“Alice na cidade: Ciências Sociais, Rap e Mais”

O espetáculo “Alice na cidade: Ciências Sociais, Rap e Mais” dia 17 de junho, pelas 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra. Este evento nasce da vontade de combinar arte e ciência, cruzando linguagens e razões/emoções que costumam andar desencontradas. Músicos, contadores de histórias, poetas, cientistas sociais ocuparão um palco que desafiará as fronteiras entre a cultura popular e a cultura erudita, as narrativas da universidade e da rua, as expressões da periferia e do centro. Rap, funk, kuduro, música cigana, histórias orais, slam poetry e outras poesias têm encontro marcado para uma ecologia de saberes imprevisível.  
“Alice na Cidade” surge no contexto do projeto Alice: Espelhos Estranhos, Lições Imprevistas, que tem como objetivo renovar o pensamento científico-social, desafiando a ciência a dialogar horizontalmente com outros conhecimentos e, nesse exercício de ecologia de saberes, contribuir para uma melhor compreensão do mundo e uma maior eficácia das lutas contra a exploração, a discriminação e a opressão. 

15.06.2016 | by martalanca | Boaventura Sousa Santos, CES, funk, histórias orais, kuduro, música cigana, rap, slam poetry

Desobediência Civil - Plataforma Gueto

07.01.2015 | by martalanca | Desobediência Civil, LBC, Plataforma Gueto, rap

Rap de protesto, 25 de Abril, LISBOA

No 25 de Abril, na ZONA FRANCA,  às 19h,  concerto “rap de protesto”, com Chullage, Hezbolah e LBC.

Rua de Moçambique, 42. 1170-247 Lisboa

+ info

23.04.2014 | by franciscabagulho | rap

Nu Sta Junto, noite benefit famílias do Casal da Boba, 9 Nov. no RDA, Lisboa

 

 

 

 

Organizado por um conjunto de moradores do Casal da Boba: Nu Sta Junto, é um momento de solidariedade com as famílias do bairro com dificuldades em garantir bens essenciais.
Contará com um concerto da crew Gangstas Afri Família precedido por uma cachupa vegetariana temperada com grog e ponche para o resto da noite.
Dia 9 Novembro, Sábado, a partir das 19h, no RDA. A entrada é gratuita e fica no Regueirão dos Anjos nº 69 ao metro dos Anjos. 

06.11.2013 | by franciscabagulho | casal da boba, rap, rap crioulo

9º Poetry Slam Sul – Sexta-feira, 15/03/2013

O 9º Poetry Slam Sul é já no dia 15 de Março, sexta-feira às 21:30, no Espaço da Cerca em Almada! Uma iniciativa que já faz parte das noites ‘sulianas’, por isso contamos com a vossa presença na sexta-feira, e com o corpo e palavras dos participantes do concurso e do open-mic!

Temos o  rapper/activista Chullage como convidado especial da noite, e vamos ter novamente uma sessão de skype-slam em directo com slammers internacionais.

E claro, os habituais prémios da marca de vestuário ‘2800’, da editora alternativa ‘Chili com Carne’, do ‘Restaurante Mário 100 Espinhas’ e do nosso novo apoio - o restaurante almadense FONTE DA PIPA! Tudo isto ao som dos Máfia do Caril!!!

As inscrições já estão abertas, basta enviarem nome, idade e contacto para opoetryslamsul@gmail.com até ao dia do evento (os textos são opcionais, mas têm de ser de autoria própria)

E tu, slammas?

web
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12.03.2013 | by herminiobovino | freestyle, Hip Hop tuga, open-mic, poesia, rap

LE1f na zé dos bois, LISBOA

* Estreia nacional *   3ª, 30 de Outubro às 22h

Incorporando a sua sexualidade na música e no universo que cria, LE1f opera uma noção de rap que provavelmente afastará alguns puristas e aproximará destimidos. Seja pela natureza híbrida das canções, seja pelo flow por vezes desconcertante que recorre. Cativa pela intensidade que evoca e pela criatividade com que cruza cor e ritmo numa atmosfera essencialmente tenebrosa. A mixtape ‘Dark York’ editada este ano, sintetiza tudo isto ao longo de uma hora e resulta de uma intensa busca por diferentes sonoridades que o levassem ao som por si idealizado. Afirma-se pois como uma poderosa obra de apresentação, capaz de sobreviver a entusiasmos passageiros.

zé dos bois

 

29.10.2012 | by franciscabagulho | LGBTQI, rap

Chullage no programa BAIRRO ALTO

ver programa 
Duração: 45 min

Na música que escreve não se perde com meias palavras. Ataca violentamente os políticos, os banqueiros e o sistema. Filho de pais cabo-verdianos, o convidado deste Bairro Alto nasceu em 1973. Cresceu no antigo asilo 28 de Maio, no Monte da Caparica, e foi no início da adolescência que começou a rimar palavras e a aventurar-se nos mundos do rap e do hip hop. Já como trabalhador estudante, Chullage acabou por licenciar-se em Sociologia e tem vindo a desenvolver vários trabalhos nesse campo. Ao mesmo tempo tem-se dedicado à música e acaba de lançar o seu terceiro álbum, Rapressão

emitido em 19 JUN 2012

02.10.2012 | by martalanca | Chullage, música de intervenção, rap

Mykki Blanco | Physical Therapy - LISBOA

Quinta, 6 de Setembro às 22h na ZDB

O conceito de androginia não é de todo uma novidade no mundo fértil da pop. De Bowie a Ariel Pink, a exteriorização física reforça a mensagem da expressão musical. No rap, pelo novidade que apresenta, a questão pode tomar outro relevo. Durante anos, o estilo de vida nesse meio foi estilizado e tornado cliché (até à exaustão). Um retrato que, desde logo, deixou pouco ou nenhum espaço para o surgimento de alguma excentricidade. Mykki Blanco surge então como uma das faces de uma jovem geração de rappers que procura agitar as águas . Algumas publicações mais mediáticas têm perdido algum tempo em redor de expressões limitadoras como queer rap, mas trata-se mais que isso. É a consciência de uma liberdade pessoal e criativa; um statement que já antes, e de forma menos explícita, tinha sido sugerido por Tyler, The Creator ou Lil B.

Em palco, Mykki é resultado da arte do transformismo mais puro, façanha que já lhe valeu destaque em revistas como a Vogue ou a Elle. Uma exaltação e devoção pelo feminino que recupera o espírito drag imortalizado por RuPaul ou Divine (diva do cineastra John Waters). Performer nato, autor de várias peças de teatro e ensaios, este performer de 24 anos acaba de editar o EP ‘Mykki Blanco & The Mutant Angels’, depois de uma prometedora mixtape que contou com a participação de gente como Teengirl Fantasy, Nguzunguzu, Gatekeeper, Brenmar ou Physical Therapy. Imprevisível, incisivo e genuíno, apregoa a crítica à atitude capitalista e mediática que os barões do rap genericamente tomaram. Em suma, uma das personagens mais vigorosas deste 2012, pela primeira vez por cá. É fácil adivinhar que ninguém ficará indiferente a esta passagem.

Noutras paisagens, não tão distantes quanto possam parecer, o comparsa Physical Therapy tem vindo a dominar discretamente as realidades paralelas da electrónica. Primeiro, através de serões épicos em alguns dos clubes mais fervilhantes em Nova Iorque; depois pela torrente de misturas e remisturas feitas com o coração e alma próprios de quem se fascina e gosta de fascinar. Seja isso aplicado ao r n’ b, à house, ao dubstep ou a qualquer êxito radiofónico de má fama. A extensão é imensa, dependendo mesmo da disposição momentânea. E porque, no fundo, Laurel Halo e Alicia Keys poderão conviver no mesmo set sem anomalias de maior. Em todo o caso, paira desde já a garantia de festividade apaziguadora, propícia a grandes despedidas de Verão. NA

03.09.2012 | by martalanca | andrógeno, mykki blanco, rap

Chullage edita EP Rapressão Preview

Levantando o véu do que será o terceiro disco da sua carreira, Rapressão, o rapper Chullage edita, neste início de Dezembro, o EP Rapressão Preview, com lançamento apenas em formato digital e já disponível para download gratuito neste site.
Mantendo, como não podia deixar de ser, um carácter de crítica social, Chullage faz de Rapressão (Rap, Ruas e Resistência) uma caixa de ressonância de gritos de afro-descendentes retidos nos enclaves étnicos da Europa ou de outros de todo o mundo que querem ocupar as ruas cansados de viver em pousio económico. Rapressão Preview apresenta temas de sempre, afinal tão actuais. É uma espécie de slideshow musical com estórias e histórias que algures num frame podem ser de qualquer um/a.
Musicalmente, Rapressão Preview conta com a militância dos bombos, tarolas, scratches e samples da velha escola e os synths da actualidade, introduzindo igualmente elementos acústicos e samples de músicas de intervenção com 30 anos de vida que soam mais actuais do que nunca.
“Já não dá”, o primeiro single a destacar deste EP, foi produzido por Brainkilla e co-produzido por dB e 4th Dimension.
Rapressão Preview é um projecto Do It Yourself, independente, fruto do esforço colectivo, amigo e solidário de vários artistas e é uma co-edição Lisafonia/Optimus Discos, em parceria com Beatweenus e Quarta Perfeita.
Com dois álbuns editados, Rapresálias (Sangue Lágrimas Suor) e Rapensar (Passado Presente e Futuro), Chullage destaca-se pela sua invulgar capacidade poética e beats hardcore, revolucionando, assim, o Rap português e influenciando o movimento Hip-Hop.
Chullage tem angariado nomeações e prémios por parte da crítica especializada e pode mesmo ser considerado um sucesso de vendas na área das edições independentes.
Mensagem de Chullage

09.12.2011 | by martalanca | Chullage, rap, repressão

rapper PM (Poderoso Mensageiro) lança Positivismo

O EPK (Electronic Press Kit) do single promocional intitulado “Positivismo”, do rapper PM, é uma simples nota de imprensa (áudio e vídeo) especialmente direccionada à comunicação social televisiva, radiofónica e de divulgação alternativa. 
Neste pequeno documento audiovisual, o rapper exprime a intenção com o tema single, as suas crenças e o objectivo do seu segundo álbum de originais que, por sua vez será direccionado a pessoas que gostam de música com mensagem que espiritualmente toca nos corações e sensibiliza mentes, em prol do bem comum social. Para a realização desta peça (EPK), o músico convidou o actor Daniel Martinho (um dos melhores actores “negros” em Portugal - o grande soba do famoso “Bar do Ti´Chico), Tó Milton (actor e músico), Sescon (músico), também fez parte do elenco da peça, o músico e Engenheiro de som Tiago Inuit (Sinal26), o anfitrião do estúdio nas imagens. O outro espaço utilizado para as filmagens, foi o Café “A Brasileira” no Chiado. 
O single “Positivismo” do rapper PM (Poderoso Mensageiro), é mais uma obra musical produzida pela label “LIRICAL RECORD”, editada pela LS Music S.A. Sucursal em Portugal e está ser distribuída pela mesma, a título promocional. 
Mais informações sobre a obra e o rapper PM, aqui 

09.11.2011 | by martalanca | Pm, rap

Noir désir de Youssoupha

19.09.2011 | by franciscabagulho | rap

Chullage nova mixtape, MusicBox, 29 Julho, LISBOA

Depois de uma ausência de sete anos está de volta com a sua nova mixtape “Raportagem”. Rap consciente em que a crítica à sociedade que o rodeia é o prato principal. Esta mixtape antecede o seu álbum “Rapressão, que sairá em Setembro. Uma mixtape em formato digital e para download gratuito, que o rapper decidiu oferecer aos seus seguidores. É o momento perfeito, calar o caos que Portugal atravessa. É o hip hop puro e duro.

00H00 . FRI . 29 . JUL

www.musicboxlisboa.com

 

19.07.2011 | by franciscabagulho | hip hop, rap

Morreu Gil Scott-Heron, o precursor do rap

O poeta, cantor, figura icónica da música negra e precursor do rap Gil Scott-Heron morreu ontem à noite em Nova Iorque, aos 62 anos, por causas ainda não divulgadas.

O anúncio foi feito por Jamie Byng, o seu produtor no Reino Unido, através da rede social Twitter, onde escreveu que o seu “amigo e uma das pessoas mais inspiradoras” que alguma vez conheceu morreu na última noite.

Gil Scott-Heron nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1949 e lançou o seu primeiro disco em 1970 com o título “Small talk at 125th and Lenox”, onde tecia duras críticas à classe média americana, os activistas negros e o consumismo norte-americano. O trabalho ficou célebre pela sua canção mais icónica: “The revolution will not be televised”.
Durante muitos anos foi apresentado como o “Bob Dylan negro”, pela costela política. Mas sempre foi mais directo ao assunto, ou não tivesse escrito uma canção sobre segregação racial na África do Sul chamada “Johannesburg”; ou outra sobre alcoolismo, “The bottle”. No final dos anos 60 e primórdios dos 70, num período de lutas cívicas, convulsões económicas e mudanças sociais aceleradas, poucos conseguiram capturar as contradições de um país como ele.

Apesar de ser muitas vezes apontado como precursor ou padrinho do rap, este era um título que não agradava a Gil Scott-Heron, que preferia descrever o seu trabalho como “bluesology”, isto é, uma espécie de fusão entre poesia, soul, blues e jazz, com uma grande consciência social e fortes mensagens políticas, nomeadamente sobre temas como as armas nucleares ou o apartheid, descreve o jornal inglês Guardian.
Dos livros para a música
Inicialmente através da escrita publicou o primeiro livro, “The Vulture”, aos 19 anos. Mais tarde, quando ia publicar o terceiro livro, e depois de ter conhecido o músico e produtor Brian Jackson que o viria a acompanhar durante mais duas décadas, entendeu que o método de comunicar teria que mudar e a soul, o funk ou o jazz tornaram-se no veículo de difusão da sua paixão: a poesia.
Nesse período debitava acima de tudo para audiências negras, aprendendo com a “spoken-word” do poeta e activista Amiri Baraka ou com o jazz de Coltrane e Miles Davis. Mais tarde, no final dos anos 70 e primórdios dos 80, quando o hip-hop irrompeu, foi considerado um dos pioneiros do género. Grupos como Public Enemy ou Disposable Heroes Of Hiphoprisy citavam-no e novas gerações, de todas as cores, redescobriam-no.
Mas Gil Scott-Heron assumia-se sobretudo marcado pela sua avó, que viu morrer no sul dos Estados Unidos quando tinha apenas 15 anos. “Ensinou-me a não esperar que as pessoas descobrissem o meu pensamento, mas a exprimir-me por mim próprio. Quando penso nela, vejo-me a mim”, disse uma vez o cantor, numa entrevista. Depois da morte da avó, mudou-se para o Harlem, Nova Iorque, onde ainda habitava. Foi já em Nova Iorque, na Universidade Lincoln, que conheceu outra personalidade importante na sua vida, o poeta e escritor Langston Hughes.
Ao longo de quatro décadas, o cantor lançou mais de 20 discos. “We’re New Here”, lançado já este ano, foi o seu último álbum, tratando-se de uma recriação do álbum “I’m New Here” de 2010, concretizada por Jamie xx (do grupo The xx) e Gil Scott-Heron. O trabalho do ano passado foi lançado 16 anos depois do seu último registo de originais e numa altura em que tinha estado envolvido em algumas polémicas com a polícia por pose drogas e violação da liberdade condicional. Era também portador de VIH.

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O responsável pela ressurreição do veterano foi Richard Russell, produtor inglês também responsável pela XL Recordings. Foi ele que percebeu que não valia a pena regressar no modelo soul-funkjazz do passado. Havia que preservar o essencial, a sua voz, mas fazendo-o com uma arquitectura sonora renovada. Richard Russell apresentou-se a Scott-Heron quando este ainda estava na prisão e disse que quando fosse libertado queria produzir um disco com ele. Em Junho de 2007, quando Scott-Heron saiu da prisão Richard Russell contactou-o em Londres e um acordo foi selado. As gravações iniciaram-se em Janeiro de 2008, depois de uma última passagem por uma casa de correcção em Manhattan.O músico esteve em Lisboa e no Porto no ano passado, em Maio.

Público

30.05.2011 | by martalanca | Gil Scott-Heron, rap

Rap Fora da Lei - Da BARBUDA, LISBOA

12.03.2011 | by martalanca | rap

"NU BAI - o rap negro de Lisboa", veja completo na net!

NU BAI – O rap negro de Lisboa
Otávio Raposo, Portugal, 2008, 60’ 

Cova da Moura, Arrentela e Porto Salvo. O rap negro da periferia forma um cordão à volta de Lisboa. Para apontar o dedo ao racismo, à exclusão, à violência policial, à pobreza. Vida de preto. “Hip hop é intervenção. Não quero ninguém a dançar, mas a pensar”, diz Jorginho, um dos oito rappers entrevistados.  Este documentário ouve o canto, solta a voz, não reprime os sonhos, os desabafos, o desejo de vingança, o diálogo-monólogo quase surreal. “Eu sonhei que estava a voar na Pedreira dos Húngaros.” O som do beat box e poesia em crioulo a reinventar a vida, para que um dia tenham o seu Malcom X, os seus Panteras Negras. É o futuro. O hip hop é a arma.   Otávio Ribeiro Raposo (1978) é antropólogo brasileiro, vive entre Portugal e o Brasil. É Bolseiro de Doutoramento em Antropologia Urbana sobre culturas e estilos de vida juvenis nos bairros da periferia de Lisboa e Rio de Janeiro. Tirou a Licenciatura em Sociologia na Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Mestrado em Antropologia no ISCTE. Além da carreira académica, tem trabalhado também como fotojornalista, tendo realizado várias exposições de fotografia.  

The black rap from Lisbon, by Otávio Raposo
Cova da Moura, Arrentela and Porto Salvo. The black rap from the surrounding area of Lisbon creates a circle around the city itself. It points a finger at racism, police violence and poverty. The life of black people. “Hip Hop is intervention. I don’t want anyone dancing, I want them thinking”, says Jorginho, one of the eight interviewed rappers. This documentary listens to the words, frees the voice, doesn’t restrain dreams, outcries, desire of vengeance and the almost surreal dialogue/monologue. “I dreamed I was flying over Pedreira dos Hungaros”. The sound of the beat box and the Creole poetry to re-invent life, so that one day they will have their Malcolm X, their Black Panthers. It’s the future. Hip Hop is the weapon.
Otávio Ribeiro Raposo (1978) is a Brazilian anthropologist who splits his time between Portugal and Brazil. He is a doctoral student in urban anthropology of youth culture and lifestyles in the townships around Lisbon and Rio de Janeiro. He graduated in sociology from the Social Sciences and Humanities Faculty of the Universidade Nova in Lisbon and has a masters in anthropology from ISCTE. Besides his academic career, he has also worked as a photo-journalist and has held several photographic exhibitions.

08.10.2010 | by martalanca | hip hop, nubai, periferia, rap

AZAGAIA tornou-se símbolo da revolta

O “rapper” Azagaia já era antes ostracizado pelas autoridades e fôra convocado, uma vez, para um interrogatório por “atentar contra a segurança do Estado”. Agora é o símbolo vivo de uma revolta em que a juventude está na primeira linha.

Ainda há poucos dias, mesmo em vésperas da revolta, uma das peças cantadas por Azagaia num concerto em Maputo punha em causa o crime económico que grassa em Moçambique. Aí referia o caso do empresário Momade Bachir Suleman, que foi recentemente detido nos Estados Unidos sob acusação de narcotráfico.

Azagaia, de seu nome Edson da Luz, é um músico de 26 anos, filho de pai cabo-verdiano e mãe moçambicana, e tem tudo para se tornar um ídolo da juventude. Ele não se limita a denunciar a corrupção das esferas do poder económico e político, mas também as medidas que directamente atingem as condições de vida da população.

 Em declarações citadas pela agência Lusa, o cantor afirma que “o custo de vida subiu muito em Moçambique, tem consequências diretas sobretudo paras as pessoas que vivem com o salário mínimo ou não têm salário. Basicamente são essas pessoas que se estão a manifestar, e que se sentem excluídas, marginalizadas até certo ponto”. 

Essas pessoas, explica Azagaia, revoltam-se porque “não têm nada a perder”. O cantor toma a defesa dos manifestantes acusados de “marginais”, afirmando que “são marginais, sim, mas no sentido de acabarem por ficar de fora, e são vítimas. São pessoas que não têm nada a perder e a partir do momento em que vandalizam lojas, centros comerciais, percebe-se que são pessoas que não têm nada a perder”.

 Um dos slogans das manifestações de ontem, “O Povo ao Poder”, já antes inquietava as autoridades quando apenas fazia parte de uma das canções de Azagaia. Por essas e por outras, o artista fora uma vez convocado a explicar-se perante a Procuradoria Geral da República, suspeito de “atentar contra a segurança do Estado”.

A convocatória acabou até por reforçar a posição do cantor. Tornou-se claro que, apesar de “continuar a existir censura”, é possível criar um espaço de crítica e protesto, pelo “facto de terem um Azagaia que diz o que diz e continua vivo … E isso são as questões principais, continuo vivo, a fazer as músicas que faço, a aparecer publicamente, e isso faz as pessoas acreditarem que é possível criticar a sociedade, o governo, e sem receber represálias directas”.

Perante a identificação quase automática entre o cantor e a revolta, Azagaia adopta, nas mesmas declarações citadas pela Lusa, um perfil prudente: “É difícil avaliar até que ponto poderei ter influenciado as pessoas, mas uma coisa é certa: tanto eu como Azagaia, e se calhar o fenómeno social Azagaia, e também a imprensa nacional, tudo isto combinado, faz com as pessoas se sintam mais libertas para dizer o que pensam, o que acham”.

Isso não significa, contudo, que Azagaia não tenha consciência dos seus méritos, porque, ao atacar “mais abertamente os problemas, eu faço a minha parte, com a minha música, e isso estimula as pessoas a expressarem-se com maior liberdade”.

Azagaia sabe que o seu sucesso lhe permite irradiar e transmitir uma mensagem, mas não deixa de assinalar o abismo que existe, apesar de toda a empatia, entre um músico de sucesso e esses que o senso comum rotula de “marginais” e que vivem no “caniço”, o ghetto da pobreza suburbana em Moçambique: “estou em Maputo, e isto está a acontecer na periferia. É nos bairros suburbanos que as pessoas sentem de verdade esta subida do custo de vida. A classe média que agora se está
a desenhar, e a classe alta não sentem muito”.

Da revolta, será preciso tirar ensinamentos. Uma das possiblidades encaradas pelo cantor é a mudança de atitude das autoridades: “Espero que o governo seja menos arrogante, que haja mais comunicação entre o governo e o povo. E, acima de tudo, se estamos numa crise, que haja contenção de custos. (…) Espero que o governo ponha mão na consciência e comece a comportar-se como um governo que está a passar por uma crise.”

Se isso não suceder, continuará a estar na ordem do dia a palavra de ordem das manifestações de ontem e das canções de antes: “o povo ao poder”.

 

António Louçã, da RTP

 

05.09.2010 | by martalanca | Azagaia, Maputo, motins, rap

Projecto Reunir

A Zoológico Produsons(Medina) apresenta: 

O Projecto Reunir visa homenagear aquela que em vida foi uma das figuras mais emblemáticas e incontornáveis da música Angolana.Estamos sem sombra para qualquer dúvida a  falar de Alberto Teta Lando.Um artista que influenciou gerações,ajudou a construir e desenvolver o modo de fazer,encarar e se estar  dentro da música.

Este exímio músico e compositor,nascido em 1948,em Nbanza Congo, alcançou o sucesso com apenas 15 anos de idade com a canção “Ki ngui Mbanza”,interpretada por Anita Garcia. Alberto Teta Lando não ficou por aí  e em 1969 lança o single “Um assobio meu” que veio a se tornar  um verdadeiro sucesso em todo País.Este grande músico de intervenção,produziu ainda grandes sucessos tais como “Eu vou voltar”, ”Samba de Angola”, ”Reunir” e “Esperanças idosas”, trabalhos que tornaram-no num dos artistas mais queridos e ouvidos por uma legião de seguidores.

Os seus poemas em português, kimbundo, kikongo e outros dialectos, retratam de uma forma bastante nostálgica a vida quotidiana,tendo como pano de fundo a tradição oral.Estes poemas, exprimem as dores,lamentações e acima de tudo as esperanças que envelheceram,mas sem nunca deixar para depois a alegria de viver que se manifesta na dança. 

A sua morte em Julho de 2008, trouxe um enorme vasio e tristeza no cenário musical de angola e não só.E é com a intenção de se eternizar a sua obra que a Zoológiko Produções reuniu um conjunto de artistas para a gravação de um projecto denominado “REUNIR”,onde o uso de estratos dos seus maiores sucessos seriam a pedra basilar para o referenciado projecto que conta com participações de grandes artistas do cenário rap underground de angola,tais como Brigadeiro Matafrakuxz, Flagelo Urbano, Denexl,Spike,Tião Mc,Kota Sebba,Cláudo Escobbar,Cosmopolita Cmt,Moona, Kita Mc, Khormiko  Mc, San Caleia, Arséniko, Afro Kid entre outros que com os seus versos vão cantar,interpretar e mostrar a influência  que Alberto Tata Lando  exerceu sobre  a forma de pensar e ver a música.
 

O projecto está a ser gravado,misturado e masterizado nos estúdios da Zoológiko produsons (Medina),pelo mano  Flagelo Urbano  e ainda não se sabe quando há-de ver a luz do dia,mas disponibilizou-se já alguns sons promocionais para que o pessoal tenha alguma ideia daquilo  que vem por ai.
 

1.Mono-Sintonisa (Música)
Letra:Mono
Prod:Flagelo Urbano
Pianos e Sons adicionais:Flagelo Urbano
Contém estratos da música “Tia Chica” de “Alberto Teta Lando”
 Voz  incidental“Flagelo Urbano”

 

2.Brigadeiro Matafrakuxz-Segue em frente (Angolano)
Letra:Brigadeiro Matafrakuxz
Prod:Flagelo Urbano
Pianos e Sons adicionais:Flagelo Urbano
Contém estratos da música:Angolano segue em frente de “Alberto Teta Lando”

 

3.San Caleia-Unidos pela mesma Luta
Letra:San Caleia
Prod:Flagelo Urbano
Pianos e Sons adicionais:Flagelo Urbano
Contém estratos da música:Wembo Wembo de”Alberto Teta Lando”

aqui o link para baixar.

18.08.2010 | by martalanca | rap, Teta Lando

novo disco do rapper angolano Lukeny Fortunato

15.06.2010 | by martalanca | Lukeny Fortunato, rap