Debate “História de Angola, as abordagens das diferentes gerações” na UCCLA

No dia 15 de maio, a partir das 17h30, a Mercado de Letras Editores e a UCCLA, a propósito da publicação da 3.ª edição da obra de Alberto Oliveira Pinto - “História de Angola. Da Pré-História ao Início do Século XXI” - propõem-se lançar o debate sobre as perspetivas das diferentes gerações a respeito da História de Angola. Num debate moderado pelo jornalista Fernando Alves, e na presença do Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, vamos contar com os seguintes intervenientes:

- Geração mais jovem: Frederico Lutumba, Helena Wakim Moreno e Júlia Mbumba;

- Geração menos jovem: Adolfo Maria, Alberto Oliveira Pinto, José Ribeiro e Castro e Tomás Gavino Coelho.

08.05.2019 | par martalanca | angola, história

Os muitos Pidjiguitis da História ** Quem tem medo de um sujeito negro?

OS MUITOS PIDJIGUITIS DA HISTÓRIA

conversa e Exposição benefit para o Observatório do Controlo e da Repressão 

8 de Fevereiro, sexta-feira às 18h30 na Biblioteca (49)

Esta sexta-feira, a biblioteca do RDA 49 irá contar com a inauguração da exposição de desenho de Gonçalo Salvaterra, “OS MUITOS PIDJIGUITIS DA HISTÓRIA”. Os donativos oferecidos pelas obras irão reverter na totalidade para o Observatório do Controlo e Repressão (OCR), que tem apoiado o processo judicial dos jovens da Cova da Moura, alvos de uma violência injustificável por parte da PSP. Para sabermos mais sobre este caso, podemos contar com uma conversa com membros do Moinho da Juventude e com membros do OCR. Até lá, ficamos com a apresentação da exposição:
Lembram-se do Pidjiguiti? Provavelmente não. Eu não me lembro, não era nascido, mas a memória histórica deveria existir. E se essa memória histórica não existe, deveríamos perguntar-nos porquê. Um dia, enquanto caminhava pelo porto de Bissau, vi uma escultura. Um punho cerrado, esculpido em homenagem aos mortos no massacre do cais do Pidjiguiti, que a
3 de Agosto de 1959 vitimou às mãos do fascismo e da sua política colonial entre 40 a 70 marinheiros e estivadores. E porquê? porque se manifestavam em torno de melhores salários. Mas que massacre? Porque não aprendi isso na escola? Acima de tudo, que estórias fazem a história de Portugal? Esta exposição que tem como nome, “Os Muitos Pidjiguitis da História” aborda um passado contestado. O passado colonial que tem vindo a ser discutido um pouco por todo o mundo, mas que em Portugal tem sido atrasado pelo mito do “bom” colonizador. Factos históricos como o massacre do Pidjiguiti, tendem a revelar uma outra face do colonialismo, a sua verdadeira face. A versão de um Portugal heróico feito de descobertas, é aqui contestada. Estas figuras grotescas, carregadas de carvão, e quase monocromáticas, puxam o lado sombrio que a história oficial tende a não querer pegar. Não há aqui espaço para um Portugal branco!
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QUEM TEM MEDO DE UM SUJEITO POLÍTICO NEGRO
conversa com militantes de movimentos anti-racistas

9 de Fevereiro, sábado às 21h30, no RDA 69
Os recentes acontecimentos no bairro da Jamaica vieram, mais uma vez, demonstrar a forma de intervenção da PSP em bairros predominantemente habitados por pessoas pobres e negras. Apesar das imagens filmadas a partir de um telemóvel deixarem pouca margem para dúvidas, o teor das mesmas não pareceu demover uma grande parte dos meios de comunicação social e dos partidos políticos de um discurso que, em termos gerais, criminaliza as vítimas e defende os autores das agressões. A alternativa «à esquerda» a esta narrativa, pressionada pelo calendário eleitoral, limita-se a encarar o caso como um excesso que não representa o importante trabalho desenvolvido pelas forças de autoridade. A violência policial é então reduzida a um problema de caráter de dois ou três agentes, e não a um
problema estrutural, ou seja, a uma prática para-institucional que visa um determinado segmento da população: excluída, excedentária e racializada.
Os acontecimentos verificados no centro da cidade de Lisboa, poucos dias após a divulgação destas imagens, traduzem a afirmação de um sujeito político que recusa este tipo de categorização e intervenção. A um ato explícito de violência racista, este organiza-se, mobiliza-se às centenas, e ocupa pontos centrais da metrópole, onde sabe que tem impacto.
Para trocar umas impressões sobre estes assuntos, o RDA convida todas as pessoas interessadas para uma conversa.

04.02.2019 | par martalanca | colonialismo, história, negro, violência

NAU! Instalação / Conferências / Concertos / Performance

Todos os fins-de-semana de julho
Praia Homem do Leme (Foz do Porto)
Entrada livre 
Instalação 11h00 – 22h00
Atividades paralelas 19h00 
NAU!
Antecipando a comemoração dos 500 anos passados sobre a circum-navegação marítima por Fernão de Magalhães (1519), chegou a altura de lhe fazer perguntas. Continuamos a aceitar uma História escrita sobre os discursos dos outros: uma narrativa de glorificação, expansionista, colonialista, imperialista. O que ficou de fora desta historiografia? NAU! é uma instalação que usa um contentor marítimo como simulacro, um dispositivo imersivo que procura, também, a emersão: o espectador intervém no espaço, trazendo à tona o avesso do discurso historiográfico da circum-navegação. O exterior da instalação serve igualmente de espaço de encontro, de discussão e problematização públicas do colonialismo e da historiografia, convocando conferências e performances abertas a todos. NAU! procura, usando as palavras de Walter Benjamin, “escovar a história a contrapêlo”.

→ 28 JUL, 19h, Rita Natálio | “Geofagia”
Geofagia’ é a vontade ou hábito de comer terra. Alguns papagaios comem argila vermelha num ato de auto-medicação. Um mito Yanomami começa assim: “Essa é a história dos nossos antepassados que aos poucos se multiplicaram. Ela começa na época em que não havia Yanomami como os de hoje. Os comedores de terra sofriam, porque eles comiam terra. Nós também quase teríamos sofrido, como as minhocas, por cavar a terra e tomar vinho de barro, se não fossem os acontecimentos que seguem.” O modelo colonial, iniciado precocemente por Portugal no século XVI, está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento de uma visão da terra como materialidade particular, um bem de natureza possessiva e usado com fins muito precisos: a extração de recursos naturais e a propriedade privada. Terra é posse e pouco mais. Portugal não come literalmente a terra dos povos nativos, mas “come” vorazmente a sua visão da terra, os seus modos de viver e pensar com os pés na terra. Assim, se para muitos o imaginário da colonização tem a ver com mar e navegação, em Geofagia queremos lembrar os Portugueses como grandes “comedores de terra”, num gesto muito mais próximo do transtorno alimentar do que da medicina.

→ 29 JUL, 19h, Mamadou Ba | “Não, Ainda Não Somos Todos Iguais”
Enquanto o debate sobre racismo em Portugal continuar em larga medida no plano da moral, ou seja, na sua dimensão meramente interpessoal, continuaremos a não ser capazes de enfrentar o seu carácter estrutural. Propomos assim discutir a continuidade histórica do racismo nas suas várias formas de expressão hoje, questionar esta continuidade através do atual debate sobre a memória da empresa colonial e os impactos dos seus legados na sociedade atual, quais os desafios que tudo isso suscita e que possíveis caminhos para romper com esta circunstância.
Programa completo: 
https://issuu.com/cct.tep/docs/desdobravela3-nau-defweb
Informações: 
http://www.cct-tep.com/in.htm
Produção: Teatro Experimental do Porto
Co-produção: Cultura em Expansão / Câmara Municipal do Porto

26.07.2018 | par martalanca | expansão, história, NAU!, viagem

“DESCOBRIMENTOS”: POLÍTICAS, MEMÓRIA E HISTORIOGRAFIA

21 de junho | FCSH | Edifício ID | Sala 0.06

Entre finais do século XX e inícios do século XXI, tiveram lugar em Portugal diversas iniciativas de comemoração dos “descobrimentos portugueses”, assinalando-se, nomeadamente, o quinto centenário da descoberta do caminho marítimo de Portugal para a Índia (1498) e a chegada ao Brasil de uma frota liderada por Pedro Álvares de Cabral (1500). As iniciativas foram em boa parte patrocinadas pelo Estado português, que criou a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses (1986-2002) e se empenhou na organização de grandes eventos internacionais como a Expo’98. Organizado pela revista Práticas da História – a Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, este seminário procura criar um espaço de reflexão em torno desse ciclo comemorativo, para o efeito convocando o testemunho de um dos seus protagonistas, o historiador e comissário da CNCDP (1995-1998) António Hespanha. Ao mesmo tempo, o seminário pretende abrir uma janela de onde é possível igualmente analisar, a partir de quatro estudos de caso, outros tantos contextos de tematização dos “descobrimentos”, da historiografia marítima portuguesa de final do século XIX às políticas museológicas da Lisboa de hoje, passando pelas relações luso-britânicas ao tempo das comemorações henriquinas ou a programação televisiva no Portugal dos anos de 1980.    

10h45 | Abertura do seminário, por Elisa Lopes da Silva e José Ferreira (Práticas da História, ICS-UL)

11h | Jaime RodriguesVicente de Almeida d’Eça e a historiografia marítima em 1898. Comentário de Amélia Polónia.

12h | Stefan Halikowski-Smith e Benjamin JenningsPrince Henry the Navigator and Portuguese maritime enterprise at the British Museum: an exhibition to celebrate the quincentenary of the Infante’s death. Comentário de Pedro Aires de Oliveira.

13h | pausa para almoço

14h30 | Marcos Cardão“A Grande Aventura”. Televisão, nacionalismo e as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Comentário de Tiago Baptista

15h30 | José Neves, Capitalizar a globalização: uma exposição recente em torno da Lisboa Renascentista. Comentário de Nuno Senos.

16h30 | pausa para café

17h | António HespanhaComemorar como política pública. A Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, ciclo 1997-2000. Comentário de Robert Rowland.

Organização: Práticas da História | CHAM | IHC

Coordenação: Elisa Lopes da Silva, José Ferreira, José Neves e Pedro Martins.

www.praticasdahistoria.pt

12.06.2018 | par martalanca | colóquio, descobrimentos, história, memória, seminário

Seminário "As Construções da História de Angola", no ISEG

 

01.03.2016 | par claudiar | história, iseg, seminário

Congresso Internacional "Saber Tropical em Moçambique: História, Memória e Ciência", no IICT

Congresso Internacional Saber Tropical em Moçambique: História, Memória e Ciência resulta de uma parceria interna entre vários projectos do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no âmbito do Programa História da Ciência, e visa apresentar e partilhar estudos e resultados de trabalhos de investigação em curso sobre Moçambique, nas várias áreas do saber científico, parte dos quais desenvolvidos em parceria com instituições moçambicanas.

Refletindo uma história de séculos de contactos, influências e intercâmbios com o Oriente e o Ocidente, Moçambique assume-se no contexto da África Austral como um espaço privilegiado de articulação do continente africano com o Índico e com o Atlântico, atestado pelo crescente número de trabalhos de investigação e de projetos de cooperação. Nesse sentido, este Congresso pretende dar mais visibilidade à investigação que tem vindo a ser feita, criando oportunidades para os investigadores das diversas áreas científicas apresentarem os seus trabalhos contribuindo para dinamizar o interesse por Moçambique e sublinhando o papel desempenhado pela investigação científica e pelo envolvimento direto no desenvolvimento e na cooperação.

Privilegiar-se-á uma abordagem comparativa e interdisciplinar que tenha em conta perspetivas históricas, antropológicas, sociológicas, culturais, económicas, políticas, biológicas e ambientais, incluindo ainda aspetos técnicos do tratamento e preservação do património, que permita não só uma perspetiva histórica em termos regionais e mundiais mas também em termos do reconhecimento da importância dos saberes e do conhecimento científico no contexto atual desta sociedade; sendo que, para tal, o Congresso será também enquadrado por uma mostra documental e material que testemunha e reflete a diversidade e transversalidade da abordagem proposta e a riqueza do património documental e material em que se apoia uma boa parte do trabalho de investigação.

Deste modo, espera-se que este Congresso contribua para uma compreensão mais global e abrangente, que permita uma melhor percepção da situação presente de Moçambique, ajudando a identificar desafios atuais e a cooperar na sua resolução.

Palácio dos Condes de Calheta, Lisboa, 24-26 de Outubro de 2012.
Agenda/Programa
web1, web2
Contacto | IICT/DCH, +351 213600580/1/2
E-mail | congresso.mz@gmail.com

21.10.2012 | par herminiobovino | ciência, conferência, história, Moçambique

Kuxa Kanema - Debate Cinema/ História com Margarida Cardoso e Carlos Maurício

O último debate do ciclo CINEMA/HISTÓRIA é nesta quarta-feira, dia 23, às 18h, na sala multiusos 2 do piso 4 do Edifício I&D da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova.
Margarida Cardoso e o historiador Carlos Maurício debatem “Kuxa Kanema”, documentário da autoria da primeira.Antes do debate será projectado um excerto do filme.Sinopse do filme:A primeira acção cultural do governo moçambicano, logo após a independência, em 1975, foi a criação do Instituto Nacional de Cinema (INC).
O novo presidente, Samora Machel, tinha especial consciência do poder da imagem e de como utilizá-la para construir uma nova nação socialista.
«Kuxa Kanema» quer dizer o nascimento do cinema e o seu objectivo era: filmar a imagem do povo e devolvê-la ao povo.
Mas hoje a República Popular de Moçambique passou a ser, simplesmente, República de Moçambique.
Da grande empresa que foi o INC não sobra quase nada.
Destruído por um fogo em 1991, só restam do edifício as salas e os corredores abandonados, onde alguns funcionários esperam pacientemente a reforma.
Num anexo, apodrecem, esquecidas, as imagens que são o único testemunho dos onze primeiros anos de independência, os anos da revolução socialista. 

22.05.2012 | par joanapereira | cinema, debate, história

HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX 24 e 25 de Fevereiro de 2012

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Sala Multiusos 3, Piso 4, Edifício I&D
INSTITUTO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Linha de Investigação Poder, Cultura & Ideias
Coordenação de José Neves, Luís Trindade, Pedro Martins e Tiago Avó
Apoios: FCT | Institut Français | Instituto Cervantes | FCSH-UNL

com Javier Rodrigo Sanchez, António Monteiro Cardoso, Miguel Cardina, Fernando Ampudia de Haro, Tiago Avó, Luís Trindade, Fernando Rosas, Enzo Traverso, Maria Benedita-Basto, Manuela Ribeiro Sanches, Elisa Lopes da Silva e Manuel Deniz Silva. 

PROGRAMA
24 de Fevereiro
(sexta-feira)

10h15, abertura

10h30 | ESPANHA, VIOLÊNCIA E FASCISMO

Javier Rodrigo Sánchez (Universidad Autonoma de Barcelona)
A este lado del bisturí. Violencia y fascistización en la España sublevada.

11h30 | O SÉCULO XIX PORTUGUÊS

António Monteiro Cardoso (ESCS-IPL, CEHC/ISCTE-IUL)
Violência política em Portugal no século XIX. Memória e História.

15h00 | O ESTADO NOVO

Miguel Cardina (CES-UC e IHC-UNL)
Violência, testemunho e sociedade. Incómodos e silêncios em torno da memória da ditadura.

Fernando Ampudia de Haro (IHC-UNL)
Branquear e revisar: historiografia e política à volta do Estado Novo.

17h00 | A REVOLUÇÃO DE ABRIL
Tiago Avó (Birkbeck College, IHC-UNL)
O lugar do PREC – comemorativismo e memória mediática.

Luís Trindade (Birkbeck College, IHC-UNL)
A construção da memória em torno do 25 de Abril de 1974.

––
25 de Fevereiro
(sábado)

10h30 | O MUNDO DO SÉCULO XX

Fernando Rosas (FCSH/IHC-UNL)
Memória da violência e violência da memória.

Enzo Traverso (Université Jules Vernes Picardie)
L’âge de la Violence.

15h00 | IMPÉRIO E ANTICOLONIALISMO

Maria-Benedita Basto (Université Paris IV)
A política da História: dinâmicas emotivas das transmemórias na escrita do passado no presente em espaços (ex)imperiais.

Manuela Ribeiro Sanches (FLUL-CEC)
Nação, cultura e violência: (trans)nacionalismos na obra de Frantz Fanon e Amílcar Cabral.

E ÀS 18H30, NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO, À MOURARIA, SERÁ LANÇADO O LIVRO “O PASSADO: MODOS DE USAR”, DA AUTORIA DE ENZO
TRAVERSO E PUBLICADO PELAS EDIÇÕES UNIPOP. DECORRERÁ UMA CONVERSA COM ENZO TRAVERSO, ELISA LOPES DA SILVA E MANUEL DENIZ SILVA.

Continuez à lire "HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX 24 e 25 de Fevereiro de 2012"

19.02.2012 | par martalanca | história, império, memória

"Um fim de semana de história e cultura angolana"

 

07.12.2011 | par joanapires | angola, história, história de áfrica

"Henrique Galvão - Um Herói Português" de Francisco Teixeira da Mota

A história de um homem corajoso, sem medo dos poderes instalados que atravessou de forma desassombrada o século XX.

Sobre o Livro
A vida de Henrique Galvão é a de um herói português desassombrado que lutou sempre, com inalterável firmeza e fidelidade, por aquilo em que acreditava. 
Em 1961, Portugal e o mundo foram surpreendidos com o desvio do paquete de luxo Santa Maria, que navegava a caminho de Miami. O comandante dos revoltosos era Henrique Galvão. O que leva um capitão do Exército, antigo defensor de Salazar, a um gesto desta natureza?
Apoiante convicto do Estado Novo, que ajudou a criar ao participar na revolução de 28 de Maio de 1926, Henrique Galvão foi passando de salazarista fervoroso a desiludido pelo rumo da política nacional, até se tornar num acérrimo oposicionista. Como se operou esta transformação, quais os motivos e as circunstâncias  que lhe estão subjacentes? Estas e outras interrogações encontram neste livro uma resposta assente em factos comprovados e política e socialmente enquadrados.
Obra emocionante, baseada em inúmeros documentos inéditos e fotografias nunca reveladas ao público, Henrique Galvão – Um herói português, mais do que uma biografia de uma personalidade singular, é, em definitivo, o livro que faltava para compreender melhor um dos intervenientes mais notáveis da vida política nacional do último século e da História Contemporânea de Portugal.

Sobre o Autor
Francisco Teixeira da Mota é advogado. Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pós-graduado pelo Instituto da Comunicação Social da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Colunista do jornal Público desde a sua fundação, foi co-autor, com Paula Moura Pinheiro, de “Falatório”, programa da RTP 2 dedicado à justiça, e participou em “A Torto e a Direito”, programa semanal na TVI 24. É autor das obras Escrever Direito e Faça-se Justiça!, que reúnem crónicas de temática jurídica e Alves Reis – Uma história portuguesa.

21.11.2011 | par joanapires | história, livro

Mito Elias apresenta SANTO DI 1 BEZ

Mito Elias apresenta SANTO DI 1 BEZ - Mini Doc que procura narrar a história dos Rabelados da Ilha de Santiago num formato Break Beat.

Integrando o Ciclo de Tertúlias subordinado ao tema Reflexões sobre a Cultura Cabo Verdiana
Covidados: José Cunha, José Luís Hopffer e Mito Elias
Livraria Buchholz - Sábado 19 de Novembro às 16:00

16.11.2011 | par joanapires | documentário, história, rabelados

Lançamento da nova colecção de livros com contos e histórias de Moçambique

Apresentação da Escola Portuguesa de Moçambique-CELP e a Fundació Contes pel Món (Fundação Contos para o Mundo - Espanha)

 

Data: Quinta-feira 3 de Novembro de 2011 as 18H.

Local: Centro Cultural Brasil-Moçambique

 

Agenda do Evento

Apresentação do projecto nas mãos do Dr. Calane da Silva.

  1. Lançamento dos livros:

“LEONA, FILHA DO SILÊNCIO”

escrito por Marcelo Panguana e ilustrado por Luís Cardoso e

“WAZI”

escrito por Rogério Manjate e ilustrado por Celestino Mudaulane

  1. Cocktail com os convidados

 

A edição dos livros, enquadrada no projeto de recolha, recriação e edição de livros baseados em histórias tradicionais moçambicanas, visa a promoção da leitura entre os alunos das escolas moçambicanas, a formação dos professores na área da dinamização da leitura e a divulgação do património artístico e cultural de Moçambique. Cada livro da coleção “Contos e Histórias de Moçambique” tem uma tiragem de 5000 exemplares para distribuição gratuita.

 Para mais informações, entrevistas e imagens, favor contactar:

Escola Portuguesa de Moçambique, Teresa Noronha 829054468

TNoronha@epmcelp.edu.mz

Fundació Contes pel Món, Ruth Bañon, 825314810

ruth.banon@contespelmon.org

03.11.2011 | par joanapires | contos, história, Moçambique

América Afro-Descendente | Casa da América Latina

18.10.2011 | par joanapires | africanos, afrodescendentes, história, música afro-cubana

Conversa com o escritor Jean-Yves Loude

No dia 15 de Outubro, às 19h, na livraria Fabula Urbis, haverá conversa com o escritor Jean-Yves Loude, autor do livro Lisboa na cidade negra.

Jean-Yves Loude, etnólogo e escritor, calcorreia a capital portuguesa à procura da história da presença da imigração africana. O autor retoma contactos africanos de viagens anteriores e desenvolve as suas investigações na Lisboa actual, tornando visíveis as influências culturais dos cabo-verdianos, angolanos, guineenses, moçambicanos e são-tomenses, e dá voz a esta comunidade tanto tempo silenciosa. Bisbilhotando na história antiga ao sabor de um jogo das escondidas, apresenta-nos ao mesmo tempo um Lisboa que foi durante séculos a capital europeia mais influenciada por África. Elementos jurídicos, acontecimentos históricos, descrições de quadros ou de esculturas, indícios arquitectónicos juntam ao presente o eco do passado. Em companhia do viajante erudito, que também sabe parar para experimentar gastronomias e músicas, revisitamos Lisboa e descobrimos recantos desconhecidos. Um livro que é um guia cultural maravilhoso e que coloca em paralelo com a mítica “cidade branca” de Alain Tanner esta “cidade negra” misteriosa e encantatória que é a Lisboa africana.

Jean-Yves Loude nasceu em 1950, em Lyon. Aos 20 anos parte em demanda de horizontes remotos na Ásia. A partir daí não parou de conciliar as suas duas paixões: escrever para viajar e viajar para escrever. Todas as suas obras se alimentam duma experiência de alteridade em locais longínquos. Influenciado pela sua formação de etnólogo, ele dá-nos conta da riqueza dos imaginários, empenhando-se no diálogo das culturas. 

Jean-Yves Loude publicou mais de 40 livros : relatos de viagem, poesia, ensaios, romances, para a juventude… 

As suas últimas publicações são: “Coup de théâtre à São Tomé (Actes Sud 2007 - Prix littérature Radio France Internationale) - Tanuk le maudit (Belin 2007 - Sélection du Prix des Incorruptibles) - “Planète Brasília” (Tertium 2008) - “La sanza de Bama” (Belin album 2008) et “Clara au pays des mots perdus (Tertium 2009) .

10.10.2011 | par joanapires | história, imigração africana, lisboa

6ª Conferência do Ciclo «1961: o ano de todos os perigos»

6ª Conferência do Ciclo «1961: o ano de todos os perigos», com o título “Portugueses, mas não tanto…”
Sábado, 24 de Setembro de 2011, às 15h00, nas instalações do CES-Lisboa (Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13, Lj. 117/118).

Programa: Em Setembro de 1961 é abolido o Estatuto do Indigenato, uma das peças legislativas fundamentais do sistema colonial português em África. Numa altura em que os ventos de mudança sopravam em África, o que significou a abolição do Estatuto?
Orador: Adriano Moreira
Exibição do documentário “Catembe” [Moçambique, 1965, 45’], do realizador Faria de Almeida, que procurou fixar nele o quotidiano de um bairro popular de Lourenço Marques. Antes de ter sido alvo de cortes pela censura do regime salazarista, integrava sequências de ficção com sequências documentais. A sua exibição acabou por ser proibida durante o período do Estado Novo.

Enquadramento do ciclo

O ano de 1961 foi, para o regime salazarista, o ano de todos os perigos, vindo a revelar-se como o annus horribilis do ditador. Em distintos contextos, múltiplos acontecimentos marcariam esse ano, prenúncio do final do regime colonial-fascista português. Porque uma das linhas de orientação temática do CES aposta no aprofundar do conhecimento sobre o espaço de expressão portuguesa – e sobre as suas ligações históricas – este conjunto de sessões procura reflectir sobre um espaço unido por várias histórias e lutas.
Em 2011 passam 50 anos sobre esse ano de todos os perigos. Boa ocasião para recordar factos muitas vezes esquecidos, ouvindo os seus protagonistas, enquadrando-os na história comum que une Portugal e os países em que se transformaram – ou se integraram – as suas possessões coloniais.
Logo no início de Janeiro de 1961 tem lugar em Angola um levantamento de trabalhadores da Cotonang, protestando contra as condições de trabalho impostas pela companhia algodoeira. Os protestos são rapidamente reprimidos pelo exército português, mas anunciam o início da luta armada de libertação de Angola, marcada pelo ataque à cadeia de S. Paulo, em Luanda, a 4 de Fevereiro e pelo levantamento armado – que Mário Pinto de Andrade classificava como “jacquerie” – conduzido pela UPA em 15 de Março.
Entretanto, a 22 de Janeiro, elementos do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação – congregando militantes da União de Combatentes Espanhóis e do Movimento Nacional Independente, português – apoderam-se do paquete Santa Maria, da Companhia Colonial de Navegação, que rebaptizam de Santa Liberdade, conseguindo uma cobertura noticiosa internacional e abalando profundamente o regime de Salazar.
Em Abril, a crise vem, não da oposição, mas do interior do regime, através da tentativa de golpe liderada pelo Ministro da Defesa, Júlio Botelho Moniz.
Em Junho, cerca de cem estudantes oriundos das colónias portuguesas em África que se encontram em Portugal abandonam clandestinamente o país, muitos deles para se juntarem aos movimentos de libertação.
A abolição do Estatuto do Indigenato, associado a outras reformas, em Setembro, chega demasiado tarde para travar a acção dos movimentos de libertação das colónias, entretanto reunidos na Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas, CONCP.
A 10 de Novembro, Hermínio da Palma Inácio comanda o desvio do Super-Constellation da TAP Mouzinho de Albuquerque, a fim de lançar sobre Lisboa milhares de panfletos apelando à revolta contra a ditadura.
A 18 de Dezembro, tropas da União Indiana ocupam os territórios de Goa, Damão e Diu. Salazar ordena que as tropas portuguesas lutem até à última gota de sangue, mas o governador, general Vassalo e Silva, recusa-se a obedecer à ordem do Presidente do Conselho e opta pela rendição.
E, na noite de fim de ano, uma tentativa frustrada de assalto ao quartel de Infantaria 3, em Beja, leva à morte do então sub-secretário de Estado do Exército, tenente-coronel Jaime Filipe da Fonseca.

Organização do ciclo: Maria Paula Meneses e Diana Andringa.
Para mais informações, contactar: ceslx@ces.uc.pt

23.09.2011 | par joanapires | angola, conferência, história, regime salazarista

"Comissão das Lágrimas" de António Lobo Antunes

“Um doloroso canto de uma mulher torturada” foi o ponto de partida para Comissão das Lágrimas, o novo livro de António Lobo Antunes. A mulher torturada foi Elvira (conhecida por Virinha), comandante do batalhão feminino do MPLA, presa, torturada e morta na sequência dos terríveis acontecimentos de Maio de 1977 em Angola.

Mas este é apenas um episódio num livro denso e sombrio sobre Angola depois da independência. António Lobo Antunes não quis fazer um livro documental ou uma reportagem “verídica” sobre o que se passou em Angola, antes usou a sua sensibilidade e o espantoso poder evocativo da sua escrita para falar sobre a culpa, a vingança, a inocência perdida.

 

O livro chega às livrarias no dia 30 de Setembro.

14.09.2011 | par joanapires | angola, história, independência

"SOS ANGOLA – Os Dias da Ponte Aérea" de Rita Garcia

Entre Julho e Novembro de 1975, quase 200 mil portugueses interromperam abruptamente uma vida inteira passada em Angola e vieram para Portugal através de uma das maiores pontes aéreas de resgate de civis jamais implementadas.

Aviões da TAP e de várias companhias estrangeiras voaram sem pausas entre Lisboa e África para trazer todos os que quisessem sair das cidades e dos confins de Angola antes da independência. O desespero dos últimos meses e o medo de morrer às mãos dos chamados movimentos de libertação levaram milhares de colonos a correr para os aeroportos à procura de um lugar nos aviões que partiam de Luanda e Nova Lisboa a toda a hora e sobrelotados, com pessoas a viajar em porões e casas-de-banho para aproveitar o espaço ao máximo. Comissários e assistentes de bordo trabalharam sem folgas nesses meses loucos, acompanhando homens, mulheres, crianças, famílias inteiras desamparadas e soldados à beira da morte. As tripulações, exaustas, nunca conseguiram esquecer esses dias, nem as mães que lhes pediam para ficarem com os filhos.

Recuperando esse tempo de angústia e agitação, S.O.S. Angola é um livro dramático e profundamente enternecedor, que revela cada pormenor desta epopeia e evoca as tragédias pessoais de quem teve de sair de África sem nada em direcção a um país desconhecido que, ainda por cima, acabara de viver uma revolução. Para os passageiros da Ponte Aérea, o futuro não podia ser mais aterrador.

 

Rita Garcia nasceu em Lisboa em Julho de 1979. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, é repórter da revista Sábado desde 2005 e autora do livro de reportagens “INEM 25 anos. Recebeu o 2º prémio Henrique de Barros, atribuído pelo Parlamento Europeu em 2003, e o Prémio de Jornalismo Novartis Oncology em 2008.

14.09.2011 | par joanapires | angola, história

Conferência “Ligações Saaro-Senegambianas: o exemplo da qabîla (tribo) Idawalhajj (Sudoeste da Mauritânia)”

O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através das suas linhas de investigação Mundo Novos e Modelos Identitários, em colaboração com o Mestrado em História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (especialidades de História de África e de Estudos Árabes e Islâmicos, e do Doutoramento em História de África da FLUL) apresenta a  Conferência  “Ligações Saaro-Senegambianas: o exemplo da qabîla (tribo) Idawalhajj (Sudoeste da Mauritânia)”, proferida por Francisco Freire, da Universidade Nova de Lisba, que decorrerá no dia 6 de Abril de 2011, das 18h00 às 20h00 na Cave C da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

30.03.2011 | par ritadamasio | conferência, faculdade de letras lisboa, história, mauritania, senegal

Candidaturas comunicações Seminário CE.DO: A Biofísica do Deserto do Namibe: paleontologia, arqueologia e história da região.

Encontra-se aberto até 15 de Agosto o período de candidaturas à apresentação de comunicações e participação no Seminário do CE.DO sob o tema A Biofísica do Deserto do Namibe: paleontologia, arqueologia e história da região.

Este seminário terá lugar em Njambasana, município do Tombwa, no Namibe (Angola) entre os dias 14 e 17 de Novembro de 2010, nas instalações do CE.DO.

Os interessados deverão enviar um resumo da comunicação que pretendem apresentar (até 1.000 caracteres) juntamente com a indicação da filiação institucional para: ce.deserto@gmail.com até ao dia 15 de Agosto. A confirmação da aceitação será enviada até ao final de Agosto, data a partir da qual poderão ser feitas as inscrições no seminário. O programa final do seminário será apresentado em Setembro. As comunicações, bem como outros materiais de interesse para o seminário, serão divulgados e disponibilizados através do site do CE.DO.

 

23.07.2010 | par franciscabagulho | angola, arqueologia, Deserto do Namibe, história, paleontologia