Olhadelas - cinema no feminino

ENTRE 12 e 27 DE NOVEMBRO, ÀS SEXTAS E SÁBADOS, PELAS 21H30,
NO AUDITÓRIO DO GRUPO MUSICAL DE MIRAGAIA
APRESENTAM-SE   
OLHADELAS

Dina e Django, 1980, Solveig Nordlund

 
UM CICLO DE CINEMA DEDICADO A PONTOS DE VISTA FEMININOS, QUE DÁ A VER FILMES DISTANTES DO CIRCUITO COMERCIAL DA AUTORIA DE RECONHECIDAS E JOVENS REALIZADORAS – MARGARIDA GIL, NOÉMIA DELGADO, REGINA GUIMARÃES, SOLVEIG NORDLUND, AMARANTE ABRAMOVICI, ANA ULISSES, CLÁUDIA VAREJÃO E DANIELA LEÃO.
PROGRAMADO A PARTIR DA TRILOGIA TEMÁTICA AMORES-CIRCULARIDADES-REVOLUÇÕES, O ENCONTRO PRETENDE PROVOCAR REFLEXÕES EM TORNO DO OLHAR E DA REPRESENTAÇÃO DA MULHER, CONTANDO AS SESSÕES COM A PRESENÇA DAS REALIZADORAS E DE CRÍTICOS DE CINEMA.
O CICLO É ACOMPANHADO POR UM CATÁLOGO COMPOSTO POR TEXTOS INÉDITOS SOBRE OS 15 FILMES EXIBIDOS E POR ENTREVISTAS ÀS 8 REALIZADORAS.
 

07.11.2010 | by martalanca | cinema, feminino

Dolce Vita Africana de Cosima Spender, no doclisboa

Dolce Vita Africana de Cosima Spender

FRANÇA, REINO UNIDO, 2008, 59’

Retrato do fotógrafo africano Malick Sidibé e viagem através da história recente do Mali. As fotografias de Malick Sidibé captam o espírito despreocupado de uma juventude ávida de rítmos internacionais, que afirma a libertação do colonialismo nos primórdios da independência.

No DocLisboa [www.doclisboa.org]

21 OUT. 21:00 – Cinema LONDRES - Sala 2

23 OUT. 18:30 – Cinema LONDRES - Sala 2

24 OUT. 20:30 – Cinema LONDRES - Sala 1

20.10.2010 | by franciscabagulho | cinema, Fotografia Africana

UM HOMEM ENTRE DOIS MUNDOS, São Paulo

Cine Afro Sembene apresenta: Um homem entre dois mundos de Thorold Dickinson - Inglaterra - 1946

Sábado, 16 de outubro de 2010 - 19h00, no Cecisp- Associação Centro Cineclubista de São Paulo [Rua Augusta, 1239, conj. 13 e 14 - Metrô Consolação] Informações: (11)3214-3906  Entrada gratuita

Sinopse: Depois de quinze anos vivendo na Europa, onde fez notável carreira como pianista e compositor, Kisenga retorna em missão diplomática a sua terra natal na África, para ajudar autoridades locais na campanha de controle a um surto de doença. Porém, sua credibilidade e os costumes de seu povo entram em choque.

AGENDE-SE:  O Cine Afro Sembene, homenagem a Ousmane Sembene, considerado “O Pai do Cinema Africano”, acontece mensalmente no CECISP, todo terceiro sábado do mês, com filmes sobre tematica africana, seguido de conversa com um comentarista convidado para troca de impressões e de um chá de confraternização entre os presentes.

13.10.2010 | by franciscabagulho | cinema

“Avó (Muidumbe)”, um filme de Raquel Schefer

DocLisboa / Competição Nacional de Curtas-Metragens 

15/10, 19h

Grande Auditório da Culturgest

11’, DV-CAM, cor, stereo, 2009

 

Moçambique, 1960, pouco tempo antes da eclosão da guerra, retrato de uma família colonial. Uma sequência de material de arquivo filmada pelo meu avô, antigo administrador colonial em Moçambique, é o ponto de partida de um documentário experimental sobre a história da descolonização portuguesa e a sua memória. Mémoria dupla ou desdobrada: a mémoria vivida e descritiva dos colonizadores (os seus textos, as suas imagens) contra a memória fabricada dos seus descendentes. O filme encena as minhas memórias indirectas de Moçambique no período colonial.


08.10.2010 | by martalanca | cinema, Moçambique

DOCTV na Cinemateca

A partir de amanhã e até sexta-feira decorre na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, a Mostra dos Documentários resultantes do 1º Programa DOCTV da CPLP, com filmes de todos os países membros desta organização.

Mais informações nos sites do ICA e da Cinemateca.

14.09.2010 | by guilhermecartaxo | cinema, cinemateca, CPLP, documentário

África_já ali

no  Auditório do Grupo Musical de Miragaia

4 de Setembro a 1 de Outubro de 2010

Programação de José Maia 

 

 1ª sessão

África _ já ali

Sábado, 4 de Set. de 2010

  

21h30 _ As estátuas também morrem, Alain Resnais e Chris Marker

22h00 _África, Paraíso e Inferno Werner Herzog



As estátuas também morrem, (Les Statues Meurent Aussi), 1953, 29`

Alain Resnais e Chris Marker

“Este filme-colagem, tido por fundador de um género de documentário a que se chamou “ensaio cinematográfico”, surge num período de violentas tensões políticas e resulta num delicado revelador deste mundo em transformação.

(…)

As estátuas também morrem, trata do desentendimento entre o homem branco e o homem negro, detendo-se nos equívocos e na violência que a presença dos artefactos africanos nos museus europeus (tanto quanto a sua ausência do Louvre, o mais nobre desses museus) desvenda.”

(…)

Em As estátuas também morrem, o ânimo da cultura africana é o rosto da morte do imperialismo europeu (…) “Um objecto está morto quando o olhar vivo que pousava sobre ele, desapareceu. E quando nós desaparecermos, os nosso objectos irão para onde nós enviamos os dos negros: para o museu.”

João Sousa Cardoso In texto de sala da 1ª sessão

África, Paraíso e Inferno (Fata Morgana), 1971, 79

Werner Herzog

“Fata Morgana surge na vaga do Novo Cinema Alemão, protagonizada por cineastas de esquerda (Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog, Wim Wenders e Werner Schroeter, entre outros) que, a partir dos anos 60, procuraram estabelecer uma renovada cultura na Alemanha Ocidental, com manifesto repúdio pelo passado nazi. (…)

A promessa da sequência de abertura do filme em que, por 8 vezes, assistimos à aterragem de um avião, repetição que nos faz aí compreender uma crítica mordaz à abrupta imposição do colonialismo em África, no embalo do ritmo industrial e no sentimento do homem branco como providência (…)

São evocadas as várias formas de destruição e de opressão étnica, aproximando o anti-semitismo nazi e o racismo colonialista, a história política e a militância ecologista.”

João Sousa Cardoso In texto de sala da 1ª sessão

 

Segunda-feira, 6 de Set. de 2010

1ª parte

África 50,

(Afrique 50) 1947, 20`

René Vautier

2ª parte Apontamentos para uma Oréstia Africana, (Appunti per un’Orestiade Africana) 1970, 75`

Pier Paolo Pasolini

 

3ª sessão _ Sábado, 11 de Set. de 2010

1ª parte

Os Mestres Loucos,

(Les Maitres Fous), 1955, 28`

Jean Rouch

 2ª parte

Eu, um Negro,

(Moi, un Noir), 1958, 72`

Jean Rouch

 

4ª sessão _ Segunda-feira, 13 de Set. de 2010

1ª parte

alheava_filme, 2007, 30`

Manuel Santos Maia

 

2ª parte

A Costa dos Murmúrios, 2004, 115`

Margarida Cardoso

 

5ª sessão _ Sábado, 18 de Set. de 2010

Non, ou a Vã Gloria de Mandar, 1990, 110`

Manoel de Oliveira

 

6ª sessão _ Segunda-feira, 20 de Set. de 2010

  

Terra Sonâmbula, 2007, 98`

Teresa Prata

 

7ª sessão _ Sábado, 25 de Set. de 2010

  

Casa de Lava, 1994, 110`

Pedro Costa

 

8ª sessão _ Segunda-feira, 27 de Set. de 2010

 

Bab Sebta, 2008, 110`

Frederico Lobo e Pedro Pinho

 

9ª sessão _ sexta-feira, 1 de Out. de 2010

 

Juventude em Marcha, 2006, 155`

Pedro Costa

 

O ciclo África_já ali

 

Pelo olhar e pensamento de realizadores europeus de diferentes gerações, com obras de ficção, etno-ficção e documentais iremos ver, (re)conhecer e reflectir como o ocidente representou e representa, pensou e pensa África.

As obras que serão apresentadas neste ciclo compreendem diferentes enquadramentos históricos, políticos, sociais e culturais permitindo-nos pensar:

Nós, o Outro e a relação entre Ocidente e África na cultura ocidental e na cultura africana pelas obras de Alain Resnais e Chris Marker, Werner Herzog, Pier Paolo Pasolini;

o ocidente em África no período de colonização de África pela primeira obra cinematográfica de reflexão crítica ao colonialismo África 50 de René Vautier e pelas obras de Jean Rouch e Pier Paolo Pasolini;

o confronto com o olhar africano sobre o europeu e como e quanto europeu é o africano colonizado pela obra Jean Rouch;

a colonização portuguesa, a Guerra Colonial o fim do Império e descolonização pela obras de Manoel de Oliveira, Manuel Santos Maia e Margarida Cardoso;

África Hoje, após independências e o surgimento das novas nações africanas numa  viagem falada em português de Moçambique à “Terra Sonâmbola” do escritor Moçambicano Mia Couto com Teresa Prata e outra em crioulo, que também tem base lexical portuguesa, até à “Casa de Lava” de Pedro Costa, em Cabo Verde;

os fluxos migratórios africanos do norte de África para a Europa e a emigração cabo-verdiana para Portugal serão verificados por Frederico Lobo e de Pedro Pinho e por Pedro Costa;

África em Portugal, Hoje verificada pela presença de africanos, de portugueses africanos e de africanos portugueses, resultado dos vários processos de migração de uma “Juventude em Marcha” para Portugal;

01.09.2010 | by martalanca | cinema

Pedro Costa em destaque nos Estados Unidos e no Brasil

NE CHANGE RIEN, de  Pedro Costa, inaugura o programa do Festival All Tomorrow’s Parties, comissariado por Jim Jarmusch, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, na próxima sexta-feira. O filme estreará a 3 de Novembro nos Estados Unidos, em Nova Iorque, Los Angeles, Seattle, Chicago e Boston. O cineasta é também homenageado no Brasil, onde o Centro Cultural Banco do Brasil, uma das mais prestigiadas instituições de divulgação cultural, apresenta este mês uma retrospectiva da sua obra em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília.

O Festival ALL TOMORROW’S PARTIES - título de uma canção dos Velvet Underground - foi fundado em 1999 como uma alternativa aos festivais de Verão tradicionais e oferece um espectro de programação que vai do rock à musica de vanguarda e ao hip-hop passando por exposições de arte e ciclos de cinema. O cineasta Jim Jarmusch foi o comissário escolhido para programar a edição deste ano. É também dele - e da Criterion Collection, a editora norte-americana de Costa - a escolha dos filmes a apresentar. NE CHANGE RIEN será projectado na sexta-feira 3 de Setembro e Pedro Costa estará presente no ATP 2010 para um debate com Jim Jarmusch.

No Brasil, para além da retrospectiva que será exibida nas três principais cidades brasileiras, foi ainda dada Carta Branca a Pedro Costa, que seleccionou para o programa filmes de António Reis e Margarida Cordeiro, Andy Warhol, Jean-Marie Straub e Danièlle Huillet, entre outros.  A mostra é organizada pela Associação Filmes de Quintal, que em 2007 realizou a primeira retrospectiva de Pedro Costa no Brasil, durante o forumdoc.bh.2007. A imprensa brasileira destaca a retrospectiva elogiando a iniciativa. O Estado de São Paulo publica hoje uma entrevista com o realizador e destaca num outro artigo que “o grande barato desta semana para os cinéfilos não é a estreia de nenhum blockbuster manjado (…) é a obra de um cineasta original. Trata-se do português Pedro Costa, que ganha retrospectiva completa no Centro Cultural Banco do Brasil. Na mostra estarão presentes os sete  longos e os três curtos  (…) [que] ajudam a compor o surpreendente mosaico da maneira de pensar deste cineasta”. Também o Guia Folha destaca a retrospectiva do realizador que considera “rigoroso, austero e exigente”.

ler aqui

01.09.2010 | by martalanca | cinema, Pedro Costa

A Saga negra do Norte

No Museu Afro Brasil (São Paulo):

28.07.2010 | by martamestre | cinema, Museu Afro Brasil

Dia 30, 4ª feira, na ZDB, em Lisboa

SUR LES TRACES DU BEMBEYA JAZZ
DE ABDOULAYE DIALLO

 


(2007, documentário, Burkina Faso, 72 min, DVD, cor, em Francês com legendas em Inglês)

Em 1961, numa pequena aldeia no meio da floresta tropical Guineense, é formado um grupo de música. Esta banda em breve se tornará uma das maiores orquestras da África moderna. É Bembeya Jazz. Esta orquestra, que simboliza a revolução do guineense Ségou Touré, conseguiu abalar todo o continente africano com a sua música. Quarenta anos depois, voltamos às suas raízes. Para além das dificuldades, o “mistério Bembeya” ainda sobrevive: a lenda continua!

Nascido em 1971 na Costa do Marfim, Abdoulaye Diallo, trabalhou como produtor de rádio e animador cultural no Burkina Faso durante muitos anos. Desde 1998, administra o Centro Nacional da Imprensa Norberto Zongo (CPN-NZ) e é o Secretario Geral da Associação de Jazz assim como coordenador do Festival de Jazz Ouaga.


Diallo é também co-fundador do Festival de Cinema Africano Cine Droit Libré.


Exibição com o apoio de Africalia Belgium

 

+ info:

ZDB

20.06.2010 | by martamestre | Abdoulaye Diallo, cinema

TOPOGRAFIA DE UM DESNUDO de Teresa Aguiar

TOPOGRAFIA DE UM DESNUDO de Teresa Aguiar
seguido de debate
25/06 - 19 horas - Odeon, Rio de Janeiro,
 
A estória de um fato que abalou o início dos anos 60: a “operação mata-mendigos”. Esse episódio aconteceu no Rio de Janeiro, e culminou com a morte de vários moradores de rua, que eram presos, torturados e depois jogados aos rios Guandú e da Guarda. Alguns pesquisadores ligam as torturas a uma espécie de “treinamento” pelo qual estavam passando quadros da própria polícia, já que o fato aconteceu na “ante sala” do golpe militar. Mas o consenso é que o fato estava ligado à visita da Rainha Elizabeth ao Brasil. A “operação mata-mendigos” foi um processo de limpeza social.
Esse fato teve uma grande repercussão nacional e internacional já que, pela primeira vez, uma operação dessa natureza era deflagrada com a participação de membros dos poderes instituídos. Com o golpe de 64, os processos foram arquivados e a história “apagada”. Contar essa história hoje extrapola a denúncia de algo que passou. É uma forma de refletir sobre como a sociedade trata ainda hoje a questão dos excluídos.
 
Em 1972, Teresa Aguiar era professora da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP e foi com um grupo de alunos apresentar “O Rato no Muro” de Hilda Hilst no Festival de Teatro de Manizales, Colômbia. Nesse festival foi apresentada a obra “Topografia de um Desnudo” do chileno Jorge Diaz, que escreveu a peça baseado numa matéria que saiu nos jornais do Chile sobre a “operação mata-mendigos”. Junto com Teresa, assistiu ao espetáculo seu aluno, Ney Latorraca, que mais de 40 anos depois, integra o elenco do filme. De volta ao Brasil, Renata Pallottini fez a tradução e Teresa tentou encená-lo, mas o texto ficou preso na censura por 13 anos, e só em 1985 foi produzido. Porém, o texto nunca chegou a ser liberado totalmente, pois mesmo nos anos 80 era necessária uma autorização provisória da Polícia Federal, que era renovada a cada 15 dias. 

SINOPSE
Rio de Janeiro, anos 60. A cidade se prepara para receber a visita da Rainha Elizabeth. Num clima de tensão social e política que antecede o golpe militar, uma jornalista investiga a morte de moradores de rua e se envolve num perigoso jogo de interesses. Baseado em fatos reais desvenda um lado pouco conhecido da História: a “Operação mata-mendigos”, que ocorreu no Rio de Janeiro entre 62 e 63 e um dos motivos era a necessidade de “limpar” a cidade para a visita da Rainha.
 

19.06.2010 | by martalanca | cinema, Rio de Janeiro

Mahla, dos moçambicanos Mickey Fonseca e Pipas Forjaz

SYNOPSIS (fr.) Ermelinda est une infirmière à l’hôpital central de Maputo. Lasse des coups donnés par un mari abusif, Jerry, un agent immobilier, elle décide de le quitter malgré le fait qu’elle apprend qu’elle est enceinte. Dans le bus qui la ramène à la maison, pour aller chercher son fils et quitter définitivement Jerry, un événement survient et met en doute sa décision et sa personnalité.
SYNOPSIS (ing.) Ermelinda is a nurse who works at the Maputo
Central Hospital. Tired of receiving beatings from her abusive husband, Jerry, a real estate agent, she decides to leave him even though she finds out she is pregnant. On the bus home to fetch her son and leave Jerry forever, something happens.

A história de uma tragédia com um paiol à mistura
Em «MAHLA», a mais recente produção cinematográfica dos cineastas moçambicanos Mickey Fonseca e Pipas Forjaz, é uma história da triste relação entre uma enfermeira que se esforça em manter o seu trágico casamento com um agente imobiliário que também vive do roubo para sustentar o seu vício pelo consumo do álcool. Pelo meio, a explosão do paiol de Mahlazine vem tornar ainda mais trágica a história do casal, uma história atravessada por muitas outras tragédias que fazem parte do nosso quotidiano, como é o caso do drama dos linchamentos.
Jerry, cujo papel é desempenhado pelo conhecido actor Mário Mabjaia, é um agente imobiliário que sofre de várias doenças extremamente perigosas para a manutensão de uma vida condigna e do seu matrimónio com a Ermelinda, uma enfermeira do Hospital Central de Maputo, cujo papel é desempenhado pela conhecida dançarina Edna Jaime.
Para além de sofrer de cleptomania, uma doença que o manda roubar sempre que a oportunidade lhe aparece pela frente, Jerry é um alcoólatra incorrigível. Não corresponde propriamente – como já se viu – ao retrato do marido ideal. Pior: não reconhece o esforço que – diante das circunstâncias – a Ermelinda faz para manter o lar, o seu papel de esposa perfeita, recatada, religiosa, trabalhadora, mas sobretudo o papel de mãe afectuosa de um
filho com sete anos de idade. Na vida doméstica, não há nada que lhe escape à atenção, embora tudo o que ela faça acabe sempre por atrair a insatisfação inusitada do marido bêbado que responde de seguida com cenas de violência doméstica, ante a contestação dos vizinhos.

Mickey Fonseca escritor, produtor, realizador
Pipas Forjaz produtor, director de fotografia, editor
Actores Principais Mario Mabjaia, Edna Jaime, Azagaia
estreia
Berlin, 18 de Fev 2010 na serie LATITUDE- Nove filmes de curta metragem contemporanea de Africa patrocinado pelo Goethe InstituteJHBe ICMA.
Nomeado
African Movie Academy Awards(AMAA) na categoria de Best short film 2010 na Nigeria

 

15.06.2010 | by martalanca | cinema, Mickey Fonseca, Moçambique, Pipas Forjaz

Estreia ULIME

ulime - cartaz 

O filme “ULIME”, do cineasta cabo-verdiano Tambla Almeida, estreia a 28 de Maio, na Academia de Música Jotamont, às 18h30. O evento é fruto de uma parceria entre a Rábida Audiovisual Cultural e o Instituto Camões – Centro Cultural Português, Pólo do Mindelo. 

“ULIME” será apresentado na Praia, em Junho, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, em parceria com a Fundação Amílcar Cabral. 

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ULIME

de Tambla Almeida 

Cabo Verde | 2010 | 19 mn  

SINOPSE 

« Nôs’Tud esfomead de tud-cásta  de fome » - Luís Ronamo 

Na secura da paisagem saheliana, Blimundo, boi-gente, sofre os tormentos da canga que já não existe e da falta de recursos que ainda subsiste. Desterrado e sem encontrar razões para uma condição nova, este herói esquecido começa a desentender-se com o seu próprio isolamento.  

EQUIPA DE PRODUÇÃO 

Realização – Tambla Almeida

Produção Executiva – Matilde Dias

Som – David Cordeiro

Fotografia – Bob Lima

Montagem – Jack Dias

Assistente de Realização – Manuel Fortes

Música – Mick Lima e Baptistinhas

Concepção gráfica - Elson Santos (KRIATIV)

Distribuição/Divulgação – Rabidá Audiovisual Cultural  

ELENCO 

Capton Blimunde – Herlandson Duarte 

27.05.2010 | by samirapereira | audiovisual, cabo verde, cinema, tambla