Colóquio Internacional: "Império e Arte Colonial"

Oradores: Eduardo Lourenço, Geoffrey Quilley, Guilherme d’Oliveira Martins, Nuno Júdice, Pedro Lapa, Rui Zink

No âmbito do projeto ArTravel, o Centro de História d´Aquém e d´Além Mar (CHAM) organiza o Colóquio Internacional Império e Arte Colonial, evento que conta com a vinda de conferencistas dos quatro cantos do mundo e que parte da necessidade de refletir sobre o modo como a deslocação entre as ex-colónias europeias e a metrópole inspirou a criação de uma arte que se implantou não só no território nacional mas igualmente se estruturou a partir das antigas províncias ultramarinas.

Partindo da crescente visibilidade do tema a nível internacional, e enquadrando-se o programa numa matriz sedimentada na História da Arte Contemporânea que tem em conta as especificidades da cultura nacional, propõe-se refletir sobre a triangulação Viagem – Criação Artística Colonial – Cultura Contemporânea, feita não só a partir do contexto geopolítico europeu mas igualmente de perspetivas de uma mundivência autoral que permite a mudança de paradigma.

Entrada livre.

VER PROGRAMA

03.04.2017 | par marianapinho | arte colonial, império

Filipa Lowndes Vicente apresenta um novo olhar do Império português na Índia

«Entre Dois Impérios - Viajantes Britânicos em Goa (1800-1940)», de Filipa Lowndes Vicente e editado pela Tinta da China, apresenta uma nova visão do Império português na Índia.

«De um lado, a Índia britânica, no auge do seu projecto imperial; do outro, a Índia portuguesa, em declínio acentuado. Para os viajantes britânicos dos séculos XIX e XX, ir à «Índia do lado» significava transpor fronteiras espaciais e, sobretudo, temporais.

Nesta época, a Índia portuguesa — e Goa em particular — sugeria aos ingleses duas perspectivas: tanto servia de lição histórica sobre os erros a evitar para manter a dominação colonial, como era a ruína-relíquia que nas mãos dos britânicos poderia tornar-se um centro de prosperidade.

Em qualquer destas visões, Goa surgia como um lugar diferente, híbrido, com fronteiras fluidas entre o português e o indiano, e com abundantes sinais visíveis dessa mistura — na arquitectura, na música, na roupa, nas práticas religiosas, na língua, na cultura intelectual, no corpo.

Duas viajantes‑escritoras, o príncipe de Gales, a mulher de um cônsul, vários governadores, reverendos anglicanos, diplomatas, militares, funcionários administrativos e cientistas — foram vários os britânicos que fizeram da sua viagem a Goa uma comparação entre dois impérios.»

28.02.2016 | par martalanca | FILIPA LOWNDES VICENTE, Goa, império

A Construção de um Símbolo

03.03.2015 | par martalanca | império, Padrão dos Descobrimentos

Hand Baggage de Cláudia Alves, os portugueses na Índia, em preparação

Hand Baggage é um filme que reúne histórias e colecciona objectos, fruto da experiência de viagem pela Índia de três amigas de diferentes nacionalidades: portuguesa, indiana e brasileira. Através das personagens que conhecem durante o seu percurso - com partida em Lisboa e destino final Mumbai, passando por Goa, Calecute, Cochin… - questionam-se sobre a presença portuguesa na Índia e reflectem sobre a natureza das coisas que entrelaçam as culturas do Oriente e do Ocidente.

veja o blogue da viagem aqui.

 

15.01.2013 | par martalanca | Goa, império, índia, portugueses

Re-ver os Impérios e os seus objectos de fantasia

05.12.2012 | par martalanca | império

HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX 24 e 25 de Fevereiro de 2012

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Sala Multiusos 3, Piso 4, Edifício I&D
INSTITUTO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Linha de Investigação Poder, Cultura & Ideias
Coordenação de José Neves, Luís Trindade, Pedro Martins e Tiago Avó
Apoios: FCT | Institut Français | Instituto Cervantes | FCSH-UNL

com Javier Rodrigo Sanchez, António Monteiro Cardoso, Miguel Cardina, Fernando Ampudia de Haro, Tiago Avó, Luís Trindade, Fernando Rosas, Enzo Traverso, Maria Benedita-Basto, Manuela Ribeiro Sanches, Elisa Lopes da Silva e Manuel Deniz Silva. 

PROGRAMA
24 de Fevereiro
(sexta-feira)

10h15, abertura

10h30 | ESPANHA, VIOLÊNCIA E FASCISMO

Javier Rodrigo Sánchez (Universidad Autonoma de Barcelona)
A este lado del bisturí. Violencia y fascistización en la España sublevada.

11h30 | O SÉCULO XIX PORTUGUÊS

António Monteiro Cardoso (ESCS-IPL, CEHC/ISCTE-IUL)
Violência política em Portugal no século XIX. Memória e História.

15h00 | O ESTADO NOVO

Miguel Cardina (CES-UC e IHC-UNL)
Violência, testemunho e sociedade. Incómodos e silêncios em torno da memória da ditadura.

Fernando Ampudia de Haro (IHC-UNL)
Branquear e revisar: historiografia e política à volta do Estado Novo.

17h00 | A REVOLUÇÃO DE ABRIL
Tiago Avó (Birkbeck College, IHC-UNL)
O lugar do PREC – comemorativismo e memória mediática.

Luís Trindade (Birkbeck College, IHC-UNL)
A construção da memória em torno do 25 de Abril de 1974.

––
25 de Fevereiro
(sábado)

10h30 | O MUNDO DO SÉCULO XX

Fernando Rosas (FCSH/IHC-UNL)
Memória da violência e violência da memória.

Enzo Traverso (Université Jules Vernes Picardie)
L’âge de la Violence.

15h00 | IMPÉRIO E ANTICOLONIALISMO

Maria-Benedita Basto (Université Paris IV)
A política da História: dinâmicas emotivas das transmemórias na escrita do passado no presente em espaços (ex)imperiais.

Manuela Ribeiro Sanches (FLUL-CEC)
Nação, cultura e violência: (trans)nacionalismos na obra de Frantz Fanon e Amílcar Cabral.

E ÀS 18H30, NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO, À MOURARIA, SERÁ LANÇADO O LIVRO “O PASSADO: MODOS DE USAR”, DA AUTORIA DE ENZO
TRAVERSO E PUBLICADO PELAS EDIÇÕES UNIPOP. DECORRERÁ UMA CONVERSA COM ENZO TRAVERSO, ELISA LOPES DA SILVA E MANUEL DENIZ SILVA.

Continuez à lire "HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX 24 e 25 de Fevereiro de 2012"

19.02.2012 | par martalanca | história, império, memória

Salazar vai ao Cinema

Projecção das edições nº1 (1938) e nº17 (1940) da série de actualidades cinematográficas de propaganda do Estado Novo Jornal Português  e uma apresentação do livroSalazar vai ao cinema II de Maria do Carmo Piçarra.

Após a projecção dos filmes segue-se uma tertúlia. com a autora, o historiador e investigador de cinema Tiago Baptista e o jornalista Luís Salvado, que moderará a conversa com todos os que quiserem participar.

O livro tem um capítulo sobre o “Feitiço do império”, que antecipa (muito sumariamente) parte da informação sobre cinema de propaganda e “império”.
apoio institucional da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.
8 de Julho, a partir das 22h, na Fábrica do Braço de Prata

do Prólogo…

As actualidades cinematográficas nasceram com o cinema mas só na

primeira década do século XX surgiu, em França, o primeiro semanário de

actualidades filmadas. Curtas-metragens de informação, mostravam, no

grande ecrã, acontecimentos recentes e privilegiaram – dada a natureza

espectacular do cinema – os fait-divers, as curiosidades, mas também as

cerimónias, políticas ou militares, que, pela sua grandeza e importância,

despertassem a curiosidade dos espectadores. As actualidades eram filmadas

separadamente e depois eram agrupadas sob um genérico comum que lhes

conferia uma aparente unidade. Integravam o programa de cinema, sendo

mostradas ao público antes da projecção de longas metragens. (…)

08.07.2011 | par martalanca | cinema, Estado Novo, império, Salazar