Congresso Internacional SENHORES E ESCRAVOS NAS SOCIEDADES IBERO-ATLÂNTICAS

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa
9 a 13 de Abril de 2013 

Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa (CHC)
Núcleo de Investigação em Ciências Políticas e Relações Internacionais da Universidade de Évora (NICPRI.UÉ)
Sociedade Portuguesa de Estudos do século XVIII (SPESXVIII)

Temas:

Tráficos e políticas económicas
Vivências sociais e estatutos jurídicos Abolicionismos e permanências
Igreja e sociedades coloniais
Mestiçagens
História e ficção
Leituras iconográficas e referências artísticas Problemáticas culturais
História da Escravatura

Oradores Confirmados:

Adriana Dantas (Univ. Estadual de Feira de Santana)
Título da Comunicação: “Libertos e pessoas de cor na Bahia século XVIII, algumas trajectórias”.

Alberto de Carvalho (Faculdade de Letras, Univ. Lisboa)
Título da Comunicação: “A narrativa (romântica) do negro em O Escravo de José Evaristo de Almeida”.

Amândio Jorge Morais Barros (CITCEM, Univ Porto/Instituto Politécnico do Porto)
Título da Comunicação: “Os mercadores do Porto e o tráfico atlântico de escravos”.

Ana Hatherly (CHC, Univ. Nova de Lisboa). Título da Comunicação: A indicar

Ana Maria Ramalhete (IELT, Univ. Nova de Lisboa)
Título da Comunicação: “Do exilado político e do escravo: confluências em Mário de Silva Gaio”.

Ana Paula Tavares (escritora)
Título da Comunicação: A indicar

António de Almeida Mendes (Univ.Nantes – CRHIA, CIRESC - EHESS)
Título da Comunicação: “Escravidão e ‘raça’ em Portugal: perspectivas de trabalho”.

Antonio Fuentes Barragán (Univ. de Sevilha)
Título da Comunicação: Entre la opulencia y el prestigio: grandes propietarios de esclavos en el buenos aires del siglo XVIII.

António Manuel de Andrade Moniz (CHC, Univ. Nova de Lisboa)
Título da Comunicação: Dois Olhares sobre a Escravatura no Século XVI.

António Martins Gomes (CHC, Univ. Nova de Lisboa)
Título da Comunicação: “ Bárbara e Jau: A escravatura em Camões

Arlindo Caldeira (CHAM, Univ. Nova de Lisboa)
Título da Comunicação: “A guerra do mato. Resistência à escravatura e repressão dos fugitivos na ilha de São Tomé Séculos XVI-XVIII”.

Augusto José Moutinho Borges (Instituto Politécnico da Guarda)
Título da Comunicação: “Negros na azulejaria: figurações duma minoria através da arte (Séculos XVII-XIX)”. 

Carlos Almeida (Instituto de Investigação Científica Tropical)
Título da Comunicação: “Dos escravos que se compram e vendem no Reino do Congo e como podem os cristãos ser vendidos depois de baptizados; Discursos missionários sobre a escravidão e o tráfico na região centro-africana”.

Carlos Engemenn (Univ. Salgado de Oliveira, Niterói, Rio de Janeiro)
Título da Comunicação: “Do mercantil ao religioso: algumas reflexões sobre a escravidão do clero na América e sua catequese”.

Célia Maia Borges (Univ. Federal de Juiz de Fora)

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05.04.2013 | par martalanca | escravatura | 0 comentaires

Terror e Aventura, tráfico de africanos e cotidiano na Bahía

18.11.2012 | par martalanca | escravatura, terror | 0 comentaires

Tertúlia Buala # 7, "o que significa ser quilombola?" 16 de maio às 21h

conversas bravias no Zona Franca no Bartô (CHAPITÔ), costa do castelo 

Estreia do documentário Kilombos de Paulo Nuno Vicente e conversa com o autor e convidados (José Eduardo Agualusa e Margarida Santos Lopes): 

“o que significa ser quilombola no Brasil contemporâneo? Quais os limites e desafios para a representação documental de uma identidade em fluxo?” 

Documentário KILOMBOS

Um homem desenha os limites da sua terra. Com um pequeno ramo de sapucaia, tenta um mapa de traços intuitivos, irregulares, mas mentalmente exatos. Clack! Quebra-o em duas porções imperfeitas para apresentar, neste chão de terra ocre, uma cartografia coletiva. Almeida é esse homem. É-o aqui e agora em Matões dos Moreira, no estado do Maranhão. Ligando vértices granulados, o retângulo é agora de pó e com isso, acreditar-se-ia à primeira impressão, vago e composto de matéria volúvel. Mas os seus traços são precisos: na exata medida em que reconstrói pelo traço uma comunidade que é, antes de mais, mental – Benedict Anderson chamar-lhe-ia “imaginada” – a sua cartografia é uma extensão caligráfica da sua identidade. Ou como diz Emília: «Nós não sabemos onde está Matões de acordo com o conflito. Mas na nossa cabeça, na nossa memória, na nossa história nós sabemos onde estamos». O sentido de pertença a uma identidade extravasa a fronteira do medo. Ser quilombola é estar para lá do lugar. Uma imagem perdura para lá do que representa. «Kilombos» é uma tentativa de cartografia antropológica para os antagonismos do Brasil contemporâneo, metonímia oral do globalizante e do ancestral em fluxo.

04.05.2012 | par martalanca | escravatura, quilombos | 0 comentaires

Tertúlia #6 Buala + Roots + (in)visível: a escravatura, ontem e hoje

13.02.2012 | par martalanca | escravatura | 0 comentaires

ROOTS

| A. PEDRO CORREIA | ABRAÃO VICENTE |
| FEFE TALAVERA | ISABEL LIMA | JORGE DIAS |
O LAC - Laboratório de Actividades Criativas está neste momento a desenvolver o projecto ROOTS.
Trata-se de uma residência artística, que pretende abordar o tema da escravatura através de uma visão contemporânea, criando novas rotas e fluxos transculturais, através da reflexão da diversidade cultural dos países outrora colonizadores e colonizados e as suas influências na criação de uma miscigenação global e plural, questionando e identificando as raízes desse processo.
ROOTS remete-nos duplamente para o significado original da palavra, quer no sentido de ter sido o escravo arrancado das suas raízes ancestrais, quer para as raízes que, com o passar do tempo e de sucessivas gerações, foram criadas nos países de destino moldando a sua identidade cultural contemporânea como, por exemplo, se torna evidente nos casos do Brasil e Cabo Verde. Remete-nos ainda para a ideia de rota, percurso e viagem, porta de partida e de chegada, de que a cidade de Lagos é exemplo e participante activo.
Já em residência artística no LAC, encontram-se Fefe Talavera (Brasil), Abraão Vicente (Cabo Verde), Jorge Dias (Moçambique), Isabel Lima (Inglaterra) e A. Pedro Correia (Portugal), num processo criativo individual e /ou colaborativo que culmina numa exposição que dará a ver as obras desenvolvidas, promovendo o contacto com as comunidades artísticas da região e com os diversos tipos de públicos.

O Programa inclui ainda Conexões ROOTS, um painel de conversas informais em torno da escravatura que inclui diversos convidados em presença e depoimentos virtuais e ainda no decorrer da exposição um ciclo de cinema.

O LAC aproveita esta ocasião para lançar o seu novo website www.lac.org.pt com uma secção exclusivamente dedicada ao programa ROOTS. Acompanhe as actividades através do nosso site ou ligue-se ao LAC através das Redes Sociais ou de Subscrição de Newsletter.

ROOTS decorre no LAC com o seguinte programa:

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
24 de Outubro a 12 de Novembro

EXPOSIÇÃO ROOTS
12 de Novembro a 30 de DezembroDe quarta a sábado, das 16h às 19h.
Inaugura no dia 12 às 21h

CONEXÕES ROOTS
Conexões ROOTS é um encontro informal que pretende estimular a reflexão sobre os princípios que suportam a criação desta residência. Pensado para discutir as várias visões que se têm da escravatura, quer na sua matriz histórica onde se articula no conhecimento levantado pelos estudos arqueológicos mais recentes, quer nas conexões estabelecidas por alguns intervenientes na contemporaneidade.

5 de Novembro Manhã, 11h: visita ao Mercado dos EscravosTarde, 14h30: Urdir teias na contemporaneidade | Como as provas materiais desmentem a notícia literária

 

Conexões presenciais:

Rui Loureiro - Historiador

Maria João Neves - DRYAS - Arqueologia

Fernandes Dias - AFRICA.CONT

Conexões digitais:
César Piva (Brasil) Gestor Cultural - Incubadora Cultural do Audiovisual e das Novas Tecnologias.

Mary Hark (EUA) de Design - School of Human EcologyUniversity of Wisconsin-Madison

Conversam com:

Jorge Rocha - Artista Plástico

Rui Parreira - Arqueólogo

 

FESTA 5 de NovembroUm dia dedicado à partilha de culturas por via da alimentação e de outras manifestações artísticas.
CICLO DE CINEMA24 de Novembro, 1 e 8 de DezembroUm conjunto de filmes esboçam o olhar triangular sobre cinematografias que se cruzam no espaço atlântico.
LANÇAMENTO DO CATÁLOGO ROOTS
8 de Dezembro

 

O LAC – Laboratório de Actividades Criativas é uma associação cultural sem fins lucrativos formada em 1995 e com sede na Antiga Cadeia de Lagos. O edifício projectado por Cottinelli Telmo e cujos alicerces estão edificados sobre um antigo convento, é um local com história fazendo parte integrante da cidade. Construído com outros objectivos, revela actualmente uma dicotomia interessante entre prisão / reclusão VS espaço de criatividade / liberdade; ao tornar-se espaço de criação reconverteu assim os moldes da sua existência, agora as celas são espaço de ateliê para artistas e a sua utilização e trabalho contribui para a revitalização do edifício, dotando-o de uma nova história. A associação é um espaço de residências artísticas com 13 anos de existência que tem como prioridade desenvolver e alargar o PRALAC – Programa de Residências Artísticas no LAC, com o objectivo principal de dinamizar e promover a criação artística na região e especialmente na zona do Sudoeste Algarvio.
O LAC é uma estrutura apoiada pela Presidência do Conselho de Ministros e Direcção Geral das Artes.

31.10.2011 | par joanapires | diversidade cultural, escravatura, residências artísticas, roots | 0 comentaires

Memórias do Esquecimento

André Cicalo fez um documentário sobre o esquecimento da memória escrava no Rio de Janeiro. O filme dura 30 minutos, e chama-se Memórias do Esquecimento (Memories on the Edge of Oblivion) e pode ser visto online de graça e por todo mundo aqui. 

Despite the central place that Rio de Janeiro played in the Atlantic slave trade until the end of the 19th century, traces of this past remain largely hidden in the urban landscape. This forgetting is not simply a random phenomenon; it also relates to the ideal of racial democracy which has been used to downplay racial inequalities in Brazil in the name of national mixture. But although barely visible, the memory of a slave past has not been erased completely; it emerges ambiguously, but also powerfully, in the daily life of Tia Lúcia and Alder, the main characters of this film.

14.10.2011 | par martalanca | escravatura | 0 comentaires

escravatura na revista (in)visível

A abolição da escravatura é, inegavelmente, um importante marco transnacional na lenta construção de sociedades mais justas. Séculos de debate culminaram na eliminação da escravatura das leis e constituições da maior parte dos países do mundo. Enquanto fenómeno, a escravatura mantém-se, todavia, como flagelo real, presente e invisível.

Hoje, numa sociedade fustigada pelo agudizar das desigualdades sociais, pelos desequilíbrios geo-financeiros entre Estados e pela perda de direitos de amplas camadas de população, parece revalidar-se o diagnóstico de António Vieira quando, há muitos séculos, fez notar o desequilíbrio dialéctico entre os “senhores, poucos” e “os escravos, muitos”. A palavra escravidão assume múltiplas e tentaculares acepções.

O apelo à participação que lançamos prende-se justamente com o modo como este tema, ‘escravatura’, evoca um passado que lhe ditou a abolição, interpelando simultaneamente um presente que o relança e redefine. Do tráfico de seres humanos às migrações clandestinas, em fenómenos legíveis a partir do desfavorecimento económico, exploração sexual, invisibilidade(s) sociais… reclama-se visibilidade para uma temática que parece ter regressado, definitivamente, dos anais da história passada para o quotidiano das estórias presentes.

 

Outras informações:

A Revista (In)visível aceita artigos científicos, contribuições fotográficas, textos poéticos ou prosa originais, entre outros.

A Revista (In)visível publica trabalhos originais em Português.

Na apresentação dos originais, devem respeitar-se as seguintes instruções:

1. Os artigos não devem exceder 40.000 caracteres.

2. Devem ser enviadas à direcção da revista, em suporte informático, por correio electrónico para invisivel.revista@gmail.com.

3. Cada artigo deve ser acompanhado de um resumo, com o máximo de 750 caracteres

4. Cada autor/a deve enviar uma breve nota biobibliográfica, que não exceda 500 caracteres, e o endereço postal e electrónico.

5. Todas as citações devem ser traduzidas.

 

Mais informações acerca das normas de publicação podem ser lidas através aqui.

13.10.2011 | par martalanca | escravatura, invisível | 0 comentaires

JÓIAS NEGRAS DO IMPÉRIO

CICLO DE CINEMA FICHEIROS DA IMIGRAÇÃO   

Comemorando os cem anos da abolição oficial da escravatura, este documentário é um dos raros trabalhos realizados sobre a história dessa prática em Portugal, desde as caravelas que, em 1444, “descarregaram” os primeiros 235 escravos africanos em Lagos.

Documentário Anabela Saint-Maurice, Portugal ⁄ RTP Ano 1998 Duração 55’

 

ver programa

 

11.07.2011 | par martalanca | escravatura, imigração | 0 comentaires

“Os Africanos em Portugal: História e Memória (séculos XV- XXI)

A exposição “Os Africanos em Portugal: História e Memória (séculos XV- XXI) inaugurada na passada 5ªfeira estará presente na Torre de Belém até dia 05 de Junho.
A autoria e coordenação é da Profª Isabel Castro Henriques, uma das mais proeminentes figuras da cena académica no que diz respeito aos Estudos Africanos em Portugal. O objectivo da exposição é retratar cronologicamente as relações dos africanos com Portugal desde a sua chegada aos dias de hoje.
O continente africano e os africanos ocupam um lugar central na problemática das relações de Portugal com outros homens, outras culturas e outros mundos ao longo da História, “pela longa duração dos contactos, pela natureza das formas relacionais, pela força da sua presença no imaginário português”, citando a autora. A presença de Africanos tem sido contínua até aos dias de hoje e difere por exemplo da presença dos romanos ou dos árabes que vinham para Portugal para cumprir objectivos pessoais. Os africanos vieram como escravos (duzentos e quarenta africanos desembarcaram no porto de Lisboa da primeira vez) e só depois da abolição da escravatura no séc. XVIII, pelo Marquês de Pombal, é que lentamente se foram integrando na sociedade portuguesa.


A exposição é apresentada em vários painéis compostos por textos e fotografias relativas aos sete temas:
1-      Africanos: Uma nova mercadoria (séc. XV- XVI)
2-      Bairro do Mocambo em Lisboa
3-      A Integração dos Africanos (séc. XVI- XIX)
4-      A desumanização dos Africanos
5-      Estratégias Africanas
6-      Permanências e Mudanças (séc. XVIII- XX)
7-      Novas Dinâmicas Africanas (Depois de 1974)
O interesse da UNESCO nesta exposição vem também na sequência da extraordinária e recente descoberta feita em Lagos.  A Camâra Municipal preparava-se para construir um parque de estacionamento quando teve que acabar com as obras de uma vez por todas pois foi encontrado um cemitério- ou que seria na altura a lixeira- com 155 esqueletos de homens, mulheres e crianças africanos escravos (muitos dos esqueletos ainda se encontram com as mãos atrás das costas como se pode ver em fotografia, na exposição).
Segundo a UNESCO, este cemitério é único na Europa  e provavelmente o mais antigo do mundo.  O Comité Português UNESCO “ A Rota do Escravo” assumiu a edição e o apoio da exposição.
Contou também com os apoios do ACIDI (Alto Comissariado para a Integração e Diálogo Intercultural),a Fundação Calouste Gulbenkian, a FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia), a Fundação Portugal Africa, o IPAD, e a UCCLA (União da Cidades Capitais de Língua Portuguesa).

10.05.2011 | par ritadamasio | africanos em portugal, arquelogia, colonização, dinamicas africanas, escravatura, fotografia, relações de portugal com africa | 0 comentaires