A transfiguração do “Globo”

A 3ª edição do F. Globo acontece de 26 a 31 de Janeiro próximo, no Hotel Globo, na baixa de Luanda. Mais de uma dezena de artistas multidisciplinares desafiados e inspirados pela liberdade apresentam uma mostra colectiva inusitada. 

Criações sem fronteiras, despojadas, provocadoras e indiferentes a regras de qualquer espécie, são o cunho F. Globo. Numa rota única, contrária ao convencional, instituída por curadores e galerias, os artistas são o elemento activo, entregues à transformação influenciada pelos seus parceiros, o espaço, o meio ambiente…

Nesta 3ª edição há mais artistas e mais quartos de hotel abertos à criatividade desprendida. Sem uma predefinição temática, a curadoria serve apenas para criar uma dialéctica entre os trabalhos desenvolvidos por cada artista durante o período do evento. Sendo que o ponto de partida da produção artística é a interacção, o diálogo e a partilha de ideias de um colectivo que nesta edição é composto por:
João Ana e Elepê
Alekssandre Fortunato        
Keyezua                     
Ery Claver
Tho Simões   
Daniela Vieitas + Muamby Wassaky                      
Toy Boy
Kiluanji Kia Henda  + Colectivo Verkron
Edson Chagas                        
Gretel Marin
Kalaf Epalanga e João Ana (Curadores)
André Cunha (Produção)

A mostra temporária decorre em cinco dias. A partir do dia 26 de Janeiro a exibição inicia-se todos os dias às 19 horas, até 31 de Janeiro. A entrada é livre.
O F. Globo vai além do simples acto de pendurar quadros numa parede ou sequer existe para fins comerciais. É o espírito voluntário dos artistas que financia a iniciativa e, desta forma, garantem independência total em relação às instituições ou patrocínios, permitindo-lhes uma abordagem autónoma sobre temas culturais, sociais e políticos, arriscando apresentar novos sentidos estéticos e conceptuais.
A primeira edição do F.Globo em Dezembro de 2015 contou com a participação de 6 artistas: Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas, João Ana, Elepê, Orlando Sérgio e Marcos Kabenda. A segunda edição ocorreu em Julho de 2016 e participaram 9 artistas: Keyezua, Kiluanji Kia Henda (curador), André Cunha (curador), João Ana, Elepê, Angel Ihosvanny, Thó Simões, Ery Claver, Irina Vasconcelos e Muamby Wassaky.

24.01.2017 | by marianapinho | espaço, fronteiras, Fuckin' Globo, galeria, Hotel Globo, liberdade, Luanda, meio ambiente

Seminário “Compreender o ‘Espaço do Lar’ na cidade Africana - Maputo”

 

28 de Setembro de 2010, 14.00 – 17.30

No Centro de Estudos Africanos do ISCTE, em Lisboa

Este projecto interdisciplinar e longitudinal de investigação procurou compreender as formas emergentes de ‘urbanismo enquanto modo de vida’ nas cidades africanas de urbanização acelerada. 

Os investigadores apresentarão no Seminário as conclusões iniciais de duas das três linhas de pesquisa em torno das quais este projecto se estrutura: (i) estudo dos espaços edificados e habitacionais e das condições socioeconómicas dos agregados familiares, realizado em áreas representativas das zonas peri-urbanas da cidade de Maputo (ii) estudo aprofundado de carácter etnográfico, focalizado num conjunto de famílias seleccionadas da amostra total e que tem como objectivo investigar o ‘Espaço do Lar’ enquanto construção social.

Inscrições (até 15 de Setembro), morada e programa

AQUI

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“Understanding Home Space in the African city; the case of Maputo”,

28th September 2010, 14.00 -17.30, The Centre for African studies, ISCTE-IUL, Lisbon.

Through this, the international project seeks to understand the nature of emerging forms of ‘urbanism as a way of life’ in rapidly urbanizing cities in Africa, using Maputo as a detailed case study.

The researchers will present the initial conclusions of two of the three research areas that structure the project: (i) the longitudinal built environment and household socio-economic study for a representative section of the peri-urban areas of Maputo city and (ii) the in-depth ethnographic study of a smaller sample of households vis-à-vis the wider family and social construction of home.

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Arquivo BualaArquivo Buala

11.09.2010 | by martamestre | espaço, etnografia, Maputo, urbanismo