YONAMINE | LUZ VEIO, LUANDA

 

 

 

 

 

 

Exposição de Yonamine

no Espaço Cultural Elinga Teatro

OPENING 11-12-13, 19H 

Largo Tristão da Cunha 17   Luanda, Angola 

05.12.2013 | par franciscabagulho | angola, arte contemporânea africana, yonamine

Another day of life

Filme baseado no livro “Mais um dia de vida”,  de Ryszard Kapuściński. Realização: Raul de la Fuente & Damian Nenow

07.11.2013 | par franciscabagulho | angola, Kapuscinski

MCK & Paulo Flores - Nzala Remake


Olindomar Estúdio, cartoonistas angolanos traduziram a forte mensagem de MCK e Paulo Flores em Desenhos Animados no tradicional modelo D2, num extraordinário conceito que reduz o nosso quotidiano em imagens pintadas a lápis. O video pertence a saga “ Proibido Ver Isto” e foi realizado por Nelo Tumbula.
Masta K 2013 

30.09.2013 | par franciscabagulho | angola, cartoon, música

Curto e Grosso - Episódio XII - Amor jamais é velho


De Nástio Mosquito & Vic Pereiró

web

25.07.2013 | par herminiobovino | angola, Luanda, performance, videoarte

No Por No, Yonamine, Porto

Exposição de YONAMINE “No Por No”, na Galeria Nuno Centeno . 
Inauguração 6ªfeira, dia 5 Julho_2013, às 22h.
(presença do DJ Mr. Isaac). Patente até 6 de Agosto | 2013
terça a sábado | 15h - 20h
 
A Galeria Nuno Centeno tem o prazer de apresentar pela primeira vez no Porto o artista Yonamine residente em Lisboa.
No Por No, ou antes No Porno, evoca temas fortes envoltos durante muito tempo no secretismo habitual das sociedades modernas: o Sexo, a Pornografia e as relações amorosas.
Yonamine acredita que chegou o momento de os ver expostos tal e qual como eles são de uma forma crua, objectiva e sem rodeios morais ou estéticos.
As obras aqui apresentadas formam uma instalação site-specific escura e monocromática, com as características a que já nos habituou.
Frequentemente mordaz, concebe obras intensas e polémicas que mais do que censurar ou criticar determinado assunto, pretendem antes sensibilizar a opinião pública.
Marcada por fortes convulsões políticas e sociais a sua vida reflecte-se directa e explicitamente na sua obra. Aborda sobretudo temas de índole política, económica e social, mas não só. Para esta exposição decidiu como diz, “resolver uma necessidade antiga” que é o debate público em torno da sexualidade e das relações amorosas, temas ainda tabu. Interessa-lhe a liberdade plástica que essas mesmas temáticas lhe podem proporcionar.
O conjunto da sua obra caracteriza-se pelo uso de diferentes técnicas sobre suportes também eles diversificados. A estética urbana, a serigrafia, a simbologia, a semiótica, o vídeo e o papel são os elementos mais constantes na sua obra. 

Yonamine nasceu em 1975 em Luanda, Angola. Tem exposto com regularidade em exposições individuais e colectivas das quais se destacam: No Pain, Salzburger Kunstverein, Salzburg, Austria; Control Z, Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa; ZonaMaco, Project Room, Cidade do México; Tuga Sauve, 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa; O Castelo em 3 Actos: Assalto, Destruição, Reconstrução, curadoria Paulo Cunha e Silva, Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura; Dipoló, AIRspace, Culpeper and Upper Main galleries, Nova Iorque; 29a Bienal de São Paulo, São Paulo; A Museum is to Art what a great Translator is to a Writer, Galeria Baginski, Lisboa; Katchokwe Style, IX Sharjah Biennale, Sharjah, UEA, curadoria de Isabel Carlos; Check List Luanda Pop, Pavilhão Africano da 52a Bienal
de Veneza.

04.07.2013 | par candela | angola, arte contemporânea

Se eu fosse angolano - Novo álbum de Nástio Mosquito

A DZZZZ ArtWork apresenta:
“Se eu fosse angolano”Novo álbum de Nástio Mosquito.



Em Julho numa plataforma perto de si!!!


DZZZZ Enterprises | Empresa de Consultoria na Área do Entretenimento, Artes Visuais e Performativas.
Rua Joaquim Rodrigues da Graça, Nº58, Bairro Azul.
Tel. +244 939 19 00 25
E-mail: dzzzzent@gmail.com
Website: www.dzzzz.info
Luanda - Angola 

03.07.2013 | par herminiobovino | angola, música, música angolana

Os Kuduristas - Angola to the World BATTLE FOOTAGE UPDATE | online

VIDEO UPDATE - STREET BATTLE FOOTAGE FROM EUROPE | Amsterdam, Paris

Afropop Worldwide

KUDURO

15.06.2013 | par raul f. curvelo | Afropop Worldwide, angola, kuduro, os Kuduristas

Antonio Madiata plays the lungoyi-ngoyi | online

Antonio Madiata, a player of the lungoyi-ngoyi, or traditional 2-string Kongo fiddle, plays his own composition in Mbanza-Kongo, Angola on July 11, 2012. Videography by Ned Sublette. Ned Sublette’s work in Angola was undertaken with the support of a 2012 Knight Luce Fellowship for Reporting on Global Religion, a program of the University of Southern California’s Knight Chair in Media and Religion.

Hip Deep Angola, Part 3: A Spiritual Journey to Mbanza-Kongo by Afropop Worldwide on SoundCloud - Hear the world’s sounds

13.06.2013 | par raul f. curvelo | Afropop Worldwide, angola, António Madiata, Ned Sublette

1ªs Jornadas Científica - Pedagógicas do Departamento de Línguas e Literaturas Africanas, 20 - 21 de Junho 2013

Uma das funções primordiais das Instituições do Ensino Superior é promover e aprofundar o debate sobre as transformações das sociedades contemporâneas. A sociedade Angolana passa, também, por essa dinâmica académico-científica. Nesse âmbito, torna-se imprescindível considerar a interpenetração entre as realidades configuradas pela lógica da construção do Estado-Nação e as dinâmicas político-sociais instauradas pelas contantes mobilidades de pessoas, culturas e circulação de informações produzidas pela sociedade cada vez mais globalizada.

Para tal, urge a necessidade de discutir e fomentar a troca de conhecimentos que contribuam para a edificação, orientação ou mesmo reiteração de categorias conceptuais que façam frente a complexidade dos desdobramentos sociais acima referidos produzidos por essas mobilidades. As relações socioculturais, políticas e económicas construídas na e pela dinâmica do trinómio local, regional e global intensificam as interdependências entre essas dimensões. Além disso, evidenciam as limitações de velhos referenciais cognitivos que foram pensados e desenvolvidos a partir dos limites apresentados pela formação e reprodução das sociedades contemporâneas.

A tarefa a qual as Ciências da Educação, assim como as Ciências Sociais e Humanas se vêm, hoje, obrigadas é a de desenvolver referenciais cognitivos que possam lidar teórica e metodologicamente com a compreensão dos sentidos do movimento ritmado entre instabilidades e estabilidades produzidas pelas novas dinâmicas sociais.

Continuez à lire "1ªs Jornadas Científica - Pedagógicas do Departamento de Línguas e Literaturas Africanas, 20 - 21 de Junho 2013"

11.06.2013 | par martalanca | angola, línguas nacionais, literatura africana

Festival Teatro de Inverno em Maputo, de 25 de Maio a 23 de Junho

Decorre de 25 de Maio a 23 de Junho a décima edição do Festival de Teatro de Inverno, em Maputo, onde irão participar grupos de teatro das cidades moçambicanas de Maputo, Matola e Beira, e ainda de Angola e do Brasil.

O festival, organizado pela Associação Cultural Girassol, conta com a participação de 19 grupos, amadores e profissionais, que irão actuar, até 23 de Junho, em vários espaços da cidade de Maputo: Teatro Mapiko, Teatro Avenida, Centro Cultural Franco-Moçambicano e Cine Teatro Gilberto Mendes.

O evento, que começou no dia 25 de Maio, prevê, até dia 2 de Junho, no Teatro Mapiko da Casa Velha, as apresentações das peças: “Sete Irmãos”, “Vinte Minutos da Verdade”, “Kuphanda”, “A Face do Beirense”, “Vinte e Zinco” e “Skhendla – Os Mucavel”, protagonizadas respectivamente, pelas colectividades ECA/Teatro, Nkhululeko, Makwerinho, Malua da Beira, Ximbitana e Gumula.

Nos dias 7 e 8 de Junho, os grupos Machava-Sede, Vana Va Ndleneni, Penumbra e Mundo do Teatro do Brasil actuarão no Centro Cultural Franco-Moçambicano e no dia 9 de Junho o Festival de Inverno volta ao Teatro Mapiko onde serão apresentadas as peças “Anjos e Demónios”, do grupo Makweru, e “Curandeiro à Força” do grupo Casa Velha.

Nos dias 14, 15 e 16 de Junho, o Grupo de Teatro Gungu exibe no Cine Teatro Gilberto Mendes a obra “Salve-se Quem Puder”, enquanto “Os Indeferidos” e “Lá na Morgue”, dos Grupos Chamauarianga da Beira e Mahamba de Maputo, actuarão no Teatro Mapiko da Casa Velha.

Para encerrar o evento, o Grupo Pitabel de Angola apresentará no dia 22 de Junho, o espectáculo “O Preço do Fato: I e II”, e o grupo Girassol de Maputo exibirá, no dia 23,  a peça “A Candidata”.

Programa completo.

web

31.05.2013 | par herminiobovino | angola, Brasil, festival de teatro, Maputo, Moçambique

Hip Deep Angola, Part 4: The Cuban Intervention in Angola | online

LuandaLuanda

The 27 year-long Angolan civil war was also an international crossroads of the Cold War as well as a regional resource war, involving Cuba, the Soviet Union, Zaire, South Africa, and the U.S. When it was over, Namibia was independent, apartheid had fallen, Angola was a nation, and the Soviet Union had ceased to exist. Through music, interviews, and historical radio clips, producer Ned Sublette, author of Cuba and Its Music, tells the story of Cuba’s massive commitment in Africa, from the Cuban Revolution in 1959 and the subsequent independence of Congo, to the end of the Soviet Union in 1991. We’ll talk to guest scholar Piero Gleijeses, foreign policy specialist at Johns Hopkins University School of Advanced International Studies and author of Conflicting Missions: Havana, Washington, and Africa 1959-1976 and the forthcoming Visions of Freedom, and to Marissa Moorman, author of the forthcoming Tuning in to Nation: Radio, State Power, and the Cold War in Angola, 1933-2002, who will share with us rare archival recordings. We’ll talk to Cuban trovador Tony Pinelli, who traveled in a brigada artística playing music for Cuban soldiers and for Angolans, and to Angolan composer, instrument builder, and musicologist Victor Gama, who traveled in remote areas of the interior recording music. And from Cuba, Angola, Zaire, and Portugal, we’ll hear some of the music that accompanied the struggle.

Hip Deep Angola, Part 4: The Cuban Intervention in Angola by Afropop Worldwide on SoundCloud - Hear the world’s sounds

Hip Deep Angola, Part 3

Hip Deep Angola, Part 2

Hip Deep Angola, Part 1

28.05.2013 | par raul f. curvelo | Afropop Worldwide, angola, Cuba, marissa moorman, Ned Sublette, Piero Gleijeses, Tony Pinelli, Victor Gama

Hip Deep Angola Part 3: A Spiritual Journey to Mbanza-Kongo | online

António MadiataAntónio Madiata

To make this unprecedented program, producer Ned Sublette traveled to Mbanza-Kongo, the ancient seat of the Kongo empire located in present-day northern Angola, where he spoke to Dr. Bárbaro Martínez Ruiz, professor of art and art history at Stanford. We’ll learn about the simbi, the spirits that Martínez Ruiz describes as “the multiple power of god”; hear Antonio Madiata play the lungoyi-ngoyi, the two-stringed viola of the Kongo court; attend a session of the lumbu, the traditional tribunal of elders; and talk to a traditional healer. With the help of artist-scholar C. Daniel Dawson, we’ll survey Kongo-Ngola culture in the diaspora – in Brasil, Haiti, Cuba, and more. A SPIRITUAL JOURNEY TO MBANZA-KONGO is supported by a 2012 Knight Luce Fellowship for Reporting on Global Religion. The fellowship is a program of the University of Southern California’s Knight Chair in Media and Religion.

Hip Deep Angola, Part 3: A Spiritual Journey to Mbanza-Kongo by Afropop Worldwide on SoundCloud - Hear the world’s sounds

27.05.2013 | par raul f. curvelo | Afropop Worldwide, angola, António Madiata, Bárbaro Martínez Ruiz, C. Daniel Dawson, Ned Sublette

Hip Deep Angola, Part 2: Kuduro and Beyond | online

DJ SateliteDJ Satelite

Join producer Ned Sublette on the streets of Angola’s big, smoggy, oil-booming capital city of Luanda. Peace came to Angola in 2002 after forty-two years of war, and now everything is different, with construction under way everywhere. The postwar generation of the last ten years communicates via text-messaging and electronic music. The biggest of which is the techno-meets-rap-meets-African-dance style known as kuduro (literally, “hard-ass”). But there’s also the zouk-like couple dance of kizomba, a phenomenon that began in the 80s and still packs in dancers to Luanda clubs, and, on a more underground level, the computer-driven style called Afro-House. We’ll talk to kuduro stars Titica, Cabo Snoop, and the charismatic, comic duo of President Gasoline and Prince Black Gold, and ride to the bairro of Marçal to visit the studio of Afro-House beatmaker DJ Satelite.
Hip Deep Angola, Part 2: Kuduro and Beyond by Afropop Worldwide on SoundCloud - Hear the world’s sounds

24.05.2013 | par raul f. curvelo | angola, Cabo Snoop, DJ Satelite, kuduro, Ned Sublette, President Gasoline and Prince Black Gold, Titica

Hip Deep Angola, Part 1: Music and Nation in Luanda | online

We explore the role music played in the creation of a uniquely Angolan consciousness as the country struggled toward independence in the 1960s and ‘70s after centuries of colonialism. Our guides will be producer Ned Sublette, on the ground in Angola, and Dr. Marissa Moorman, historian of southern Africa, and author ofIntonations: A Social History of Music in Luanda, Angola from 1945 to Recent Times. We’ll hear the pathbreaking group Ngola Ritmos, who dared sing songs in Kimbundu publicly when it was prohibited by the Portuguese. We’ll hear immortal voices from the age when the guitar-driven style called semba ruled, as well as some snazzy ‘60s guitar instrumentals.

▶ Hip Deep Angola, Part 1: Music and Nation in Luanda by Afropop Worldwide

23.05.2013 | par raul f. curvelo | Afropop Worldwide, angola, marissa moorman, Ned Sublette

À descoberta de Angola de Joost De Raeymaeker

deste livro 

23.05.2013 | par martalanca | angola

African? I Guess, Nástio Mosquito, BERLIM

A última apresentação de Nástio Mosquito na Europa, este ano, será transmitida ao vivo na Internet; Live Stream. Hoje às 23H (hora Alemã) Nástio apresenta “African? I Guess.”, pela útima vezna HAUS DER KULTUREN DER WELT em Berlim, Alemanha.

A DZZZZ ArtWork convida aqueles que não estão em Berlim a juntarem-se a nós e, quem tem amigos, família, cães, gatos e pássaros em Berlim enviem-nos na nossa direcção!!

http://www.formerwest.org/Front

[Trabalhos feitos em colaboração com BOFA DA CARA, Jorge Palma, Kennedy Ribeiro, Pedro Rocha, Gabi Ngcobo entre outros farão parte da performance.]

************

DZzzz - less a name than a sound – Cucumber Slice, African, conqueror, philosopher, businessman. Whoever dwells a while in the universe of Angolan artist Nástio Mosqutio, finds himself without ground under his feet: a plethora of names, voices and possible identities. Mosquito‘s form is the monologue, subtle spoken word poetry, as surreal as it is ironic. “My mother calls me António Nástio da Silva Mosquito always followed up by ‘I’ve warned you!’” he introduces himself.

At the beginning of his performance African? I Guess in Karlsruhe Mosquito talks, whispers, yells invisibly from the darkness. As I watch the show, I can’t help thinking of the words of art critic and curator Colin Richards on the work of Moshekwa Langa“You’re unsettled, you’re undone, because you can’t place him and consequently you don’t know where your place is”. And yet, unlike Langa, Mosquito is not primarily interested in questions of identity. With the symbolic withdrawal of the person, positions appear in the foreground. “I am here to question the information you have”, says his alter ego Nástia in the video work Nástia answers Gabi. And thus his voice asks from the Off: “What are you going to do with your education?”.

22.03.2013 | par franciscabagulho | angola, arte contemporânea, performance

Dar e Receber novo single de Faradai, ANGOLA

Dar E Receber (com a participação especial de Gonçalo Clington) é inspirado no programa FM “Canta Angola”, onde tocaram muitos dos grandes nomes da música angolana. É uma homenagem que demostra bem o fervilhar da nova geração de Hip-Hop consciente em Luanda.

Faradai  é membro e produtor do colectivo Jazzmática e membro dos The Grasspoppers. Assina pela kongolotirecords, nova label independente.

OUVIR AQUI

08.03.2013 | par franciscabagulho | angola, hip hop angolano

No Fly Zone. A ironia pós-colonial é plástica

Um ditado popular africano diz que “enquanto o leão não tiver os seus historiadores, a glória vai sempre para o caçador”. A nova geração que cresceu na Angola independente revela com filmes, telas e galinhas empalhadas como o leão sempre teve uma história por contar. Os seis artistas angolanos chegam ao Museu Berardo em Lisboa com uma primeira preocupação de dialogar com os antigos imperadores. O entrave a derrubar é o que descrevem como a “amnésia europeia sobre o passado colonial”. “Finalmente chegou o tempo de tirar a máscara”, diz-nos Fernando Alvim, curador, a par de Suzana Sousa, da exposição “No Fly Zone. Unlimited Mileage”.

“Thirteen Hours”, Binelde Hircam“Thirteen Hours”, Binelde Hircam
Yonamine, Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas, Binelde Hyrcam, Nástio Mosquito e Paulo Kapela (ausente na apresentação) são os artistas que representam a emergência de uma nova geração em Angola. A visão artística desta geração é sempre apresentada em contraste com o preconceito e a generalização ocidental. “Os europeus criaram a sensação de que têm o direito de desenhar os países africanos à sua imagem”, indica Fernando Alvim. As obras apresentadas antecipam o que vai ser a terceira trienal de arte em Luanda. Apesar de serem criações destinadas a uma apresentação específica, a curadora Suzana Sousa lembra que “isto são artistas mais preocupados com um discurso internacional que uma questão angolana”.

“No Fly Zone. Unlimited Mileage” ocupa o primeiro espaço do piso 0, sendo o vídeo O.R.G.A.S.M (Organization Of African States for Mellowness) a nossa primeira introdução à ironia pós-colonial. O autor Kiluanji Kia Henda desconstrói a realidade aparente, tornando o africano o beneficente do europeu. A segunda peça de Kiluanji serve de mote à nova geração. Uma sessão fotográfica mostra as antigas estátuas coloniais de Camões e Afonso Henriques num pré-fabricado, enquanto os pedestais onde estavam ficaram vazios, como se a própria história tivesse estancado.

A maior peça da exposição é “Cara-Show” de Yonamine, composta por recortes de jornais que incidem no período de Angola comunista, em 1976. “No fundo, isto acaba por ser uma versão da história através das minhas recordações de Angola”, explica-nos o artista. Yonamine ao lado dos seus recortes tenta descodificar a simbologia da guerra e da emigração no vídeo Reichsparteitagsgelände. As temáticas de obsessão pós-colonial não conseguem deixar de esconder alguma frustração artística: “Por muito que tente sair desta onda, nunca vou deixar de ser um pós-colonial”, revela Yonamine.

Em “Thirteen Hours” uma galinha caminha pomposa com uma capa napoleónica, enquanto lidera uma turma de outras 22 galinhas empalhadas. Para Binelde Hyrcam, o enredo da humanidade reflecte-se em galinhas vaidosas que caminham em frente de pequenos caixões funerários. “Isto é uma reflexão sobre a falsa vaidade humana e a constante dualidade do poder com a morte”, explica o autor. Binelde não esconde a emoção de revelar ao Museu Berardo uma obra que mistura o funesto com o irónico. “Angola e Portugal estão muito próximos, este intercâmbio cultural seguramente vai ficar na historia”, promete o autor. Na mesma sala, Edson Chagas recupera por sua vez as máscaras que o curador Fernando Alvim pediu que desaparecessem. No primeiro retrato fotográfico, três homens estão com a cabeça tapada por sacos, afogados pelas suas próprias atitudes consumistas. No segundo, as máscaras estão sobre o homem contemporâneo, engravatado e africano.

O vídeo “My African Mind”, de Nástio Mosquito, fecha a exposição, fazendo a ligação com as desconstruções históricas de Kiluanji Kia Henda. As personagens da cultura popular, como Tarzan, Tim Tim ou o filme “The African Queen”, de John Huston, são apresentadas como a visão europeia de uma África ainda desconhecida. “Sem terem visitado o continente africano, os europeus têm logo à nascença uma associação com sida e fome”, explica Nástio, acrescentando que espera “criar uma dúvida nas pessoas no que diz respeito às suas referências populares a África”. O objectivo não é apontar o dedo acusador, mas criar uma plataforma de introspecção e diálogo. “My African Mind” esteve na Tate, em Londres, e agora encontra o seu melhor alvo no público português. “Os portugueses precisam de interagir com África de outra forma, o diálogo tem sido pobre, tem de haver alguma mudança”, apela o artista.

fonte

25.02.2013 | par herminiobovino | angola, exposição, fotografia, lisboa, serigrafia, video

Festival Sons do Atlântico, 2 de Março de 2013

No dia 2 de Março realiza-se o Festival Sons do Atlântico, na Praça Atlântico, em Luanda. A iniciativa conta com a actuação de diversos músicos nacionais e internacionais, como Matias Damásio, Sara Tavares, Vanessa Camargo, Big Nelo, Djeff, P-Square, Yuri da Cunha, Beto Dias, Bruno M e Ary.
O ingresso no Festival custa dois mil kwanzas e estão à venda nos postos Ticket Zone e em todos os centros do Atlântico.



fonte

25.02.2013 | par herminiobovino | angola, festival de música, Luanda

DEATH METAL ANGOLA - filme

The hardest hardcore is Angolan hardcore.

Following nearly 40 years of unrelenting war – with every attendant horror – peace and reconstruction are slowly arriving to Angola. Damaged first by the war for independence from Portugal, Angola was then ripped apart by a devastating civil war that orphaned thousands of children. Huambo, Angola’s second largest city, finds 55 of these children in the Okutiuka orphanage under the care of Sonia Ferreira. Sonia’s boyfriend, Wilker Flores, is a death metal guitarist who uses the brutal sounds and rhythms of this hardcore music as a path to healing, or, as Sonia says, “to clear out the debris from all these years of war.”

DEATH METAL ANGOLA tracks Wilker and Sonia’s dream – to stage Angola’s first-ever national rock concert, bringing together members from different strands of the Angolan hardcore scene from different provinces – as it unfolds in fits and starts against the bombed out and mined backdrop of the formerly stately Huambo. Rubble and deconstructed spaces provide scenic reminders of why
hardcore music has gained a foothold.

What initially looks like a Quixotic undertaking gains momentum, aided by social media and propelled by members of the various branches of the death metal hardcore underground, who join together to stage the event. Raucous and righteous, DMA’s look at a rock show off the grid is fulfilling, haunting, and real.

06.02.2013 | par martalanca | angola, hard core, metal