”, tendo como contraponto o discurso literário.

Dia 22 de Janeiro: reunião interna

Dia 23 de JaneiroWORKSHOP (mediante inscrição)

Horário:10-13 horas

Local: (sala a indicar)

PROFESSORES:

  • ·        Maria Nazareth Fonseca (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Brasil)
  • ·        Inocência Mata (FLUL/CEC)
  • ·        Luís Kandjimbo (CPLP/Universidade Metodista de Angola)
  • ·        Vicky Hartnack (FLUL)
  • ·        Pires Laranjeira (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
  • ·        Mário César Lugarinho (Universidade de São Paulo, Brasil)

TEMAO lugar dos textos memorialistas e o resgate da função tradicional do registo histórico.

  • ·        Os “lugares de memória” e o desconforto da memória
    • ·        A extracção do oral e as fronteiras dos saberes nos Cinco  (países africanos de língua oficial portuguesa)

INSCRIÇÃO (5 euros): imata@fl.ul.pt (até ao dia 18)

 

03.01.2013 | par martalanca | Inocência Mata, memória | 0 comentaires

seminário Arqueologias da Violência, 13 julho, LISBOA

No seminário “Língua Portuguesa e Linguagens Literárias”, do curso de Pós-Graduação em Língua e Cultura Portuguesa, dedicado às diferentes visões e modalidades da violência nas literaturas de língua portuguesa, numa perspetiva comparativa, foi também estudada a literatura enquanto universo da reinvenção da diferença cultural deforma a alargar a compreensão de espaço nacional e transnacional da língua portuguesa, abordando a problemática do binómio língua e expressão e a relação entre Cultura e Imperialismo. Neste contexto, foram abordados os diferentes fundamentos da problemática da designação dos sistemas literários dos países de língua portuguesa, língua portuguesa e expressões literárias, questionando o conceito de lusofonia literária. No encerramento das atividades do seminário, as professoras Inocência Mata e Fernanda Gil Costa e os alunos do Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa e da Especialização em Estudos Portugueses, do Departamento de Língua e Cultura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, convidam a uma reflexão sobre os temas tratados ao longo do semestre, apresentando publicamente os seus trabalhos finais.

Programa

15:00 Sessão de Abertura
Professoras Fernanda Gil Costa (FLUL) e Inocência Mata (FLUL)

15:10 Primeira sessão: LUSOFONIA E LITERATURA(S) LUSÓFONA(S)
Moderador: Professora Helena Buescu (FLUL / Dir. Centro de Estudos Comparatistas)
Ofélia Mendes: “Lusofonia: Realidade ou Utopia? Algumas perspetivas”.
Mafalda Duarte: “A Lusofonia em Eduardo Lourenço: Perspetivas de futuro”.
Thie Silva: “Sincretismo religioso: como a cultura dos dominados coexiste na literatura lusófona”.

16:30 Segunda sessão: REPRESENTAÇÕES DA GUERRA
Moderador: Professora Fátima Mendonça (Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique)
Mara Yurgel: “Guerra e géneros literários em Parábola do Cágado Velho, de Pepetela”.
Estanislau Franco: “Guerra como fator de desestabilização em Parábola do Cágado Velho, de Pepetela”.
Maria João Calais: “Olhando a violência da guerra em Parábola do Cágado Velho, de Pepetela”.
Ludovica Tranfaglia: “A Costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge e o cenário da Guerra Colonial”.
Pausa para café.

18:00 Terceira sessão: VIVÊNCIAS DO TRAUMA
Moderador: Professora Catarina Gaspar (FLUL) Elisabeta Mariotto: “Violência e trauma em A Costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge”.
Raquel Reis: “Lillias Fraser, a máquina do tempo perdido. Um olhar feminino sobre a violência e a História”.
Conceição Pereira: “As ficções de Lillias: uma leitura de Lillias Fraser, de Hélia Correia”.
Miguel Moiteiro: “A enfermeira Inês em As Duas Sombras do Rio, de João Paulo Borges Coelho: de sujeito a objeto”.

19:20 Encerramento
Professora Maria José Grosso (FLUL / Diretora do DLCP)


13 de Julho de 2012 - 15h00
Sala de Vídeo - Faculdade de Letras (junto ao Bar Velho)


10.07.2012 | par candela | faculdade de letras lisboa, guerra, Literaturas de Língua Portuguesa, memória, seminário | 0 comentaires

“Narratives and social memory: theoretical and methodological approaches”,

The team of the research project “Narratives identities and Social Memory” gladly announce the upcoming international seminar “Narratives and social memory: theoretical and methodological approaches”, which will be held at University of Minho, Braga, Portugal, from June 29th to 30th 2012.

The seminar aims to discuss the relevance, impact and consequences of different approaches and currently dominant and emerging theories in the field. In order to do so, it will bring together scholars from a wide range of disciplines in the social sciences and different countries, which are currently working on projects regarding narratives, identities and social memory.

The invited speakers included James H. Liu (University of Wellington, New Zealand), Janos Laszlo (University of Pecs, Hungary), Dario Paez (University of the Basque Country, Spain), Olivier Klein (Free University of Brussels, Belgium), Maria Manuel Baptista (University of Aveiro, Portugal), José Sobral (University of Lisbon, Portugal), Marta Araújo (University of Coimbra, Portugal) and Bruno Souza Leal (Federal University of Minas Gerais, Brazil).

The seminar will dedicate special attention to the role of cultural industries on the (re)construction of ethnic, national, and postnational identities and the way they influence interpersonal and international relations in contemporary world.

The aim of this international seminar is to foster interdisciplinary collaboration by bringing together researchers working on those themes from diverse disciplines in the light of postcolonial perspectives.

In addition to the conferences, there will be workshops about methodological approaches on the study of social representations and narrative analysis software demonstrations.

After the event it will be published an ebook with selected papers.

The Seminar will take place at the University of Minho, Braga, Portugal, from June 29th to 30th, 2012. For further information please contact: nims@ics.uminho.pt, or bookmark and visit again our website which is frequently updated.

29.02.2012 | par martalanca | memória, narrativa | 0 comentaires

HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX 24 e 25 de Fevereiro de 2012

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Sala Multiusos 3, Piso 4, Edifício I&D
INSTITUTO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Linha de Investigação Poder, Cultura & Ideias
Coordenação de José Neves, Luís Trindade, Pedro Martins e Tiago Avó
Apoios: FCT | Institut Français | Instituto Cervantes | FCSH-UNL

com Javier Rodrigo Sanchez, António Monteiro Cardoso, Miguel Cardina, Fernando Ampudia de Haro, Tiago Avó, Luís Trindade, Fernando Rosas, Enzo Traverso, Maria Benedita-Basto, Manuela Ribeiro Sanches, Elisa Lopes da Silva e Manuel Deniz Silva. 

PROGRAMA
24 de Fevereiro
(sexta-feira)

10h15, abertura

10h30 | ESPANHA, VIOLÊNCIA E FASCISMO

Javier Rodrigo Sánchez (Universidad Autonoma de Barcelona)
A este lado del bisturí. Violencia y fascistización en la España sublevada.

11h30 | O SÉCULO XIX PORTUGUÊS

António Monteiro Cardoso (ESCS-IPL, CEHC/ISCTE-IUL)
Violência política em Portugal no século XIX. Memória e História.

15h00 | O ESTADO NOVO

Miguel Cardina (CES-UC e IHC-UNL)
Violência, testemunho e sociedade. Incómodos e silêncios em torno da memória da ditadura.

Fernando Ampudia de Haro (IHC-UNL)
Branquear e revisar: historiografia e política à volta do Estado Novo.

17h00 | A REVOLUÇÃO DE ABRIL
Tiago Avó (Birkbeck College, IHC-UNL)
O lugar do PREC – comemorativismo e memória mediática.

Luís Trindade (Birkbeck College, IHC-UNL)
A construção da memória em torno do 25 de Abril de 1974.

––
25 de Fevereiro
(sábado)

10h30 | O MUNDO DO SÉCULO XX

Fernando Rosas (FCSH/IHC-UNL)
Memória da violência e violência da memória.

Enzo Traverso (Université Jules Vernes Picardie)
L’âge de la Violence.

15h00 | IMPÉRIO E ANTICOLONIALISMO

Maria-Benedita Basto (Université Paris IV)
A política da História: dinâmicas emotivas das transmemórias na escrita do passado no presente em espaços (ex)imperiais.

Manuela Ribeiro Sanches (FLUL-CEC)
Nação, cultura e violência: (trans)nacionalismos na obra de Frantz Fanon e Amílcar Cabral.

E ÀS 18H30, NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO, À MOURARIA, SERÁ LANÇADO O LIVRO “O PASSADO: MODOS DE USAR”, DA AUTORIA DE ENZO
TRAVERSO E PUBLICADO PELAS EDIÇÕES UNIPOP. DECORRERÁ UMA CONVERSA COM ENZO TRAVERSO, ELISA LOPES DA SILVA E MANUEL DENIZ SILVA.

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19.02.2012 | par martalanca | história, império, memória | 0 comentaires

Exposição Correspondência # 3 (Ângela Ferreira + Manuel dos Santos Maia), LISBOA

Uma das coisas que mais curiosidade me dá é que, o estado de vida criado pelo estado novo em Moçambique permitia que as pessoas vivessem lá numa espécie de amnésia daquilo que se estava a passar. Para mim isso é uma das questões que mais me aflige, como é que se gerava essa situação em que era permitido não saber? E a outra grande pergunta que me rói constantemente, como é que também nunca foi compreendido o processo de descolonização e como não foi criado um lobby inteligente de como gerir esse assunto, nem do ponto visto político, nem do ponto de vista da memória.” (Ângela Ferreira)

“A partir de certo momento começo a querer registar, de memória, as histórias de que me lembrava. E claro, nesta altura surge a questão da memória, é impossível ser completamente fiel, restituir tudo, acresce sempre de um ponto quem reconstrói determinada história. Interessa-me esta espécie de plasticidade.” (Manuel dos Santos Maia)

Inaugura 24 Fev. Patente até 26 Março, na Arte Contempo / Rua dos Navegantes, 46-A 1200-732 Lisboa. De 5ª feira a Sábado, entre as 14h30 e as 19h30

Ângela Ferreira nasceu em Maputo (Moçambique), em 1958. Vive e trabalha em Lisboa (Portugal) e na Cidade do Cabo (África do Sul) desde 1992. Expõe regularmente desde 1990. Das suas exposições individuais destacam-se: Ângela Ferreira, Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1990); Sites and Services, South African National Gallery, Cidade do Cabo (1992); Double Sided I and II, Chinati Foundation, Marfa, e Ibis Art Centre, Nieu Bethesda (1996); Casa Maputo: Um Retrato Íntimo, Museu de Serralves, Porto (1999); Em Sítio Algum, Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, Lisboa (2003), Maison Tropicale, representação portuguesa na La Biennale di Venezia, Veneza (2007); e Hard Rain Show, Museu Colecção Berardo, Lisboa e La Crieé, Rennes (2008).

Manuel dos Santos Maia nasceu em Nampula (Moçambique) em 1970. Vive e trabalha no Porto. Das suas exposições individuais destacam-se: alheava – dentro o mar, Salão Olímpico, Porto (2003); alheava – reconstrução, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2004); alheava – reconstrução, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2004); alheava _ reconstituição, Espaço Campanhã, Porto (2009); non _ Extremo do Mundo, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira (2010).

19.02.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, colonização, memória, Moçambique | 0 comentaires