2ª edição do projecto EVA: Exclusão de Valor Acrescentado

Na sua segunda edição, EVA – Exclusão de Valor Acrescentado, projecto de Residências de Criação Artística, inicia-se em Outubro por 7 bairros na Área Metropolitana de Lisboa.

Esta iniciativa promovida pelo Clube Português de Artes e Ideias em parceria com o Programa Escolhas, e apoiada pela DGartes, expande este ano sua intervenção ao incluir o apoio da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e da Santa Casa da Misericórdia.

Os Bairros da Boavista, Quinta do Mocho, Povos, Martim Moniz e Bairro da Bela Vista, em Setúbal, bem como o Centro de Dia da Sé e o estabelecimento prisional do Linhó, são os locais de acolhimento de 7 residências de desenvolvimento de projectos artísticos orientados para e com a comunidade.

Os artistas André Avelãs, Rui Catalão e Tiago Gandra, Joana da Matta, Paulo Raposo, Constança Saraiva, Tânia Araújo e Tiago Patrício, trabalharão durante dois meses nos respectivos espaços culturais associados dos projectos Escolhas, DGSR e Santa Casa da Misericórdia, culminando cada residência com uma apresentação pública.

Esta edição parte com a ambição acrescida de prolongar a pesquisa e a intervenção artística sobre as geografias sociais da cidade, priviligiando uma orientação metodológica destinada à acção e à participação colaborativa entre artistas e comunidade. Nesta conexão intima, mantemos o propósito de reflectir e propor oportunidades de prática e desenvolvimento artístico não estandardizado no interior de dinâmicas sociais particulares, com o objectivo de contribuir para a quebra de distancias e de territorialidades e incentivar essa mesma prática colaborativa de um modo enraizado na realidade das próprias comunidades locais.

As residências multidisciplinares cruzam as área do design sustentável, da imagem, do som e da performance. O trabalho no terreno poderá ir sendo acompanhado no blogue. + info no site

09.11.2011 | by franciscabagulho | EVA, lisboa

Conversa com o escritor Jean-Yves Loude

No dia 15 de Outubro, às 19h, na livraria Fabula Urbis, haverá conversa com o escritor Jean-Yves Loude, autor do livro Lisboa na cidade negra.

Jean-Yves Loude, etnólogo e escritor, calcorreia a capital portuguesa à procura da história da presença da imigração africana. O autor retoma contactos africanos de viagens anteriores e desenvolve as suas investigações na Lisboa actual, tornando visíveis as influências culturais dos cabo-verdianos, angolanos, guineenses, moçambicanos e são-tomenses, e dá voz a esta comunidade tanto tempo silenciosa. Bisbilhotando na história antiga ao sabor de um jogo das escondidas, apresenta-nos ao mesmo tempo um Lisboa que foi durante séculos a capital europeia mais influenciada por África. Elementos jurídicos, acontecimentos históricos, descrições de quadros ou de esculturas, indícios arquitectónicos juntam ao presente o eco do passado. Em companhia do viajante erudito, que também sabe parar para experimentar gastronomias e músicas, revisitamos Lisboa e descobrimos recantos desconhecidos. Um livro que é um guia cultural maravilhoso e que coloca em paralelo com a mítica “cidade branca” de Alain Tanner esta “cidade negra” misteriosa e encantatória que é a Lisboa africana.

Jean-Yves Loude nasceu em 1950, em Lyon. Aos 20 anos parte em demanda de horizontes remotos na Ásia. A partir daí não parou de conciliar as suas duas paixões: escrever para viajar e viajar para escrever. Todas as suas obras se alimentam duma experiência de alteridade em locais longínquos. Influenciado pela sua formação de etnólogo, ele dá-nos conta da riqueza dos imaginários, empenhando-se no diálogo das culturas. 

Jean-Yves Loude publicou mais de 40 livros : relatos de viagem, poesia, ensaios, romances, para a juventude… 

As suas últimas publicações são: “Coup de théâtre à São Tomé (Actes Sud 2007 - Prix littérature Radio France Internationale) - Tanuk le maudit (Belin 2007 - Sélection du Prix des Incorruptibles) - “Planète Brasília” (Tertium 2008) - “La sanza de Bama” (Belin album 2008) et “Clara au pays des mots perdus (Tertium 2009) .

10.10.2011 | by joanapires | história, imigração africana, lisboa

Festas de Lisboa'11 com Silêncio, Teatro e Música!

20.06.2011 | by martalanca | festa, lisboa

nova galeria BUALA

25.05.2011 | by franciscabagulho | fotografia, lisboa, Nuno Awouters

Cidade aTravessa poesia dos lugares, LISBOA

Depois de um ano atravessando Rio de Janeiro e São Paulo, o evento mensal Cidade aTravessa: poesia dos lugares cruza o oceano e aporta em Lisboa. Nessa primeira edição portuguesa (décima primeira do evento), nômades portugueses e brasileiros como Ana Luisa Amaral, Antonio Cícero, João Gilberto Noll e Fernando Aguiar, o francês Henri Deluy, o italiano Enzo Minarelli, além de outros poetas vindos do México, Holanda e Reino Unido, se reúnem na Casa Fernando Pessoa durante dois dias para celebrar as várias maneiras de dizer poesia.  Com curadoria dos escritores brasileiros Márcio-André, Victor Paes e Ronaldo Ferrito, o evento surge com a necessidade de criar um núcleo móvel da palavra, unindo os movimentos de diversas partes do mundo e fazendo convergir as inúmeras vertentes poéticas atuais, em seu amplo aspecto de entendimento. Leituras, performances de poesia sonora, filmes que experimentam a palavra, poemas visuais, além de conferências instigantes e entrevistas abertas, levam ao público o que há de mais atual na poesia contemporânea. Tudo, claro, regado a absinto, bebida que se tornou símbolo do evento. Em 2011, o Cidade aTravessa acontecerá revezadamente nas cidades de Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo, sempre com transmissão ao vivo pelo website do evento: http://www.confrariadovento.com/cidadeatravessa.htm

 

12.05.2011 | by franciscabagulho | absinto, lisboa, performance, poesia, Rio de Janeiro, são paulo

Fórum Nacional: Jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana

Entre 25 e 27 de Fevereiro a cidade de Almada irá acolher o II Fórum
nacional de jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana,
um encontro organizado pelo Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e o
Instituto Português de Juventude (IPJ, IP), com o apoio do Alto
Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI, IP), e
em parceria com o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa e a African
Diaspora Youth Network in Europe (ADYNE).

Estando em curso, desde Agosto de 2010, o Ano Internacional da Juventude e tendo sido 201decretado pela ONU como o Ano Internacional dos Afrodescendentes, esta será ocasião de promover a participação activa dos jovens descendentes da diáspora para a construção de uma sociedade intercultural e coesa e de fomentar um espaço de diálogo entre organizações de juventude de imigrantes e da diáspora africana em Portugal e outras organizações que trabalhem no campo das migrações.

Além de sessões plenárias e mesas redondas, e de um conjunto de outras
actividades, irão realizar-se quatro grupos de trabalho sobre as
temáticas da emancipação juvenil; empoderamento, participação juvenil
e cidadania activa; diáspora africana, cooperação global e aliança de
civilizações; e inclusão e combate à discriminação. Cada grupo terá um
convidado especialista no tema que fará uma abordagem introdutória às
questões centrais do tema.
Convidam-se jovens com interesse nas temáticas do Fórum, líderes
associativos, jovens de organizações empresariais e sindicais, jovens
activos nos campos da imigração e da diáspora, investigadores e
intelectuais de origem imigrante ou afrodescendentes e jovens de
organizações membro do CNJ, a inscreverem-se, até dia 20 de Fevereiro,
neste encontro que irá realizar-se na Pousada de Juventude de Almada.

A ficha de inscrição e informações adicionais sobe o Fórum estão
disponíveis no sítio do CNJ:
http://www.cnj.pt/index.php

22.02.2011 | by ritadamasio | diaspora africana, forum, ipj, jovens, lisboa

POP UP Lisboa 2010

É uma mostra de arte contemporânea e cultura urbana que vai acontecer em vários espaços de Lisboa: Palácio Verride (em Santa Catarina), Pavilhão 27 do Hospital Júlio de Matos, Lx Factory e estações de comboios de Lx. Arranca a 4 de Novembro e termina a 11 de Dezembro.
A inauguração oficial do POP UP é já na 5ª feira, dia 4 no Palácio Verride em Santa Catarina, às 22h. Festa com performance e Dj entre dezenas de obras de arte espalhadas pelo palácio, entre as quais da Ana Silva & Teodolinda Semedo.
6ª feira destacamos o mural que Pedro Zamith vai fazer ao vivo na Lx Factory. No sábado destaco a abertura da colectiva no Pavilhão 27 do Hospital Julio de Matos às19h, com obras do projecto Mau Din (colectivos internacionais), Miguel Januário, Yonamine, Samuel Rama, Délio Jasse, Abraão Vicente, entre outros.

O POP UP reúne novos talentos, artistas consagrados e especialistas na dinamização de um cartaz cultural que é desenvolvido em interacção permanente com a identidade e a população da cidade onde o evento decorre. O Pop Up visa contribuir para a promoção cultural e identitária da cidade de Lisboa - dentro e fora de portas. Viver a cidade, celebrar a cultura,
Promover Lisboa na rota das capitais da cultura urbana.

03.11.2010 | by martalanca | artistas contemporâneos, lisboa

Festivais de Verão em Portugal - Delta Tejo

O Pólo Universitário da Ajuda, em Monsanto, Lisboa, com o rio Tejo como pano de fundo, recebeu no fim-de-semana passado a 4ª edição do Festival Delta Tejo. Foram três dias de boa música e muito divertimento. Com um cartaz de qualidade, onde se destacaram nomes africanos como Buraka Som Sistema, Nu Soul Family, Nneka, Nancy Vieira, Danae e Os Novos Crioulos, Paulo Flores, Cacique’97, Puto Prata e Batida, entre muitos outros.

O primeiro dia do Festival contou, segundo a organização, com 17.000 pessoas. Com abertura a cargo dos brasileiros Natiruts, cujo vocalista Alexandre Carlo, à conversa com CulturaPALOPsPortugal.com antes do concerto disse: “A nossa música é mais para a noite, mas hoje fizemos um set para agradar ao público, já que vamos actuar no início”. E a propósito da relação entre Brasil e África acrescentou: “Quando estivemos em Cabo Verde a fazer dois concertos conseguimos vislumbrar um pouco de Brasil na dança, sobretudo da zona da Bahia”.

Num dia em que a maioria esperava pela actuação dos Buraka Som Sistema, o público não deixou de vibrar com os músicos que os antecederam no Palco Delta – Natiruts  e Carlinhos Brown, dois músicos brasileiros que conseguiram por a plateia toda a saltar, numa noite em que a selecção brasileira de futebol perdeu com a Holanda no campeonato do Mundo. Carlinhos Brown aconselhou portugueses e brasileiros a “continuar a viver o futebol, não desanimar nem deixar de apoiar as suas selecções nacionais e, acima de tudo, viver com coração”.

Já com a enchente da noite, os Buraka Som Sistema subiram ao palco para alegria dos milhares de fãs que não perderam pela espera. Os sons de kuduro fizeram todos “levantar o pé do chão”, com o público em constante interacção com os músicos, ora aplaudindo, ora acompanhando a letra das músicas. Com alguns temas novos, os Buraka Som Sistema lembraram que este foi o último concerto do grupo em Portugal este ano. 

O segundo dia do Delta Tejo 2010 foi dedicado à Mulher, e teve África nas vozes das caboverdianas Danae e Nancy Vieira e da nigeriana Nneka. Coube a Danae abrir o palco, trazendo os sons de Cabo Verde, cantado em crioulo e português. As palmas mostravam o contentamento do público que descobria uma nova voz da música crioula, encerrando o concerto com uma batucada que contagiou os presentes para um pé de dança.

Com o cair da noite fria, foi a vez de Nancy Vieira, que começou com um público tímido, mas o qual acabou, depois de uma onda de funaná, coladera e batuque, a cantarolar as letras e a curtir a dança. E ainda foram brindados com uma canção nova da cantora, chamada “Águ”, ainda sem data de edição. Neste segundo dia coube a Nneka, cantora nigeriana residente na Alemanha, encerrar o Palco Delta numa noite longa e animada.

 

retirado de Cultura Palop

06.07.2010 | by martalanca | festivais, lisboa, música

Mónica de Miranda apresenta "Military Road" na INIVA, Londres, 8 de Julho.

Talk: the content and the meaning of the spaces we encounter

With Paul Goodwin and Alex Vasudevan

at INIVA

Paul Goodwin, curator and geographer, and Alex Vasudevan, University of Nottingham, will discuss their current research projects and collaborations.

Paul Goodwin has collaborated with Monica de Miranda on  Military Road, a video tracing the path of a road surrounding Lisbon. The remains of this 45km long road have now been occupied by makeshift homes built by recent immigrants. Thus, the area is considered the city’s ghetto.  Historically the army used the road to protect against English and French invaders - today it still acts as a fortress against ‘invading foreigners’, keeping immigrant populations on the margins.

Developed collaboratively with local communities, Military Road is a reminder of how cities function and continue to function in their engagement with immigrant populations.   The work highlights the impact of globalization in the creation of multi- directional migrations of people, cultures and ideas.  Impacting on geographic and cultural transformations in the spatial organisation of the world and the city, from a place of localities into a space of  fluxus and multiple movements of people.

Military Road was part of the Underconstruction research project developed in Lisbon by Monica de Miranda and curator Paul Godwin in 2009.

Alex Vasudevan is a lecturer in Cultural and Historical Geography in the School  of Geography at the University of Nottingham. He will discuss his current work on a book-length project examining the history of the squatting movement in Germany from the late 1960s to the present.

In the Whose Map is it? exhibition nine contemporary international artists question the underlying structures and hierarchies that inform traditional mapmaking. They provide individual insights that inscribe new, often omitted perspectives onto the map. From 2 June until 24 July 2010.

24.06.2010 | by martamestre | cidade, lisboa, migrações, Monica de Miranda, Paul Goodwin