Quintal da língua portuguesa

Luiz Raul Machado conversa sobre Sylvia Orthof, na Editora Rovelle, dia 22 Novembro, 16:00h:

O Quintal da Língua Portuguesa, criado em 2011, no Rio de Janeiro, é um grupo de artistas que pretende divulgar a literatura de países de língua portuguesa.

Membros fundadores: Andre Neves, Edna Bueno, Fabio Sombra, Lucilia Soares, Luiz Raul Machado, Ninfa Parreiras, Ondjaki, Suzana Vargas, Volnei Canonica.

20.11.2012 | by herminiobovino | literatura, Literatura lusófona, lusofonia, Rio de Janeiro | 0 comments

Devir mundo da favela e devir favela do mundo

As favelas criam continuamente novas formas de vida, mesmo no seio desse novo ciclo de acumulação do capitalismo globalizado – que é financeiro, mas também fundiário e cognitivo-criativo-cultural. E, nessa criação contínua, entram em conflito com as atuais transformações urbanas em direção aos megaeventos.

Com a aproximação da Copa e das Olimpíadas nos próximos anos e a atual realização da Rio+20, faz-se necessário pensar não apenas o conceito de cidade, como também perguntar: em que Rio de Janeiro desejamos morar e viver? Se existe uma característica urbana tipicamente carioca, esta é a favela: ela está presente tanto no imaginário do morador quanto na visão estrangeira da cidade. E é quase sempre lembrada apenas pelos aspectos negativos. Os tecnocratas a chamam de “assentamento subnormal” ou “área degradada”. A ONU adota uma concepção física e legal, definindo-a como “área superpovoada e com residências informais”. Seu correlato em inglês é slum, entendido como o local de residência de uma população pobre e viciada: uma verdadeira “patologia social”. Mesmo o meio acadêmico não escapa da percepção da “favelização” em suas dimensões negativas quando a percebe como segregação espacial que leva à fragmentação social, à violência civil e ao enfraquecimento da proteção social.

ler + no Le Monde Diplomatique, BRASIL de Giuseppe Cocco, Alexandre Mendes, Barbara Szaniecki

06.07.2012 | by franciscabagulho | Brasil, cidade, favela, Rio de Janeiro, Rio+20 | 0 comments

De 21 a 25 de Maio: ÁFRICA DIVERSA | Expoentes dos estudos afro no Centro de Artes Calouste Gulbenkian


Escritores, pensadores, acadêmicos, atores e músicos reunidos
no projeto ÁFRICA DIVERSA
Evento contará com expoentes da cultura afro-brasileira e africana e oferecerá oficinas, minicursos e palestras.
De 21 a 25 de maio no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian. Entrada franca.
Valorizar e difundir as culturas afro-brasileira e africana através de apresentações culturais e atividades literárias: esse é um dos objetivos do projeto África Diversa que, em sua segunda edição traz ao Rio de Janeiro uma agenda que mostrará um pouco do legado afro-brasileiro e africano. O evento é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura do Rio e oferecerá, durante cinco dias (de 20 a 25), no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian (coração da Praça XI – conhecida como Pequena África; reduto por excelência dos negros brasileiros), um seminário educativo com oficinas, cursos, palestras e debates com escritores, pesquisadores e artistas que trabalham com estes temas. Da mesma forma, poderá prestigiar e participar de apresentações artísticas diárias e lançamento de livros. O evento tem como objetivo a formação de educadores e artistas que desejam se aprofundar no conhecimento de temas sobre cultura afro-brasileira e africana. Todos os eventos têm entrada gratuita.

Milton Teixeira. Luiz Carlos Prestes Filho. Reginaldo Prandi. Joel Rufino dos Santos. Hassane Kouyaté. Tânia Andrade Lima. Ondjaki. Esses são alguns dos artistas e escritores que realizam um trabalho de excelência com cultura africana e afro-brasileira e que ministrarão palestras, minicursos e oficinas no Seminário. As inscrições devem ser feitas através do site www.africadiversa.com.br, a partir do dia 11 de maio. Haverá minicursos sobre os griots, danças populares maranhenses, o maracatu, contos afro-cubanos, orixás e contação de histórias.

“O projeto atende à necessidade de formação de educadores e artistas que desejam se aprofundar no conhecimento de questões ligadas à cultura afro-brasileira e africana. Nossos palestrantes, que possuem larga experiência nos temas,  terão o desafio de trazer novas questões, olhares  e reflexões sobre a formação de identidade, a diversidade cultural, a relação entre tradição e contemporaneidade, o diálogo África-Brasil e, sobretudo, a importância da transmissão oral nestas sociedades”, explica a curadora do África DiversaDaniele Ramalho.

A programação tem início às 10h de domingo (20), na Praia de Copacabana, com a apresentação do grupo folclórico do Maranhão ‘Boi Brilho de Lucas’. Às 15h, a ‘Roda de Tambor de Crioula’, também do Maranhão, se apresentará na Praça XV. Na manhã seguinte, no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, haverá a abertura oficial com o Secretário Municipal de Cultura Emilio Kalil (às 9h), será dado início ao seminário e às atividades artísticas como mostra de filmes, shows (Baile Black com DJ Marcello B Groove e show do BNegão), contação de histórias e teatro adulto. Serão apresentados os espetáculos: “The Island”, da Cia do griot Hassane Kouyaté, Deux Temps Trois Mouvements (Dois Tempos Três Movimentos) no dia 24, às 18h, e “Besouro Cordão de Ouro” no dia25/maio, às 20h, com a direção de João das Neves. 

Mais informações (toda a programação) sobre os eventos e inscrições para o seminário no sitewww.africadiversa.com.br, a partir do dia 11/05. As atividades terão certificado de participação para quem se inscrever através página do projeto.
Centro Municipal de Artes Calouste GulbenkianEndereço: Rua Benedito Hipólito, 125 - Praça XIEntrada franca

16.05.2012 | by joanapereira | Africa, Calouste Glubenkian, capitais, estudos, Rio de Janeiro | 0 comments

Projeto "Ocupação negra"

Uma das mais tradicionais companhias que trabalham com a cultura afro-brasileira, a Cia. Rubens Barbot, está completando 21 anos e a cidade do Rio de Janeiro vai ganhar o presente. O projeto Ocupação Negra estreia no dia 20 de abril com o espetáculo de dança Um Rio, de Janeiro-a-Janeiro, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, que receberá até o dia 6 de maio inúmeras atividades: Dança, oficinas e workshops com renomados bailarinos, filmes e vídeos sobre a temática  da Dança Contemporânea e da Cultura Afro, Exposição de tapeçarias e de fotografias da Cia e palestras.

Gatto Larsen, coordenador de produção da companhia explica orgulhoso de como será a “Ocupação”: “A Cia Rubens Barbot está completando 21 anos e nossa Ocupação Negra é um grande presente para nosso público fiel desta Cidade Maravilhosa. Todas as atividades e o espetáculo são gratuitos. Nossa intenção é realmente ocuparmos o Centro de Artes Calouste Gulbenkian com muitos corpos, gestos, imagens e sensibilidades sob uma perspectiva cultural e humana!” – explica Gatto Larsen.

Sinopse dos eventos:
Um Rio, de Janeiro-a-Janeiro
Um olhar sobre a gestualidade do carioca. É nesta direção que o espetáculo de dança contemporânea Um Rio, De Janeiro-a-Janeiro segue para contar um pouco das histórias carioca. Seu humor, seu deboche, sua sensualidade, seu ritmo e suas histórias corporais. Destaque para a trilha sonora que vai de Cartola, Paulinho da Viola, Luiz Melodia até Jorge Aragão, Agrião e Carlos Dafé. De 20 de abril a 06 de maio (sexta a domingo, às 20h). Entrada franca, com senhas distribuídas das 18h30 às 19h30. Classificação livre.

Oficinas e workshops
Duas oficinas serão ministradas durante a Ocupação Negra: “Linguagem à Companhia” e “Técnica Horton”. A primeira, que acontece entre os dias 24 e 27 de abril, contará com o coreógrafo e diretor da Cia que leva seu nome, Rubens Barbot e a bailarina e doutora em Corporologia, Cláudia Ramalho. Já a segunda, será ministrada pelo coordenador geral do Instituto Oyá e diretor artístico da Cia C Dança Negra Contemporânea, Elísio Pitta; e acontece entre os dias 30 de abril e 4 de maio. Sempre das 8h às 12h. Vagas: 25.

Os workshops “Danças religiosas de matriz africana na contemporaneidade” e “Hip-hop no contexto da Cia Rubens Barbot” serão conduzidos pelos bailarinos Ulisses Oliveira e Wilson Assis, respectivamente. A primeira será realizada nos dias 28 e 29 de abril, enquanto a segundo nos dias 5 e 6 de maio. Das 10h às 12h. Vagas: 25.

Inscrições pelo email: dancarb@ig.com.br
Filmes e vídeos
Nove vídeos serão exibidos entre o dia 24 de abril e 4 de maio. Dentre eles estão curtas, documentários e registros da própria Cia  e da dança negra contemporânea de maneira geral, a saber: Ensaio de Cinema; Desorganizadores de Fichários; Toque de Dança; EletronicZumbi; Em Pleno Meio Dia da Nossa Noite; Ensaio de Cinema; Tempo de Espera; Quase uma História; O Reino do Outro Mundo – Orixás; 40+20.

Exposição e Palestras
Retalhos de Barbot (tapeçarias) e fotografias de making of da Cia serão expostas na Galeria Ismael Nery do Centro de Artes Calouste Gulbenkian. O diretor de produção Gatto Larsen e a pesquisadora Cláudia Ramalho darão palestras sobre espetáculos corporais nos dias 3 e 4 de maio, respectivamente. Às 16h30.

 Wilton Montenegro/Cia. Rubens Barbot Wilton Montenegro/Cia. Rubens Barbot

Serviço:
Ocupação Negra
De 20 de abril a 6 de maio
Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Endereço | Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça XI
Entrada franca
Informações para imprensa
Márcia Vilella | Diego Cotta
Target Assessoria de Comunicação
21 2284 2475

20.04.2012 | by herminiobovino | dança, Rio de Janeiro, video, workshop | 0 comments

Cidade aTravessa poesia dos lugares, LISBOA

Depois de um ano atravessando Rio de Janeiro e São Paulo, o evento mensal Cidade aTravessa: poesia dos lugares cruza o oceano e aporta em Lisboa. Nessa primeira edição portuguesa (décima primeira do evento), nômades portugueses e brasileiros como Ana Luisa Amaral, Antonio Cícero, João Gilberto Noll e Fernando Aguiar, o francês Henri Deluy, o italiano Enzo Minarelli, além de outros poetas vindos do México, Holanda e Reino Unido, se reúnem na Casa Fernando Pessoa durante dois dias para celebrar as várias maneiras de dizer poesia.  Com curadoria dos escritores brasileiros Márcio-André, Victor Paes e Ronaldo Ferrito, o evento surge com a necessidade de criar um núcleo móvel da palavra, unindo os movimentos de diversas partes do mundo e fazendo convergir as inúmeras vertentes poéticas atuais, em seu amplo aspecto de entendimento. Leituras, performances de poesia sonora, filmes que experimentam a palavra, poemas visuais, além de conferências instigantes e entrevistas abertas, levam ao público o que há de mais atual na poesia contemporânea. Tudo, claro, regado a absinto, bebida que se tornou símbolo do evento. Em 2011, o Cidade aTravessa acontecerá revezadamente nas cidades de Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo, sempre com transmissão ao vivo pelo website do evento: http://www.confrariadovento.com/cidadeatravessa.htm

 

12.05.2011 | by franciscabagulho | absinto, lisboa, performance, poesia, Rio de Janeiro, são paulo | 0 comments

República do Samba comemora 10 anos, no Museu da República

Hiram Araújo Hiram Araujo em Roda de Leitura - Museu da República, no RIO DE JANEIRO
Dia 2 de dezembro -  Nacional do Samba - 15 horas -Mauro Viana
/ Baianas da Portela homenageiam Hiram Araujo, no Dia Nacional do Samba 
No dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, o projeto Roda de Leitura recebe, às 15 horas, o pesquisador Hiram Araújo, na Livraria do Museu da Republica. Diretor do Centro de Memória do Carnaval, Hiram Araújo vai conversar o jornalista Mauro Viana sobre sua extensa obra em torno do samba.
A apresentação começa com exibição do vídeo Pedra do Sal, 25 anos de Tombamento seguida de música. No encerramento, As Baianas da Portela comandam e integrantes do Bloco Campeôes da Vida comandam as homenagens ao portelense Hiram Araújo.
Na mesa do Roda de Leitura estarão parte da obra de Hiram Araújo como Natal, O Homem  de um Braço Só, Memória do Carnaval e Carnalval, Seis Milênios de Histórias, entre outros.
Há 10 anos no Museu da República (Rio de Janeiro), o República do Samba é um projeto jornalístico cujo formato faz uso de 3 linguagens: audiovisual, jornalismo e música. Este formato perpassa por 3 tempos (presente, passado e futuro) a fim de integrar 3 gerações. Nesta primeira faze o República do Samba revelou grandes talentos. Entre eles: Grupos Primitude, Negras Raízes, Batifundo, Sururu na Roda, Casuarina e as cantoras Márcia Moura, Margareth Mendeds, Julieta Brandão, Adriana Passos...

Keep reading "República do Samba comemora 10 anos, no Museu da República"

14.11.2010 | by martalanca | Rio de Janeiro, samba | 0 comments

TOPOGRAFIA DE UM DESNUDO de Teresa Aguiar

TOPOGRAFIA DE UM DESNUDO de Teresa Aguiar seguido de debate 25/06 - 19 horas - Odeon, Rio de Janeiro,
  A estória de um fato que abalou o início dos anos 60: a “operação mata-mendigos”. Esse episódio aconteceu no Rio de Janeiro, e culminou com a morte de vários moradores de rua, que eram presos, torturados e depois jogados aos rios Guandú e da Guarda. Alguns pesquisadores ligam as torturas a uma espécie de “treinamento” pelo qual estavam passando quadros da própria polícia, já que o fato aconteceu na “ante sala” do golpe militar. Mas o consenso é que o fato estava ligado à visita da Rainha Elizabeth ao Brasil. A “operação mata-mendigos” foi um processo de limpeza social. Esse fato teve uma grande repercussão nacional e internacional já que, pela primeira vez, uma operação dessa natureza era deflagrada com a participação de membros dos poderes instituídos. Com o golpe de 64, os processos foram arquivados e a história “apagada”. Contar essa história hoje extrapola a denúncia de algo que passou. É uma forma de refletir sobre como a sociedade trata ainda hoje a questão dos excluídos.   Em 1972, Teresa Aguiar era professora da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP e foi com um grupo de alunos apresentar “O Rato no Muro” de Hilda Hilst no Festival de Teatro de Manizales, Colômbia. Nesse festival foi apresentada a obra “Topografia de um Desnudo” do chileno Jorge Diaz, que escreveu a peça baseado numa matéria que saiu nos jornais do Chile sobre a “operação mata-mendigos”. Junto com Teresa, assistiu ao espetáculo seu aluno, Ney Latorraca, que mais de 40 anos depois, integra o elenco do filme. De volta ao Brasil, Renata Pallottini fez a tradução e Teresa tentou encená-lo, mas o texto ficou preso na censura por 13 anos, e só em 1985 foi produzido. Porém, o texto nunca chegou a ser liberado totalmente, pois mesmo nos anos 80 era necessária uma autorização provisória da Polícia Federal, que era renovada a cada 15 dias. 
SINOPSE
Rio de Janeiro, anos 60. A cidade se prepara para receber a visita da Rainha Elizabeth. Num clima de tensão social e política que antecede o golpe militar, uma jornalista investiga a morte de moradores de rua e se envolve num perigoso jogo de interesses. Baseado em fatos reais desvenda um lado pouco conhecido da História: a “Operação mata-mendigos”, que ocorreu no Rio de Janeiro entre 62 e 63 e um dos motivos era a necessidade de “limpar” a cidade para a visita da Rainha.  

19.06.2010 | by martalanca | cinema, Rio de Janeiro | 0 comments