Festa da Literatura e do Pensamento do sul da África - Próximo Futuro - Lisboa

21 Jun 2013 – 23 Jun 2013, Cabana, Entrada livre, Fundação Calouste Gulbenkian 


Depois de, em 2012, termos organizado um debate público em torno das questões culturais, políticas e artísticas específicas do Norte de África e do Médio Oriente, este ano o mesmo tipo de debate mais alargado vai centrar-se na região do sul de África, ou seja, a região alargada da África Austral. O ano de 1994, que marca o fim do apartheid em África, a cedência do poder de Frederik Willem de Klerk e a eleição de Nelson Mandela como presidente, não foi só o fim de um regime inumano para a África do Sul. Teve repercussões por toda a África e, muito em particular, na região da África Austral. Dezanove anos depois qual é o panorama destes países do sul da África? Que melhorias houve? Que dinâmicas existem? Que frustrações se acumulam? Que perspetivas há para o próximo futuro? É em torno destas questões que um conjunto vastíssimo de protagonistas desta área e especialistas que acompanham as dinâmica destes países que se propõe que todos participem nesta Festa da Literatura e do pensamento do sul da ÁFrica.

Calvin Dondo, 'Frieburg', série 'New German Family', 2010.Calvin Dondo, 'Frieburg', série 'New German Family', 2010.

1.ª sessão: O estado das artes
21 de Junho 2013, 19h00

Lígia Afonso [moderadora] (Portugal) / Patricia Hayes (África do Sul) / Joan Legalamitlwa (África do Sul) / Tiago Correia-Paulo (Moçambique)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
 

2.ª sessão: Literatura
22 de Junho 2013, 18h00

Teolinda Gersão [moderadora] (Portugal) / Ondjaki (Angola) / Ivan Vladislavic (África do Sul) / Binyavanga Wainaina (Quénia)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
 

3.ª sessão: Pensamento e política 

23 de Junho 2013, 16h00

Cristina Peres [moderadora] (Portugal) / Elisabete Azevedo-Harman (Portugal) / Elísio Macamo (Moçambique) / Harry Garuba (Nigéria) / João Paulo Borges Coelho (Moçambique)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)

4.ª sessão: Poesia [com leitura de poemas em português e inglês]
23 de Junho 2013, 18h00

Golgona Anghel [moderadora] (Portugal) / Joan Metelerkamp (África do Sul) / Peter Kagayi (Uganda) / Tj Dema (Botswana) / Vonani Bila (África do Sul)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)

11.06.2013 | by martalanca | artes, literatura, pensamiento, próximo futuro | 0 comments

VERÃO ÁRABE na Gulbenkian, LISBOA

Próximo Fururo, começa já 22 de JUNHO.

+ info

21.06.2012 | by franciscabagulho | próximo futuro | 0 comments

Próximo Futuro. 12 Maio, LISBOA

2.º Observatório de África e da América Latina: “O Lugar do Design e da Moda no Norte de África” (12 de Maio 2012)

http://www.proximofuturo.gulbenkian.pt/

23.04.2012 | by franciscabagulho | próximo futuro | 0 comments

Próximo Futuro - Maio 2012

.imagem da autoria do fotógrafo moçambicano Filipe Branquinho ('Guarda', 2011 / Cortesia do Artista), com intervenção gráfica de Mónica Braz Teixeiraimagem da autoria do fotógrafo moçambicano Filipe Branquinho ('Guarda', 2011 / Cortesia do Artista), com intervenção gráfica de Mónica Braz Teixeira

05.02.2012 | by martalanca | próximo futuro | 0 comments

Próximo Futuro. 15 e 16 Novembro, LISBOA

15 Novembro 2011 das 9h30 - 17h30

1ª apresentação do Observatório de África e da América Latina _ Migrações e Desenvolvimento

16 Novembro 2011, Quarta / 10h00 - 18h00

Ciclo de grandes LIÇÕES Próximo Futuro (parte 3): “Percepção e representação contemporâneas de África e da América Latina”

Edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Aud. 2. Entrada livre (tradução simultânea disponível)


GUSTAVO H. B. FRANCO (Brasil)

Índices de felicidade corrente e futura no Brasil: aspectos conceituais e determinantes econômicos

Os problemas conceituais nos indicadores subjetivos de felicidade, em torno dos quais surgiu uma imensa literatura acadêmica recente, remontam aos primórdios da disciplina, mas os avanços recentes na interface entre a economia e a psicologia, bem como o desenvolvimento da chamada ’economia experimental‘, abriram novas frentes para a construção e para o uso desses indicadores, seja para a pesquisa, seja para a definição de novos rumos nas políticas públicas. De entre as questões mais importantes desta nova área de pesquisa está a relação entre o nível de renda, ou mais genericamente o progresso econômico, e os índices de felicidade corrente e futura de diferentes países. Existem muitos paradoxos nessa relação, um dos quais amplamente presente em muitas pesquisas que é o resultado empírico segundo o qual é pequena e limitada a influência do progresso material para a definição do nível de felicidade. É nessa linha que surgem questionamentos em torno da ideia de que o crescimento do PIB seja a principal meta das políticas públicas, possivelmente em detrimento de outras dimensões da vida em sociedade. Os números para o Brasil, todavia, sugerem uma leitura cautelosa desses paradoxos; talvez seja prematuro abandonar os indicadores estritamente econômicos de afluência. A despeito de ser um país emergente de renda média, o índice de felicidade corrente, medido sistematicamente pelo Gallup Poll, tem estado no primeiro quartil da distribuição global e, o índice de felicidade futura para o Brasil, tem estado no primeiro lugar do mundo nos últimos 5 anos. Os resultados brasileiros, bem como seus determinantes, permitem um excelente ponto de vista para uma discussão mais ampla sobre o significado, alcance e implicações para políticas públicas dos índices de felicidade, tal como habitualmente calculados. (Abstract)

Gustavo H. B. Franco é membro do Conselho de Administração do Banco Daycoval (Conselheiro Independente) e também do Conselho de Administração da Globex Utilidades S/A. Brasileiro, Bacharel (1979) e Mestre (1982) em Economia pela PUC/Rio de Janeiro e M. A. (1985) e Ph.D (1986) pela Universidade de Harvard. Foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia, entre 1986 e 1993, especializando-se em inflação, estabilização e economia internacional. Em seguida, no serviço público, entre 1993 e 1999, foi Secretário de Política Económica (adjunto) do Ministério da Fazenda, Director de Assuntos Internacionais e Presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real, entre outras atividades. Após ano sabático na universidade (1999), fundou a Rio Bravo Investimentos (2000), empresa de investimentos, onde actualmente tem a sua ocupação principal. Tem participado em diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos, como palestrante.

BENJAMIN ARDITI (México/Paraguai)

O “becoming-other” da política: O pós-liberalismo e a política viral são o nosso próximo futuro 

Gostaria de propor dois critérios que tentam compreender a ’transformação‘ da política. Um deles é já trabalharmos num contexto pós-liberal, considerando que dois pilares do liberalismo já foram ultrapassados: a política vai além do quadro da representação eleitoral e transcende as fronteiras territoriais do estado soberano. O segundo marcador é o de que as pessoas que não se conhecem podem agir em concertação sem necessitarem sempre das estruturas de comando habituais dos partidos políticos e dos movimentos sociais. O rizoma, os sistemas abertos de Deleuze com múltiplos pontos de entrada, funciona como uma imagem de pensamento para esta forma de coordenação. Vou utilizá-lo para falar da conectividade viral e da política viral que têm tirado partido dos novos meios de comunicação. Vou discutir estes dois indicadores do becoming-other (*) da política, através de uma breve análise de uma série de insurreições que vão desde “Todos têm de ir embora, não pode ficar um sequer”, na Argentina, ao movimento estudantil no Chile, este ano, às rebeliões actualmente em curso, na zona do Magrebe, e ao movimento M-15, em Espanha. O meu pressentimento é o de que estas insurreições, qualquer que seja o seu desfecho, são aquilo que Fred Jameson designa de «mediadores em desaparecimento», neste caso, mediadores que funcionam como sintomas do nosso becoming-other. Concluirei com uma breve resenha sobre política viral e tentarei avaliar os seus prós e contras.

Benjamin Arditi é professor de Política na Universidade Nacional do México (UNAM). Fez o seu doutoramento na Universidade de Essex, no Reino Unido, leccionou nas Universidades de Santa Catarina (Brasil), Maryland (EUA) e Essex (Reino Unido) e foi professor convidado nas Universidades de Edimburgo e St. Andrews. No Paraguai, trabalhou como director de investigação numa ONG, desenvolvendo ao mesmo tempo a actividade de jornalista e activista. Após a queda de Stroessner, fundou uma campanha nacional de educação cívica. A sua obra mais recente intitula-se “Politics on the Edges of Liberalism. Difference, Populism, Revolution, Agitation” (Edimburgo, 2007) e co-editou “Taking on the Political”, uma série de livros sobre o pensamento político no continente, publicado pela Edinburgh University Press. O seu trabalho mais recente incide no becoming-other (*) da política, designadamente no pós-liberalismo, política viral e pós-hegemonia.

(*) Becoming-other – Abertura da política à mundialização, fora do eixo convencional da autoridade a nível local.

SERGE MICHAILOF (França)

Um planeta descontrolado: De que vale a ajuda ao desenvolvimento? 

A opinião pública das nossas sociedades da abundância ainda não entendeu que os países ricos deixaram de controlar as imensas alterações que têm ocorrido no mundo em desenvolvimento. O nosso planeta transformou-se numa aldeia global pelo que os choques demográficos e ambientais em curso, quer nos países mais pobres, quer nas economias emergentes do Sul, passaram a ter um impacto sobre o conforto, o modo de vida e as crenças do Norte. Tensões vão-se agudizando em várias regiões onde a miséria e as frustrações fervilham. Se quisermos evitar que uma espiral descendente alastre do Corno de África para África Central, é fulcral perceber a razão pela qual a ajuda quase sempre redundou em fracasso nos Estados frágeis. A esse respeito, é comprovadamente essencial erguer instituições estatais, sendo certo que esse objectivo não se encontra na mira das intervenções militares externas nem nunca constituiu uma prioridade da assistência humanitária e para o desenvolvimento, mais focada na beneficência a curto prazo do que na sustentabilidade a longo prazo. Num contexto em que o esgotamento dos recursos do planeta assume uma magnitude sem precedentes, as instituições da ajuda ao desenvolvimento podem tornar-se parceiros relevantes no intuito de ajudar, quer os países ricos, quer os países emergentes, na co-gestão dessas questões cruciais, assim como a implementar estratégias de partilha mais astutas. À medida que vamos sendo confrontados com um mundo mais instável, uma nova abordagem da ajuda ao desenvolvimento alicerçada nos interesses comuns do Norte e do Sul revela-se não somente possível como necessária e até imprescindível. (Abstract)

Serge Michailof tem-se debruçado sobre questões de desenvolvimento desde 1968. Actualmente, lecciona sobre desenvolvimento económico e programas de ajuda no Institut National des Sciences Politiques, em Paris. É um consultor regular do Banco Mundial e de outras instituições de solidariedade sobre países em desenvolvimento e reconstrução pós-conflito, focando-se especificamente na construção de instituições e de Governos. É assessor de vários Governos. Estudou em França (MBA na HEC-École des Hautes Études Commerciales, doutorado em Economia e mestre em Antropologia) e nos Estados Unidos (MIT). Publicou e/ou coordenou cinco obras ”Notre Maison Brûle au Sud, Que Peut Faire l’Aide au Développement?” (Fayard, 2010),  ”A Quoi Sert d’Aider le Sud? ” (Ed. Economica, 2007), ”La France et L’Afrique” (Karthala, 1993), ”Les Apprentis Sorciers du Développement” (Ed. Economica, 1987) e, em conjunto com Manuel Bridier, ”Guide Pratique d’Analyse de Projects d’Investissements” (Ed. Económica, 1995, 5ª edição), um livro didáctico bem conhecido. Publicou também numerosos artigos sobre questões de desenvolvimento. Faz parte do Conselho de Administração do CIAN (Conseil des Investisseurs Français en Afrique). Foi agraciado com a Legião de Honra e a Ordem de Mérito francesas, assim como com a Ordem Nacional do Leão, do Senegal.

ELIKIA M’BOKOLO (República Democrática do Congo)

Como será África num futuro próximo?

África preocupa alguns, inquieta, com ou sem motivo, pela perspectiva das hordas migratórias arrastadas numa onda desenfreada rumo aos paraísos consumistas do ’Ocidente‘ ou do ’Norte‘, consoante os casos. África também regozija muitos outros, seja pela espectacularidade daqueles invejáveis corpos musculados em qualquer prova desportiva, seja pela audição daqueles ritmos e sons tão longínquos, tão estranhos e, simultaneamente, tão familiares, como se fossem expectáveis. Uma coisa é certa: África interroga, África interpela, África perturba. África, mas que África? A forma como olho para o próximo futuro de África decorre do olhar de um africano que conhece África, por lá viver, por estudá-la e por ali criar, que conhece também o mundo pelas mesmas razões  e para quem a imaginação, a vontade e, porque não dizê-lo, o sonho, assentes numa observação escrupulosa, formam a melhor chave para tornar real o possível e para abrir as portas de um futuro inesperado, melhor que o nosso presente. Regeneração, renascimento? Se a efervescência religiosa indica o vigor das expectativas e se a criatividade artística dá conta da multiplicidade dos possíveis, fá-lo-ão no entanto à custa de uma auto-invenção ou reinvenção intelectual e moral para que os africanos assumam, em moldes inovadores, os profundos desafios que os tempos presentes deixam adivinhar.

Elikia M’Bokolo formou-se pela École Normale Supérieure e com agregação universitária e é director de estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales, bem como docente na Universidade de Kinshasa. Para além disso é autor de diversas obras de referência e produtor de “Mémoire d’un Continent”, para a Radio France Internationale, um programa radiofónico semanal dedicado à história de África e às suas diásporas. De entre as suas obras escritas e audiovisuais mais recentes, destacam-se “Afrique noire. Histoire et civilisations” (2005), “Médiations africaines. Omar Bongo et les défis diplomatiques d’un continent” (2009), “Afrique. une histoire sonore”, 1960-2000 (com Philippe Sainteny, 2001), “L’Afrique littéraire. Cinquante ans d’écriture” (com Philippe Sainteny, 2008), “Africa : 50 Years of music. 50 ans d’indépendances” (2010) e “Afrique(s). Une autre histoire du XXe siècle” (filme documentário, 4 x 90’, de Elikia M’Bokolo, Philippe Sainteny e Alain Ferrari, 2010).

Mais informações no site do Próximo Futuro

08.11.2011 | by franciscabagulho | Benjamin Arditi, Gustavo H. B. Franco, M’Bokolo, próximo futuro, Serge Michailof | 0 comments

Tenda BUALA no PRÓXIMO FUTURO, 1,2 e 3 Julho, LISBOA

 



6ª feira, dia 1  [17h às 20h30]
Colectivo Tás a Ver - Fernanda Polacow apresenta o Colectivo e exposição de fotografia (viagens por África) Galeria Matilha em S.Paulo
António Tavares (coreógrafo) e Irlando Ferreira (produtor) sobre o espectáculo Ópera Crioulo
Rádio Fazuma - Simiando Ideias -  apresentação do documentário É Dreda Ser Angolano com a presença dos autores


Sábado dia 2  [16h às 20h]
apresentação projecto BUALA
projecção de trabalhos de artistas africanos (conversas com alguns presentes)
audição de excertos dos audiolivros Estória da Galinha e do Ovo de Luandino vieira, Um Estranho em Goa de Agualusa e Chiquinho de Baltazar Lopes. Editora BOCA
Domingo dia 3 [16h às 20h]
Colectivo Tás a Ver - Fernanda Polacow apresenta Colectivo e exposição viagens por África 
Rádio Fazuma  - Simiando Ideias -  documentário É Dreda Ser Angolano 

 

01.07.2011 | by franciscabagulho | colectivo Tás a Ver, Opera Crioulo, próximo futuro, Rádio Fazuma | 0 comments

pioneiros do cinema africano e 'docudrama' na Gulbenkian

Na sessão de hoje contamos com dois filmes que já têm lugar assegurado na história do cinema:

- “Border Farm” é um ‘docudrama’ realizado pela artista e cineasta Thenjiwe Nkosi, cujo argumento e interpretação é partilhado com o Dulibadzimu Theatre Group.

- “Al’Lèèssi… une actrice africaine”, da realizadora Rahmatou Keïta, é dedicado aos pioneiros da produção cinematográfica no Níger, centrando-se particularmente naprimeira mulher africana a aceitar desempenhar um papel no cinema.

Ambos imperdíveis, estes documentários passam hoje às 22h no écrãn gigante do Anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian e o bilhete pode ser adquirido aqui mesmo, via on-line.

HOJE, 29 de Junho (quarta-feira)  

22h00 Anfiteatro ao Ar Livre CINEMA Bilhete único: 3 Eur

Border Farm, de Thenjiwe Nkosi (África do Sul/EUA, 2010)

Al’lèèssi… Une Actrice Africaine, de Rahmatou Keita (Níger, 2004)

AMANHÃ, 30 de Junho (quinta-feira) 

22h00 Anfiteatro ao Ar Livre CINEMA Bilhete único: 3 Eur

El Ascensor, de Jorge Sierra (Bolívia, 2009)

29.06.2011 | by martalanca | cinema africano, próximo futuro | 0 comments

próximos dias do Próximo Futuro

29.06.2011 | by martalanca | próximo futuro | 0 comments

Próximo Futuro

21.06.2011 | by franciscabagulho | próximo futuro | 0 comments

espectáculos de verão no Próximo Futuro - Gulbenkian LISBOA

18.06.2011 | by martalanca | próximo futuro | 0 comments

Achille Mbembe dia 17 de Junho, em Lisboa

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O autor de On the Postcolony” (2001), vencedor do prémio Bill Venter/Altron Award, e de “Sortir de la grande nuit. Essai sur l’Afrique décolonisée” (Paris, 2010) vem a Lisboa. Dia 17 de Junho, pelas 9h30, no Auditório 2 da Gulbenkian, Achille Mbembe apresentará o paper “Democracia e a Ética do Mutualismo. Apontamentos sobre a Experiência Sul-africana”, no âmbito da programação ‘Próximo Futuro’.

Leia o pensamento de Achille Mbembe no BUALA e também aqui.

Achille Mbembe por Jean-Claude Dhien, para Télérama Achille Mbembe por Jean-Claude Dhien, para Télérama

07.06.2011 | by martamestre | ACHILLE MBEMBE, próximo futuro | 0 comments

Próximo Futuro - segunda parte

No próximo dia 16 retomamos a programação Próximo Futuro com renovado fulgor, com a inauguração de várias instalações nos nossos Jardins e com a estreia do espectáculo “Woyzeck on the Highveld” pela aclamada companhia de teatro sul africana Handspring Puppet Company.
No dia 17 realizam-se as Grandes Lições Próximo Futuro, com a presença de Achille Mbembe (Camarões), Eucanaã Ferraz (Brasil), Margarida Chagas Lopes (Portugal) e Ralph Austen (EUA).

Programa Grandes lições 

Sexta, 17 Jun 2011 09:30 Aud.3 Entrada livre

Transmissão directa online 
Achille Mbembe

Democracia e a Ética do Mutualismo. Apontamentos sobre a Experiência Sul-africana

Nasceu nos Camarões, em 1957, e é investigador em História e Política na University of the Witwatersrand (Joanesburgo, África do Sul). Faz parte da coordenação do The Johannesburg Workshop in Theory and Criticism (JWTC). Escreveu largamente sobre política, cultura e história africanas, sendo autor de múltiplas obras em francês, como “La Naissance du maquis dans le Sud-Cameroun”(1996). O seu livro “On the Postcolony” (2001) recebeu o Bill Venter/Altron Award, em 2006. A sua mais recente publicação é “Sortir de la grande nuit. Essai sur l’Afrique décolonisée” (Paris, 2010).
Eucanãa Ferraz (Brasil)
Da poesia – o futuro em questão

Qual o futuro próximo da poesia? Estaríamos, enfim, assistindo hoje à sua morte, largamente anunciada por pensadores e poetas ao longo do século XX? Há quem julgue haver sinais de que estamos, ao contrário, distantes do fim ou do esgotamento da poesia. Longe de extremos, talvez fosse possível considerar politicamente a actuação contínua e renovada dos poetas, avaliando-a como estratégia de manutenção e/ou criação de espaços viáveis para a inteligência, a subjectividade e a imaginação num mundo largamente dominado pela imagem e pela circulação tão avassaladora quanto a crítica de mercadorias. Mas os poetas nos dias de hoje acreditam nisso? Acreditar nisso não seria uma ilusão a ser descartada? Seria possível objectar que, entre outros problemas, a inserção da poesia no mercado editorial é mínima e que o lugar ocupado por ela nas escolas é acanhado. Além disso, o género, pelas suas próprias características, parece exigir bens indisponíveis para a sua fruição plena, como tempo, concentração e conhecimento de códigos específicos. Como ver alguma solidez no futuro de um género literário que parece confinado ao círculo estreito dos seus próprios produtores? Acresce uma pergunta: os novos media electrónicos são propícias à escrita, à leitura e à crítica de poesia ou, pelo contrário, acelerarão o seu fim?
Propomos um balanço do papel desempenhado pela lírica ao longo do século XX e uma reflexão sobre os seus impasses no mundo contemporâneo, com atenção especialmente voltada para o que seria o seu futuro nos contextos lusófonos.
Eucanãa Ferraz

Poeta, publicou, entre outros, os livros “Martelo” (1997), “Desassombro” (2002 - Prémio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional, para melhor livro de poesia), “Rua do mundo” (2004) e “Cinemateca” (2008). Os três últimos livros t foram editados em Portugal. Para a infância, publicou “Poemas da Lara” (2008) e “Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos” (2009). Organizou, entre outros, dois livros de Caetano Veloso, um de letras, “Letra só” (2003), e outro com textos em prosa, “O mundo não é chato” (2005, Famalicão: Quasi Edições, 2007); reuniu poemas e letras de canção na antologia “Veneno antimonotonia – os melhores poemas e canções contra o tédio” (2005); depois de preparar a “Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes” (2004), passou a coordenar a edição das obras do poeta no Brasil (Companhia das Letras) e em Portugal (Quasi Edições); publicou, na colecção Folha Explica, o volume Vinicius de Moraes” (2006). Também é professor de literatura brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Desde 2010, é consultor de literatura do Instituto Moreira Salles, onde organiza exposições, cursos, leituras e publicações. Edita, com André Vallias, a revista on-line Errática, voltada para arte e a literatura.
Margarida Chagas Lopes (Portugal)
Produção, utilização e partilha do conhecimento na economia global

Uma das contradições fundamentais da chamada era da globalização consiste na oposição resiliente entre os espaços eminentemente nacionais de produção das qualificações e competências e a utilização e reprodução das mesmas em contextos supranacionais cada vez mais amplos. Desta clivagem dificilmente superável tem vindo a resultar uma desigualdade crescente na acessibilidade ao conhecimento à escala global, desigualdade que o esgotamento das formas tradicionais de regulação em economia tem ajudado a potenciar. As insuficiências dos sistemas nacionais de educação e formação articulam-se com as dificuldades crescentes de (hetero)regulação dos mercados de trabalho e dos sistemas de inovação para alimentar fluxos crescentes de trabalhadores excluídos entre as novas periferias e os novos centros do desenvolvimento mundial.
Margarida M.S. Chagas Lopes

É professora auxiliar com agregação do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade Técnica de Lisboa, e investigadora e membro da direcção do Centro de Sociologia Económica e das Organizações (SOCIUS). É responsável pelas disciplinas de Economia da Educação, Economia da Educação e Formação e Economia dos Recursos Humanos da licenciatura em Economia e dos mestrados em Economia e Políticas Públicas e em Sociologia Económica e das Organizações do ISEG. Integra o Grupo de Peritos do Observatório do Emprego e Formação Profissional, desde 1999. Entre os trabalhos publicados, contam-se títulos sobre Economia da Educação, Regulação dos Mercados de Trabalho, Educação e I&D, (In)Sucesso Escolar no Ensino Superior, Ensino Superior e Impactos do Processo de Bolonha, entre outros. ver 
Ralph Austen
As grandes incertezas da historiografia africanista: Existe um tempo ’africano’ e pode o seu passado anunciar o seu futuro?

A minha intervenção aborda dois conjuntos de problemas ligados entre si: a periodização do passado africano e a sua relação com os futuros africanos. A primeira questão é característica de África, na medida em que as periodizações que vigoram, em grande parte, do continente costumam ser definidas em função de iniciativas de agentes externos que entram ou se aproximam de África, em vez de corresponderem a dinâmicas geradas internamente. Por exemplo, na antiga colonização do Magrebe, o comércio islâmico através do Saara e ao longo da costa do Índico, os empreendimentos marítimos europeus junto às costas do Atlântico e do Índico, o colonialismo europeu do interior do continente e uma era ’pós-colonial‘ (oposta a ’nacional‘) eram definidos não apenas pelo colonialismo, mas também por mudanças na política económica internacional (desenvolvimento ‘fordista’ seguido pelo neoliberalismo global). A principal incógnita, que liga este passado ao futuro, é o estado-nação como formação espacial e sociopolítica. O actual mapa político de África é entendido como um produto do colonialismo, mas as fronteiras herdadas só se fixaram na altura da independência, pois, mesmo durante as décadas de ocupação europeia, sofreram alterações consideráveis. Devemos prever o futuro de África em termos de forças externas contínuas (migração, ONG, novos media); nos seus próprios termos formais nacionais, tendo em conta as políticas/comunidades pré-coloniais mais débeis e menos delimitadas (mas mais autonomamente definidas); ou num parâmetro sem precedentes no passado africano? 

Ralph A. Austen (EUA)

É professor emérito de História Africana na Universidade de Chicago, onde antes presidiu à comissão de estudos africanos e afro-americanos e ao Programa de Relações Internacionais.  Entre as suas publicações contam-se “African Economic History: Internal Development and External Dependency” (1987), “In Search of Sunjata: the Mande Oral Epic as History, Literature and Performance” (1998), “Middlemen of the Cameroon Rivers: the Duala and their Hinterland” (1998), “Trans-Saharan Africa in World History” (2010) e “Viewing African Cinema in the Twenty-First Century: Art Films and the Nollywood Video Revolution”. Neste momento, realiza uma investigação sobre o intelectual e escritor maliano Amadou Hampâté Bâ e um trabalho provisoriamente intitulado ”The Road to Postcoloniality: European Overseas Expansion, Global Capitalism and the Transformation of Africa, the Caribbean and India”.

Exposição - Fronteiras. Encontros de Fotografia de Bamako
Notícia - O Estado das Artes em África e na América do Sul 

mmagalhaes@gulbenkian.pt

 

07.06.2011 | by martalanca | ACHILLE MBEMBE, próximo futuro | 0 comments

a CINEMATECA Próximo Futuro está prestes a começar!

Cena do filme AFRICA UNITED, 2010, da realizadora Debs Gardner-Paterson (Reino Unido / Ruanda / África do Sul)  Cena do filme AFRICA UNITED, 2010, da realizadora Debs Gardner-Paterson (Reino Unido / Ruanda / África do Sul)

A Cinemateca Próximo Futuro é singular. É uma Cinemateca que deseja que os filmes apresentados possam constituir narrativas visíveis sobre os países, as pessoas, as paisagens, os criadores oriundos dos continentes que são foco do Próximo Futuro: América Latina e Caraíbas, África e Europa.

Tal como nas edições anteriores, aqui se apresentam durante vários dias, às 22:00, no ecrã gigante instalado no ANFITEATRO AO AR LIVRE do Jardim da Gulbenkian, filmes de vários géneros, que vão do documentário à ficção.

A selecção dos filmes inclui obras antigas da história do cinema de África e da América Latina. Apresentará também pela primeira vez cinema de animação de autores africanos e será ainda possível ver, em estreia absoluta, três obras encomendadas e produzidas por este Programa a três cineastas: Vincent Moloi, João Salaviza e Paz Encina (Produtor Delegado: Filmes do Tejo). 

As sinopses de todos os filmes da Cinemateca Próximo Futuro já estão disponíveis no site oficial do programa e cada bilhete/sessão custa apenas 3 Euros.

Relembramos o calendário dos visionamentos para que possa apontar o quanto antes na sua agenda:

Dia 23 de Junho (quinta-feira), 22:00

Apnée, de Mahassine Hachad (Marrocos), 2010, 10’

When China met Africa, de Marc e Nick Francis (Reino Unido), 2010, 75’ 

Dia 24 de Junho (sexta-feira), 22:00

Fitzcarraldo, de Werner Herzog (Alemanha), 1982, 35mm, 157’

Dia 25 de Junho (sábado), 22:00

[sessão PRÓXIMO FUTURO “Três Filmes, Três Realizadores”]

Cerro Negro, de João Salaviza

Hidden Life, de Vicent Moloi 

Viento Sur, de Paz Encina 

Dia 28 de Junho (terça-feira), 22:00

Afrique Animée, de Moumoni Jupiter Sodré (Mali), 2010, 15’ 

Ti-Tiimou, de Michel K. Zongo (Burkina Faso), 2009, 30’ 

Un Transport en commun, de Dyanna Gaye (França/Senegal), 2009, 48’ 

Dia 29 de Junho (quarta-feira), 22:00

Border Farm, de Thenjiwe Nkosi (África do Sul/EUA), 2011, 32’ 

Al’Lèèssi… Une Actrice Africaine, de Rahmatou Keita (Nigéria), 2004, 70’

Dia 30 de Junho (quinta-feira), 22:00

El Ascensor, de Jorge Sierra (Bolívia), 2009, 90’

Dia 1 de Julho (sexta-feira), 22:00

Africa United, de Debs Gardner-Paterson (Reino Unido/Ruanda/África do Sul), 2010, ‘84

Próximo Futuro 

02.06.2011 | by martalanca | cinema, próximo futuro | 0 comments

ACHILLE MBEMBE no Próximo Futuro

ACHILLE MBEMBE no Centre for Creative Arts (University of KwaZulu-Natal)ACHILLE MBEMBE no Centre for Creative Arts (University of KwaZulu-Natal)Em Junho, esperamos que se junte a nós logo no dia 16 (quinta-feira), às 17h00, na inauguração das intervenções propostas para o JARDIM da Gulbenkian pelos artistas Bárbara Assis Pacheco (Portugal), Délio Jasse (Angola), Isaías Correa(Chile), Kboco (Brasil), Nandipha Mntambo (África do Sul), Rachel Korman(Brasil), e o colectivo Raqs Media (Índia).

No dia seguinte, 17 de Junho (sexta-feira), às 09h30, terá início a segunda parte das LIÇÕES do Próximo Futuro (2011), reunindo investigadores, poetas e professores de diversas geografias (Brasil, Camarões, EUA e Portugal), em torno de reflexões sobre “Democracia e a Ética do Mutualismo” (a partir da “experiência Sul-africana”), “Qual o futuro próximo da Poesia?”, “As grandes incertezas da historiografia africanista” e “Produção, utilização e partilha do conhecimento na economia global”.

Alguns links (complementares às respectivas bios no Jornal) para conhecer os conferencistas de dia 17 de Junho:

Achille Mbembe (Camarões)

What is a postcolonial thinking?

Donors have a simple notion of development

The invention of Johannesburg

Eucanãa Ferraz (Brasil)

Não saberia dizer a hora…

Entrevista

Errática

Margarida Chagas Lopes (Portugal)

Entrevista Antena 1

Desemprego e Interioridade

Principais actividades e trabalhos em Economia da Educação e da Formação

Ralph Austen (EUA)

The Department of History

Trans-Saharan Africa in World History

Postcolonial African Literature

Próximo Futuro

 

20.05.2011 | by martalanca | ACHILLE MBEMBE, próximo futuro | 0 comments

Próximo Futuro

Já saiu o número 7 do Jornal do PRÓXIMO FUTURO! 

Atalho para download aqui.

15.05.2011 | by martalanca | próximo futuro | 0 comments